Sexta, 11 Maio 2007
Os últimos vistos em DVD
Pequena Miss Sunshine
[Little Miss Sunshine] De Jonathan Dayton e Valerie Faris. Com Abigail Breslin. Drama. [2006] (R)
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Ás vezes não se é necessário milhões e milhões de dollares, anos de produção e grande hype. Pequena Miss Sunshine chegou ano passado como um simples drama indie que ganhou muita fama em festivais. Disso nós vemos muito. O que não vemos porém, é um filme tão pequeno carregar tanta maestria, intensidade e finalmente diversão, somente em seus curtos 100 minutos. Um elencaço compõe o longa, provavelmente um dos grandes feitos e fonte de satisfação da sessão. Além dos desconhecidos Abigail Breslin e Paul Dano maravilharem, temos excepcionais atuações de Toni Collette e principalmente Steve Carrell, além de claro, Alan Arkin. O visual ficou lindo, com bela fotografia, boa montagem e uma trilha sonora que agrada e emociona ao mesmo tempo, ao percorremos um trajeto loucamente irregular e uma família excepcionalmente caindo aos pedaços, roterizados por um autor com um dom especial para diálogos, relações de famílias e sem dúvida, um grande coração, coisa que não falta no filme. Enfim, foi um dos melhores e mais agradavéis longas do ano passado e deixá-lo passar despercebido seria pecado. Um clássico.
Vencedor de 2 Oscar: Melhor Roteiro Original. Melhor Ator Coadjuvante (Alan Arkin). Indicado a 2 Oscar: Melhor Filme. Melhor Atriz Coadjuvante (Abigail Breslin).
O Grande Truque
[The Prestige] De Christopher Nolan. Com Hugh Jackman. Suspense. [2006] (R)
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Após muitos meses de espera para conferir mais uma vez o longa que me deixou literalmente de queixo caido, tive a oportunidade reve-lo. A obra fantástica de Chris Nolan é uma raridade, um diamante bruto, um filme simplesmente espetácular. O filme é um truque. Envolve, intriga, irrita e te envolve em segredos e suspense para depois surpreender e maravilhar. E como um grande truque, após sabermos o segredo já não é um truque mais. Mas Nolan caprichou e mesmo após uma revisitagem, confesso que o segundo final do filme, com uma imagem apenas, simplesmente me deixa intrigado e quase capaz de rever mais uma vez. Enfim, é um filmaço grandioso em todos os sentidos. O visual é caprichado, com fotografia e direção de arte, além de trilha sonora e uma montagem perfeita. Nolan sabe carregar o longa bem e nunca perde a atenção. Ele soube criar cinema de verdade e melhor, criou um truque também. Palmas também para o elenco, principalmente Christian Bale, brilhante. Filme maravilhoso e ainda efficiente.
Indicado a 2 Oscar: Melhor Fotografia. Melhor Direção de Arte.
Perfume: A História de Um Assassino
[Perfume: The Story of a Murderer] De Tom Tykwer. Com Ben Wishhaw. Suspense. [2006] (R)
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Outro filme bom para rever, Perfume me pegou de surpresa nos cinema e a segunda sessão ainda não conseguiu me decepcionar. Arquitetado com surrealismo, lirismo e um olho certo para visual e construção de personagem, é um longa único e completamente irresistível, mesmo que difícil e para poucas pessoas. Vai ser difícil apreciar o assassino e sua personalidade louca, mas mesmo assim é facil cair de joelhos e apreciar como o diretor foi preciso em seu longa, como criou visuais e sons para nutrir ambos os olhos e os ouvidos, já que seria impossível nutrir ao aroma, mas ele chegue surpreendentemente perto. Seu filme foge do convencional, abraça ousadia e mergulha de cabeça em um mundo cruel mas incrívelmente belo aos olhos de um cinefélio. Perfume é cinema de arte em seu melhor estado. Deslumbre é apenas uma das coisas que passa com seu clímax arrepiante.
Fonte da Vida
[The Fountain] De Darren Aronofsky. Com Hugh Jackman. Ficçao. [2006] (R)
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Já que estou revendo todos os filmes que vi nos cinemas, Fonte da Vida não poderia de modo algum deixar de ser revisto. Após o impecável Requiem Para Um Sonho e o excelente Pi, Aronofsky chega com seu filme mais fraco, mesmo que isso não signifique que seja ruim, pelo contrário. A obra de Aronofsky é estonteante e um delírio para os olhos. Seu filme está diretamente ligado ao espiritismo, religiosidade e ao amor, investigando profundamente as raízes de tais elementos, ele viaja e nós espectadores somos levados juntos. Como seus outros filmes, esse é mais uma experiëncia do que exatamente um simples filme comum. Nós viajamos com a fotografia maravilhosamente arrepiante e belíssima e a direção de arte das mais incríveis. Mesmo assim a melhor coisa do filme é a trilha sonora original de Clint Mansell, que merecia ter ganho o Oscar mas se quer foi indicado. É linda e arrepiante em todos os sentidos imagináveis. Ajuda a compor uma atmosfera densa ao longa, que é a proposito complicado e audaz, fugindo de qualquer conexão com a realidade, mas expondo sentimentos únicos, metáforas necessárias e ao final da sessão queremos ve-lo mais uma vez e entender ainda mais um pouco da jornada. Muito bom, importante inclusão ao mundo cinematográfico.
Indicado ao Globo de Ouro: Melhor Trilha Sonora Original.
Kundun
[Kundun] De Martin Scorsese. Com Tenzin Thuthob Tsarong. Drama. [1997]
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Provavelmente o filme mais fraco que cheguei a ver de Scorsese, Kundun não chega a ser ruim, alias, gostei bastante do filme, mas simplesmente não é Scorsese e creio que ele poderia ter feito um trabalho melhor. O tema abordado é interessante e seguimos a interpretação do diretor até o final com fidelidade, aceitando. Chega a um ponto perto do final do filme que começei a me perguntar como Scorsese pecou ao longa do filme, para começar, sua narrativa lenta deixa de cativar diversas vezes e mesmo com escolhas audazes sobre o elenco desconhecido e inexperiente funcionando, o que faz seus filmes bons é sua habilidade incrível de entreter e criar mundo agéis e divertidos, coisa que faz até mesmo com o longo e lento O Aviador, biografia excepcional. Mas vamos ao que importa: a trilha sonora é maravilhosa e o visual também, os atores funcionam e Scorsese consegue demonstrar com algumas raras cenas como ele é um mestre. Pena que não menteve sua maestria ao longo de toda a projeção. Mesmo assim, é um longa que recomendo e pode sim ser visto e não pode ser descartado da filmografia do mestre.
Indicado a 4 Oscar: Melhor Fotografia. Melhor Trilha Sonora Original. Melhor Direção de Arte e Cenários. Melhor Figurino.
A Menina e o Porquinho
[Charlotte's Web] De Gary Winick. Com Dakota Fanning. Família. [2006] (R)
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Esse foi necessário rever, já que nos cinemas fui obrigado a ver dublado. Mas não teria como deixar de ver, já que é uma adaptação de livro que me apaixonei á vários anos atrás. Hoje ainda está em minha memória e o filme fez jus ao filme, fidelidade é principal virtude do longa e magia também. Bom elenco de ação e bom elenco de vozes, com Julia Roberts combinando perfeitamente com Charlotte. O filme tem efeitos especiais excelentes que não corrompen a narrativa, entregam mais magia à um conto liderado com brilho, sutileza e muita serenidade pelo diretor, em ótima narrativa. Gostei muito do filme e foi bom ve-lo de novo, principalmente com a oportunidade de ver com alguém mais novo, para assim poder aprovar que o longa cumpre seu dever, agrada à toda a família e entretem, já que foge de clichés e faz boa mistura de magia, comédia, aventura e muita graça. Um ótimo filme.
A Nova Onda do Imperador
[The Emperor's New Groove] De Mark Dindal. Com a voz de David Spade. Animação. [2000] (R)
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Uma ótima animação lotada de humor excepcional, muita diversão e personagens excelentes. Impossível resistir aos charmes da animação, exburante e original, sempre ágil, sempre engreçada e oferecendo a todo momento diversão mais que necessária. É sempre bom rever, principalmente com o aúdio original, contando com David Spade entregando voz ao perfeito personagem. A animação ainda conta com trilha sonora bem legal e um visual que cumpre seu dever, além de claras homenagens do diretor e muitos momentos de humor dignos de muitas gargalhadas e aplausos. Boa animação que chegou no momento certo para cativar e divertir e hoje ainda pode garantir muita satisfação, até mesmo para adultos sedentos por diversão descompromissada.
Indicado ao Oscar: Melhor Canção Original (My Funny Friend and Me)
Bem-vindo à Prisão
[Let's Go to Prison] De Bob Odenkirk. Com Will Arnett. Comédia. [2006]
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Contando inúmeras vezes com humor genial e afiado, é uma comédia que poderia ter sido muito mais se não tivesse caido no desgosto e se deixando levar pela mediocridade e por momentos cömicos completamente descartáveis e sujos. No meio do caminho, há muito do que aproveitar, mas não vale muito a pena já que também há muito de inútil. A sessão se limita, não se desenvolve e não trabalha no humor, decepcionando quando poderia estar surpreendendo e satisfazendo. Os atores compoem bem e a história tem certa idiotice óbvia, mas ate que o humor funciona em alguns e momentos e somente por isso não é completamente descartável. Mesmo assim, também não é recomendável.
A Promessa
[Wu Ji] De Kaige Chen. Com Dong-Kun Jang. Fantasia. [2005]
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Decepcionante, eu esperava muito mais desse filme. Contando com um visual muito flácido e superficial, o longa falha onde teria o seu ponto alto e com isso decepciona tremendamente quem esperava um filmão. Há coisas para se aproveitar do longa, como a bela história e algumas sacadas geniais, mas falta coesão, ritmo, coerencia e narrativa. É tudo muito bagunçado, confuso e desfigurado. O trabalho soa, por isso, falhado e descartável. Ainda precismos aturar atuações pouco satisfatórias e cenas incrívelmente ridículas. O filme se torna cansativo, chato e nada divertido, como deveria ter sido. Não há muito para apreciar aqui, mas há muito para se ter pena.
Indicado ao Globo de Ouro: Melhor Filme Estrangeiro (China)
Poder Além da Vida
[Peaceful Warrior] De Victor Salva. Com Scott Mechlowicz. Drama. [2006]
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Mergulhado no superficialismo e incrívelmente chato, é outro filme decepcionante e que seria completamente desnecessário. Poderia ter sido motivador e emocionante e foi, na verdade, digno de risos. Espiritual e com boas intenções, o filme se perde mesmo com o roteiro muito mal desenvolvido e por ter um diretor completamente perdido em suas verdadeiras intenções e ambições. Os atores estão bem e salvam o filme do desastre total. Nick Nolte principalmente e Scott também surpreende, mas eles estão conturbados de clichés e esteriótipos. Nós somos manipulados e sofremos com pregações e cenas intensamente mal desenvolvidas. O desfecho, a última cena, funciona muito bem, maso resto pode jogar fora.
(R) revisto
((R)) revisto mais de uma vez
16:55 Escrito em Film | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
Sábado, 05 Maio 2007
Cinema: Estréia da semana (04/05)
Homem-Aranha 3
A BATALHA INTERNA.

Uma entidade preta e estranha de outro mundo cria um vínculo com Peter Parker e causa uma explosão interna enquanto é obrigado a lidar com novos vilões, tentação e vingança.
Ação. 140 minutos.
Dirigido por Sam Raimi (Homem-Aranha 2).
Estrelando Tobey Maguire (O Bom Pastor), Kirsten Dunst (Maria Antonieta), James Franco (Tristão e Isolda), Thomas Haden Church (Idiocracy) e Topher Grace (Em Boa Companhia).
A crítica: Elogiado, teve aprovação de 62% e mesmo sendo menor que a dos filmes anteriores, teve muitos adoradores, mesmo que duras críticas. Foram 109 positivas e 68 negativas. A Time e o Salon adoram e Peter Travers da Rolling Stone confessa que: "Existem deliciosos pontos de sobra em Homem-Aranha 3 para quem perceber." A Empire gosta e Variety, entre outros, decepcionam.
O consenso: Cenas de ação ainda brilham mesmo não sendo tão refinado como os anteriores.
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RESENHA EM BREVE.
Outras estréias:
Marcas da Vida -- Em Me Chamo Elisabeth -- Ódique? -- O Guardião -- Uma Juventude Como Nenhuma Outra -- Lost Zweig
14:35 Escrito em Film | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
Resenha: A Última Cartada
Tiros de sangue: a face de um crime.
A Última Cartada

Smokin' Aces (2007)
Dirigido por Joe Carnahan.
Com Ryan Renolds, Jeremy Piven e Alicia Keys.
Ação. 108 minutos.
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Depois de se tornar um perigoso e charmoso apresentador nada comum, Buddy Israel vai de famoso nos casinos para procurado pela máfia. Infelizmente para ele, acaba testemunhando algo confidencial e vira prova concreta da polícia. Com isso, logo se torna alvo de muitas, muitas pessoas querendo ganhar uma grande quantidade de dinheiro.
Não cheguei a conferir o filme anterior de Joe Carnahan, Narc, mas fiquei com vontade. A Última Cartada pode não ser um excepcional filme e nem mesmo ótimo cinema, mas é um longa de escapismo lotado de pompa, adrenalina e um visual ousado e cativante. Por trás das falhas imensas no seu roteiro, Carnahan consegue disfarçar e com muito sangue carregado nas armas, solta tiros de audacidade, criando o visual perfeito para um crime e com isso, para um filme de ação. O longa logo se torna divertimento garantido.
Não posso deixar de recomendar o filme, principalmente para quem busca ação e divertimento, afinal, o longa pode se cercar com inúmeras sub-tramas, dentre as quais raramente funcionam, mas quando muda seu foco para tiroteios, sai bem sucedido, com um olho admirável por ação de Carnahan. O elenco ultra-estrelar começa desconfortável, mas se acomodam em seus personagens e satisfazem, principalmente Ryan Renolds, Jeremy Piven e sim, Alicia Keys. Os meus preferidos do filme em boas atuações descompromissadas, mas admiráveis.
O exagero muitas vezes acaba vencendo os personagens e a trama, levando uma simples cena de ação há algo muito mais intenso, como as cenas gráficas e ultra divertidas criadas por Carnahan, estampadas por sangue, muita bagunça e uma grande quantidade de ousadia. Por causa de tais cenas, acabamos sendo cativados e sempre chegam na hora certa já que sofremos exatamente o contrário quando Carnahan se leva a sério demais e tenta criar algo a la Tarantino, algo que infelizmente ainda não tem capacidade de fazer. Mas sua equipe técnica foi favorável e seu elenco também. Por isso, seu filme funciona.
Enfim, escapismo garantido, A Última Cartada não merece ser levado a sério e também não merece ser visto além do que é: um filme de ação com o simples objetivo de entreter. O longa ganha pontos por saber criar visuais de encher o olhos e por juntar um elencaço, além de claro, cenas divertidíssimas, mas ao olhar crítico a obra de Carnahan despedaça completamente com direito á enrolações, complicações desnecessárias e alguns twists descartáveis. Mesmo asism, é irresistível num sabado a noite com os amigos, com direito a muita pipoca e grande satisfação.


13:45 Escrito em Film | Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
Quarta, 02 Maio 2007
Resenha: A Colheita do Mal
Maldita fé.
A Colheita do Mal

The Reaping (2007)
Dirigido por Stephen Hopkins.
Com Hilary Swank, David Morrissey e AnnaSophia Robb.
Suspense. 96 minutos.
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Katherine Winter largou a fé quando perdeu sua filha e seu marido e agora, como uma cientista, é enviada à uma pacata cidade para poder resolver um fenômeno cercando os moradores, que acreditam ser as pragas da bíblia. Katherine precisa convence-los que são acontecimentos científicos. Mas primeiro precisa convencer a si mesma.
Uma proposta admirávelmente interessante e que daria um bom filme de terror ganha tratamento pobre nessa sessão fraquíssima que raramente explora os pontos interessantes da premissa, mergulhando em clichés e nas maldições do gênero. Conta com uma ótima protagonista em um bom trabalho e segue a narrativa de forma medíocre, com um roteiro terrívelmente ruim e mal escrito, desenvolvendo pobremente seus personagens e por isso, nunca convencendo a audiência.
O filme só funciona de verdade quando ganha o interesse da audiência sobre os fenômenos e tenta criar um debate, acerca sobre fé e ciência e sobre a fronteira que os divide. Mas tal ponto não foi explorado da forma correta ou sensata no roteiro, estragando o que o filme teria de bom e provocando vexame ao encarar conflitos da forma mais fraca imaginável. Sem emoção ou estrutura, o longa não funciona como terror,e suspense apenas para os mais fracos.
O visual é complicado. Não gostei da fotografia, que tanta dar um senso de realismo ao longa mas acaba por decepcionar, deixando a sessão terrívelmente desfocada e pobre, barata e sem inspiração. Os efeitos especiais, porém, conseguem salvar diversas cenas, provocando certo equilibrio que não existia na trama e entregando um prazer a audiência. Mesmo assim, é usado raramente e por isso, não consegue elevar o longa acima do nível decepcionante que havia chegado.
Hilary Swank é boa atriz e merece papéis melhores, sua personagem nesse longa é extremamente irritante e mal desenvolvida, se entregando aos clichés mais absurdos como os pesadelos que acabam chegando sem serem convidados no meio da sessão. Seria um filme mais divertido se não se levasse tanto a serio e produzisse mais emoção e menos debate, afinal, se não tem fôlego ou habilidade para ser coerente, tente pelo menos produzir escapismo aceitável. Infelizmente, nem isso o filme entrega.


14:40 Escrito em Film | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
Terça, 01 Maio 2007
Resenha: O Último Rei da Escócia
As fronteiras do poder.
O Último Rei da Escócia

The Last King of Scotland (2006)
Dirigido por Kevin MacDonald.
Com Forest Whitaker, James McAvoy e Kerry Washington.
Drama. 121 minutos.
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Nicholas Garrigan é um escôces que acaba de se formar em medicina. Cansado da pressão de sua família e de sua vida na Escócia, Nicholas parte para a Uganda em uma viajem ousada, buscando ajudar os residentes do país. Ao chegar em Uganda, Nicholas acidentalmente conhece o ditador Idi Amin e automaticamente ganha a confianda do líder. Amin então escala Nicholas para ser seu médico pessoal e assistente durante os anos 70.
O Último Rei da Escócia é um ótimo filme e isso se pode concluir antes mesmo dos créditos finais começarem a rolar. Além de um elencaço, o longa oferece uma longa linha de virtudes e uma história poderosa e instigante, oferecendo um retrato pertubador e efficiente de um homem em um tempo e lugar. O único problema do filme e o que o proibiu de ser excelente foi a falta de ousadia por parte dos cineastas, coisa que nunca faltava no próprio Idi Amin. O longa decola somente quando Forest Whitaker está em tela detonando, mas nos outros momentos peca pela falta de ritmo. Enfim, recomendo o filme sem um pingo de dúvida. Mais pelos minutos finais, mais pelos dois protagonistas show de bola.
É inevitável consagrar a atuação majestosa de Forest Whitaker, um ator sempre promissor mas que encontra o seu Capote e o seu Ray com Idi Amin, revelando poder, charme, vulnerabilidade e determinação em uma performance impecável. Pena que Forest não teve mais tempo em tela. Na minha opinião James McAvoy é mais protagonista que ele e Forest, mesmo não sendo coadjuvante, merecia muito mais cenas para poder fascinar ainda mais a platéia. Mas McAvoy não decepciona e em performance surpreendente, encarna seu papel com dignidade.
O roteiro do filme segue o personagem de McAvoy até seu encontro determinante com Idi Amin. A partir desse momento a história muda de foco para o personagem interessantíssimo e muito bem arquitetado de Forest Whitaker. Inicialmente charmoso e com ar de bondade, Amin se revela um monstro por dentro, encarregado de muitas mortes e atrocidades cometidas em Uganda naqueles anos. O diretor segue bem esse desenvolvimento do personagem e é por isso que o filme funciona tão bem, lembrando como Soldado Anônimo, Taxi Driver e O Assassinato de Richard Nixon desenvolveram bem seus personagen principais, de forma psicológica e sempre interessante.
É um filme muito bom e que recomendo sem pesar. Whitaker mereceu seu Oscar mas continuo lamentando seu pouco tempo de tela. É importante lembrar da ótima trilha sonora do filme, ferramenta utilizada para acelerar o ritmo do longa e entregar vida a ele e aos últimos minutos exhilirantes, surpreendentes e de puro entretenimento que o longa oferece. Por esse motivo, foi uma sessão fantástica e que não arrependo de ter visto.


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Sexta, 27 Abril 2007
Cinema: Estréias da semana
Minha Mãe Quer Que Eu Case
ELA É A MÃE COMUM, PROTETORA, PREOCUPADA E SEM LIMITES.

Uma mãe intrometida tenta juntar sua filha com o homem certo para que ela não siga o mesmo caminho que tomou.
Comédia. 102 minutos. 12 anos.
Dirigido por Michael Lehmann (40 Dias e 40 Noites).
Estrelando Diane Keaton (Tudo em Família), Mandy Moore (Tudo Pela Fama), Gabriel Macht (O Bom Pastor), Tom Everett Scott (O Dono da Festa) e Lauren Graham (Operação Babá).
A crítica: Tragicamente reprovado com média de 05%. Apenas 8 resenhas positvas no meio de 146 totais. Praticamente todos odiaram, uns mais que os outros, outros menos, mas no geral, foram duras críticas, chegando a receber nota 0.
O consenso: Uma bagunça cheia de clichés que deixa Diane Keaton temporariamente chata.
Minha expectátiva: Odiei o trailer e achei o poster completamente depravado. Diane Keaton é excelente e será só por causa dela que verei o longa. Mesmo assim, estou convencido que será ruim.
Primitivo
INSPIRADO NA HISTÓRIA REAL DO SERIAL KILLER MAIS MORTAL DA HISTÓRIA.

Um grupo de jornalistas são mandados à Africa do Sul para capturar e levar embora um lendário crocodilo gigante. A tarefa se torna potencionalmente mortal quando um mestre de guerra os tarjam como alvos.
Suspense. 93 minutos. 16 anos.
Dirigido por Michael Katleman.
Estrelando Dominic Purcell (Blade: Trinity), Brooke Langton (Os Esquenta-Banco), Orlando Jones (Reflexos da Amizade), Jurgen Prochnow (Beerfest) e Gideon Emery.
A crítica: Iqualmente odiado pela crítica, média de 15% e um total de 34 negativas em total de 40. Raros elogios e imensa quantidade de desgosto e ódio. Foram poucas as resenhas e não foi exibido para a imprensa americana.
O consenso: Não se qualifica nem como diversão.
Minha expectátiva: Até seria interessante um filme nesse estilo estrelado pelo ator de Prison Break, que gosto bastante, mas não guardo muitas esperanças em relação ao filme e prefiro esperar a chegada em DVD.
Miss Potter
A VIDA DE BREATRIX POTTER É O MAIS ENCANTADOR CONTO.

A vida de Beatrix Potter, autora de adoráveis e bem sucedidos livros infantis e suas dificuldades com amor, felicidade e sucesso.
Drama. 92 minutos. Livre.
Dirigido por Chris Noonan (Babe: O Porquinho Atrapalhado).
Estrelando Renée Zellweger (A Luta Pela Esperança), Ewan McGregor (Alex Rider Contra o Tempo), Emily Watson (Mentiras Sinceras), Barbara Flynn e Bill Paterson (Cruzada).
A crítica: Elogiado, recebendo boa aprovação de 64%, com 71 críticas positivas e 40 negativas. Adorado por muitos, alguns aprovam, outros não mas nenhum ódio absoluto. Salon aprova e San Francisco Chronicle dá 10.
O consenso: Uma cinebiografia charmosa, mantendo o doce até nos momentos mais tristes.
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RESENHA EM BREVE.
Indicado ao Globo de Ouro: Melhor Atriz em Comédia ou Musical (Renée Zellweger).
16:40 Escrito em Film | Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
Quinta, 26 Abril 2007
Resenha: Hannibal: A Origem do Mal
Nascimento inglorioso.
Hannibal
A ORIGEM DO MAL

Hannibal Rising (2007)
Dirigido por Peter Webber.
Com Gaspard Ulliel, Gong Li e Rhys Ifans.
Suspense. 117 minutos.
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Após três filmes o personagem que já conhecemos ganha mais uma releitura, dessa vez em forma de prequência, contando suas origens. Começa durante a Segunda Guerra Mundial quando Hannibal Lecter ainda criança perde os pais e presencia sua irmã encontrando um destino fatal. Cresce em orfanato e depois se torna independente, estudante de medicina e sedento por vingança, ao reencontrar os culpados de seu passado cruel.
É complicado avaliar Hannibal, principalmente sobre seu público alvo. O filme pode se destinar aos fãs do assassino, mas inevitavelmente será comparado com os outros e com isso, odiado. Também pode se destinar somente ao público jovem ou até mesmo adulto que não o conhece, mas com isso, não haverá muita estabilidade, já que é preciso ter um senso especial de como Hannibal foi para poder apreciar ao filme. Complicado é pouco. Sou fã dos filmes anteriores e de Hannibal Lecter e mesmo admirando vários aspectos na produção desta prequência, acredito que ficou muito inferior ao que poderia ter sido com um roteiro melhor.
Dos pontos positivos vale destacar a fotografia bela e a produção de cenários, figurino e arte muito bem feito. Coisa que dinheiro e boa equipe técnica faz fácil. O desafio chega com o roteiro, a direção e as atuações. Desgostei o roteiro, achando tremendamente equívocado e pretensioso, forçado em momentos e criando uma origem nem sempre plausível, destestável em momentos, envolvendo o personagem numa psicologia nada satisfatória. O diretor tenta segurar as pontas com o visual e com clima de tensão e atmosfera, mas mesmo predendo atenção em inúmeras cenas e criando bom ritmo, o filme não decola por ser oco e consideravelmente implausível.
O elenco também custa conquistar. O protagonista tem seus momentos, com uma ou outra cena surpreendendo, mas força demais e falta autênticidade em sua performance, se entregando à canastrice. Gong Li aparece pouco e não cativa, mesmo sendo bela e talentosa e Rhys Ifans, Dominic West e outros ganham pouco reconhecimento sério, nunca decolam ou satisfazem. O que vale mesmo, como o já citado visual de encher os olhos é a trilha sonora original que funciona muito bem, criando níveis de tensão e elevando o ritmo do longa.
Não consigo recomendar o filme sem sentir certo peso na conciência, afinal, poucas pessoas terão o prazer de presenciar duas horas contando a origem de um assassino que ou não conhecem ou conhecem demais para poderem admirar a oca apresentação do diretor, mas posso recomendá-lo como passatempo descompromissado para ser visto no conforto de casa. Não creio que valeu o dinheiro gasto mas também não o taxarei como horrível, já que há coisas para serem valorizadas, pena que são somente as coisas que não importam de verdade.


23:20 Escrito em Film | Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
Quarta, 25 Abril 2007
Os últimos vistos em DVD
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
[Eternal Sunshine of the Spotless Mind] De Michel Gondry. Com Jim Carrey. Romance [2004] ((R))
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Adaptado de um texto brilhante e engenhoso do roterista Charlie Kaufman, foi um filme arquitetado com paixão, densidade e imensa maravilha por Michel Gondry, realizando uma dos melhores trabalhos de direção. Não só foi um dos melhores filmes de 2004, é uma dos romances mais genuinamente emocionantes e belos que já assisti e a cada vez que o revejo, Brilho Eterno me emociona cada vez mais e mais, me cativa mais e mais e sempre, sem nenhum tropeço, me conquista por completo. A história é de Joel e Clementine, se apaixonam e cansados um do outro apagam um ao outro da memória, mas Joel logo começa a se arrepender e perceber que a ama de verdade. Foi um longa tão original e brilhantemente escrito, criando personagens, enredo e sub-enredos, cada uma mais belo, perfeito e incrível que o outro. Tudo funciona maravilhosamente, incluindo o elenco soberbo, com os talentos mais que necessários de Jim Carrey, na grande atuação de sua carreira e Kate Winslet, na também melhor de sua carreira, ainda com revelações de Kirsten Dunst e belos desempenhos de Tom Wilkinson, Mark Ruffalo e Elijah Wood. Enfim, é um filme que sempre me deixa com o coração apertado e à beira das lágrimas, me pega de surpresa, me conquista com sua profundidade artística e seu núcelo emocional. Bravo! Bravo! Encore! ...
Vencedor do Oscar: Melhor Roteiro Original. Indicado ao Oscar: Melhor Atriz (Kate Winslet)
Vivendo no Limite
[Bringing Out the Dead] De Martin Scorsese. Com Nicolas Cage. Drama [1999]
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Mais uma obra fantástica de Martin Scorsese, Vivendo no Limite segue os dias de trabalho como paramédico de um homem que começa a elouquecer ao contemplar os fantasmas de seu passado. Atuado com imensa de dignidade, Nicolas Cage surpreende e leva dupla dimensão ao personagem que já havia recebido tratamento de luxo pelo excelente roteiro. Scorsese tem seu típico estilo impregnado ao estudo do personagem mas ousa ao estampar o filme com visual incrível, incluindo acelerada e brilhante montagem de Schoonmaker e uma trilha muito, muito bem composta e exhilirante, completamente original e satisfatória. Scorsese ainda arruma tempo para criar dramas envolta dos personagen coadjuvantes que funcionam muito bem, mas claro, nunca perdendo o foco do personagem principal, que com o talento de Cage deixa a audiência sempre fascinada e cativada. Uma obra de cinema intensa.
O Segredo de Beethoven
[Copying Beethoven] De Agnieszka Holland. Com Ed Harris. Drama [2006]
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Entitulado de forma ridícula aqui no Brasil, como o de sempre, afinal, Beethoven não esconde nenhum segredo neste filme, a não ser que não tenha sido revelado, o que dúvido muito. É um ótimo drama focado em Anna Holtz que vira copiadora de Beethoven e logo começam a trabalhar juntos enquanto ele compõe a nona sinfonia. Além da reveladora e surpreendente performance de Diane Kruger, Ed Harris brilha com engenhosidade no seu retrato eccêntrico do personagem, funcionando sobre todos os níveis. O roteiro apresenta modestos problemas, mais ligados à narrativa mas que nunca chega a comprometer o filme, enquanto Holland dirige com inspiração, criando certas cenas muito bem compostas e efficientes, como a da própria apresentação na nona sinfonia. Quando decide dar mais atenção à construção do personagem do que ao drama em sí, sai vitorioso. Bem, é um filme que merece ser visto e apreciado, contendo elementos de imenso valor, mas merece ainda mais atenção pela dupla de atores, em performances ótimas, de verdade.
Armadilhas do Coração
[The Importance of Being Earnest] De Oliver Parker. Com Rupert Everett. Comédia [2002]
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Uma comédia diferente e um romance elegante, Armadilhas do Coração é uma mistura de Jane Austen com a peça original de Oliver Wilde, em um longa recheado de ótimo humor e personagens super engraçados. Infelizmente o longa nunca vai além do que poderíamos esperar, isto é, comédia, romance, humor, personagens engraçados, mas só. Não ousa. Mesmo assim, é um filme para se apreciar, contando uma história de dois homens que usam o mesmo pseudônimo e acabam criando uma bagunça de confusão, tal qual que te cativará e te fará sorrir sempre que possível. O grande feito, entretanto, merece ir ao elenco. Um charmoso, genuino e equilibrado elenco entregam mais autênticidade aos personagens e conseguem facilmente envolver a audiência e cumpir o dever. Além de Rupert Everett e Colin Firth como protagonistas, ainda temos Reese Witherspoon, Frances O'Connor, Tom Wilkinson e sim, Judi Dench, em excelente atuação. Merece ser visto, diversão garantida.
As Panteras: Detonando
[Charlie's Angels: Full Throttle] De McG. Com Cameron Diaz. Ação [2003] ((R))
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Meu senso crítico quase explodiu ao término desse filme. É tão divertido e irresistível mas tão facil de odiar que faz dele impossível de avaliar. Não é melhor que o primeiro, ainda sendo um pouco inferior, mas é um longa lotado de ousadia e charme, com um elenco super divertido e que entretem com efficiência. Deve ter mais seguências exageradas que todos os filmes de James Bond e Ethan Hunt juntos, mas mesmo assim cativa, pelo menos a mim. É um absurdo de história cercando aneis de titânio e uma sexy vilã. Ainda é um longa completamente difícil de resistir e sempre que posso revejo, como uma sessão leve e descompromissada de ação e humor, com alguns pontos geniais e uma trilha sonora excelente. Enfim, acho que nunca deixarei de conferir qualquer filme dessas panteras e se vier mais um verei igualmente, afinal, são poucos que conseguem resistir Cameron Diaz, Lucy Liu e Drew Barrymore detonando, além de claro, Demi Moore no show. Diversão descerebrada.
Um Longo Caminho
[Qian li zou dan qi] De Zhang Yimou. Com Ken Takakura. Drama [2005]
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Lançou recentemente o mais novo de Zhang Yimou e se devo dizer, sua primeira falha evidente. Longe de ser ruim, é um longa que decepciona pertos dos excepcionais trabalhos de artes marciais e beleza estética com poesia de Herói e o superior O Clã das Adagas Voadoras. O longa cerca a história de um pai arrependido e enquanto seu filho está morrendo, decidi lhe fazer uma última surpresa. O filme tem imenso coração e Yimou, como Scorsese em Kundun, segue mais o coração do que padrões ou beleza cinematográfica, algo que funcionou no trabalho de Scorsese mas agrada pouco aqui, sendo uma das únicas coisas realmente boas do filme. Belo visual e um enredo interessante mas que segue por uma narrativa deixando muito a desejar e repleta de paradas desnecessárias e estradas que não valem a pena terem sido pegas. Enfim, se quiser apreciar um bom, competente trabalho de Yimou, que confira seus últimos dois, pois Um Longo Caminho merece ser visto somente como última opção.
Eragon
[Eragon] De Stefen Fangmeier. Com Edward Sppelers. Aventura [2006] (R)
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Um filme de fantasia e aventura com aspirações de O Senhor dos Aneis e Harry Potter mas que deixa a desejar em relação à ambas. Conta a história de um jovem que acha um ovo de dragão e logo se torna o mais novo e último cavaleiro de dragão. Não é completamente revoltante, oferecendo uma longa linha de efeitos especiais nada modestos e um visual imensamente efficiente e belo, além de extensa aventura, mas o drama do filme é mediocre e os personagens não cativam, mesmo com os grandes talentos de Jeremy Irons e John Malcovich, além de uma estréia do protagonista nada mal e melhor até que a de Daniel Radcliffe (Harry Potter) e Alex Pettyfer (Alex Rider). O filme se fará melhor no comforto de casa, mesmo tendo um visual que será mais bem apreciado nos cinemas. Enfim, veja somente como última opção mesmo.
Alex Rider Contra o Tempo
[Stormbreaker] De Geoffrey Sax. Com Alex Pettyfer. Ação [2006] (R)
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Quase um esperdiço de tempo, algo que só não acontece graças ao elenco e a certas sequências de ação. A história é de Alex Rider que perde seu tio agente especial e logo toma o lugar dele. É um filme problemático em sua história e podre cercando seus personagens, incluindo uma narrativa bem fraquinha e boba, com um protagonista que contém zero charme e nenhum talento. Felizmente se encontra um elenco mais profisional no pano de fundo, com Alicia Silverstone, Ewan McGregor, Mickey Rourke, Robbie Coltrane, Bill Nighy, Sophie Okonedo, entre outros. Eles deixam a sessão mais leve e descompromissada, mais divertida. Ainda tem uma criativa trilha sonora envolvente, mas a maioria das cenas não valem a pena a conferida, com algumas raras de ação funcionando, mas como um todo, fracassa como filme de ação e se mantém assistível como divertimento de última opção.
Rocky V
[Rocky V] De John G. Avildsen. Com Sylvester Stallone. Ação [1990]
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Finalmente chegamos ao última capítulo da serie (ou seria penúltimo). Começou com os excelentes dois primeiros e começou a declinir com um bom terceiro, um razoável quarto e agora um desastroso quinto. O bom é que o sexto se redime. O longa abandona todo o conceito criado por Stallone sobre Rocky desde 1976 e destrói tal conceito, se enrolando em uma trama ridícula em que Rocky abandona o ringue e começa a treinar um promissor boxeador jovem que futuramente trai ele e termina derrotado nas ruas. Sim, nas ruas, sem ringue. Rocky agora virou street fighter e com isso, todo seu valor foi corrompido. Um filme com poucos momentos bons e vários ruins, mas falha mesmo por causa do roteiro, da direção pouco inspirada e fraturada e dos atores que decepcionam feio. Uma sequência completamente desnecessária.
Zoom: Academia Para Superheróis
[Zoom] De Peter Hewitt. Com Tim Allen. Ficção [2006]
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Mediocre e ridículo filme estrelado pelo astro em decadência Tim Allen. Não tem um pingo de inspiração, criatividade e se envolve em cima de clichés e personagens ridículos, tramas óbvias, diálogos de doer e um enredo pobre em todos os sentidos. Recebe uma estrela pois pode ainda agradar certa criançada, mas não recomendo a mais ninguém. É sobre um grupo de aspirantes jovens com super poderes que ganham a liderança de um antigo e fracassado ex-superherói. O fato é que tenta seguir o mesmo sucesso do bom e genial Super Escola de Heróis e acaba fracassando já que falta todos os ingredientes certos e apresenta todas armas para se criar um fíasco retumbrante. Felizmente fracassou na bilheteria e fracassou com público e crítica. Que bom, pois eu fico com medo de quem conseguir apreciar um filme desses, além da criançada óbvio.
(R) revisto
((R)) revisto mais de uma vez
16:55 Escrito em Film | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
Terça, 24 Abril 2007
Resenha: Tenacious D in The Pick of Destiny
A arte do rock.
Tenacious D in
THE PICK OF DESTINY

Tenacious D in The Pick of Destiny (2006)
Dirigido por Liam Lynch.
Com Jack Black, Kyle Gass e Jason Reed.
Comédia. 93 minutos.
Inédito nos cinemas. Sem previsão.
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JB fugiu de casa bem novo, estressado com suas diferenças em relação à sua família. Adorador de rock e pertubadoramente consumido por tal, JB encontra KG e descobre que também ama música rock. Ao unirem forças e tentar ser uma banda chamada Tenacious D, os dois amigos acabam seguinda a lenda do "pick" do demônio, que supostamente faria deles a melhor banda de rock do mundo. Com isso, eles vão em busca da pérola sagrada.
Utilizando música pesada, cultura do rock, piadas a la Monty Python e uma dupla de atores hilários, Tenacious D tem praticamente todos os ingredientes para se tornar uma comédia ótima. Ótimo não sei, mas Tenacious D promove uma boa e satisfatória sessão recheada de humor genial, muitas risadas, trilha sonora excelente e algumas escolhas nem tão sensatas.
O longa vai fazer mais sucesso com os verdadeiros adoradores de rock, da cultura de música em sí, seja qual for. Promove uma longa linha de boas canções que compõem momentos adequadamente no longa. Com isso, dá para se ter um senso de diversão elevado e um grau de satisfação bem alto, mesmo quando certas piadas não funcionam, beirando o ridículo. Mas na maior parte do tempo o longa além de engraçado é original, ousado e incrívelmente envolvente.
JB, ou Jack Black, é um ator cômico nato e entretem com seu modo exhilirante de fazer certo humor funcionar mesmo quando está inadequado. Algo que acontece muito. É um filme quase que trash, cheio de humor irregular e personagens loucos e exagero tremendo com suas aspirações nada convencionais. Pode irritar muitos, mas quem souber realmente apreciar uma boa, descompromissada e criativa comédia, ficará imensamente grato com o longa.
Com certeza não sairá nos cinemas aqui no Brasil por não apelar ao público brasileiro e provavelmente irá demorar muito para chegar em DVD. Mas, se chegar, ou se passar na TV paga, com certeza é uma sessão mais que recomendada. Principalmente para quem aprovou o estilo de Escola de Rock e Monty Python, mas ganhando uma dose maior de música, exagero, irregularidade e divertimento nessa comédia irresistível.


14:35 Escrito em Film | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
Domingo, 22 Abril 2007
Resenha: A Estranha Perfeita
Imperfeição fatal.
A Estranha Perfeita

Perfect Stranger (2007)
Dirigido por James Foley.
Com Halle Berry, Bruce Willis e Giovanni Ribisi.
Suspense. 109 minutos.
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Rowena é uma jornalista intelligente e fatal que procura desvender mistérios e revelar segredos. Quando falha em uma de suas investigações, acaba se deparando com a morte de sua ex-amiga Grace e com isso, começa a investigar Harrison Hill junto com seu colega de trabalho, Miles. Com a intenção de revelar Hill ao conversar com ele em salas de bate-papo, Rowena entrará em um jogo perigoso de mentiras.
A Estranha Perfeita se consiste por 80 minutos de tediante investigação e jogos banhados por clichés e restantes 20 minutos por um clímax de revelações movimentado. Se já não bastasse ter um início arrastado e um meio completamente irritante, o longa ainda falha na hora de entregar um desfecho satisfatório à história, criando um final mediocre e sem nexo que ao tentar ser surpreendente, acaba decepcionando.
Os nomes fortes do elenco não ajudam. Berry ainda não fez nada realmente digno de aplausos desde A Última Ceia e seu Oscar já está começando a se desvalorizar, encarando uma personagem ridícula e interpretando-a com o máximo de competência, mesmo faltando inspiração e autênticidade. Willis faz o papel carismático e homem de charme e funciona, combinando com o personagem. Mas o seu papel é tão chato, bobo e sem sentido que se ele não tivesse no filme não faria diferença alguma. O destaque merece ir à Giovanni Ribisi. Tem a melhor atuação e o personagem mais interessante de todos, mas que, infelizmente, não teve a devida atenção merecida. Descartado pelos roteristas.
O longa se envolve quase que completamente na amizade de Berry e Ribisi como jornalistas investigadores e como suspeitam de Bruce Willis ser o assassino. O início e meio servem para introduzi-los e depois para começar com algumas cenas apelativas para sexo e outras tediantes em conversas de bate-papo sem sentido. Após enrolar feito linguiça, o filme tenta envolver o espectador até o final (e consegue). São os únicos momentos movimentados e prestativos do longa e o final poderia ser previsível, mas seria muito bom. Infelizmente os roteristas não ficaram satisfeitos e ousaram ser surpreendentes. Risco desnecessário. A virada final do longa vai totalmente contra os personagens, a trama e ao que já sabíamos. Foi um desfecho sem sentido, sem nexo e terrível.
Entre as coisas boa do longa, se encontra a trilha sonora, incluindo algumas canções até legais e alguns embates entre Berry e Willis interessantes, mas no geral, é um filme imensamente decepcionante e implausível, carregado de clichés intermináveis e um fiapo de roteiro que tenta se justificar com surpresas que não surpreendem e twists que não funcionam. Mais uma vez preciso apontar o quanto o personagem de Ribisi foi interessante e o quanto poderia ter sido melhor utilizado, mas é uma pena se carregar por 80 minutos para no final das contas não dizer nada que preste. O título do filme é mais que adequado e graças à estrenha perfeita, não foi difícil odiar o filme.


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