Sábado, 18 Agosto 2007

Os últimos vistos em DVD

 Cinema Paradiso

b56280e1a77e427219e65fc63ccecb49.jpg[Nuovo Cinema Paradiso] De Giuseppe Tornatore. Com Philippe Noiret. Drama [1988]

Um filme verdadeiramente apaixonante, Cinema Paradiso é considerado hoje um clássico e isso é óbvio para qualquer pessoa que tiver o intenso prazer de assistir à ele. Além de essêncial para qualquer pessoa que ame cinema, o filme é um exemplo claro de como fazer bom cinema, como emocionar e ao mesmo tempo homenagear a história do cinema. A paixão do diretor é imensa e algumas cenas são belíssimas de tirar o fôlego, como a final, que trouxe lágrimas aos meus olhos. Não é algo fácil de acontecer, mas Cinema Paradiso conseguiu. O elenco também divide a paixão, resgatando seus personagens com valores, exatidão e beleza, sem exceção. Uma maravilhosa trilha de Ennio Morricone ajuda (muito) na hora de emocionar e de envolver e é inevitável ser prendido pelo filme, que resgata emoções tão fortes, valores cinematográficos tão esquecidos hoje em dia e sua forma de contar a história inesquecível se torna majestosa, coerente, muito bem editada. Infelizmente, o destino de certos personagens e relações não são finalizados da maneira mais clara, algo que é resolvida na versão do diretor que ainda não conferi, mas aumenta o mistério e constrói em cima da ousadia do filme. Finalizando, Cinema Paradiso é do típo de longa que terá um lugar reservado na estante de qualquer cinéfilo, pois é verdadeiramente incontestável sua beleza e é inevitável se emocionar. Forte, inesperado, surpreendente e completamente irresistível, é um dos filmes mais ternos e apaixonantes que já tive o prazer de ver. O filme conta a história de Alfredo e Salvatore, o projeccionista do Cinema Paradiso e um jovem curioso pelo mundo cinematográfico.

Vencedor do Oscar: Filme Estrangeiro (Itália)

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Maria Antonieta

004135344825be5fe0f8000f7cea2976.jpg[Marie Antoinette] De Sofia Coppola. Com Kirsten Dunst. Drama [2006] (R)

Como ver Cinema Paradiso é essêncial, rever Maria Antonieta é iqualmente obrigatório. Como a própria jovem rainha foi incompreendida pela França, o filme de Coppola também sofreu incompreensão e recebeu vaias dos francêses. É uma pena, para eles. Apreciar este filme é se sentir bem, já que Coppola faz questão de exibir seu talento a cada cena e nos surpreende ao mesmo tempo que nos delicia com seus visuais exuberantes e envolventes. O filme é extremamente bem fotografado, possui uma meticulosa direção de arte e um figurino sensacional. Tudo isso preenche nossos olhos com exuberância e a trilha sonora ousada, incluindo canções do new romantic age, que trazem ao filme algo audaz e diferente, incomum e exatamente por isso, melhor, além de que são excelentes canções e a trilha sonora original também não decepciona. Nunca se deixando levar pelo lado político, Coppola zomba de Versailles, seus costumes, seus modos formais e incorretos e como sufocaram um casal de jovens que tiveram que reinar a França com menos de 20 anos. A atuação de Kirsten Dunst no papel principal é ótima, com várias cenas reveladoras e impecáveis. Claro, a estética do filme, por ter tanta pompa e beleza pode ser vítima de criticas já que Coppola usa e abusa da parte técnica, mas é exatamente esse sentimento que queria provocar, se iqualando ao da própria Antonieta, que se tornou extravagante com coisas estéticas. É um épico de emoções e audacidades, um paraíso de diversões e sentimentos. É ao mesmo tempo irresistível e prazeroso, único e effetivo. É um delírio e você viaja, você se entretem e você se emociona. O filme conta a história da chegada de Maria Antonieta à Versalhes até sua queda.

Vencedor do Oscar: Figurino.

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Últimos Dias

343b2c800a4756768b2b3fa4c31a3f27.jpg[Last Days] De Gus Van Sant. Com Michael Pitt. Drama [2005]

Seguindo a cartilha de seu filme anterior, Elefante, do qual Gus Van Sant observava a rotina meticulosamente de várias pessoas em um dia com a ordem cronológica quebrada até o desenrolar da tragédia, Últimos Dias é um filme tão inquietante e soberbo, se baseando ligeiramente nos últimos dias do cantor de rock Kurt Cobain. O filme possui 97 minutos de observação e provavelmente nem metade desses minutos são preenchidos com diálogos. Van Sant começa observando seu personagem, Blake, seguindo sua rotina nada comum e termina observando ele saindo desse mundo, numa sequência de dar arrepios por sua originalidade. Michael Pitt faz o papel central, se remexendo, falando coisas para sí mesmo dificil de serem ouvidas e dificilmente respondendo a pergunta de alguém e sempre analisando o som do silêncio. Mora em um vasto espaço, onde várias pessoas da sua idade costumam ir para se divertir, como também certos inconvenientes. A intenção de Van Sant é clara, observar a queda brusca de um homem nas mãos das drogas. Nunca vemos ele se drogar no filme e isso faz parte da sutileza admirável, mas seus modos indiretamente acusam ele de ser vítima das drogas. Van Sant não quer chocar e a sutileza dele é intensa, mesmo sabendo que seu personagem principal morre desde o início, quando isto finalmente ocorre, ele decide assombrar com uma cena incrível dificil de descrever. O filme todo é hipnótico, meticuloso e como dois filmes do diretor, Elefante e Gerry, seguindo a rotina de pessoas (nesse caso pessoa) até sua trágica morte. Como ainda há mistérios sobre como Kurt Cobain realmente morreu, suicidio ou assassinato, Van Sant também decide deixar isso uma incógnita, nunca imaginando mais do que deveria. Um filme necessário.

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Hollywoodland

 BASTIDORES DA FAMA

998ac523c3b8ade6f7a487c9defceda8.jpg[Hollywoodland] De Allen Coulter. Com Adrien Brody. Policial [2006] (R)

Outro filme interessante de rever, Hollywoodland é um drama noir acerca da morte de George Reeves, ex-Superman da televisão. Suicídio ou assassinato? A mesma pergunta prevalece ao longo da sessão com os roteristas nunca tomando lados e oferecendo repostas fáceis. Mais admirável que o visual magnífico e o elenco excelente, é a forma como o roteiro é conduzido, sempre envolvente, escancarando os defeitos de Hollywood e criticando suas faces. Surpreende mais uma vez ao não esquecerem de entregar densidade aos seus personagens, coisa que danificou muito Dália Negra, que se tornou só estética e mistério e pouca susbstância. Em Hollywoodland, observamos e aprendemos quem são cada personagens, suas ambições, suas personalidades e suas assombrações. Fora isso, ainda me encantei com a bela fotografia e construção de época extremamente valiosa, a trilha sonora muito boa e o elenco extremamente satisfatório. Adrien Brody lidera, esbanjando talento e versatilidade, mas a surpresa é Ben Affleck, um ator que sempre decepcionou mas inesperadamente surge como a melhor coisa do longa, numa atuação digna e forte. Diane Lane e Bob Hoskins fecham o círculo, ótimos como sempre. É um filme muito bom, altamente recomendado e interessante, além de entregar entretenimento válido.

Indicado ao Globo de Ouro: Ator Coadjuvante (Ben Affleck)

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Atirador

42b9b637ccb4b1127e7d03808149bb46.jpg[Shooter] De Antoine Fuqua. Com Mark Wahlberg. Ação [2007] (R)

Esse decidi rever somente pela diversão. Entretenimento entrega com perfeição, repleto de ação e suspense, mas há coisas boas para serem apreciadas nesse filme de ação que reune Mark Wahlberg pós-indicação ao Oscar e um elenco super interessante, incluindo Michael Pena e Danny Glover. Glover, por sinal, em uma atuação desastrosamente ruim, digna de uma framboesa de oura. Em compensação, Wahlberg se revela ótimo nas sequências de ação e Pena um bom coadjuvante. O admirável no filme é fabricar diversão e ao mesmo tempo fazer uma crítica interessante ao governo e a política estadunidense. Por esse motivo, se mantém acima das expectátivas. Claro, são muitas falhas, achei um pouco longo demais e em momentos, por tentar deixar o enredo inesperado, acaba deixando um pouco confuso e irrita. Mas é muito pouco e a diversão fala mais alto, além de ter um final delicioso, com Wahlberg fazendo o que todos queríamos fazer desde o início do filme. Vale muito a pena ver, tem um bom visual e parte técnica e carrega sequências de ação explosivas, mesmo começando com um enredo extremamente batido, compensa por suas surpresas durante a narrativa, mesmo que poucas. Um bom filme para o gênero, indicado para todos que gostam. No filme, o personagem de Wahlberg sai da aposentadoria para analisar supostos locais para um assassinato ao presidente para a polícia, mas descobre que estava sendo armado.

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Lições de Vida

0e840c6707dd3c312d5cb428bfddbb79.jpg[Driving Lessons] De Jeremy Brock. Com Rupert Grint. Drama [2006]

Extremamente batido, é um exemplar que não traz nada de novo ao gênero, mas que se mantém especialmente charmoso pelos seus 98 minutos e inclui um elenco que nunca falha ou decepciona. É a história de um adolescente de 17 anos que é sufocado pelas crenças de sua mãe sobre certo e de extrema religiosidade mas que vê o outro lado da vida quando conheçe uma atriz velha e louca. Julie Walters é o destaque do filme, uma ótima inclusão e Laura Linney está especialmente chata como a mãe reguladora, além de que Rupert Grint, dos filmes do Harry Potter surpreende pela versatilidade. A trilha sonora é inspirada e ao contar a história desse jovem que deseja se libertar para a vida a narrativa se enche de constante humor cativante e um drama charmoso. O filme funciona por esses motivos, não possui grande atrativos em seu roteiro ou direção, mas possui boas intenções e são admiráveis, além de que o resultado passa longe de ser ruim, se tornando agradável e interessante. Por outro lado, é um típico filme britânico sobre velhos, libertação e maturação. De qualquer forma, vale a pena ver.

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Ó Paí, Ó

6449a770047c6f5ee2c6cb7fd23d2640.jpg[Ó Paí, Ó] De Monique Gardenberg. Com Lázaro Ramos. Comédia [2007]

Esse filme brasileiro conta a história do povo de Pelourinho e reune o maior número de esteriótipos possível durante a curta projeção. Inicialmente, seria algo para se criticar, mas os esteriótipos aqui são usados de forma vantajosa, construindo personagens à base deles para revelar o rídiculo das pessoas, alguns extremos religiosos, outros fofoqueiros, outros traidores, alguns que simplesmente querem festivar e alguns muito assanhados. Mas a intenção principal do filme é fazer uma clara homenagem à cultura baiana e como reune o espírito e a glória de várias pessoas. No final das contas, os problemas do filme são muitos, possui algumas cenas desnecessárias e ás vezes os clichês aparecem sem serem convidados, fora o fato da tragédia final ser um completo equívoco, já que o filme, que celebra a vida, decide abraçar a morte em seus últimos minutos. De qualquer forma, eu recomenda, principalmente pelo talento dos atores e a exuberância do visual. Lázaro Ramos é o destaque, perfeito no papel e Wagner Moura segue, excelente, com Dira Paes também satisfazendo. Veja somente quem possui paciência e a mente aberta, é um filme ame ou odeie, mas suas intenções precisam ser consideradas.

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Sonhando Acordado

e6a76296c5c044c40bea6a84a116cb36.jpg[The Good Night] De Jake Paltrow. Com Martin Freeman. Drama [2007]

Esse é um filme bem falhado, no sentido de que teve um enredo super interessante mas uma execução de pouca imaginação e relevância. Ao invés de investir nos visuais, nas surpresas e no surreal, o filme se contenta em discutir seus personagens, o que não é algo errado, mas também se encontra insatisfatório visto sua intenção inicial. De qualquer forma, também possui muita coisa boa. A começar pelo elenco, Martin Freeman está ótimo como o protagonista, Gwyneth Paltrow é mal aproveitada, mas Simon Pegg, com seu humor britânico, está muito bem e Penélope Cruz não decepciona. O filme ainda se da ao luxo de pequena participações, como a de Michael Gambon. A mensagem final é belíssima e o filme possui algumas boas cenas, só decepcionando ao não entregar consistência e estrutura mais trabalhada à narrativa, que se perde em momentos e se torna carregada. Por pouco não recomendo, mas acredito que merece ser visto e analisado, pois mesmo repleto de defeitos, ainda possui certas virtudes muito esquecidas no cinema contemporâneo de hoje.

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 Minha Mãe Quer Que Eu Case

a5c2487f747d37cde264e6c9d3448a99.jpg[Because I Said So] De Michael Lehmann. Com Diane Keaton. Comédia [2007]

Minha Mãe Que Que Eu Case foi nomeado o pior filme do primeiro semestre pelo Rotten Tomatoes e foi uma escolha mais que equívocada ao analisarmos que nesse mesmo tempo estreiou as bombas Deu a Louca em Hollywood e Norbit, mas a comédia romântica com Diane Keaton e Mandy Moore passa longe de ser irritante, mesmo que extremamente falhada e equívocada em momentos. Os personagens são mal elaborados, o filme é um amontoado de clichês e esteriótipos e as resoluções finais não agradam, mas Diane Keaton, longe de seus dias de ouro, ainda consegue cativar e envolver e possui algumas cenas divertidas, como também Mandy Moore, que tem certo charme. Os atores coadjuvantes também não decepcionam. O filme, por isso, se torna agradável e divertido até certo limite, que é o momento onde você percebe que está sendo subestimado e motivo de risada. Não recomendo, nem para quem gosta de comédias românticas, mas está longe de ser a desgraça que muitos indicam.

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Dogão

 AMIGO PRA CACHORRO

d2e0c1ea16ee2842683c7e57fdbd4b00.jpg[Doogal] De Dave Borthwick. Com Daniel Tay. Animação [2006]

Uma animação sofrível que por pouco não se revela uma bomba. Isso graças aos talentos por trás das vozes, que inclui Judi Dench, Jimmy Fallon, Whoopi Goldberg, William H. Macy, entre outros, mas não é o suficiente para uma animação que mesmo inspirada, é tediante e desgradável. Pode agradar certas crianças, mas é uma árdua sessão de 80 minutos para os adultos. As piadas são forçadas, humor que funciona muito, muito pouco. A trilha sonora pelo menos funciona mais, mas o senso de aventura é sufocado pelo excesso de personagens e overdose de tédio e falta de criatividade. É muito pouco e poderia ter sido muito mais. Extremamente barato e sem dúvida, não recomendado. Veja por sua própria conta, mas não diga que não avisei.

Comentários

Desses só vi Minha Mãe Quer Que Eu Case, e também acho que foi exagero do Rotten Tomatoes o ter elegido o pior filme do ano, até agora.
NOTA: 6

Hoje mesmo tentarei pegar Cinema Paradiso! (H)

Escrito por: Matheus Pannebecker | Domingo, 19 Agosto 2007

**** Cinema Paradiso: é o filme ideal para os cinéfilos, pois nada melhor do que ver a sétima arte ser elogiada com tanta emoção. Só não ganha cinco estrelas por eu acreditar que não existiu muita emoção quando acompanhamos a fase adulta do personagem principal.Obrigatório!

Maria Antonieta: a conferir

Últimos Dias: a conferir

Hollywoodland: a conferir

Atirador: só se for emprestado

Lições de Vida: indisponível

Ó Paí, Ó: Brrr!

Sonhando Acordado: a conferir (com expectativas ilimitadas!)

Minha Mãe Quer que Eu Case: a conferir (com bastante animação)

Dogão: Brrr!²

Escrito por: Alex Gonçalves | Domingo, 19 Agosto 2007

Acredita que ainda não vi "Cinema Paradiso"? Sei, é um crime, mas devo fazer isso em breve (até porque adoro suas recomendações, como "As Virgens Suicidas"). Dos outros, não vi "Últimos Dias", "Atirador", "Sonhando Acordado" e "Dogão" (muita expectativa para o primeiro). Os demais:

9.0 [*****] MARIA ANTONIETA: Nunca imaginei que poderia gostar tanto desse filme, até porque da primeira vez que vi não me pareceu grande coisa. Depois percebi que tratava-se da obra-prima de Sofia Coppola. Também gostei da fotografia, aliás do visual como um todo.

6.0 [***] HOLLYWOODLAND: Apesar de alguns pontos positivos (concordo que Ben Affleck é uma surpresa e também que o visual é muito bonito), achei extremamente cansativo e quase durmo na sessão.

6.5 [***] LIÇÕES DE VIDA: Como você disse, é muito clichê e pouco traz de novo, contudo o elenco é mesmo ótimo, com destaque pra Walters e um surpreendente Rupert Grint. Gosto desse tipo de filme britânico, mas já cansou, né?

5.0 [**] Ó PAÍ, Ó: Esteriotipado é pouco. Esse filme é um samba do crioulo doido! Ainda que o resultado seja bem desagradável, é impossível não se divertir e se emocionar com a atuação do Lázaro Ramos. Também achei o final muito discutível...

4.5 [**] MINHA MÃE QUER QUE EU CASE: Ainda que não seja tão ruim quanto os críticos afirmaram, tem cenas constrangedoras e um elenco bastante apático. Apesar da Mandy Moore ser um de meus guilty pleasures, nem ela salva...

Escrito por: Vinícius P. | Segunda, 20 Agosto 2007

Eu gosto de CINEMA PARADISO, mas acho um tanto super-estimado. Adorei MARIA ANTONIETA e não vi HOLLYWOODLAND ainda. O Ben Affleck ganhando prêmio? Só vendo pra crer!

Escrito por: Anderson | Segunda, 20 Agosto 2007

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