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Quarta, 15 Agosto 2007
Resenha: Sem Reservas
Simplesmente melo.
Sem Reservas

Sinopse: Kate é dona de sua própria cozinha, é apaixonada com seu trabalho e é super controladora, mesmo não consguindo controlar a si mesmo em momentos. Quando sua irmã morre, ela é dada a guarda da sobrinha, Zoe, que terá que se ajustar com a rotina carregada da tia. Para aumentar o entusiasmo e alegria na cozinha, é contratado Nick, um cozinheiro habilidosa que adora ópera e que inicialmente irrita intensamente os nervos de Kate.
Remake (sim mais um) de um filme alemão independente chamado Simplesmente Martha, Sem Reservas é produto típicamente hollywoodiano. As estrelas, o visual, o tema e o seu jeito inspirador de cativar a audiência. Infelizmente, o posto de melhor filme passado em uma cozinha do ano já tem dono, mas leve e contundente, Sem Reservas agrada, mesmo com seus defeitos. Catherine Zeta-Jones retorna com uma boa atuação e contra-cena com dois grandes atores do momento, Aaron Eckhart e Abigail Breslin.
Longe de ser ruim, Sem Reservas começa com um ar prazeroso de simpatia, elegância e cativa, se tornando imensamente agradável. Movido por uma belíssima fotografia e uma trilha sonora incrível de Philip Glass e confesso que não tem como expressar o quanto adorei suas composições e compilações, pois ficaram magníficas. Individualmente, as atuações também funcionam. Como já disse Zeta-Jones tem bom retorno e Eckhart, carismático, encontra equilibrio perfeito no seu personagem com a pequena miss sunshine Abigail Breslin não fugindo à regra, representando muito bem além de seu papel raso.
Após sermos movidos, cativados e levemente divertidos pelos diálogos espertos e o clima satisfatório, chega a um ponto do filme onde a melancolia reina e até certo limite conseguimos suportar, mas o ar melancólico se torna exagerado demais e o filme, que era agradável, se entrega à certos momentos bem irritantes, incluindo o final. Ou seja, o que era uma comédia dramática sem compromisso, vai contra seu slogan, se tornando algo exatamente feito por encomenda, um pouco mal trabalhado no roteiro e uma direção exageradamente melancólica. Felizmente, o diretor Scott Hicks nunca deixa o longa cair no melodrama, apesar dos momentos melosos e com tanta melancolia, é algo admirável.
Outro problema desagradável é a química inexistente entre a dupla principal que não transpira emoção ou paixão, mesmo que no roteiro fazem papeis de duas pessoas que se apaixonam. O que salva aqui é o fato de ambos serem ótimos atores e conseguem disfarçar, mas parece que a paixão pela cozinha se tornou mais importante ao longo da narrativa. Enfim, falhado, Sem Reservas é salvo pelo elenco, pelo visual contundente e a trilha sonora maravilhosa de Glass. Talvez não seja o melhor prato para se devorar nos cinemas, mas em casa, com a companhia certa, se revelará extremamente agradável e satisfatório. Um bom filme, mas que poderia ter sido muito mais.
[Sem Reservas] De Scott Hicks. Com Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart, Abigail Breslin, Patricia Clarkson, Bob Balaban e Jenny Wade. [Drama, 103 minutos]


| Angélica Bito do Cineclick | -- |
| Roger Ebert do Chicago Sun-Times | 50 |
| Matt Zoller Seitz do New York Times | -- |
| Lívia Vilela do Omelete | 60 |
| Rodrigo Salem da SET | 70 |
16:26 Escrito em Resenhas | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail































Comentários
Gosto muito da Catherine Zeta-Jones, uma atriz que caiu muito depois do Oscar por "Chicago", mas na qual ainda confio. Dizem que essa filme é sem graça, mas como você afima, também é 'agradável'. Espero ver no fim de semana, isso se o estágio me deixar...
Abraço!!
Escrito por: Vinícius P. | Quinta, 16 Agosto 2007
Já li seu comentário lá no blog e você viu que eu discordo com você quanto à química existente entre o trio central de atores do filme e quanto ao caráter melodramático de algumas situações do filme.
Portanto, só me resta dizer que eu adorei mesmo este filme. Achei muito fofo.
Escrito por: Kamila | Sexta, 17 Agosto 2007
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