« 2007-08 | HomePage

Sábado, 15 Setembro 2007

Um novo Cine Vita

O Cine Vita mudou de endereço, graças à complicações desnecessárias e irritantes ao provedor blogspirit. Podem visitar a nova página do wordpress renovada, clicando no link abaixo.

O novo Cine Vita

Quarta, 12 Setembro 2007

Resenha: Paris, Te Amo

Eles fazem por amor.

Paris, Te Amo

aae2c8abeaffaad39127b86a4caf27ae.jpg

Sinopse: Uma coletiva de 18 curta-metragens de diretores e atores de diversas nacionalidades, revelando os segredos, a paixão e o romance por trás da capital da França, Paris.

Paris, Te Amo é uma sessão mais que agradável, é contundente, relaxante e que te deixa sentindo bem. São 18 curtas e muitos podem não funcionar da melhor maneira, mas o que é certo é que juntos, como um todo, funcionam maravilhosamente, cumprindo a proposta e satisfazendo a audiência com inventividade, genialidade e brilhantismo, apesar de alguns vazios e simplórios. Defendendo o brilho da capital famosa e apaixonante, fazendo uma verdadeira declaração de amor a esta, é uma coletiva excepcional e que te deixa com água na boca. Além de bom roteiros e direção, conta com um belíssimo visual, trilha e parte técnica excelente. Sem dúvida, poderiam ter mais filmes como Paris, Te Amo por aí.

Abaixo, listo cada um dos 18 curtas, em ordem de preferência:

70f6bd3cac435954c75a3ce734b47dc5.jpg
O melhor...

Le Marais. [de Gus Van Sant. com Gaspard Ulliel e Elias McConnel]
O primeiro curta a realmente encantar, Gus Van Sant utiliza de sua já conhecida sutileza para contar uma história de amor discreta com teor homoerótico. Para os mais desatentos, tal fato pode passar despercebido. O curta consiste de um monólogo de um jovem com fortes intenções de amor, apesar de suteis, se dirigindo à outro jovem. Van Sant toca bem na frustração do amor e na falta de comunicação, já que o jovem - que não sabe falar francês muito bem - não entende muito o que o outro disse. De qualquer forma, como que por impulso, vai trás dele. Pontos para a brilhante trilha sonora e fotografia.

a86624a64c4a5866ccfbf5736503ec4b.jpg14 Arrondissement. [de Alexander Payne. com Margo Martindale]
O curta a finalizar a coletiva é encantadoramente belo e provavelmente o único que faz, literalmente, uma homenâgem de amor à cidade de Paris. Terno e meticuloso, se concentra na personagem de Margo Martindale e em sua depressão e solidão ao apreciar as paisagens belíssimas de Paris. Sozinha e frustrada com relações passadas, Margo, no final das contas, percebe que se apaixonou pela cidade. O curta é todo um monólogo e te tocará bem fundo no coração. Sentimenal, na medida certa, original e irresistível. O diretor sempre ótimo Alexander Payne acerta novamente.

Loin Du 16E. [de Walter Salles e Daniela Thomas. com Catalina Sandino Moreno]3bf6d49d82e4d5b533b21dbd9aef33ad.jpg
O curta dos brasileiros Salles e Thomas é um dos mais belos e tocantes da projeção. Protagonizado pela excelente Moreno, o curta segue a rotina - obviamente diária - de uma mãe, que deixa seu neném rescem nascido sozinho para atravessar a cidade para cuidar de outro, que não é dela. Triste, é um conto de amor materno maravilhoso e acerta em todas as notas possíveis. Mais um que utiliza de sutileza e sempre observador e envolvente.

dd43bd666dc279f18c0f63d5004894b3.jpgTuileries. [de Joel e Ethan Coen. com Steve Buscemi]
O mais bem humorado de todos os curtas vem de, claro, os irmãos Coen. Recheado de humor negro, o curta se passa numa estação de trem. De um lado, um turista observador e curioso e do outro um casal apaixonado pegando fogo. Sem conseguir desviar o olhar, o casal chama atenção do turista. Não direi mais nada para não estregar, mas é uma clara declaração de que o amor vence tudo, acima de tudo. Steve Buscemi está ótimo como o turista e os irmãos Coen mesclam muito bem estilo, diálogos ótimos e sua mensagem importante e engraçada.

Place des Fêtes. [de Oliver Schmitz. com Aíssa Maíga e Seydou Boro]
Mais um triste porém efficiente curta. Schmitz é uma grande revelação, ao contar uma história de amor sofrido e inesperado, trágico. Dois ótimos atores em personagens comoventes na história cativante sobre um homem que se apaixona por uma garota e por ela, acaba se ferindo. Coincidentemente, é ela - uma enfermeira - quem trata dele depois. Tocante.

541dfd25b459f4d21ce861141a33aa55.jpgQuartier de la Madeleine. [de Vincenzo Natali. com Elijah Wood e Olga Kutylenko]
Provavelmente o menos sutil de todos, a exuberância e a ousadia ganha contornos intensos nesse curta nada convencional. Wood faz um personagem que presencia uma vampira - sim! - matar um homem. Após isso, se torna num jogo de paixão e sacríficio entre a vampira e o mortal em um curta dark, engraçado e competente. Pontos para o fantástico visual.

Parc Monceau. [de Alfonso Cuáron. com Nick Nolte e Ludivine Sagnier]d58bbe5efc517560d4cd6ec7d0566346.jpg
Original e simples, este curta segue um diálogo interessante entre um pai e sua filha ao andar numa calçada. Leve e efficiente, não possui a carga emocional de nenhum dos curtas acima, mas é competente e genial em conteúdo, principalmente roteiro e fotografia.

Bastille. [de Isabel Coixet. com Miranda Richardson e Sergio Castellitto]
Um triste e belo curta, sobre a conquista do amor após a perda dele. Foca em um casal com dificuldades e o homem - que já tendo um caso - planeja deixar sua esposa. Até saber que esta se encontra diagnósticada com leucemia. Seu mundo desaba e ele aprende a amar sua esposa até sua morte. Marcante.

Torre Eiffel. [de Sylvain Chomet. com Yolande Moreau e Paul Putner]ab04dd483e828f4ade24c74b4d76f3d2.jpg
O mais ousado de todos os curtas, conta com um tremendo visual e uma história nada comum. O curta envolve um garotinho contando a história de como seus pais de conheceram. Seu pai - um mímico - exuberante e palhaço, se metendendo em atrapalhadas até ser preso e lá encontrar outra mímica - seu futuro amor. Para poucos, é ótimo na originalidade e inventividade, possui humor de sobra.

c25b048910505c7a7c908efcabb5c14f.jpgPère-Lachaise. [de Wes Craven. com Emily Mortimer, Rufus Sewell e Alexander Payne]
Como não poderia deixar de ser, esse curta de Wes Craven - clássico do terror - se passa num cemitério. É nesse lugar onde os noivos começam a questionar sua felicidade e se merecem estar juntos. Após um pequeno acidente com o noivo, ele encontra o romântico e supostamente morto Oscar Wilde (participação de Payne) dando dicas. É com isso que resgata novamente o amor de sua amada com um grande sorisso. Bem humorado e contundente.

Faubourg Saint-Denis. [de Tom Tykwer. com Natalie Portman e Melchior Belson]99a225d536349c28f21812d088fb2ab5.jpg
Incomum e irregular, esse curta se move rapidamente e o diretor investe mais no visual, no estilo e na parte técnica, que se sai maravilhosamente. É uma grande canção sobre um amor jovem e doce que não tem fim. Portman é uma atriz que encontra amor ao seguir o cego mas carismático Belson pela cidade de Paris. O final ainda gera discussões em minha cabeça.

6cad81591ab9b1b9dc012001efebba5c.jpgQuais de Seine. [de Gurinder Chadha. com Paul Mayeda Berges e Leíla Bekhti]
A qualidade começa a decair com esse simples curta sem grandes atrativos. É interessante, mas de certa forma simplório. Segue o amor à primeira vista de um jovem garoto com uma árabe, a seguindo até ela perceber suas intenções. Faltou um final melhor e química entre os atores.

Quartier des Enfants Rouges. [de Oliver Assayas. com Maggie Gyllenhaal]
Esse curta estranho segue mais as loucuras de uma jovem atriz por Paris, movida a drogas, do que ao amor em sí. Longe de ser ruim, parece não conseguir se adequar a proposta. Gylenhaal o salva como a brilhante atriz que é e o trabalho de direção de Assayas não é de todo ruim. Faltou algo porém.

0799b1c0db960ba4e298085268b1d559.jpgPlace des Victories. [de Nobuhiro Suwa. com Juliette Binoche e Willem Dafoe]
Um curta contemplativo e triste, focado na assombração de uma mulher pela perda de seu filho. O amor materno aqui não funciona tão bem como o curta de Walter Salles e fica raso em relação à carga emocional e cativação, mas o elenco convence e o visual também.

Pigalle. [de Richard LaGravenense. com Bob Hoskins e Fanny Ardant]c91341bc8fecb6094a89ac8a449ff820.jpg
Funciona por provar que os personagens dessa coletiva realmente fazem tudo por amor, mas além disso, a relação romântica em sí deixou a desejar e nem os atores conseguiram emocionar. Cerca a frustração da vida amorosa e sexual de um casal mais velho.

Montmartré. [de Bruno Podalydés. com Bruno Pdalydés e Florence Muller]
O curta que abre a coletiva deixa a desejar. Vazio e pouco convincente, começa com um homem frustrado sentado em seu carro. Ao socorrer uma mulher desmaiada e a levar ao seu carro, parece finalmente encontrar amor. Os atores fazem bem e o visual também, mas é muito incerto.

Quartier Latin. [de Frédéric Auburtin e Gerard Depardieu. com Gena Rowlands, Ben Gazarra e Gerard Depardieu]
Fraco e faltando emoção, discute a relação amorosa de um casal de idosos. Rowlands está ótima, mas o curta é outro vazio e nada convincente.

Porte de Choisy. [de Christopher Doyle. com Li Xin e Barbet Schoroeder]
Ousadia é sempre bem-vinda, menos quando é mal utilizada. Esse curta é um festival de cores e exuberância, mas faltou conteúdo e Doyle esquece completamente que faz parte de uma coletiva de declaração de amor à Paris. Ele parece ser apaixonado somente por cores e irregularidade.

[Paris, Je T'aime] De vários. Com vários. [Romance, 120 minutos]

dbc4f7a5353a7de0e84d49796e61c169.jpg
...e o pior.
  Vinicius Pereira do Blog do Vinícius 60

Terça, 11 Setembro 2007

Resenha: Hora do Rush 3

A hora da mentira.

Hora do Rush 3

650231cff3f3e0ab3a2ba9be829ad4ba.jpg

Sinopse: Alguns anos depois de suas férias em Nova York, Lee e Carter estão aconchegados de volta à Los Angeles. Carter como policial e Lee protegendo o embaixador da China. Quando ocorre uma tentativa de assassinato à vida do embaixador Han, Lee e Carter começam uma investigação que acabam os levando à Paris, em busca de respostas escondidas através da mafia chinesa e protegendo uma mulher francesa que pode ser a chave do mistério.

Após as divertidas e descompromissadas aventuras de Lee e Carter, a serie ressucita seis anos após o segundo filme, com a mesma equipe por trás e à frente das câmeras. Jackie Chan e Chris Tucker mantém a parceria e Brett Ratner a cadeira do diretor. Infelizmente, Hollywood tomou conta da serie de uma vez por todas. Se a serie começou em 1998 confiando no carisma de seus atores e nas habilidades de Chan nas cenas de luta, divertindo com uma mistura de humor com ação bem bolada, o terceiro filme destrói tudo isso. Apostando em efeitos especiais grandiosos e desnecessários e pouco se importando com roteiro e ousadia, é uma aventura relativamente sem graça, que mesmo que proporcione vários momentos divertidos envolvendo a dupla central, não consegue evitar o senso gênerico com o qual foi construído.

Digo isso pois nas aventuras anteriores o máximo que era sofisticado era o visual e aqui tudo soa demasiadamente ensaiado e irregular, sem a improvisação e o leve divertimento dos filmes anteriores. As cenas de ação e de luta, mesmo que de certa forma inspiradas, são mal coreografadas e o enredo é inaceitável, indo do nada e chegando a lugar nenhum. Isoladamente, Hora do Rush 3 pode não funcionar para quem não conheçe os personagens e o estilo, para quem conheçe e gosta, será uma decepção, já que falta muito do charme e da autênticidade do entretenimento entregue anteriormente.

Chan e Tucker tentam e saem vitoriosos muitas vezes, conseguindo manter a ótima química, mesmo sem algumas de suas melhores piadas, ainda se encontram em situações embaraçosamente divertidas, mas como o resto do filme, chegam a certo ponto onde soam superficiais. Chan não comanda a ação tão bem quanto acostumava e Tucker, mesmo menos engraçado que o comum, salva muitas cenas. Até mesmo a dança religiosa dos dois, ao som de War soa deslocada. O único brilho de verdade do filme é Paris, onde, por acaso, se encontra o personagem mais divertido do filme e que rouba a cena, Yvan Attal está super engraçado como um taxista aventureiro, ao contrário de Max von Sydow que faz um vilão broxante e sem graça. Roman Polanski (sim, o diretor de O Pianista e outros clássicos) até funciona. Não ajuda o fato de tudo ser tão previsível que você já sabe o destino de todos esses personagens.

Felizmente, o humor ainda se mantém e mesmo com certos segmentos de ação mecânicos, é um filme divertido. Entretenimento mínimo, mas do qual pode muito bem funcionar, principalmente para quem curte as trapalhadas de Lee e Carter. O porém é que tudo ficou bem abaixo do nível dos anteriores, a narrativa corrompida e sem graça, sem qualquer noção de tensão ou adrenalina, poucos personagens cativantes além da dupla central e um enredo mirabolante, com pouquíssimas idéias. O roteiro é raso e a direção de Ratner bem regular, sofrendo com falta de autênticidade. O filme apresenta uma história batida e é bem melhor rever os dois primeiros do que se decepcionar com esse terceiro capítulo. O título de melhor número três do ano ainda é de O Ultimato Bourne e Hora do Rush 3 prova a falta de originalidade de Hollywood e sua habilidade infálivel de destruir franquias e bons personagens. Vejam com cautela, sem grandes expectátivas.

[Rush Hour 3] De Brett Ratner. Com Jackie Chan, Chris Tucker, Hiroyuki Sanada, Youki Kudoh, Yvan Attal, Max von Sydow, Noémie Lenoir, Roman Polanski, Jingchu Zhang e Tzi Ma. [Ação, 90 minutos]

16a7959d542d9c1482cb8f9837761095.jpg
e2d3951a174b0b8655f9a6584106e837.jpg
  Kamila do Cinéfila por Natureza 53 
       Otavio Almeida do Hollywoodiano 50  

Segunda, 10 Setembro 2007

Momento cinema: Beleza Americana

ce7fb5a6a7ae172c5fe6e5107d87459c.jpg
0ea8d34654670db1a26f0eb76dcdfdf0.jpg

Gigantesco spoiler no primeiro vídeo

Beleza Americana não é só o meu filme preferido, mas é um dos únicos filmes que consegue provocar em mim as sensações mais diversas, independente do número de vezes que o assisto. A primeiro cena, no topo, é o desfecho do filme e um dos mais belos do cinema, sem sombra de dúvida. Nessa cena, se reflete toda a maestria, a beleza e a originalidade do trabalho do diretor Sam Mendes e do roterista Alan Ball. Apoiando eles, podemos encontrar uma belíssima fotografia, edição impecável e uma trilha inesquecível de Thomas Newman. Fora isso, as grandes performances ajudam, mas para ter um gosto mais completo, basta ver o segundo vídeo que puxa mais para o lado cômico com humor tremendo. Kevin Spacey e Annette Benning provam ser excepcionais. Um forte e emblemático filme, como poucos, para poucos.

Clique em cima das imagens para assistir aos respectivos vídeos.

Domingo, 09 Setembro 2007

Bilheteria (7-9 de Setembro)

Box Office: Completamente indomáveis.

ae8eac82929e8d35c856a4fc121bc744.jpg
(Russell Crowe arrebentando em Os Indomáveis)

O fim de semana pode ter sido quieto e bem fraquinho, mas os elogios da crítica à Os Indomáveis impulsionou o faroeste a vencer a primeira colocação, mesmo que seja com um valor relativamente baixo. O remake de $55 milhões de dollares arrecadou amigáveis $14.1 milhões em 2,652 cinemas. O fim de semana após o feriado do dia do trabalho (onde Michael Myers fez a festa) é típicamente fraco e Os Indomáveis se tornou a maior abertura não-terror para o fim de semana. Mesmo que o valor arrecadado por 3:10 to Yuma (nome original bem melhor) pode não impulsionar o gênero nas bilheterias de agora em diante, prova que ainda consegue desbancar filme de povão como a maioria que fechava o top 10. O fato é que faroestes são raros e o último - e ótimo - A Proposta passou desbercebido pelos cinemas, chegando diretor em DVD no Brasil, mas quando um como 3:10 abre, com nomes fortes no elenco e na cadeira de diretor, acaba se tornando um evento imperdível e fácil de ser vendido.

Michael Myers e seu Halloween caiu uma posição e com isso, estrondosos 62% para estimados $10 milhões, para uma arrecadação total de $44.2 em 10 dias. É a típica grande queda para o gênero de terror. Superbad: É Hoje seguiu na terceira posição com estimados $8 milhões, segurando bem com uma queda de menos de 40%. Fechou 24 dias com $103.7 milhões, marcando mais uma ultrapassagem da marca dos cem milhões para uma comédia de Judd Apatow na produção ou direção. O Ultimato Bourne também segurou bem e não perdeu sua quarta colocação, caindo meros 45% para estimados $5.7 milhões, conquistando $210 milhões em 38 dias, além de mundialmente fechar com $308 milhões. É sem dúvida, o melhor da trilogia em audiência e arrecadação. Na quinta colocação ficou a comédia de esporte Balls of Fury, que caiu duas posições e 50% da sua estréia com estimados $5.6 milhões, com isso, fechando 10 dias com $24 milhões.

679b471b514a76c8716cc6e6611e8c20.jpg
(Paul Giamatti e Clive Owen se encontram em Mandando Bala)

Quanto às outras estréias, foi surpreendente a má recepção à Mandando Bala, mais um exemplar com poder de astros no ano que afundou, ao lado de Invasores e outros. O longa junta ação e sensualidade com Clive Owen, Monica Bellucci e Paul Giamatti, mas mesmo assim foi fraquíssimo, ficando na sexta posição com meros $5.5 milhões em 2,108 cinemas. The Brothers Solomon, comédia de $10 milhões, comeu poeira, fracassando na vigésima-quarta posição, com $508 mil em 700 salas. Do outro lado, foram as pequenas estréias que realmente merecem destaque, desta vez ultrapassando até mesmo a primeira colocação em relação à melhor média por cinema. The Hunting Party ficou com $39 mil em 4 salas, uma das três melhores médias da semana. The Bubble ficou com $38 mil em 10 salas, numa média não tão boa e o elogiadíssimo documentário In the Shadow of the Moon fez $38 mil em 4 salas, em outra grande média por sala. Fierce People foi a segunda melhor média, com $19 mil em duas salas. O melhor média foi de I Want Somebody to Eat Cheese With que entrou em um cinema e siau com $12 mil. De outras estréias ainda menores, temos The Unknown Soldier e The Inner Life of Martin Frost.

Fonte: BoxOfficeMojo

Confira ao lado esquerdo a relação completa do top 10 da bilheteria dos EUA.

<<<<<<<<<<<<<<<<

1703c7af0a99535aa16d7cce18bac79f.jpg
(Will (Forte), Will (Arnett) e desconhecido em The Brothers Solomon)

Sábado, 08 Setembro 2007

Os últimos vistos em DVD

Casablanca

f0573590452f0da15f761aaf0d00c7c3.jpg[Casablanca] De Michael Curtiz. Com Humphrey Bogart. Drama [1942] (R)

Um eterno e inesquecível clássico, nada é tão bom e prazeroso como rever essa belíssima obra-prima. Reunindo todos os valores e virtudes presentes na realização de uma obra cinematográfica, Casablanca proporciona uma experiência contundente e deslumbrante de 100 minutos, dos quais conhecemos personagens marcantes e um lugar onde tudo pode acontecer. Com maravilhosas performances do elenco, em especial da linda Ingrid Bergman, como também Humphrey Bogart, Paul Henreid e Claude Rains. Mas o elenco é apenas um dos fatores impecáveis desse longa. O roteiro foi extremamente bem escrito e os diálogos fluem com uma maravilhosa densidade e relevância. Cada fala é importante, cada expressão de cada personagem merece ser valorizado. É um filme miniciosamente detalhado, arquitetado de forma meticulosa pelo diretor brilhante Michael Curtiz, que resgata amor, guerra e intriga em um pacote só. Ao contrário de muitos filmes dessa época que levavem três horas para contar sua história, Casablanca leva menos de duas. Nunca incomoda, nunca cansa e só satisfaz. É um delírio de filme, desde sua composição até sua majestosa exibição. Para deixar qualquer cinéfilo babando.

Vencedor de 3 Oscar: Filme. Diretor. Roteiro. Indicado a 5 Oscar: Ator (Humphrey Bohart). Ator Coadjuvante (Claude Rains). Fotografia. Edição. Trilha Sonora.

As Confissões de Schmidt

9353ed02739a9e5b31cef346d63065f9.jpg[About Scmidt] De Alexander Payne. Com Jack Nicholson. Drama [2002]

Este é um trágico filme. No sentido de que o protagonista é completamente infeliz. Schmidt não só vive uma vida sem surpresas, monótona e sem sentido, mas acaba tendo que lidar com a morte de sua esposa e desvenda um segredo que possívelmente havia morrido com ela, que o deixa ainda mais devastado. O brilhante filme de Alexander Payne esconde um maravilhoso e genial roteiro, que não só constrói um memorável e denso personagem, mas o cerca com elementos trágicos da vida, inserindo um pouco de humor negro no meio do caminho. O que faz do filme tão bom, porém, deixando de lado a soberba performance de Jack Nicholson, que toca em todas as notas certas, é a forma como Payne o finaliza. É de dar dor no coração, mas não por ser triste, por ser contundente e maravilhosamente comovente, sem forçar para manipulação, nunca soando forçado. Schmidt acaba se tornando seu amigo e um eterno personagem cinematográfico do qual nunca esquecerá. O diretor que também fez os ótimos Sideways e Eleição continua a me surpreender com sua competência e principalmente sua originalidade. É um forte e excepcional roteiro e sua direção é focada,  o elenco impecável. Além do incrível Nicholson, temos Kathy Bates em estranho mas engraçado papel, um irreconhecível Dermot Mulroney e Hope Davis. Sem dúvida, recomendável.

Indicado a 2 Oscar: Ator (Jack Nicholson). Atriz Coadjuvante (Kathy Bates).

Um Astro em Minha Vida

b2884cc1484c1aaee862c148103e0173.jpg[10 Items or Less] De Brad Silberling. Com Morgan Freeman. Drama [2006]

Construido com uma simplicidade imensa, o novo filme de Morgan Freeman é uma tocante jornada ao descobrimento de quem você realmente é, sem pieguice. Freeman retrata ele mesmo no filme, como um ator decadente em busca de um projeto independente que vai parar em um supermecado pequeno em busca de inspiração para seu personagem. Incrível é que Um Astro em Minha Vida parece ser exatamente o projeto independente que seu personagem vai atrás no filme. Contracenando com ele temos Paz Vega, que esbanja carisma e talento. Juntos formam ótima química e entregam diálogos ótimos em um clima leve e descompromissado, fora, claro, boas performances. É um longa de menos de 80 minutos e sua simplicidade é intensa, começa e logo já está terminando. Com isso, proporciona uma experiência curta, apesar de eficiente. As intenções dos roteristas são claras ao final da projeção e é um comovente filme que infelizmente se arrasta um pouco no meio do caminho mas sempre arruma um jeito de se recuperar. A estrada é curta, mas pode proporcionar grandes risadas e uma história de amizade como poucas. Nada extraordinário, é um bom filme e que merece ser conferido, sem sombra de dúvida.

Hora do Rush 2

855b23061a68df4feeb7e5e836793b56.jpg[Rush Hour 2] De Brett Ratner. Com Jackie Chan. Ação [2001] (R)

Para a imensa surpresa de quem curtiu o primeiro filme, essa sequência é um raro caso onde o original ganha certas melhorias no divertimento. Mesmo que no quesito roteiro seja um filme extremamente vazio (no primeiro o enredo era plausível), aqui são muitas desculpas esfarrapadas para cenas de ação rolarem soltas e o humor tomar conta da audiência. Felizmente, funcionou. Afinal, quem ver Hora do Rush esperando algo denso e relevante provavelmente não bate bem da cabeça. O filme, então, funciona muito bem como mais uma aventura com Chan e Tucker, numa química melhorada, cheios de bons momentos, piadas ótimas e cenas de ação ainda mais bem coreografadas. Ratner investe no estilo e no visual, mas nunca recorre à sensacionais efeitos especiais, deixando seus atores brilhararem em meio à confusão e atrapalhadas. Ainda temos a coadjuvante Zhang Ziyi lutando como uma fera e irritando Tucker. Uma sessão leve, divertida e irresistível. Nada melhorar para esfriar a cabeça e simplesmente se deixar levar pela diversão e ótimo entretenimento.

Hora do Rush

95b9a0e8bbe44d7b6bd149ba55ceee40.jpg[Rush Hour] De Brett Ratner. Com Jackie Chan. Ação [1998] (R)

Proporcionando ótima diversão com uma mistura de comédia e ação eficiente, Hora do Rush iniciou em 98 com um roteiro formulaico, mas cativou por seus dois protagonistas e algumas idéias inspiradas e criativas. Jackie Chan e Chris Tucker formam a dupla perfeita, com excelente química, juntos causam grandes atrapalhadas e cenas de ação, com pitadas ótimas de humor, principalmente de Tucker, que parece nunca calar a boca, mas sempre que a abre possui algo engraçado para dizer. Brett Ratner não é nem de longe um fantástico diretor, mas sabe utilizar os elementos presentes para entreter a audiência e sempre divertir. Com menos de cem minutos, é um longa rápido, eficiente em sua proposta e que não decepciona nem os fãs dos atores, nem aos fãs da mistura de comédia com ação. Enquanto temos algumas cenas de ação inesperadamente bem coreografadas e corridas alucinantes pelas ruas de Los Angeles, encontramos também hilários segmentos, na maioria das vezes sobre a falta de comunicação entre Chan e Tucker. Enfim, bom divertimento que mesmo depois de quase dez anos ainda não conseguiu se desgastar e ainda gera sequências.

As Férias de Mr. Bean

e63be6753ef67e69d92ce07a5fa17ab7.jpg[Mr. Bean's Holiday] De Steve Bendelack. Com Rowan Atkinson. Comédia [2007]

Fiquei surpreso com esse filme de Mr. Bean, do qual inicialmente não dava nada. A criatividade rola solta na produção que nunca possui um momento nu de inspiração. Rowan Atkinson está ótimo como Bean, se metendo nas atrapalhadas mais grotescas e hilárias possíveis, no seu caminho para Cannes. O longa possui muitos momentos engraçados e oferece divertimento irresistível, além de nunca decepcionar nem no visual e nem na forma como decide direcionar a narrativa do filme, que flui de forma constante, sem equívocos, sem parecer carregada e termina com uma nota agradável e contundente. Os fãs de Mr. Bean ficarão extremamente felizes com o resultado e para quem ainda não o conheçe, é uma boa indicação para iniciar. Gostei muito e recomendo sem pesar, uma sessão descompromissadamente divertida e engraçada, incluindo alguns dos momentos mais cômicos do ano, como uma cena onde Bean decidi cantar ópera. Um ótimo pedido para qualquer hora do dia.

A Última Cartada

49a417b69daf7ea5cae6264bc15badfa.jpg[Smokin' Aces] De Joe Carnahan. Com Ryan Renolds. Ação [2006] (R)

Esse é do típo de filme "estilo, não substância", realizado com pompa, uma seleção imensa de nomes importantes de astros famosos, e inúmeras sequências que investem no visual ao invés de roteiro. Felizmente, Joe Carnahan sabe fazer um equilibrio agradável entre estilo e substância e mesmo que na maioria das vezes o filme está em grande falta do segundo e em overdose do primeiro, acaba funcionando como entretenimento fervorosamente explosivo. O elenco funciona na hora de divertir, com destaques para Alicia Keys, Ryan Renolds e Jeremy Piven. Carnahan tenta bolar uns momentos dramáticos fora do ar que soam deslocados, mas nada que incomode demais, pelo contrário, oferece um descanso entre um tirotéio e outro. Algumas sequências de ação ficaram extremamente bem feitas, mas no final das contas você acaba desejando que tivessem roteristas mais habilidosos na construção da trama e dos personagens. Quando chega no final, você fica até sem saber como tudo chegou onde chegou. O filme termina todo embaralhado (o trocadilho foi inevitável) com alguns azes na manga, mas oco em genialidade e brilhantismo. Mesmo assim, é recomendável por se adequar a sua proposta e entregar com estilo o que prometeu.

Viagem Maldita

25a42ea7b544138c7fadbe7bf1fd902c.jpg[The Hills Have Eyes] De Alexandre Aja. Com Aaron Stanford. Terror [2006] (R)

Um forte e intensamente sangrento remake de um clássico do terror de Wes Craven, Viagem Maldito é um caso raro onde os remakes do gênero acabam funcionando. Mais pelo excesso de sangue e gore e o senso elevado de suspense e tensão, já que dramaticamente não funciona, mas apesar de seus defeitos, o roteiro se revela plausível, principalmente se levarmos em conta a proposta do longa e o fato de que cumpriu com competência e efficiência ela. O visual funciona, a trilha funciona, os atores funcionam e os litros de sangue funcionam. Recomendável e sem dúvida divertido, apesar de ser um pouco desagradável quando descamba demais para o sadismo. Mas o longa raramente cruza a linha que separa o plausível e o implausível e se mantém no equilibrio certo para agradar e desagradar, conforme pede a audiência, já que possui certa intensidade forte em relação à violência e mutilação. Um bom filme do gênero.

Invencível

dcbff25c2fa6a6dd268616620c78858d.jpg[Invincible] De Ericson Core. Com Mark Wahlberg. Drama [2006]

Mais um filme na cartela da Disney baseado em fatos reais e inspirador. Porém, como os ótimos Estrada Para a Glória e O Melhor Jogo da História, funciona. Mais por ser contundente, inspirador e cativante, além de possuir um belo visual, incluindo ótima fotografia e nem tanto pelo superficialismo e a previsibilidade, que cerca a maioria dos momentos. Os atores conseguem elevar o filme a outro patamar. Wahlberg está bem e Greg Kinnear está estupendo, rouba o filme. Um longa agradável, típico e que possui um personagem tentando vencer conquistando seus sonhos, além de que é mais um filme sobre futebol americano, mas a Disney possui uma magia de conquistar e mesmo manipulador em muitos momentos, Invencível acaba cativando com sua honestidade, simplicidade e sua habilidade memorável de comover. Um filme legal, bem leve, mas que não é para ser levado a sério, e nem merece.

O Retorno dos Malditos

a963d1ae9d5ad0c8999330bfde897542.jpg[The Hills Have Eyes II] De Martin Weisz. Com Michael McMillian. Terror [2007]

Sequência fraquíssima, é um longa que se comparado ao anterior se revela ridículo e nem isoladamente consegue produzir uma sessão ao menos divertida. Parece investir demais no gore, no sangue, nas mutilações e nos estupros e se esqueçe do roteiro completamente. Implausível e inaceitável na maioria das vezes, só não se revela um lixo completo por ter algumas cenas tensas, mas é só. Na verdade, é até admirável ter fugido da premissa do anterior, de uma familía viajando de férias e por isso, não soa episódico, mas o filme é desagradável a todo momento. Além de que os atores são péssimos, o filme sofre de uma falta de inspiração tremenda e a criatividade se esgota logo no início. Para piorar e irritar, ainda tenta se levar a sério, fazendo declarações sobre escolhas erradas de Bush sobre a guerra. Concordo com tal opinião, mas o longa a recita terrívelmente e de forma estúpida. As escolhas péssimas do roteiro não param por aí, incluindo um final completamente clichê e irritante, apontando para uma possível sequência. No fim das contas, é do típo de filme do gênero que é bom passar longe, não proporcionando nada de novo e nem ao menos se revelando divertido. É bem melhor rever o primeiro do que gastar 88 minutos com essa continuação.

Sexta, 07 Setembro 2007

Cinema: Estréias da semana (07/09)

Hora do Rush 3

6962907873f27b6d7fd4822b42e76686.jpg

Nas suas férias em Paris, os agentes Lee (Jackie Chan) e James Carter (Chris Tucker) acabam se metendo em uma grande roubada ao se relacionarem com a perigosa Tríade Chinesa. Agora, os dois terão de desvendar os crimes de uma cidade e um idioma que o parceiro norte-americano desconhece completamente.

Diretor:  Brett Ratner
Elenco:  Jackie Chan, Chris Tucker, Vinnie Jones, Hiroyuki Sanada, Noémie Lenoir, Max von Sydow, Yvan Attal, Sun Ming Ming, Roselyn Sanchez, Roman Polanski, Tzi Ma.
Produção:  Roger Birnbaum, Andrew Z. Davis, Jonathan Glickman, Arthur M. Sarkissian, Jay Stern
Roteiro:  Jeff Nathanson, Ross LaManna
Fotografia:  J. Michael Muro
Trilha Sonora :  Lalo Schifrin
Duração:  90 min.
Ano:  2007
País:  EUA
Gênero:  Ação
Cor:  Cor
Distribuidora:  PlayArte
Estúdio:  New Line Cinema/ Avery Pix/ Rat Entertainment
Classificação:  14 anos
Site:  http://www.rushhourmovie.com/

 

Eu os Declaro Marido e...Larry!

c3a8bcfc60fd368717727fbe91a701f8.jpg

Chuck (Adam Sandler), bombeiro em Nova York conhecido por conquistar belas mulheres, e seu melhor amigo viúvo Larry (Kevin Jame) são parceiros nos salvamentos mais arriscados e também não se desgrudam na vida pessoal. E a de Larry não anda muito bem: três anos após perder a esposa, ainda sente muita falta dela e tem dificuldades em criar seus filhos, Eric (Cole Morgen) e Tori (Shelby Adamowsky). Ao saber que a lei norte-americana pode não garantir o futuro deles, descobre que precisa casar. Como Chuck é a única pessoa na qual confia, Larry faz uma proposta: um casamento burocrático gay para que o governo garanta um alento financeiro aos seus filhos, caso algo aconteça. E, com ajuda da bela advogada Alex (Jessica Biel), eles tentam driblar o fiscal Clinton Fitzer (Steve Buscemi), que tenta a todo custo provar que o matrimônio é falso.

Diretor:  Dennis Dugan
Elenco:  Adam Sandler, Kevin James, Jessica Biel, Steve Buscemi, Dan Aykroyd, Ving Rhames, Richard Chamberlain, Gary Valentine, Nicholas Turturro, Tila Nguyen, Candace Kita, Jamie Chung, Shelby Adamowsky, Betsy Rue, Dante Henderson, John Boyd, Taylor Gerard Hart, Cole Morgen.
Produção:  Michael Bostick, James D. Brubaker, Jack Giarraputo, Adam Sandler, Tom Shadyac.
Roteiro:  Barry Fanaro, Alexander Payne, Jim Taylor, Lew Gallo
Fotografia:  Dean Semler
Trilha Sonora :  Rupert Gregson-Williams
Duração:  115 min.
Ano:  2007
País:  EUA
Gênero:  Comédia
Cor:  Cor
Distribuidora:  Paramount Pictures Brasil
Estúdio:  Universal Pictures/ Shady Acres Entertainment/ Happy Madison Productions/ Relativity Media
Classificação:  14 anos
Site:  http://www.chuckandlarry.com/

 

Vira-Lata

4553bcd4f0cd837c6a312d8f0aee3ee3.jpg

Acidente no laboratório de alta tecnologia do dr. Simon Barsinistro (Peter Dinklage) faz com que um cachorro beagle desabrigado, chamado Engraxate, ganhe poderes extraordinários. Com isso, ele passa a vestir um traje de super-herói e se auto-denomina Vira-Lata, o defensor dos cidadãos de Capitol City. O segredo deverá ser mantido entre o cão e Jack (Alex Neuberger), garoto que se torna seu dono e melhor amigo.

Diretor:  Frederik Du Chau
Elenco:  Alex Neuberger, Amy Adams, Jason Lee, Patrick Warburton, James Belushi, Taylor Momsen, Peter Dinklage, John Slattery, Ezra Buzzington, Susie Castillo, Kal Thompson, Samantha Bee, Kal Thompson, Jillian Swanson, Barry Blier.
Produção:  Gary Barber, Roger Birnbaum, Jonathan Glickman, Jay Polstein
Roteiro:  Joe Piscatella, Craig A. Williams, Adam Rifkin, W. Watts Biggers
Fotografia:  David Eggby
Trilha Sonora :  Randy Edelman
Duração:  84 min.
Ano:  2007
País:  EUA
Gênero:  Aventura
Cor:  Cor
Distribuidora:  Buena Vista
Estúdio:  Have No Fear Productions/Walt Disney Pictures/Maverick Film Company/Birnbaum/Barber/Classic Media/Spyglass Entertainment
Classificação:  Livre
Site:  http://disney.go.com/disneypictures/underdog/

Outras estréias:

  • No Calor do Verão
  • Angela
  • Marock
  • O Pequeno Italiano
  • O Grande Chefe
  • Algo Como a Felicidade
  • A Morte de Um Bookmaker Chinês

Quinta, 06 Setembro 2007

Séries: últimos episódios

Heroes

d3fb8e6492377b5b1a241de46074f2a6.jpg

S01E01 "Genesis" || S01E02 "Don't Look Back" || S01E03 "One Giant Leap" || S01E04 "Collision" || S01E05 "Hiros" || S01E06 "Better Halves" || S01E07 "Nothing to Hide" || S01E08 "Seven Minutes to Midnight"

O episódio piloto de Heroes deve ser, sem sombra de dúvida, a abertura para uma serie mais espetácular desde a de Lost. Em um episódio de quase uma hora, somos maravilhados por uma história promissora sobre seres comuns ao redor do mundo que se acham com poderes extraordinários. A influência do mundo pop se encontra a todo canto, desde as referências às gibis, até a forma como cada personagem se relacionam com seus poderes. O elenco está bem afiado e o visual excelente, já que os efeitos nunca decepcionam e a fotografia e edição sempre surpreendem. A competência é sempre visível e a serie trata seus personagens de forma única. Mesmo que a perfeição e a maravilha do episódio piloto não tenha se transferido aos outros sete primeiros, não há como resisti-los. Não há nenhum que deixe a desejar e sempre revelam mistérios, revalações, confrontos e muita diversão. A trilha sonora é marcante, muito cativante. O que faltou foi um relacionamento mais profundo de alguns personagens com o descobrimento de seus poderes e o roteiro possui alguns furos, mas a ligação feita entre cada personagem ficou ótima e promete gerar episódios muito melhores a seguir. Não resisto a indicar meu personagem preferido: Hiro. O japonês é extravagante, engraçado, carismático e irresistível.

Lost

79abdbb02c107efbe261304d6de1b17f.jpg

S03E11 "Enter 77"

Um episódio muito bom que continua a envolver e aumentar os mistérios contidos na ilha. Com ótimas atuações do elenco, esse episódio se foca em Sayid e mais uma vez em seu passado sombrio e sofrido. De certa forma, é um triste momento para a serie, desvendando os sentimentos por trás do personagem. Felizmente, temos de outro lado Sawyer para ajudar no humor e no divertimento. Sem dúvida, um momento essêncial e valioso, que ao mesmo tempo comove e satisfaz com novos revira-voltas e idéias interessantes.

Skins

3742d42c4375b562ca62dabf9dcbbef7.jpg

S01E01 "Episode #1.1"

Essa curta serie britânica adolescente é uma ousadia bem vinda e madura. Já que o fim do divertido, mesmo que bobo The O.C. chegou ao fim, é bom conferir outra serie que segue o mesmo estilo...ou não. Skins é diferente de tudo que você já viu e por isso que se torna tão bom. Desde a abertura até o sarcástico final, é uma serie madura acerca de jovens em um mundo de sexo, drogas e rock & roll contemporâneo. O elenco britâniaco funciona, mesmo sem o carisma do povo adorável de Orange County, mas a serie funciona nos momentos onde menos esperamos e apesar da irregularidade é dificil não se identificar. Estarei a espera de outros episódios para conferir e comprovar se realmente vale a pena ir até o fim.

24 Horas

eab4b84903081c58938fa9d85a9c964a.jpg

S03E01 "Day 3: 1:00 p.m.-2:00 p.m." || S03E02 "Day 3: 2:00 p.m.-3:00 p.m." || S03E03 "Day 3: 3:00 p.m.-4:00 p.m." || S0304 "Day 3: 4:00 p.m.-5:00 p.m." || S03E05 "Day 3: 5:00 p.m.-6:00 p.m."

Após as duas ótimas primeiras temporadas, 24 Horas continua cheia de tensão, adrenalina e originalidade. Apesar de até o momento não ter chegado aos pés de nenhuma das outras duas temporadas, já passou por ótimos momentos e continua a construir suas tramas de forma elaborada, além de nunca se esquecer de seus personagens. Nesses episódios, o passado de Jack (depois da segunda temporada e antes dessa) começa a assombra-lo e ele precisará encará-lo novamente como parte de sua nova missão. O elenco está maior e ainda mais interessante e as idéias boas parecem nunca terminar. Apesar de ter me decepcionado com certas falhad, ainda acredito que possa se superar com os outros episódios, ainda faltam 19 horas para encarar do dia corrido de Jack Bauer.

Quarta, 05 Setembro 2007

Momento cinema: Crash: No Limite

5e9537b7814e0aa27cbacdb5337051ff.jpg9a4aa4858399d2e1988a86f7a7252c9d.jpg

Vídeos podem conter spoilers

Direção, roteiro, trilha, elenco e edição. Cinco fatores que fazem desses dois momentos marcos no poderoso Crash: No Limite. O controverso filme de Paul Haggis, que ainda hoje divide opiniões, é para mim, um dos filmes mais fortes que já presenciei e essa duas cenas (apesar da péssima resolução) servem como lembrete. Impossível não se emocionar.

Clique em cima das imagens para assistir às respectivas cenas.

Terça, 04 Setembro 2007

Resenha: Paranóia

Juventude indiscreta

Paranóia

e93edcb35a6580e5f310062d86c9733a.jpg

Sinopse: Se culpando pela morte de seu pai em um acidente de carro, Kale é um jovem que começa a ter problemas controlando sua raiva. Quando agride o seu professor, é colocado sob prisão domiciliar. Pronto para ir a lugar nenhum, preso a uma linha curta, Kale começa a se divertir espionando e descobrindo os afazeres de seus vizinhos, que de escândalos e traição, chega a um homem do qual Kale começa a suspeitar ser o dono por trás de uma serie de desaparecimentos. Intrigado e entendiado, logo Kale descobrirá as conseguências da indiscrição.

A comparação entre Paranóia e um clássico do suspense de Alfred Hitchcock tem se tornado inevitável na maioria das críticas sobre esse novo suspense teen. Esse clássico se chama Janela Indiscreta e parece focar em um homem descobrindo segredos e desvendando mistérios pela janela, não sei ao certo, já que infelizmente não tive a oportunidade de vê-lo. Paranóia, porém, é um filme que soou completamente novo para mim, ao invés de ter soado como plágio de um roteiro de filme de Hitchcock, o que soou para muitos. Acredito que por esse motivo, entre outros, Paranóia é um suspense que funcionará maravilhosamente para a nova geração de frequentadores de cinema. Não só isso, mas irá agradar qualquer um sedento por simples e boa diversão.

Iniciando com uma espetácular cena de acidente de carro e introduzindo seu título de forma verdadeiramente intrigante e bela, o longa já começa interessante e promissor. Ao desenrolar, somos apresentados a Kale e é impossível não se divertir com seus modos e principalmente quando sua curiosidade o leva à desvendar os segredos da vizinhança. Shia LaBeouf faz o papel título e entrega carisma o suficiente para cativar, além de revelar que é um ator que veio pra ficar. O resto do elenco funciona, incluindo os adolescentes. David Morse, como vilão mais uma vez, está muito bem. Infelizmente, ainda estamos falando de um filme feito para adolescentes, ou seja, o roteiro é legal, mas deixando toda a imaturidade e a indiscreta juventude de lado, poderia ter se tornado realmente paranóico. A verdade é que mesmo divertido, o filme se carrega um pouco quando cerca a vida amorosa do personagem título, mas quando o suspense engata, ninguém consegue fugir dos ótimos sustos e da tensão palpável que toma conta de certos momentos.

O que quero dizer é que se não fosse teen com certeza poderia ter sido um filme melhor, focando na paronóia do personagem título, indo a fundo no seu psicológico e com isso, aumentando suspense e mistério. Mas Kale vive cercado de dois amigos e em momentos, ao invés do filme ser pertubador, se revela apenas divertido. Mas não faz mal, a verdade é que o filme é refrescante, no sentido de que supera a maioria dos filmes do gênero hoje em dia, trazendo bons atores em um enredo divertido, executado com jogos visuais super interessantes de D.J. Caruso, que comanda bem o espetácula quando se fala das cenas de ação e suspense, que funcionam relativamente bem. Além disso, a trilha sonora ótima, tanto a composta quanto a compilada, ajuda aumentar tanto o entretenimento quanto a tensão.

Extremamente recomendado, não é o melhor filme passando nos cinemas, mas é sem dúvida, uma opção mais que certa para todos que buscam escapismo simples e divertido. O longa não tem muito a dizer, não termina numa nota profunda, mas cativa com seu estilo, seu enredo divertido e seus personagens admiráveis, além de que revela, mesmo que de forma rasa, a lógica de que precisamos de vez em quando, parar para perceber o que ocorre ao nosso redor. Com um clima bem construído pelo diretor e um roteiro que tenta a todo momento desviar dos mais horrorosos clichês, Paranóia funciona, muito bem se devo dizer, não só como uma sessão no sábado a noite com os amigos, mas para qualquer momento onde você queira simplesmente se divertir e se entreter com um bom pedaço de thiller contemporâneo teen.

[Disturbia] De D.J. Caruso. Com Shia LaBeouf, Sarah Roemer, David Morse, Aaron Yoo, Carrie-Ann Moss, Jose Pablo Cantillo e Matt Craven. [Thriller, 105 minutos]

2b8639b1443f9648771756b7087302b4.jpg
56f185e8e71ba6b14b4681cfcbeb0731.jpg
                        Kamila do Cinéfila por Natureza 72 
      Vinicius Pereira do Blog do Vinicius 40
           Luciano Lima de A Sala 80

Todas as notas