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Sexta, 31 Agosto 2007
Cinema: Estréias da semana (31/08)
Paranóia

Licença Para Casar

Cidade dos Homens
O FILME



(Confirem as fichas técnicas na lista das estréias, ao lado esquerdo.)
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Quinta, 30 Agosto 2007
Performance: Julianne Moore (Magnólia)
Magnólia, além de ser belíssimo filme, é 50% maravilhoso por seu elenco e Julianne Moore, com duas cenas marcantes do cinema contemporâneo, com certeza ganha uma grande porcentagem de mérito. Aponto duas cenas curtas, mas inesquecíveis.
18:55 Escrito em Especial | Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
Quarta, 29 Agosto 2007
Resenha: Escorregando Para a Glória
Fria glória.
Escorregando Para a Glória

Sinopse: Chazz Michael Michaels e Jimmy MacElroy são extremos rivais no esporte de patinação de gelo artística. O vicíado em sexo e que ferve no gelo sempre ganha o público e as mulheres e MacElroy, adotado (ou seria comprado?) é delicado, perfeito, mas impecável no esporte. Quando uma de suas comuns brigas toma proporções extremas, ambos são banidos no jogo. Porém, logo descobrem que podem competir em dupla, mas isto terá que sacrificar o ódio que um sente pelo outro, para juntos derrotarem a dupla mimada e histérica Waldenberg.
Uma comédia típica do estilo de Will Ferrell, isto é, uma premissa promissora, roteiro batido, mas piadas refrescantes, hilárias e muitas vezes geniais. Mesmo lotado de problemas, Escorregando Para a Glória, talvez o mais rentável dos filmes de Ferrell, é diversão certa, com humor escandaloso, visual audaz e atores autênticos super engraçados. O longa começa explodindo, prometendo muito, surpreendendo com sua genialidade e boas idéias, além do humor extremamente eficiente, produzindo grandes gargalhadas. Mas o roteiro é fraquinho e se não fosse pelo humor ótimo e as ótimas atuações - e o visual cativante - seria um filme bem fraco.
Felizmente a dupla central consegue salvar muitos momentos fracos com algumas piadas batidas, além da fórmula irritante. Will Ferrell faz o seu personagem de sempre, mas adicionando algo novo e com excelente timing cômico. Inesperdamente, Jon Heder rouba a cena de Ferrell inúmeras vezes. Seu personagem histérico é ultrajante e ao mesmo tempo, contundente, produzindo grandes risadas. O elenco coadjuvante também não faz mal, a dupla de vilões Will Arnett e Amy Poehler possuem química e maldade de sobra e Jenna Fischer não decepciona.
O exagero do filme em momentos é intenso, no sentido de que chega a se tornar implausível, mesmo que sempre engraçado. As acrobacias dos dois atores no gelo são inacreditavelmente absurdas e o visual literalmente brilhante ajuda nesse aspecto. O figurino é ótimo, aumentando as risadas e o senso de idiotice apresentado aos personagens e é óbvio que muitos movimentos foram movidos à efeitos visuais, mas mesmo não melhores que os blockbusters do ano, convencem, apesar de superficiais.
Como comédia e puro divertimento, é uma sessão mais que recomendada, principalmente para fãs de longa data de Ferrell, como também de Heder, que entrega um trabalho bem superior ao seu último, Escola de Idiotas. Talvez ainda não seja o humor típico que os brasileiros procuram, mas americanizado, estilizado e super engraçado, acredito ser impossível resistir aos charmes dessa produção, que apesar de seus grandes defeitos no roteiro e na direção, cumpre sua promessa e entrega com brilho uma comédia extremamente satisfatória e recomendável, que merece crédito simplesmente por conter a cena de decapitação mais engraçada já vista em um filme.
[Blades of Glory] De Josh Gordon e Will Speck. Com Will Ferrell, Jon Heder, Will Arnett, Amy Poehler, Jenna Fischer, William Fichtner, Craig T. Nelson, Romany Malco e Nick Swardson. [Comédia, 93 minutos]


| Angélica Bito do Cineclick | -- |
| Nick de Semlyen da Empire | 60 |
| Stephen Holden do New York Times | -- |
| Érico Borgo do Omelete | 60 |
| Peter Travers do Rolling Stone | 50 |
| Rodrigo Salem da SET | 65 |
| Vinicius Pereira do Blog do Vinicius | 60 |
| Denis Torres Ferreira do Hollywoodiano | 75 |
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Terça, 28 Agosto 2007
Resenha: O Ultimato Bourne
Maneiras extremas.
O Ultimato Bourne

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Sinopse: Constantemente atormentado pelas dúvidas de seu passado e em constante busca pela sua verdadeira identidade, o agente Jason Bourne volta a aterrorizar o governo americano, cansado de ser manipulado e desesperado em busca de respostas. Os agentes da CIA não poupam esforço na caça de Bourne, que cada vez mais se torna uma ameaça mais forte, abrindo feridas e revelando falhas no sistema.
A Identidade Bourne, dirigida por Doug Liman, serviu como um refresco, um novo começo para um gênero desgastado e sem idéias. O thriller continha cenas de ação alucinantes e uma trama extremamente bem bolada. O brilhante Paul Grengrass (Vôo United 93) acolheu a sequência dois anos depois. A Supremacia Bourne melhou o primeiro filme, com ousadia e entretenimento intenso e inteligente, mas foi só com seu terceiro e possívelmente último episódio que a serie realmente atinge a maestria. Também dirigido por Greengrass, Ultimato chega em uma época onde nenhuma sequência conseguiu o feito de superar seus antecessores, mas Greengrass não é um simples diretor e este não é um mero filme de ação. Impulsionado por uma nova intriga, mais relevante e interessante, o terceiro capítulo fecha a trilogia com chave de ouro, entregando não só as cenas de ação mais sensacionais da década, mas entregando um roteiro denso, orquestrado por uma soberba direção.
O simples fato de sempre inserir novidade e nunca se tornar episódico já torna cada sequência Bourne satisfatória e com O Ultimato as surpresas nunca foram tão deliciosas. No capítulo onde descobrimos as verdadeiras origens de Bourne, somos satisfeitos com genialidade e puro brilhantismo, tanto na forma inovadora de Greengrass contar sua história super movimentada, mas como o roteiro consegue unir tudo de forma perfeita no clímax de tirar o fôlego. Nesse tal clímax, não são mais as espetáculares sequências de ação e adrenalina, mas um suspense tenso e forte, movimentado pelo drama do personagem em confrontar seu passado e sim - lembrar de tudo. Matt Damon torna tudo bem mais empolgante com sua ótima atuação com Jason Bourne, que nunca deixou de ser relevante. Ele constrói seu personagem brutalmente e de forma memorável, para que nunca possamos esquecer dele.
Mas Damon não está sozinho. Outro grande destaque do filme é seu elenco, que inclui os personagens já conhecidos de Julia Stiles e Joan Allen, mas adiciona intensidade com as performances inesquecíveis de David Strathairn e Albert Finney, um personagem super importante para a trama. Paddy Considine, perdido e confuso no meio de tanta ação, também ganha certo destaque, apesar de seu pouco tempo em tela. Cada atuação é forte, mas não teriam funcionado se não tivessem personagens tão emblemáticos e com O Ultimato, cada um importa, cada pessoa possui um papel chave e nenhum é esquecido ou mal utilizado com o objetivo de dar continuidade à ação. O que não seria um problema. Como eu já mencionei incansavelmente, as cenas de ação são impecáveis e não há como resisti-las. Greengrass continua com sua câmera de mão, talvez até mais que no filme anterior, mas utilizando-a de forma mais essêncial e importante. Aumentando a tensão, construindo adrenalina e com uma edição ágil e perfeita (sem dúvida merece uma menção no próximo Oscar) faz da ação do filme algo para se fascinar. Fiquei realmente impressionado com a competência do visual, que utiliza menos efeitos especiais e mais habildiade na câmera, na direção focada de Greengrass e seu poder de entretenimento e satisfação intenso.
Me surpreendendo, O Ultimato Boune se tornou não somente o melhor filme do gênero que assisto em muito, muito tempo, mas um dos melhores filmes do ano. Paul Greengrass entrega uma urgência tão admirável ao trabalho, algo tão relevante e um desfecho tão inesquecível e inteligente que não há como resistir aos continuos elogios. O fato de poder propocionar entretenimento de ação e suspense tão poderoso e ao mesmo tempo um roteiro tão brilhante faz desse filme algo ainda mais admirável. Não direi nada a respeito da trama para não estragar nada, mas fiquem preparados pois a viagem é extraordinária e a satisfação será intensa. A verdade é que Greengrass e companhia levaram suas maneiras extremas à outro nível e arquitetaram uma obra-prima do gênero, funcionando sobre todos os aspectos imagináveis. Não é por nada que, como os episódios anteriores, decide finalizar, para o deleite da platéia, com a canção "Extreme Ways" de Moby. Brilhante é pouco.
[The Bourne Ultimatum] De Paul Greengrass. Com Matt Damon, Julia Stiles, David Strathairn, Joan Allen, Albert Finney, Paddy Considine, Scott Glenn e Edgar Ramirez. [Thriller, 111 minutos]


| Vinicius Pereira do Blog do Vinicius | 80 |
| Roger Ebert do Chicago Sun-Times | 88 |
| Celso Sabadin do Cineclick | -- |
| James Dyer do Empire | 100 |
| Otavio Almeida do Hollywoodiano | 100 |
| Manohla Dargis do New York Times | -- |
| Marcelo Forlani do Omelete | 100 |
| Peter Travers do Rolling Stone | 88 |
| Kamila do Cinéfila por Natureza | 95 |
| Rotten Tomatoes | 94 |
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Segunda, 27 Agosto 2007
Bilheteria (24-26 de Agosto)
Box Office: Mais Superbad. Menos Mr. Bean.

Sem grandes estréias, foi uma fraquíssima semana para a bilheteria norte-americana, com nenhuma estréia conseguindo colocação entre o top 3. No primeiro lugar, ficou o mesmo da semana passada. Superbad: É Hoje continua na onda do sucesso de Ligeiramente Grávidos, do qual divide gênero e criador. O longa caiu bastante, 45% para $18 milhões, uma queda maior que seu amigo, mas fecha com $68,6 milhões em dez dias, acumulando super bem. Só para lembrar, o filme custou $20 milhões, ou seja, triplicou seu custo em menos de 2 semanas. O longa tem estréia marcada no Brasil para 12 de Outubro.
No segundo lugar, O Ultimato Bourne continua surpreendendo e subiu uma posição ao invés de perder, jogando A Hora do Rush 3 para a terceira colocação. Segurou bem melhor que a Supremacia e com seus $12,5 milhões no fim de semana, fecha seu total com $185,3 em 24 dias, automaticamente superando ambos primeiros filmes da serie. Ultimato logo se tornará a única sequência do ano à superar seus antecessores em audiência. Já pagou seu orçamento de $110 milhões acumula um total mundial de $218, 7 milhões. A Hora do Rush 3 caiu uma posição e 45%, arrecadando $11,7 milhões, somando $108,7 milhões em 17 dias. O filme custou $140 milhões e possui uma arrecadação mundial de $135,2 milhões por enquanto. As Férias de Mr. Bean foi a estréia da semana que se deu melhor. O filme que já chegou no Brasil há algum tempo arrecadou $9,9 milhões, uma quantidade fraca levando em conta o outro filme de Bean há alguns anos atrás. De qualquer forma, a comédia é um sucesso internacionalmente e fecha mundialmente com $198,7 milhões. Rogue: O Assassino reune Jet Li e Jason Statham e mesmo assim falhou. Teve rendimento de $9,8 milhões, ficando abaixo da média dado o histórico de ambos atores.

The Nanny Diaries, com Scarlett Johansson foi outra estréia e foi iqualmente fraca, conseguindo $7,5 milhões, perdendo para O Diabo Veste Prada e Grande Menina, Pequena Mulher, que se relacionam relativamente com o filme. Resurrecting the Champ foi o filme mais elogiado da semana, mas passando em poucas salas, se contentou com a décima-quinta colocação, com $1,7 milhões, se tornando o pior começo para o gênero. O filme reune Josh Hartnett e Samuel L. Jackson. Illegal Tender foi outra estréia, passando em 512 cinemas, ficou bem atrás do drama de boxe estrelado por Jackson e Hartnett, com $1,4 milhões. September Dawn passou em 857 cinemas, arrecadou $635 mil e Heyy Babyy foi ótimo, arrecadando $612 mil em apenas 68 cinemas. Eye of the Dolphin foi fracasso com $37 mil em 124 cinemas e Right at Your Door foi morno, com $32 mil em 20 cinemas. Dedication estreiou em 4 salas apenas com $23 mil e a melhor média por cinema da semana foi de Deep Water, que arrecadou $22 mil em 2 salas. The Hottest State, Hannah Takes the Stairs, Closing Escrow e Them fecham as estréias da semana no box office, todos com médias boas mas pouquíssimo rendimento.
Confira ao lado esquerdo a relação completa do top 10 da bilheteria dos EUA.
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Domingo, 26 Agosto 2007
Os últimos vistos em DVD
Doutor Jivago
[Doctor Zhivago] De David Lean. Com Omar Sharif. Drama [1965]
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Um eterno clássico do cinema, Doutor Jivago pode não ter me encantado o suficiente para ficar na minha memória, mas é imperdível e necessário, um pedaço belo e épico de emoções em um formato cinematográfico arquitetado à moda antiga, com beleza e formosura. Com mais de três horas de duração, não possui o senso de aventura e grandiosidade de O Senhor dos Aneis, Titanic ou Ben-Hur, mas simplesmente não cansa. A beleza e a paixão do diretor se encontram estampados a cada plano, belíssimos por sinal. A trilha sonora composta por Maurice Jarre deve ser o destaque do filme, maravilhosa, mas o visual é sedutor e magnificamente memorável. Da direção de arte à fotografia sensacional, é um delírio. O elenco está iqualmente forte, com destaque para Omar Sharif, que de todos seus filmes que já vi, se destaca nesse com uma soberba performance. David Lean dirige bem o espetáculo e o roteiro constrói personagens fortes e valorizados, que se entrelaçam em uma narrativa com densidade e uma épica beleza irresistível. Acredito que o delineamento da narrativa longa poderia ter ficado mais claro, se revelando confuso e inconclusivo em momentos, mas como um todo, simplesmente não há como resistir. O clímax é um triunfo e o desfecho se revela uma realização satisfatória. Altamente recomendado.
Vencedor de 5 Oscar: Roteiro Adaptado. Fotografia. Trilha Sonora Original. Direção de Arte e Cenários. Figurino. Indicado a mais 5: Filme. Diretor. Ator Coadjuvante. Edição. Som.
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Sunshine
ALERTA SOLAR
[Sunshine] De Danny Boyle. Com Cillian Murphy. Ficção [2007]
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Danny Boyle continua sua fascinação pela sobrevivência humana e após Trainspotting: Sem Limites e Extermínio entrega seu mais audaz trabalho. Sunshine é uma mistura arrepiante de ficção, suspense e drama, tudo muito bem equilibrado em uma orquestra belíssima e poderosa. Intenso e admirável até seus últimos segundos, é um soberbo trabalho, dentre o qual Boyle investiga novamente a natureza humana e até onde iremos para sobreviver. Só que dessa vez a sobrevivência de seus personagens levará ao salvamento da raça humana. Com um excelente elenco, com um destaque óbvio para Cillian Murphy, que entrega sua melhor performance, com crueza e perfeição. O visual é um tremendo delírio. Os efeitos especiais são ótimos, mas é a direção de arte que maravilha e a edição se revela extremamente importante, como também a trilha sonora espetácular. Ousadia e surpresa são as palavras chaves para definir o roteiro, que foge á formula, submetendo seus personagens à extensos conflitos psicológicos e um embate final que toma um rumo inesperdamente tenso e horripilante. Mas o incrível mesmo é como Boyle decide orquestrar cada cena, revelando sua habilidade incrível e valiosa em traduzir emoções e maravilhar com estilo. Um forte filme, recomendado e que não sairá de sua cabeça tão fácil.
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Cães de Aluguel
[Reservoir Dogs] De Quentin Tarantino. Com Harvey Keitel. Policial [1992]
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O primeiro filme do mestre Tarantino é uma tremenda revelação. O cara que futuramente arquitetaria a saga de vingança emblemática da Noiva em Kill Bill e maravilhar o pop com Pulp Fiction começou detonando e Cães de Aluguel é um ótimo exemplo do que se pode fazer com talento e um baixo orçamento. Com um roteiro bem amarrado e esperto, inundado de personagens geniais e diálogos brilhantes, Tarantino dirigie de forma visceral, entretendo e surpreendendo com seu estilo inovador e seu modo ousado de contar uma história cômicamente absurda e ao mesmo tempo dramaticamente intensa. O elenco está ótimo. Encontramos aqui as melhores atuações de atores como Tim Roth, Michael Madsen, Steve Buscemi e Chris Penn e Harvey Keitel. O visual é fraco, no sentido de ser barato e na maior parte do tempo, se passa em um armazem simples, mas Tarantino toma certas liberdades prazerosas com o estilo alucinante do filme. Um pedaço sintiliante de cinema, violento, cru e verdadeiramente memorável.
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A Supremacia Bourne
[The Bourne Supremacy] De Paul Greengrass. Com Matt Damon. Thriller [2004] ((R))
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Essa é uma das poucas sequências que provam que a segunda parte pode sim surpreender e superar seu antecessor e a Supremacia supera Identidade com brilhantismo. Greengrass é muito mais diretor que Liman e a forma como constrói as situações do filme e como deixa o roteiro inteligente fluir se revela muita mais efficiente. Seu modo inovador de filmar as cenas (shaky cam) se revela competente, agilizando a ação e aumentando a tensão. Mas como no primeiro filme, não é tudo ação e mesmo que nele podemos encontrar espetaculares sequências de ação, incluindo perseguições de carros incríveis, os personagens e os diálogos são extremamente valorizados. Jason Bourne se torna cada vez mais interessante e mesmo que a trama em volta dele ainda não tenha atingido seu pique, ainda se revela interessante e cheia de idéias geniais, com algumas sacadas inesperdamente sensacionais. Matt Damon está crescendo com o personagem, se revela ótimo, como o resto do elenco, incluindo a ótima Joan Allen e os mais coadjuvantes Brian Cox e Julia Stiles. Para o gênero, se revela um resultado extremamente competente e satisfatório, indo muito além da promessa comum.
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A Identidade Bourne
[The Bourne Identity] De Doug Liman. Com Matt Damon. Thriller [2002] ((R))
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Oferecendo um senso de novidade e um clima retrô ao gênero em 2002, a trilogia Bourne começou muito bem, equilibrando virtudes em meio à uma desenfreada caça, com cenas de ação bem feitas, perseguições divertidas e muito suspense e mistério. Matt Damon estampa seu talento na pele do agente, enquanto o elenco coadjuvante, em especial Chris Cooper e Franka Potente, transformam seus personagens em seres fortes. O clima de mistério e aventura e a atmosfera tensa de espionagem foi algo refrescante e chegou para ressucitar o gênero e fez muito bem. Bem drigido, com foco e inteligência, o filme pode ter certos momentos desnecessários, mas flui bem com um número equilibrado de cenas de ação explosivas e diálogos espertos cercando intriga e mistério. Enfim, um ponta pé inicial competente e memorável para uma trilogia que viria a oferecer ainda mais nos próximos capítulos. Fora isso, é a primeira vez que ouvimos tocar "Extreme Ways" de Moby no final. Só por isso já vale a pena ver.
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A Pele
[Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus] De Steven Shainberg. Com Nicole Kidman. Drama [2006]
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Extremamente críticado, A Pele é um filme incomum e muitas vezes bizarro que faz uma homenâgem clara à vida da fotógrafa Diane Arbus. O clima de irregularidade e estranho do filme pode ser justificado pelas fotografias iqualmente bizarras de Arbus e o longa avisa logo no início que utilizará de surrealismo para contar sua história. Acredito que a intenção do diretor era homenagear e realizar uma reflexão sobre os sentimento da mulher e na maioria das vezes consegue, mas faltou intensidade no trabalho e as metáforas nunca realmente funcionam justamente pela equívocada direção. Mas o visual belíssimo do filme compensa certas falhas, é um prazer olhar para ele e sentir sua formosura e sua fotografia bela, como também é extremamente satisfatório presenciar dois genuínos atores atuando extremamente bem, caso de Nicole Kidman e Robert Downey Jr.. Eles fazem o filme funcionar. A Pele poderia ter sido muito mais, ele queria ser muito mais. Mas a subtrama do longa, cercando a relação familiar de Diane em decadência, funciona bem melhor do que a trama central, focada na sua experiência incomum com um homem bizarro e diferente. Quando isso acontece, obviamente existe algum problema. Mas nada que não dê para relevar. Um bom filme incompreendido.
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Alpha Dog
[Alpha Dog] De Nick Cassavetes. Com Emile Hirsch. Policial [2007] (R)
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Decidi rever este filme para compreendê-lo melhor e mudei minha interpretação sobre ele, apesar de continuar achando que Nick entregou um filme muito áquem do que desejava. O filme, que inicialmente possui o objetivo de analisar a criação do pai sobre o seu filho, se perde um pouco ao não se apronfundar de forma dramaticamente coerente nesse aspecto. Na verdade, Nick acidentalmente toma um rumo inesperado, investigando a juventudade e suas consequências na sociedade. O elenco do filme é muito bom. Além de Emile Hirsch no papel título, temos grandes revelações de Anton Yelchin e Justin Timberlake, ótimos, mas é Sharon Stone quem rouba o filme, com uma memorável cena de angústia e tristeza. Certa diversão e uma visão interessante é entregue no filme, mas sempre fica a sensação de que não era esse o filme que era para ter sido feito e as intenções do diretor se perdem em meio à ambição. Funciona, mas está longe do que eu inicialmente esperava e do que o diretor gostaria.
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Turma da Mônica
EM UMA AVENTURA NO TEMPO
[Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo] De Maurício de Sousa. Com a voz de Marli Bortoletto. Animação [2007]
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Foi bom ver esse filme divertido e simples da turma da mônica. Em uma época onde animações digitais americanas estão explodindo com más influências à criançada (vide O Segredo dos Animais e O Bicho Vai Pegar), essa simples mas charmosa animação de Maurício de Sousa traz valores e diversão em um pacote admiravelmente satisfatório. Faltou ousadia e inventividade, mas partindo do conceito simples da gibi, se revela competente e efficiente no que propõe e não dá para pedir muito. A verdade é que satisfará muitas crianças e me agradou com seus momentos de esperteza e seus personagens genuínos e cativantes, extremamente engraçados e divertidos. Correndo por menos de 80 minutos, é dificil resistir ao desenho, suas intenções são tão boas e apresenta boas mensagens e nunca falha na hora de divertir ou cativar. Ótimo e leve passatempo.
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A Praia
[The Beach] De Danny Boyle. Com Leonardo DiCaprio. Aventura [2000]
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Decepcionante, Danny Boyle havia me maravilhado com seus poderosos filmes Trainspotting, Sunshine e Extermínio e é triste constatar que falha imensamente com falta de ousadia e foco nesse filme redundante e irritante. Começando muito bem, A Praia intriga com seu visual belo, sua trilha sonora competente e uma premissa agradável e flui de forma ótima, escancarando temas como desejo, paraíso, obsessão e solidão. Mas no meio de tudo isso Boyle se perde e um filme bom também. Ao analisar o filme, é fácil perceber que existia um bom filme ali em algum lugar, mas a direção equívocada que Boyle toma após a metade irrita, com momentos desnecessários de mediocridade e esquece de aproveitar suas virtudes, como o visual, além de ter perdido o foco na sua tese principal. DiCaprio entrega uma fraca interpretação, sem emoção ou intensidade e o resto do elenco nunca decola, com exceção de Tilda Swinton que tem seus momentos. Mas as emoções dos personagens se revelam muito rasas e superficias em momentos e o destino de todos comprova a mediocridade existente no longa. Não é um trabalho terrível, no sentido que há sim valores para se apreciar, mas a decepção foi grande e o resultado longe de satisfatório.
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As Tartarugas Ninjas
O RETORNO
[TMNT] De Kevin Munroe. Com a voz de Chris Evans. Animação [2007]
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Bem fraquinho, o longa que marca o retorno das tartarugas famosas ao cinema cai na mesmice e no desnecessário com fraca história e poucos bons momentos. Não sou fã, mas conheço a animação o suficiente para dizer que o filme não capturou os valores bem, faltando humor e carregando mais aventura, a qual se revela incrívelmente tediante e nada emocionante. Levando em conta seu público alvo, pode sem dúvida funcionar e cativar muitos, afinal, não é um desastre e tem seus momentos, além de dubladores ótimos, incluindo Chris Evans, Zhang Ziyi, Kevin Smith e Sarah Michelle Gellar. Mesmo assim, faltou muito para um resultado agradável e se mantém regular na maior parte do tempo, nunca ousando ou emocionando, além de que o visual é iqualmente fraco e flácido, com cores pobres e faltando criatividade. Veja por sua própria conta.
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Sábado, 25 Agosto 2007
Resenha: Mimzy: A Chave do Universo
Ruídos de um planeta perdido.
Mimzy
A CHAVE DO UNIVERSO

Sinopse: Quando dois irmões, Noah e Emma, acham uma caixa repleta de brinquedas irregulares, começam a se aventurar na magia e no encanto que estes lhes proporcionam, porém, percebem que não é uma brincadeira e que os objetos vieram de uma outra realidade.
Mimzy é um longa cheio de idéias, muitos encantamento, muita magia e boas intenções, além de uma bela mensagem. Porém, as suas idéias nunca são bem trabalhadas, o encantamento nunca maravilha e a magia nunca cativa. No final das contas, não passa de uma boa intenção. O filme ainda sofre de uma crise de personalidade, deslocado quanto ao seu público alvo. São poucas as crianças que ficarão satisfeitos com mais de 90 minutos de filme com pouco entretenimento e nenhum senso de aventura ou diversão e os pais podem achar o espetáculo um pouco tediante e redundante. Por esse motivo, entre outros que serão listados, Mimzy falha.
Como já foi dito, é um longa de muitas idéias, mas infelizmente nunca são desafiadas ou bem explorados. Em certo momento do filme, surge uma urgência relevante sobre o meio ambiente, mas esta dura menos de cinco minutos e o senso de aventura e diversão do filme nunca decola, falhando na hora de cativar seu público alvo e se tornando carregado, pouco charmoso e nada atraente, apesar de seu visual com efeitos legais. A premissa cerca a idéia de um novo mundo, outra realidade, sobre salvação, esperança, magia e maravilha, mas nada disso é explorado e o filme se revela inconclusivo e insatisfatório ao ficar garrado somente no óbvio, como se faltasse fôlego ou gás para acelerar e se tornar algo muito mais do que conseguiu ser.
Como se já não bastasse, o elenco decepciona. Os dois garotos não entregam carisma, especialmente a menina, que deveria ser a chave para o encantamento do filme, falha, se revelando péssima em todos os sentidos. O pequeno ator, Chris O'Neil, tenta, mas não sai vitorioso. Os coadjuvantes (os adultos) também estão muito mal, somente com o cômico Rainn Wilson se salvando da perdição. Mesmo assim, pode ter sido os diálogos extremamente mal escritos e os personagens falhados que tenham destruído o brilho que o elenco poderia ter proporcionado. É um roteiro bem fraquinho que parece se contentar em ser apenas uma idéia e o diretor brinca com visual e temas interessantes, mas nunca percebe o material que está em mãos e o que poderia se tornar.
Entre uma cena ou outra, Mimzy desperta o interesse, parece sempre querer se tornar algo maior, algo relevante, grande e enigmático, mas fica nessa mesmice o tempo inteiro. A falta de ritmo é um tremendo defeito, juntamente com o fraco elenco, o roteiro redundante e a direção inspirada mas mal focada e nua de ousadia. Boas intenções existem e o filme tem um bom coração, mas inteligência é necessário e a boa e contundente mensagem não bastou para me cativar ou emocionar. Fiquei extremamente decepcionado com o resultado. Apesar de não ter esperado muito do filme, acreditei em seu potêncial de se tornar fascinante, mas tudo não passa de puro aborrecimento.
[The Last Mimzy] De Robert Shaye. Com Chris O'Neil, Rhiannon Leigh Wryn, Joely Richardson, Timothy Hutton, Rainn Wilson, Kathryn Hann e Michael Clarke Duncan. [Drama, 90 minutos]


| Jeannette Catsoulis do New York Times | -- |
| Marcelo Hessel do Omelete | 40 |
| Suzana Uchôa Itibêre da SET | 70 |
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Sexta, 24 Agosto 2007
Cinema: Estréias da semana (24/08)
O Ultimato Bourne

Jason Bourne (Matt Damon) volta às telas no terceiro filme da série A Identidade Bourne, desta vez com o agente indo a Paris, Moscou, Madri e Londres à procura de pistas sobre o seu verdadeiro passado.
| Diretor: | Paul Greengrass (Vôo United 93; A Supremacia Bourne) |
| Elenco: | Matt Damon (Treze Homens e Um Novo Segredo), Paddy Considine (A Luta Pela Esperança), Edgar Ramirez (Domino), Julia Stiles (A Profecia), David Strathairn (Um Crime de Mestre), Joan Allen, Scott Adkins. |
| Roteiro: | Tony Gilroy (A Surpremacia Bourne), Scott Z. Burns, George Nolfi (Sentinela) baseado na obra de Robert Ludlum (trilogia Bourne). |
| Duração: | 111 min. |
| Ano: | 2007 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Ação |
| Distribuidora: | Paramount Pictures Brasil |
| Classificação: | 14 anos |
| Vinicius Pereira do Blog do Vinicius | 80 |
| Roger Ebert do Chicago Sun-Times | 88 |
| Celso Sabadin do Cineclick | -- |
| James Dyer do Empire | 100 |
| Otavio Almeida do Hollywoodiano | 100 |
| Manohla Dargis do New York Times | -- |
| Marcelo Forlani do Omelete | 100 |
| Peter Travers do Rolling Stone | 88 |
| Rotten Tomatoes | 94 |
| Trailers | |
| Site oficial | |
| Cartazes | |
| Galeria de fotos |
Possuídos

Peter (Michael Shannon), veterano de guerra paranóico, começa a achar que há insetos debaixo de sua pele. Aos poucos, sua paranóia é transferida para Agnes (Ashley Judd), mulher solitária que ele acaba de conhecer.
| Diretor: | William Friedkin (Caçado, O Exorcista) |
| Elenco: | Ashley Judd (A Marca), Lynn Collins (Número 23), Harry Connick Jr. (Independence Day), Brian F. O'Byrne (Sem Reservas), Michael Shannon (As Torres Gêmeas). |
| Roteiro: | Tracy Letts (peça e roteiro) |
| Duração: | 102 min. |
| Ano: | 2006 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Terror |
| Distribuidora: | California Filmes |
| Classificação: | 16 anos |
| Roger Ebert do Chicago Sun-Times | 88 |
| Angélica Bito do Cineclick | -- |
| Jeannette Catsoulis do New York Times | -- |
| Marcelo Hessel do Omelete | 80 |
| Rotten Tomatoes | 58 |
| Ricardo Calil da SET | 90 |
| Trailers | |
| Site oficial | |
| Cartazes | |
| Galeria de fotos |
Outras estréias...:
- Brasileirinho
- Espiritos 2: Você Nunca Está Sozinho
- Fora do Jogo
- O Grande Chefe
- O Pequeno Italiano
- Princesa
- Santiago
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Quinta, 23 Agosto 2007
Novidades
Novos vídeos do promissor musical Across the Universe ajudam a aumentar a expectátiva. Mesmo que curtos, incluem números musicais inspirados dos Beatles: (clique na imagem acima e veja o trailer. abaixo, os clipes:)
Outra curiosidade:
O novo filme de Ang Lee, "Lust, Caution", obteve a censura mais alta possível nos Estados Unidos. NC-17 significa restrito para qualquer pessoa menor de 17 anos, mesmo acompanhada com de maior. Tal censura é normalmente empregada à filmes violentos ou de sexo atenuado, como foi o caso de Verdade Nua, de Atom Egoyan. Felizmente, a Focus Features aceitou e não ocorrerão cortes. Chefão da Focus disse que como muitos de seus filmes anteriores [Ang Lee], é um filme sobre e para adultos. É raro um estúdio aceitar tal censura, sinômino de má bilheteria. Filmes como De Olhos Bem Fechados, American Pie e Jogos Mortais foram editados após serem ameaçados com a censura alta.
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Quarta, 22 Agosto 2007
Performance: Sean Penn: Sobre Meninos e Lobos
Sobre Meninos e Lobos é um grande espetáculo de atuação, para todo o elenco, de Tim Robbins, Marcia Gay Harden, Kevin Bacon, Laura Linney, mas principalmente Sean Penn, em uma performance explosiva. Sua ferocidade é emocionante em uma das cenas (acima) e em momentos, tocante, inquietante e soberba (abaixo). Confiram ambos os vídeos e se deliciem com uma atuação digna e poderosa. Como Jimmy Markum, Penn alcançou a perfeição. Como não tem como escolher uma cena, decidi escolher duas.
Curiosidade: Penn venceu o Oscar de melhor ator pelo papel em 2004.
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