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Terça, 11 Setembro 2007
Resenha: Hora do Rush 3
A hora da mentira.
Hora do Rush 3

Sinopse: Alguns anos depois de suas férias em Nova York, Lee e Carter estão aconchegados de volta à Los Angeles. Carter como policial e Lee protegendo o embaixador da China. Quando ocorre uma tentativa de assassinato à vida do embaixador Han, Lee e Carter começam uma investigação que acabam os levando à Paris, em busca de respostas escondidas através da mafia chinesa e protegendo uma mulher francesa que pode ser a chave do mistério.
Após as divertidas e descompromissadas aventuras de Lee e Carter, a serie ressucita seis anos após o segundo filme, com a mesma equipe por trás e à frente das câmeras. Jackie Chan e Chris Tucker mantém a parceria e Brett Ratner a cadeira do diretor. Infelizmente, Hollywood tomou conta da serie de uma vez por todas. Se a serie começou em 1998 confiando no carisma de seus atores e nas habilidades de Chan nas cenas de luta, divertindo com uma mistura de humor com ação bem bolada, o terceiro filme destrói tudo isso. Apostando em efeitos especiais grandiosos e desnecessários e pouco se importando com roteiro e ousadia, é uma aventura relativamente sem graça, que mesmo que proporcione vários momentos divertidos envolvendo a dupla central, não consegue evitar o senso gênerico com o qual foi construído.
Digo isso pois nas aventuras anteriores o máximo que era sofisticado era o visual e aqui tudo soa demasiadamente ensaiado e irregular, sem a improvisação e o leve divertimento dos filmes anteriores. As cenas de ação e de luta, mesmo que de certa forma inspiradas, são mal coreografadas e o enredo é inaceitável, indo do nada e chegando a lugar nenhum. Isoladamente, Hora do Rush 3 pode não funcionar para quem não conheçe os personagens e o estilo, para quem conheçe e gosta, será uma decepção, já que falta muito do charme e da autênticidade do entretenimento entregue anteriormente.
Chan e Tucker tentam e saem vitoriosos muitas vezes, conseguindo manter a ótima química, mesmo sem algumas de suas melhores piadas, ainda se encontram em situações embaraçosamente divertidas, mas como o resto do filme, chegam a certo ponto onde soam superficiais. Chan não comanda a ação tão bem quanto acostumava e Tucker, mesmo menos engraçado que o comum, salva muitas cenas. Até mesmo a dança religiosa dos dois, ao som de War soa deslocada. O único brilho de verdade do filme é Paris, onde, por acaso, se encontra o personagem mais divertido do filme e que rouba a cena, Yvan Attal está super engraçado como um taxista aventureiro, ao contrário de Max von Sydow que faz um vilão broxante e sem graça. Roman Polanski (sim, o diretor de O Pianista e outros clássicos) até funciona. Não ajuda o fato de tudo ser tão previsível que você já sabe o destino de todos esses personagens.
Felizmente, o humor ainda se mantém e mesmo com certos segmentos de ação mecânicos, é um filme divertido. Entretenimento mínimo, mas do qual pode muito bem funcionar, principalmente para quem curte as trapalhadas de Lee e Carter. O porém é que tudo ficou bem abaixo do nível dos anteriores, a narrativa corrompida e sem graça, sem qualquer noção de tensão ou adrenalina, poucos personagens cativantes além da dupla central e um enredo mirabolante, com pouquíssimas idéias. O roteiro é raso e a direção de Ratner bem regular, sofrendo com falta de autênticidade. O filme apresenta uma história batida e é bem melhor rever os dois primeiros do que se decepcionar com esse terceiro capítulo. O título de melhor número três do ano ainda é de O Ultimato Bourne e Hora do Rush 3 prova a falta de originalidade de Hollywood e sua habilidade infálivel de destruir franquias e bons personagens. Vejam com cautela, sem grandes expectátivas.
[Rush Hour 3] De Brett Ratner. Com Jackie Chan, Chris Tucker, Hiroyuki Sanada, Youki Kudoh, Yvan Attal, Max von Sydow, Noémie Lenoir, Roman Polanski, Jingchu Zhang e Tzi Ma. [Ação, 90 minutos]


| Kamila do Cinéfila por Natureza | 53 |
| Otavio Almeida do Hollywoodiano | 50 |
18:55 Escrito em Resenhas | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail































Comentários
Wally, este filme, realmente, é uma decepção. Eu acho que o Brett Ratner faz bem suas cenas de ação. O Chan continua com aquelas lutas perfeitamente coreografadas. O Tucker, com sua comédia.
Mas, na maior parte das cenas, tudo parece ser muito forçado. Senti falta daquelas falhas de comunicação que existiam entre Carter e Lee.
Escrito por: Kamila | Quarta, 12 Setembro 2007
Como disse no Hollywoodiano, até agora não tive vontade de conferir esse filme, mas devo fazer isso em breve, mesmo com todas as opiniões negativas. Achei um absurdo o Omelete dar 4 ovos ao filme, mostrou o quão comercial esse site é...
Escrito por: Vinícius P. | Quarta, 12 Setembro 2007
Se o trailer pra mim já foi uma tortura, imagina o filme inteiro...
Escrito por: Matheus Pannebecker | Quarta, 12 Setembro 2007
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