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Sábado, 30 Junho 2007
Os últimos vistos em DVD
Entre Quatro Paredes
[In the Bedroom] De Todd Field. Com Tom Wilkinson. Drama [2001] (R)
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Um drama denso e comovente, além de assombroso e complexo, Entre Quatro Paredes é a revelação do cineasta que cinco anos depois entragaria o ainda melhor Pecados Íntimos. Co-escrevendo o brilhante roteiro e dirigindo com imensa maestria, Todd Field se encarrega de ser o grande mestre por trás de um filme tão emblemático e eficiente em sua proposta. No ínicio do filme, o personagem de Tom Wilkinson explica à um garoto o que aconteceria ao colocar dois largatos em uma jaula sozinhos, finalizando seu conto com um triste defecho. É exatamente isso que acontece no filme. O nome brasileiro sensato fala sobre como o ser humano lida com o outro, principalmente entre quatro paredes. As cenas mais fortes e relevantes do filme acontecem justamente, dentro de casas. Seja no embate de atuações excepcionais e eletrizantes de Wilkinson e a impecável Sissy Spacek ou no momento trágico do filme, dirigido brilhantemente e atuado de forma sensata, onde o núcelo da história reside. Field tem algo profundo a falar e seu filme, repleto de subjetividade nunca coloca seu assunto no literal, é preciso mergulhar em sua triste realidade e compreender seus densos personagens, assombrados, pertubados pelo passado e por suas escolhas. Ao invés de diálogos, o diretor simplesmente emprega certas cenas silenciosas mas ao mesmo tempo inquietantes, causando mistério e eficientes graças ao genuíno elenco. Fora isso, há uma bela trilha por trás de tudo e uma montagem competente, mas os aplausos merecem ir à Field, um diretor incrível.
Indicado à 5 Oscar: Filme. Diretor. Roteiro Adaptado. Ator (Tom Wilkinson). Atriz (Sissy Spacek). Atriz Coadjuvante (Marisa Tomei).
As Virgens Suicídas
[The Virgin Suicides] De Sofia Coppola. Com Kirsten Dunst. Drama [1999] (R)
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O primeiro filme da genial Coppola (filha) serviu como revelação de um talento que só melhoraria e que até então não decepcionou. Ao mostrar sua visão de uma história trágica e verdadeira, Coppola utiliza de um roteiro que abusa da sutileza em momentos, mas em outros explode com ousadismo. Além de produzir uma estética admirável e decente, Sofia ainda lota o filme de canções mais que maravilhosas. Mas isso é apenas superficial, isto é, já que o grande triunfo é o modo de Coppola abordar seus personagens, entregar cenas que soam sempre autênticas e algumas que simplesmente não saem de sua cabeça. A diretora aborda o sentimento, mais especificamente o de repressão e também a paternidade, a reclusão social e todas as conseguências disso tudo. Acredito que todo pai deveria ver esse filme, já que a mensagem de Coppola é clara, até óbvia, mas tocante de certa maneira. O elenco brilha, fora a inocente, terna e genuínamente especial Dunst, o elenco adulto detona, com James Woods e Kathleen Turner entregando mais relevância aos seus personagens. O filme todo parece funcionar incrívelmente e ao nunca recorrer ao melodrama e querer chocar, Sofia entrega o filme todo numa nota calma, serena, mas sempre instigante, misteriosa e importante. Uma obra do cinema essêncial. Francis Ford Coppola deve ter ficado orgulhoso, afinal, não é sempre que encontramos dois gênios em uma mesma família.
Apocalypto
[Apocalypto] De Mel Gibson. Com Rudy Youungblood. Aventura [2006] (R)
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Gibson construiu um épico extraordinário e comovente em Coração Valente, violento e brutal. Em seguida, surpreendeu com seu conto sobre a história de Jesus Cristo em A Paixão de Cristo, um filme iqualmente comovente e brutalmente violento. Após dois magníficos filmes, Gibson volta para contar mais uma história que ninguém conta, ousa, foge do convencionalismo e insere adrenalina, sangue e selvageria à um conto sobre o povo Maya. Seu filme vibra com realismo, cenas de ação exuberantes, tensão e fuga intensa. Mas no fundo, é uma história sobre o selvagem e sobre sobrevivência, até que ponto um está disposto à sobreviver e salvar a quem ama. Claro, como plano de fundo, Gibson escolhe o melhor, uma época onde povo era caçado e sacrificados como oferenda aos Deuses. Sua direção é particularmente excepcional nas cenas de ação, mas sua história é importante e são personagens interessantes e necessários. Além de um visual instigante e deslumbrante, ainda há uma trilha eficiente e uma boa quantidade de atores desconhecidos entregando performances muito boas. É errado criticar ao filme pelo uso de violência gratuita, algo que se transforma em uma constatação ridícula, já que a violência, o sangue e a selvageria intensa do filme servem apenas como pretexto para contar uma história valiosa sobre o mundo selvagem e sobre sobrevivência, além de pontuar seus personagens de forma que fiquem realistas ao máximo, Gibson foge da fórmula e isso é o mais admirável. Um excelente filme.
Indicado à 3 Oscar: Maquiagem. Edição de Som. Mixagem de Som.
Notas Sobre Um Escândalo
[Notes on a Scandal] De Richard Eyre. Com Judi Dench. Drama [2006]
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Aquardava muito a esse filme e confesso que o resultado foi mais que satisfatório, foi deliciosamente pertubador. Eyre, que teve sua direção conturbada em Iris por atrizes em belíssimas atuações não deixa o mesmo acontecer nesse superior filme mais relevante e bem feito que seu anterior. Contando com uma trilha sonora verdadeiramente eficiente, pontuando certas cenas já dramaticamente explosivas e carregando a bela narrativa do filme de forma incrível. Philip Glass é um compositor brilhante. Mas o brilhantismo se expande. Além de Glass, o roteiro e a direção merecem aplausos. O retrato de obsessão, misturando se a circumstâncias drásticas de traição e controversia ganha contornos dramáticamente excelentes no filme, que instiga, prende a atenção que maravilha com cenas tão bem planejadas e atuadas, já que o brilhantismo se carrega também pelo elenco. Dench é a deusa, a mestre, a atriz foda que cria a personagem mais inesquecível. Sua performance é de poder e competência pura. Mas Blanchett não se deixa ser esquecida, brilhando com desespero e fragilidade, sua personagem tem momento revelador onde Cate entrega a melhor cena de sua carreira. Bill Nighy, como coadjuvante, não decepciona, mas surpreende, muito, se destacando ao lado de duas atrizes poderosas. Fora isso, o filme ainda pode ser aproveitado por fatores que vão além de elenco e trilha, já que Eyre sabe moldar um drama convincente, chocante quando deveria, desagradável quando precisa e forte quando necessário. Aqui se encontra um verdadeiro filme, cinema em estado explosivo de emoção.
Indicado à 4 Oscar: Roteiro Adaptado. Atriz (Judi Dench). Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett). Trilha Sonora Original.
Onze Homens e Um Segredo
[Ocean's Eleven] De Steven Soderbergh. Com George Clooney. Comédia [2001] ((R))
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É um prazer rever um filme como este. Soderbergh, após deixar todos deslumbrados com a maestria de seu Traffic, decide lançar, um ano depois, o entretenimento perfeito, no estado mais elegante, genuíno e genial da palavra. Um filme que reune uma idéia extremamente inteligente: a de reunir um elenco como nenhum outro, desfilando em um filme de roubo estruturado de forma literalmente perfeito e sublinhado por momentos cômicos, diversão sem limites e uma grande quantidade de sacadas geniais e surpreendentemente eficientes. O elenco merece grande mérito, afinal, Clooney, Pitt e Damon são apenas os protagonistas, ainda há Garcia, Roberts, Cheadle, entre outros nomes glamourosos, e o melhor de tudo: todos funcionam. São esses onze homens que nos divertem e o grande segredo por trás de tudo é a direção focada e inteligente de Soderbergh, criando visual e estilo memorável e com um roteiro repleto de bons personagens e diálogos excelentes, além de twists mais que excepcionais perto do final, que surpreendem de verdade e nos deixam ainda mais maravilhados. Um ótimo filme, cinema de pura diversão nunca foi tão prazeroso e o melhor de tudo é que foge do habitual "prazer de culpa" ou "bom filme ruim", aqui temos um "prazer autêntico" e um "bom filme ótimo".
O Último Rei da Escócia
[The Last King of Scotland] De Kevin Macdonald. Com Forest Whitaker. Drama [2006] (R)
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Revi pelo simples prazer de apreciar mais uma vez a performance fascinante de Whitaker, apesar que o filme em sí tenha se saído muito bem, em resultado que não fica muito atrás da excepcional performance do ator. Abaixo minha primeira impressão sobre o filme:
Vencedor do Oscar: Ator (Forest Whitaker).
O Homem Duplo
[A Scanner Darkly] De Richard Linklater. Com Keanu Reeves. Ficção [2006] (R)
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Foi necessário rever a este filme. Linklater, um competente e visionário diretor revela seus dons e sua maestria em compôr um trabalho relevante e belo, ao mesmo tempo que denso e instigante. Sua animação quebra barreiras, ousa e revoluciona. Utilizando um visual perfeito em todos os sentidos, o diretor entrega novo ar à uma adaptação de história de Philip K. Dick, cuja melhor adaptação ainda reside no espetácular Minority Report de Steven Spielberg. Mas O Homem Duplo, um conto mais complexo e que toca mais nos sentimentos e no humano, deixa a ação e aventura de lado, abraça o mistério, flerta com a o anormal e Linklater cria uma viagem que vale a pena ser embarcada. Complicado, precisa ser visto com extra atenção e não se pode viajar demais nos visuais e esquecer da substância, pois o estilo única se difere do conteúdo explicitamente inteligente e carregado de brilhantismo do filme. Recomendo, mesmo sendo um filme para poucos. Amei essa visão do diretor e fiquei maravilhado com o resultado. Ótimo cinema.
Doze Homens e Outro Segredo
[Ocean's Twelve] De Steven Soderbergh. Com George Clooney. Comédia [2004] (R)
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Mesmo que decepcionante em certo aspecto em relação ao filme anterior, a sequência não deixa de ser boa, apenas caindo um pouco na qualidade, na refrescância e no brilhantismo narrativo do filme anterior. As locações mudaram para a Europa e o visual melhorou, como também o estilo e a trilha sonora, além dos atores estarem mais soltos e livres para interpretarem os personagens que já conhecemos e adoramos. A falha está na narrativa tão cheia de revira-voltas e idéias (todas ótimas) que em momentos se enrola e perde na coesão, se tornando o contrário: incoerente. Mas normalmente o filme brilha com visual e elegância absurda, quase anormal de tão espetácular. As piadas são mais americanizadas, mas funcionam na maior parte das vezes e Soderbergh sabe dirigir uma cena. O humor também está excepcional, principalmente na participação hilária de Bruce Willis. Enfim, um ótimo filme que mesmo caindo pouquinho na qualidade não pode ser tarjado como uma tremanda decepção, já que oferece diversão e entretenimento mais que muitos filmes do gênero.
Chegadas e Partidas
[The Shipping News] De Lasse Hallstôm. Com Kevin Spacey. Drama [2001]
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Pretensioso e se achando muito mais do que inicialmente é, esse filme de Lasse Hallstrom está longe de ser ruim, mas é um resultado bem irregular dado sua origem e seu elenco. Foi baseado em livro de E. Annie Proulx, a mesma que deu origem à Brokeback Mountain e o elenco inclui, além de Spacey, Judi Dench, Juliane Moore e Cate Blanchett. Todos os atores funcionam de forma grandiosa, mas todos estão, iqualmente, clamando por um Oscar. Não chegaram a isso. O filme tem algo a dizer, mas Hallstrom não intriga a audiência, se importa demais com as emoções dos personagens do que quem eles realmente são, o que deveria acontecer depois de conhecermos de verdade cada um. Seu filme é banhado no melodrama e muitas vezes funciona, mas muitas vezes também não. Não é lixo, mas também faltou muito para se tornar o que queria ser e se colocar ao lado dos grandes filmes de Lasse, como Gilbert Grape e Chocolate. Veja somente pelos atores, pois fora algumas belas cenas de direção, o roteiro deixou muitíssimo a desejar.
Indicado à 2 Globos de Ouro: Ator Drama (Kevin Spacey). Trilha Sonora Original.
Candidato Aloprado
[Man of the Year] De Barry Levinson. Com Robin Williams. Comédia [2006]
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Estranhamente irregular, é um drama muitas vezes oscilando entre suspense, momentos de humor e pitadas de romance. A grande tarefa do diretor em balancear todos esses gêneros foi um fracasso e a mente por trás de Rain Man decepciona mais uma vez ao não entregar coesão e dignidade em um filme. O roteiro também não ajuda. Além de supérfluos gêneros rondando, certos personagens não funcionam e alguns acontecimentos soam forçados. O filme não se decide, não sabe onde quer chegar e nós não sabemos se o rotulamos de "uma comédia séria" ou "um thriller bobinho". De qualquer maneira decepciona, mesmo não sendo completamente ruim, conseguindo algumas piadinhas funcionar com Robin Williams, bem cômico em momentos, o filme realmente só se perde nos momentos de dramalhão, romance e suspense, que não deveriam estar aqui. Queriam demais e acabaram perdendo o que tinham. Poderia ter sido uma comédia legal, sustentando sua crítica sobre o governo americano, mas acabou se tornando em algo desnecessário com uma tola ambição.
(R) revisto
((R)) revisto mais de uma vez
02:00 Escrito em DVD | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
Sexta, 29 Junho 2007
Cinema: Estréias da semana (29/06)

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado
O Quarteto Fantástico está de volta e acaba de descobrir que não são os únicos dotados de superpoderes ao deparar com a existência de um novo vilão, o Surfista Prateado. Ele percorre o globo terrestre espalhando crateras e estranhas mudanças climáticas. Desta forma, os super-heróis devem descobrir como deter a destruição da Terra e contam com a inesperada (e não muto confiável) ajuda do multimilionário Victor Von Doom (Julian McMahon).
| Diretor: | Tim Story (Quarteto Fantástico, Taxi) |
| Elenco: | Ioan Gruffudd (Quarteto Fantástico)Jessica Alba (SinCity), Chris Evans (Sunshine: Alerta Solar), Michael Chiklis (Quarteto Fantástico), Beau Garrett (Turistas), Julian McMahon, Kerry Washington. |
| Roteiro: | Mark Frost (O Melhor Jogo da História, Quarteto Fantástico), Jack Kirby, Stan Lee, Don Payne (Minha Super Ex-Namorada) |
| Duração: | 92 min. |
| Ano: | 2007 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Ação |
| Distribuidora: | Fox |
| Classificação: | 10 anos |
O Balconista 2
Dez anos depois do primeiro filme, sabemos o que aconteceu com Dante (Brian O'Halloran), o balconista da loja de conveniências Quick Stop, e Randal (Jeff Anderson), funcionário da videolocadora ao lado.
| Diretor: | Kevin Smith (Menina dos Olhos, Dogma) |
| Elenco: | Jeff Anderson (Dogma), Brian O'Halloran (Dogma), Rosario Dawson (Rent: Os Boêmios), Trevor Fehrman (Quem Não Cola Não Sai da Escola), Jason Mewes (Pânico 3), Kevin Smith |
| Roteiro: | Kevin Smith (Menina dos Olhos, Dogma) |
| Duração: | 97 min. |
| Ano: | 2006 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Comédia |
| Distribuidora: | Europa Filmes |
| Classificação: | 16 anos |
00:25 Escrito em Estréias | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
Quarta, 27 Junho 2007
Resenha: Alpha Dog
Falsas testemunhas.
Alpha Dog

Alpha Dog (2007)
Dirigido por Nick Cassavetes.
Com Emile Hirsch, Justin Timberlake e Anton Yelchin.
Crime. 117 minutos.

Sinopse: Inspirada na história real de um crime que chegou muito mais longe do que deveria, o filme cerca a vida de Johnny Truelove (Emile Hirsch de Heróis Imaginários) e seus amigos no crime, passando por drogas, mulheres e ganhando dinheiro. Por causa de uma dívida com um inimigo, Johnny decide sequêstrar seu irmão de brincadeira, só para assustá-lo, mas a brincadeira acaba indo longe demais e com inúmeras testemunhas e suspeitos em jogo, Truelove tenta encontrar uma saída mais fácil que o assassinato.
Cassavetes é bom diretor e isso é identificável em seu novo filme, porém, Alpha Dog, mesmo sendo um bom filme, carrega uma ambição imensa e poderia ter sido ótimo, mas com algumas escolhas incertas e complicadas do diretor, o filme costuma tomar certos caminhos que não são necessários. Por exemplo: Cassavetes gira o filme em torno da vida "boêmia" dos jovens, ou seja, droga, sexo e muita bagunça, porém, gasta tempo demais culpando os pais deles por quem eles são. É uma visão interessante e Nick consegue carregar o filme pela narrativa de forma satisfatória, mas ao querer revelar demais seu ponto de vista e interesse na história, acaba danificando o enredo, que tinha muito mais a dizer sem ser isso.
Mas Alpha Dog ainda tem seus méritos. A começar pelo elenco, muito bem escolhido e competente, os jovens entregam o que deveriam com destaque para Justin Timberlake que praticamente rouba o filme em atuação surpreendentemente densa e elaborada. Hirsch vem logo atrás como um protagonista hábil, entendendo seu personagem. Além dele há uma pequena mas legal participação de Bruce Willis e uma excelente de Sharon Stone. Stone poderia ter brilhado muito mais, já que em momentos onde poderia ter rendido, o diretor inexplicavelmente decidi focar somente nos personagens jovens, esquecendo do rosto da atriz. Perto do final, porém, Stone tem a chance de arrebentar, e ela arrebenta bonito. Gostei também de Anton Yelchin, o jovem é o verdadeiro coração do filme, comovendo em seus momentos com sua inocência. Ben Foster, no entanto, está exagerado ao extremo.
Visual adequado, boa trilha e uma parte técnica que não deixa a desejar. Realmente, Alpha Dog poderia ter sido bem melhor do que foi. O roteiro faz um bom equilibrio dos acontecimentos e o diretor cria uma narrativa nunca monótona e sempre movimentada e interessante sobre o dessenrolar do incidente terrível, liderando até um final trágico. Mesmo assim, acho que poderia ter existido maior equilibrio entre os personagens e mesmo com atuações brilhando por cada um, o diretor, ocupado demais com sua tese sobre criação dos filhos através dos pais, não desenvolve os suspeitos ou até mesmo as testemunhas da forma mais correta, já que poderiam ter rendido retratos densos e eficientes. Ao contrário, Nick continua no caminho que escolheu e só nos resta divertir e aproveitar sua visão sobre o crime. Além disso, tem o fato de que as cenas dramáticas e que realmente provocariam emoções concretas estão em falta. O filme nesse setor ficou frio e decepcionante.
Alpha Dog está recomendado para qualquer um que goste de cinema bom, pois isso que se pode ser encontrado aqui. Infelizmente, eu pessoalmente achei alguns equívocos do cineasta evitáveis com um roteiro ainda mais elaborado e uma direção ainda mais focada nos personagens que na trama em sí. Mas Alpha Dog rende e por quase duas horas não cansa e não te deixa entediado. Te envolve, cria um mistério, você automaticamente cria um vínculo com a trama e seus personagens e vai até o final satisfatório, realista e verdadeiro. Um bom filme, correto em sua proposta, eficiente em sua execução, pobre em suas escolhas.


| Blog do Vinícius: | "(...)é um filme bem divertido, mas assim como outras fitas não faz a transição para a parte dramática da trama como deveria(...)" ![]() |
| Cineclick: | "(...)direção e o roteiro são mal-desenvolvidos, assim como os personagens, construídos sob clichês." |
| Empire: | "(...)Anton Yelchin, rouba o filme e jorra um pouco de vida no seu corpo confuso e irregular" ![]() |
| Omelete: | "(...)atravessa dignamente o espinhoso gênero da denúncia social." ![]() |
| Rolling Stone: | "Timberlake rouba o filme. Pena que não vale a pena ser roubado." |
| Revista SET: | "Denúncia de Nick Cassavetes cai no vazio com voyeurismo barato." |
21:05 Escrito em Resenhas | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
Terça, 26 Junho 2007
Resenha: Shrek Terceiro
...e viveram felizes para sempre. Será?
Shrek Terceiro

Shrek the Third (2007)
Dirigido por Chris Miller e Raman Hui.
Com as vozes originais de Mike Myers, Cameron Diaz e Eddie Murphy.
Animação. 92 minutos.

Sinopse: Após uma longa estada no reino de Tão Tão Distante, Shrek e Fiona preparam para voltarem ao velho e querido pântano e ficarem sossegados, porém, a morte do Rei, pai de Fiona, chega de forma inesperada e Shrek é visto como o único herdeiro do trono. Com medo de encarar uma tarefa tão grande, Shrek e seus comparsas decidem ir à procura do outro único herdeiro do trono, o jovem Artie. Mas não será uma tarefa fácil, já que o Príncipe Encantado pretende reunir todos os vilões e invadir o reino.
Shrek está crescendo, amadurecendo e se tornando um cara de grandes responsabilidades. Em seu novo filme, o personagem encara o trono e a tarefa de ser pai, o que é uma imensamente grata surpresa para a audiência mas uma terrível para ele, já que nunca foi uma pessoa de muita responsabilidade. Ao cruzar essa fronteira, Shrek se torna outra pessoa e infelizmente, o seu filme também. Com a saída de Andrew Adamson, o filme abandonou a política shrekiana que movia os filmes originais e fizeram deles animações tão brilhantes. Tal política abolia hollywood, Disney e coloca a anarquia, o refrescante e o ousado onde residia finais felizes, principes e princesas e acima de tudo, lições de moral baratas. Na nova aventura, tudo é esquecido para dar lugar à humor, visual e sim, lições de vida.
Continua inspirado e felizmente, hilário em momentos. Mas a animação é puramente isso: momentos. Não funciona como um todo, como uma história sólida, inventiva e ácida de humor e histeria, mesmo com algumas piadas e referências funcionando com imenso brilho e eficiência, não é a mesma coisa e mesmo que os diretores tentem encobrir isso com um visual obviamente melhor e mais refinado, simplesmente não há como. Os personagens engraçados dão lugar à outros menores, que entregam as melhores partes, como as princesas, o príncipe encantado e somente o Gato de Botas permanece com irreverência, mas não o suficiente. Enfim, gostei da animação, mas deixou muito a desejar, principalmente aos longas anteriores.
Como já mencionei mais de uma vez, a tecnologia incrível proporcionou uma parte técnica valiosa, incluindo expressões e detalhes da animação muito mais bem trabalhados e deslumbrantes, são de encher os olhos. Também fiquei impressionado com a trilha sonora, que foi excelente em todos os filmes mas aqui se supera. Contando com clássicos doa anos 80, relíquias, pérolas e novas canções contemporâneas agitadas, é uma mescla perfeita e irresistível que te deixará sempre com um sorriso largo no rosto. Ou seja, quando o personagem irritante de Artie está no centro das atenções, invadindo a festa e entregando uma lição chata e tediante à audiência, podemos ao menos nos deslumbrarmos com a música e a estética.
Bem, odiei falar tão mal do filme, mas também não irei tarjá-lo como desperdício de tempo, pois isso com certeza não é. A verdade é que mesmo com sérios equívocos e falhas e se revelando irreconhecível, é uma animação divertidíssima, com momentos genuínamente engraçados e oferecendo entretenimento adequado a todos os gostos. É ainda mais contundente e memorável quando chegamos a momentos tão cheios de vida como o desfecho, com os herdeiros da família de Shrek e Fiona fazendo a festa. Não é aquela festa de arrasar dos outros filmes, mas satisfaz e funciona. Não adianta ficar chorando o leite derramado, mas podemos ao menos ter esperança que aprendam com os erros e entreguem um 4 melhor.


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Domingo, 24 Junho 2007
Resenha: Um Crime de Mestre
A dualidade de um crime.
Um Crime de Mestre

Fracture (2007)
Dirigido por Gregory Hoblit.
Com Anthony Hopkins, Ryan Gosling e David Strathairn.
Crime. 112 minutos.

Sinopse: De um lado, temos Ted Crawford (Anthony Hopkins de O Silêncio dos Inocentes), um bem sucedido profissional que desfruta de um casamento com uma mulher mais nova. Após descobrir do caso entre ela e um detetive, Ted literalmente estoura e mata sua mulher. Do outro lado temos Willy Beachum (Ryan Gosling de A Passagem), um advogado em ascenção e rumo ao poder que se depara com o caso e se intriga com a figura de Ted, mas logo percebe que está em uma grande enroscada, enfrentando uma mente loucamente pertubada e inteligente.
Um Crime de Mestre é um ótimo suspense, um longa criminal conduzido de forma digna por seu diretor, Gregory Hoblit, o mesmo do memorável Alta Frequência. Hoblit, com um bom roteiro em mãos, repleto de excelentes personagens e bons diálogos, forma um thriller mais que satisfatório ao decidir valorizar mais os personagens, suas intenções e suas personalidades do que a própria trama em sí, que mesmo assim não decepciona, envolvente e instiga, com várias surpresas e sérios momentos de tensão e diversão. O filme é diabolicamente divertido, graças ao sarcasmo do personagem de Hopkins, ganhando contornos perfeitos com a interpretação do ator sensacional.
O embate entre Hopkins e Gosling deve ser o mais memorável do filme. Além do mestre Hopkins, Gosling entrega charme e atitude, uma valiosa performance que se sustenta e não se deixa ser esquecida mesmo com um nome forte ao lado. Os dois atores proporcionam muita química, diálogos refrescantes e divertidos e expressões e olhares explosivos, dizendo mais que próprias palavras. São o triunfo do filme. Mesmo assim, o longa vai muito além disso, engatando em um drama psicológico extremamente satisfatório e intrigante, inteligente e cheio de boas sacadas, sequências memoráveis e um visual competente, com uma fotografia sublime e bela, além de montagem e trilha sonora poderosa.
As falhas são óbvias e talvez por esse motivo não se tornem relevantes. Como por exemplo, o fato de a premissa inicial ser um tanto batida, mas Hoblit e os roteristas possuem conciência disso e tentam ao máximo ousar e se direcionarem para um lado mais competente, mais tenso, intrigante e sem dúvida, mais satisfatório. O longa todo funciona e por nunca deixá-lo se tornar vazio, Hoblit sai vitorioso ao deixar grande parte da carga em cima dois atores, que carregam grande parte do filme. Com isso, fica mais fácil de Hoblit conduzir a trama muito bem amarrada e as surpresas que chegam nos momentos certos.
Pode soar clichê ou convencional para muitos, mas o filme é muito mais que isso. Não somente por arrancar um duelo memorável da dupla de atores, mas por proporcionar um drama espetacularmente divertido, oferecendo um entretenimento que ao mesmo tempo que é absurdo é inteligente, já que o roteiro conta com as mais divertidas sacadas do gênero e algumas referências verdadeiramente genuínas. Recomendado, é do típo de filme que simplesmente não decepciona para quem gosta de um bom e valioso suspense psicológico, recheado de boas atuações, trama interessante e intrigante e surpresas para todos os gostos. O final deixa algumas impressões erradas, mas a intenção do diretor foi clara e precisa ser respeitada, deixando a audiência ainda mais intrigada e pendurada por uma última cena tão misteriosa e divertida quando o resto do filme.


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Sábado, 23 Junho 2007
Os últimos vistos em DVD
Shrek
[Shrek] De Andrew Adamson e Vicky Jenson. Com a voz de Mike Myers. Animação [2001] ((R))
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A animação mais original à bater nas portas do cinema, Shrek acompanha Procurando Nemo e Os Incríveis como as melhores e mais autênticas animações à revolucionarem o gênero. Claro, sempre precisamos apreciar os clássicos, afinal eles são "clássicos"! Mesmo assim, a tecnologia digital proporcionou muita animação sem conteúdo, dependendo apenas do visual. Shrek chegou para mudar tudo isso. Uma paródia e uma inspirada sátira dos contos de fadas que já conhecemos, Shrek abraça o humor politicamente incorreto e ousa, cria piadas escrachadas e espertas, momentos inteligentes e necessários e mesmo assim entrega divertimento e entretenimento para agradar a toda família. O roteiro é refrescante, os personagens possuem mais personalidades que a maioria dos filmes de hoje em dia e o diretor faz uma mescla de todos os gêneros para criar um conto único, onde o princípe encantado é um ogro e a princesa se transforma em um monstro de noite. Com personagens divertidíssimos, uma trilha sonora sensacional e muitos prazeres a serem apreciados por toda a projeção, Shrek é, sem dúvida, a minha animação preferida. Simplesmente incrível.
Vencedor do Oscar: Melhor Animação. Indicado ao Oscar: Melhor Roteiro Adaptado.
Traídos Pelo Desejo
[The Crying Game] De Neil Jordan. Com Stephen Rea. Drama [1992]
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Um drama genuínamente denso e original, Neil Jordan dirige um roteiro repelto de personagens interessantes, segredos, surpresas e densas emoções de forma única, transformando o belo roteiro em um filme imensamente eficiente e tragicamente intenso. A originalidade é óbvia e já seria clichê mencioná-la, mas saiba que está presente. O filme se move lentamente, mas a sutileza do diretor é um fator essêncial, mesmo quando estamos sendo surpreendidos e emocionados pelo longa, Jordan mantém a sutileza, a suavidade e casualidade. Seu filme vibra, é inquieto, e mesmo assim, raramente possui uma momento que se eleva de um drama puramente retratado de diálogos e personagens. Sem ação, Jordan cria suspense, mescla com drama e toques de humor. Ao mesmo tempo é cinema difícil, para poucos e profundamente duro de roer, mas para quem estiver com disponibilidade, vale a pena, Além de ser tecnicamente e artísticamente extraordinário, o filme te pega de surpresa, te envolve, te absorve e não sai de sua mente. Seja a tristeza dos personagens ou as circumstâncias dos quais eles se encontram, o filme todo funciona emocionalmente bem, formando um espetáculo cinematográfico único. Quem não viu esse filme (e apreciou ele) não se pode chamar de um cinéfilo de verdade.
Vencedor do Oscar: Melhor Roteiro Original. Indicado a 5 Oscar: Melhor Filme. Melhor Diretor. Melhor Ator (Stephen Rea). Melhor Ator Coadjuvante (Jaye Davidson). Melhor Montagem.
Billy Elliot
[Billy Elliot] De Stephen Daldry. Com Jamie Bell. Drama [2000]
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Mais um filme essêncial para quem adora cinema, é um prazer cinematográfico que nasce de uma história comovente e pura, cheia de emoção, humor e grandes personagens. Um roteiro triste e realista, resgatando a época e a sincronizando com perfeição aos personagens se revela, em diversos momentos, contundente, divertido e irresistível. O diretor comanda surpreendentemente bem, cria alguns dos momentos mais prazeres e divertidos do gênero, impulsionado por uma trilha simplesmente espetácular, incluindo canções dos anos 70 e 60. Um filme valioso em sua composição tanto em sua recompensa à audiência, pura emoção e satisfação. Nós sentimos pelo personagem principal, que ganha uma revelação no ótimo Jamie Bell, o ator que faz o filme funcionar afinal. Fora isso, digo, fora de tanta coisa boa, como roteiro, direção, elenco e música, o filme simplesmente te afeta, sai vitorioso em te cativar e te emocionar, é um feito único e difícil na atualidade, quase inconscientemente te levando à sofrer um prazer constante te qualidade cinemática, como diversas cenas imensamente bem feitas e eficientes, como o momento em que Elliot é enfrentado por todos, principalmente seu irmão e dentro de sua mente, começa a dançar descontroladamente e de forma perfeita. Um momento único que fica em sua cabeça. Um grande filme, amei cada segundo.
Indicado a 3 Oscar: Melhor Diretor. Melhor Roteiro Original. Melhor Atriz Coadjuvante (Julie Walters).
Shrek 2
[Shrek 2] De Andrew Adamson e Kelly Asbury. Com a voz de Mike Myers. Animação [2004] ((R))
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Mesmo não tão refrescante quanto o primeiro, essa sequência excelente continua com sua inteligência cômica e inspirada para criar mais e mais momentos excitantes e imensamente engraçados. O visual melhorou (obviamente) em todos os sentidos e parece que estão mais confiantes no resultado. O longa soa mais espontâneo, cheio de glória, excelentes momentos de paródia e satíricos, continuando atacar os clássicos com uma quantidade formidável de irreverência, o longa nunca decepciona e nunca deixar de divertir e entreter, não somente continuando com uma trilha sonora fantástica, mas criando ainda mais personagens excepcionais, incluindo o melhor, Gato de Botas. Os dubladores originais continuam fazendo trabalhos perfeitos e o diretor mantém sempre a ousadia e a originalidade, não cai em armadilhas e proporciona momentos celebres de emoção, diversão e inspiração. Está entre as melhores animações atuais e ao manter a qualidade absurda do primeiro filme quase que inteiramente, cria um legado especial e um personagem que ficará em nossa mente, junto com seus amigos.
Indicado a 2 Oscar: Melhor Animação. Melhor Canção Original (Accidentally in Love).
Contos Proibidos do Marquês de Sade
[Quills] De Philip Kaufman. Com Geoffrey Rush. Drama [2000]
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Excepcional drama poderoso e belo, Kaufman (não o roterista Charlie, mas o diretor Philip) ousa e cria um drama épicamente forte e denso em suas emoções e diálogos, compondo personagens fantásticos de maneira surpreendente e perfeita. O elenco rigorosamente talentoso ajuda ao dar o têmpero extra ao filme, principalmente Rush e Kate Winslet, em soberbas atuações. Mas Joaquin Phoenix e Michael Caine não ficam para trás. Todos retratando personagens envoltos em um mundo fantasticamente instigante e bem construído por Philip, que entrega textura, estilo e visual perfeito à uma história forte, com cenas marcantes e um clímax emblemático. A audacidade do filme é admirável, mas ainda mais satisfatório é a forma como o diretor carrega o longa, chocando, surpreendendo e o trasnformando em uma ópera trágica e envolvente. O clima é essêncial, um fator incontestável na composição do filme e na hora de envolver, e mesmo com personagens deprimidos e crueis, não se torna nem deprimido e nem cruel, mas sim, fascinante e oferecendo um entretenimento como poucos promovem. Um forte filme, um necessário filme.
Indicado a 3 Oscar: Melhor Ator (Geoffrey Rush). Melhor Direção de Arte e Cenários. Melhor Figurino.
Entrevista Com o Vampiro
[Interview With the Vampire] De Neil Jordan. Com Brad Pitt. Fantasia [1994]
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Não é um filme perfeito e nem um emblemático, mesmo assim, Jordan dirige tocando sempre nas notas certas e transforma o que poderia ter se tornado uma história simplesmente aterrorizante em algo muito mais. Jordan fascina e o grande feito de seu filme é deixar o espectádor completamente fascinado e movido por sua visão do mundo escondido e supostamente verdadeiro dos vampiros. É um filme único e o melhor do gênero, Jordan o compõe com personagens satisfatórios e os personagens são compostos por excelentes atuações. Pitt não está em seu melhor, mas Cruise surpreende como Lestat, mas quem rouba a cena é a pequena cruel e satânica Kirsten Dunst, em atuação perfeito, chocante e divertida, ela arrasa! Enfim, um filme mais que recomendado que mesmo com um roteiro falhado e certos aspectos decepcionantes, te envolve, te fascina e te choca simplesmente com seu visual competente e uma visão imaginativa e nada convencional, ousada e forte sobre vampiros, um tema muitas vezes banal. O filme em sí, passa longe da banalidade. De simples entretenimento, torna-se em algo muito maior (e melhor).
Indicado a 2 Oscar: Melhor Trilha Sonora Original. Melhor Direção de Arte e Cenários.
Iris
[Iris] De Richard Eyre. Com Judi Dench. Drama [2001]
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De certa forma, acredito que esperava mais do filme Iris, afinal, como logo diz na capa, uma história extraordinária merece um filme extraordinário. Sinceramente, o filme não chega a isso, mas claramente encanta e satisfaz com seu conto sobre uma mulher assombrada por uma doença cruel. O filme foca na vida jovem e adulta de Iris. Na jovem ela é retratada de forma sublime por Kate Winslet, em ótima performance e ganha contornos românticos, como também em sua versão adulta, personificada extraordinariamente pela forte Judi Dench. O filme então, funciona, principalmente levando em conta o resto do elenco, como Jim Broadbent. A visão do diretor é competente, cria muita subjetividade, e mesmo podendo ter explorado mais o drama da personagem fascinante, se contenta em introduzir somente o literal, incluindo quem foi ela, quem ela é agora e o que passou. De um forma, é denso e de outra superficial. Mesmo assim, fui movido pelo filme, mais pelas atrizes e por seus poderes e nem tanto pela direção, mas o roteiro reune diálogos sensacionais e bela narrativa. Um filme mais que recomendado.
Vencedor do Oscar: Melhor Ator Coadjuvante (Jim Broadbent). Indicado a 2 Oscar: Melhor Atriz (Judi Dench). Melhor Atriz Coajduvante (Kate Winslet).
Abaixo o Amor
[Down with Love] De Peyton Reed. Com Renée Zellweger. Comédia [2003] (R)
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Bobo e previsível, Abaixo o Amor é mais uma típica comédia romântica, mas o diretor Peyton Reed é inspirado e além de transportar a história para os anos 60 com brilho e visual cativante, engata uma dupla cheia de charme e química para entreter. Por esse motivo, o filme funciona mais que muitos do gênero cansado. Zellweger e McGregor formam uma dupla irresistível e acabam transformando o filme no mesmo, simplesmente divertido demais para ignorar. Claro, as falhas vão sempre chegando, como quando a trama não sabe exatamente onde está indo, mas os atores sempre estão lá para entreter e os próprios personagens possuem ousadia e cativam com puro charme. Uma de minhas críticas ao filme é sua incansável referência ao sexo e com piadas que discretamente tem algo haver com ou orgãos genitais, ou o próprio ato de sexo. Da primeira vez funciona, da segunda também, mas exageraram um pouco, mesmo assim, na maioria das vezes o humor está inspiradíssimo e contundente. Reed se revelou um bom diretor e até agora não fez nenhum filme ruim, como As Apimentadas e Separados Pelo Casamento, mas ele tem capacidade para melhorar. Bom rever, mas não exatamente necessário.
A Vida de David Gale
[The Life of David Gale] De Alan Parker. Com Kevin Spacey. Drama [2003] (R)
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Um filme complicadíssimo de avaliar, se revela extremamente pretensioso, equívocado, mas recheado de qualidades. Foi realizado de forma confiante, com um elencaço que entretem aos extremos. Não só Spacey entrega uma atuação ótima, mas Kate Winslet o supera, com dignidade e Laura Linney entretem iqualmente. Além disso, amei a trilha sonora. O filme tem uma visão sobre a pena de morte e tenta de um forma criar um drama retratando a vida de um homem que era contra a pena, acaba sendo preso por estupro e assassinato e enfrentando a morte. Não vou contar mais, afinal, mesmo não tendo apreciado certas coisas do filme, a surpresa é incontestável. Uma de minhas reclamações está nos equívocos, quando o filme se contradiz inúmeras vezes e seus personagens constumam falhar na hora de serem densos e interessantes. Para o diretor, somente a trama importa e para o roterista, somente os diálogos. Os personagens em sí são vazios, mesmo que superficialmente comoventes. Outra é o fato de que a surpresa se repete. Depois do clímax, onde somos surpreendidos por um segredo revelado, no desfecho o diretor tenta surpreender mais uma vez, mas com a mesma coisa. Não entendi essa intenção e estragou grande parte do filme. Enfim, não é um filme péssimo, mas creio que foi mal trabalhado e poderia ter sido revisado em suas idéias e conclusões de forma melhor.
Sangue e Chocolate
[Blood and Chocolate] De Katja von Garnier. Com Agnes Bruckner. Fantasia [2006]
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Ao contrário do que Neil Jordan faz com vampiros em Entrevista Com o Vampiro, criando um legado fascinante, em Sangue e Chocolate a saga dos lobisomens se torna risível e ridícula. Pretensioso, acha que porque foi adaptado de um romance poderia ter uma substância bela, mas o filme, mesmo com visual interessante (mas péssimos efeitos especiais), o filme comete todas as sinas possíveis. Além de pretensão, é bobo e além de mal roterizado, com péssimos personagens e diálogos, inclui uma trama nada relevante, desnecessária e descartável. É tudo muito superficial, nada interessante e não nos importamos pelos personagens ou pela trama onde se enrolam. No final das contas, você fica desejando que um meteoro caia e mata todos os personagens, pois chega um momento onde não aguenta mais. É muita babaquice e pobreza. Um filme realmente triste em sua composição e trágico em seu resultado.
(R) revisto ((R)) revisto mais de uma vez
23:10 Escrito em DVD | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
Sexta, 22 Junho 2007
Cinema: Estréias da semana (22/06)




Treze Homens e Um Novo Segredo
A ordem de trapaceiros liderada por Danny Ocean (George Clooney) se envolve em uma nova aventura para vingar o velho amigo Reuben Tishkoff (Elliott Gould), enganado pelo magnata Willie Banks (Al Pacino), dono de um dos maiores cassinos de Las Vegas.




| Diretor: | Steven Soderbergh (Segredos de Berlim, Traffic) |
| Elenco: | George Clooney (Segredos de Berlim), Brad Pitt (Babel), Matt Damon (O Bom Pastor), Ellen Barkin (Totalmente Apaixonados), Al Pacino (Tudo Por Dinheiro), Bernie Mac, Casey Affleck, Scott Caan, Elliott Gould, Andy Garcia, Don Cheadle, Shaobo Qin, Don Cheadle, Eddie Jemison, Scott L. Schwartz, Carl Reiner, Michael Harney, James Martin Kelly, James DuMont, Noureen DeWulf. |
| Roteiro: | Brian Koppelman (Com as Próprias Mãos), David Levien (O Jurí) |
| Duração: | 122 min. |
| Ano: | 2007 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Aventura |
| Distribuidora: | Warner Bros. |
| Classificação: | 10 anos |
O Despertar de Uma Paixão
Baseado em romance de W. Somerset Maugham, o filme é uma história de amor ambientada nos anos 20. O jovem casal formado por Walter (Edward Norton), um bacteriologista de classe média, e pela jovem rica Kitty (Naomi Watts) se conhece em Londres. Após o casamento, mudam-se para Xangai, onde ele trabalha. Uma epidemia num pequeno povoado no interior da China faz com que o casal se mude para lá alguns meses depois. Na medida em que conhecem melhor a cultura local, descobrem mais sobre eles mesmos e o relacionamento.
| Diretor: | John Curran (Tentação) |
| Elenco: | Naomi Watts (King Kong), Edward Norton (O Ilusionista), Liev Schreiber (A Profecia) |
| Roteiro: | Ron Nyswaner (Filadélfia), baseado em romance de W. Somerset Maugham (Adorável Julia) |
| Duração: | 125 min. |
| Ano: | 2006 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Drama |
| Distribuidora: | Imagem Filmes |
| Classificação: | 12 anos |
Outras estréias...
- Carreiras (Brasil, 2005) de Domingos de Oliveira
- Meteoro (Brasil, 2006)
- Além do Desejo (Dinamarca, 2005)
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14:20 Escrito em Estréias | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail
Quarta, 20 Junho 2007
Resenha: La Science des rêves [The Science of Sleep]
A arte de sonhar.
La Science des rêves

La Science des rêves (2006)
Dirigido por Michel Gondry.
Com Gael García Bernal, Charlotte Gainsburg e Alain Chabat.
Fantasia. 105 minutos.

Stéphane Miroux é um cara estranho que vai ficar na França alguns dias no apartamente de sua mãe. Miroux, pertubado por não poder reconhecer e diferir sonhos da realidade, muitas vezes acaba ficando preso em seus dois mundos. Ele conhece Stéphanie e se apaixona instântaneamente e com isso, começam suas intenções de revelar à ela suas invenções e seus sonhos.
Michael Gondry foi aquele cara que comandou o espetáculo chamado Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, indiscutívelmente um dos melhores filmes dos últimos tempos. Poderíamos muito bem jogar a culpa por tão beleza nas mãos do "outro cara", o roterista brilhante Charlie Kaufman, mas é inevitável como Gondry contribuiu para a maravilha visual e densa do filme de 2004. Dois anos depois Gondry volta para fascinar mais uma vez, mas sem Kaufman por trás de sua película, Gondry não entrega nem metade do que fez dois anos atrás, mesmo assim, seu mais recente filme é um admirável exercício de cinema, imaginação e ousadia. Gondry cria um filme que lembra certos pontos de Quero Ser John Malcovich, de Spike Jonze, roteiro de Kaufman, mas o seu filme é diferente de tudo o que você já viu antes.
Primeiramente, o personagem principal foi criado muito bem e foi constrúido de forma satisfatória, ainda mais com o talento absurdo e cheio de glória do excelente Gael García Bernal por trás das emoções do sujeito. Suas compulsões, seus delírios e suas problemática é tratada com luxo e com uma bela montagem e direção, ganha uma dimensão merecida. O roteiro é de uma forma, brilhante. Ao nos transportar constantemente dos sonhos de Mirroux à sua realidade atual. Não nos sentimos subestimados e não somos jogados de um lado ao outro, mas cada transporte tem significado e cada retorno à realidade faz sentido. Por esse motivo, o filme funciona ainda melhor.
Viajado? Ilógico? Implausível? Talvez, mas a verdade é que Gondry utiliza tudo de uma forma muito imaginativa e irresitível, seu longa é apaixonante, possui bons personagens, incrível e intensa trilha sonora maravilhosa e um visual empolgante à todo momento. A fotografia é sublime, retratando certas cenas imperdíveis e contendo delírios e imaginação como nunca se viu. Seja mãos gigantes, uma cidade sob água ou animais esquisitos. Tudo porém, faz sentido. Não é do típo de filme que se chama artístico e cinemático, cria absurdos, imagina mas não tem nexo. No filme de Gondry, tudo foi bem montado e tudo é um contorno para uma história simples sobre o drama da vida e o romance inesperado. Mas com audacidade, vislumbre e muito visual, se torna algo muito maior do que poderia ser.
Recomendo sem um pingo de dúvida. The Science of Sleep é um retrato marcante sobre o homem e seus constantes delírios noturnos, mas aqui, ganhando significado e explicando o que é de verdade, a ciência do sono, ou dos sonhos. Ao entrarmos na cabeça do personagem principal, embarcamos em delirante jornada repleta majestosos cenários e detalhes imensamente interessantes e genuínos. Esqueça a lógica, jogue pela janela se possível, simplesmente curta a imaginação de um diretor exemplar, mergulhe em seu mundo, curta seus personagens e viva a experiência. Filmaço que deve ser visto, mas infelizmente está sendo ignorado pelas distribuidoras brasileiras.


20:30 Escrito em Resenhas | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
8 Melhores: Contos de Fadas Distorçidos
-Baseando em um site que espero ser pouco conhecido pelos leitores (pois não podem ir espiando nele antes de eu poder entregar as listas) publicarei sempre um top 8 de acordo com um tema, muitas vezes de acordo com uma estréia da semana. Lembrem-se: a idéia não é minha, a lista não é minha e é uma adaptação. Mas colocarei as listas sempre simplesmente para diversão.

"O Príncipe Encantado é tão batido - todos os grande heróis de hoje em dia soam como ogros verdes. Mas é óbvio que nossos contos de fadas preferidos são sombrios, com boas sacadas, humor negro e possuem uma adaptação modernizada - ou pelo menos algum típo de diálogo hilário."
01. A PRINCESA PROMETIDA de Ron Reiner (1987)
Era uma vez...Um simples conto de ninar contado na realidade se materaliza em uma épica fábula em que um garoto de fazenda comum se transforma em um infâme pirata, se junta à um gigante e um armado com vingança, em uma aventura épica atrás de seu verdadeiro amor e evitar que ela se case com um covarde príncipe.
Moral da história: Amor, verdadeiro amor, conquista tudo e todos.
02. O LABIRINTO DO FAUNO de Guillermo del Toro (2006)![]()
Era uma vez...Durante os anos 40 em uma Espanha sofrendo guerra, uma garota de 12 anos escapa para um mundo delirante e fora do comum para evitar a bruta realidade de seu padrasto e as indiferenças de sua mãe grávida. Ela conhece um Fauno, certo de que ela é a reencarnação do espírito de sua rainha perdida. Ele convence a garota à realizar três tarefas perigosas para retomar seu trono.
Moral da história: Toda escolha tem consequências.
03. LABIRINTO: A MAGIA DO TEMPO de Jim Henson (1986)
Era uma vez...No pique da maturidade, uma jovem Jennifer Connely quebra a regra número 1 de cuidar de bebês: ele pede um duende para roubar sua pequena tarefa. Com remorso, ele é dada uma nova chance de resgatar o garoto pelo Rei dos Duendes (David Bowie) e entra em um mundo de feitiçaria para resolver uma serie de mistérios e desafios em um período de 13 horas e o nenêm é perdido para sempre.
Moral da história: Até os adultos precisam se manter jovens de coração.
04. FREEWAY: SEM SAÍDA de Matthew Bright
(1996)
Era uma vez...Um retrato moderno de Chapeuzinho Vermelho encontra Reese Witherspoon como um hooligan tentando evitar uma casa de adoção ao fugir para - sim! - a casa da vovó. Infelizmente ela acaba pegando carona com um malvado Bob Wolverton (Kiefer Sutherland).
Moral da história: Nunca julge um livro por sua capa.
05. PARA SEMPRE CINDERELA de Andy Tennant (1998)
Era uma vez...Sem ratos cantando e fadas madrinhas, esta versão de Cinderela encontra Drew Barrymore encarando uma orfã rebelde que é forçada a viver com, claro, Anjelica Huston e duas irmãs chatas.
Moral da história: Achar sua alma gêmea não é das tarefas mais facéis.
06. OS IRMÃOS GRIMM de Terry Gilliam (2005)![]()
Era uma vez...Parentes e parceiros da malandragem, Damon e Ledger procuram por problemas comuns nas cidades como exorcismo de espíritos malvados que na verdade não existem..até que sim, particularmente a louca Rainha do Espelho (Bellucci) que está tramando seu próprio embelezamente ao roubar juventude e beleza das garotinhas bonitas e jovens da cidade.
Moral da história: Se não se sair bem sucedido da primeira vez, tente e tente mais.
07. WILLOW NA TERRA DA MAGIA de Ron Howard (1988)
Era uma vez...Quando uma profecia vê a Rainha em decadência nas mãos de uma garota recém-nascida, ela manda matar todas as mulheres grávidas na terra. Isso é má noítica para o anão mágico Willow, que encontra a jovem escolhida e junta forças com o cínico guerreiro Magmartigan (Val Kilmer) à acabar com o reino da Rainha.
Moral da história: Tamanho não importa.
08. A LENDA de Ridley Scott (1986)![]()
Era uma vez...Diretor Scott coloca Tom Cruise como Jack, um jovem andarilho das florestas tentando deter o lorde das trevas de matar o último unicórnio do paraíso e assim colocando o mundo em profunda e eterna madrugada.
Moral da história: Olhe, mas não toque.

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Terça, 19 Junho 2007
Os últimos vistos em DVD
Pecados Íntimos
[Little Children] De Todd Field. Com Kate Winslet. Drama [2006] (R)
Soberbo filme que se torna um prazer de rever. Todd Field, após confrontar uma simples mas pertubadora história claustrofóbica em Entre Quatro Paredes retorna à vizinhança, mas dessa vez, de forma mais envolvente, densa e bem mais chocante. Subjetivo e cheios de analogias e metáforas, o próprio nome original do filme "Little Children" já é prova dessa tendência ótima do diretor em nunca ser direto, convencional e sempre buscando complicações, densidade e relevância. Field encontra isso em cada personagem incrível desse conto sobre os desejos, os prazeres e os conflitos que iminentemente provocam um choque de emoções, nesse caso, em uma vizinhança. Seu trabalho foi muito bem texturado, planejado e conta com estupendo e brilhante roteiro, significativo, detalhista e sempre necessário, produz diálogos extraordinários que são muito bem acompanhados pelo ótimo elenco. Winslet brilha, como sempre, larga a maquiagem e se transforma em dona de casa com desejos e Patrick Wilson surpreende como o garanhão casado que busca outra coisa na vida. Mas a revelação mesmo é de Jackie Earl Haley, em poderosa performance como um doentio mas triste pedófilo. Um profundo e satisfatório filme, reunindo todas as coisas boas do cinema, da fotografia à montagem, da trilha sonora ao elenco, tudo funciona minuciosamente bem aqui. Mas os aplausos, claro, devem ir para Todd Field, criando a atsmosfera perfeita e o clima chave para produzir uma forte história surpreendente e inesquecível.
Indicado a 3 Oscar: Melhor Roteiro Adaptado. Melhor Atriz (Kate Winslet). Melhor Ator Coadjuvante (Jackie Earl Haley).
A Rainha
[The Queen] De Stephen Frears. Com Helen Mirren. Drama [2006] (R)
Foi iqualmente bom rever A Rainha, o mais novo filme do genial Stephen Frears. Em um simples mas gracioso filme, Frears conquista o palácio real e entrega uma verossímel e interessante história sobre os acontecimento que se seguiram após a trágica morte da Princesa Daiana. Focando na magistral Helen Mirren e sua performance impecável da Rainha Elizabeth II, num desempenho consagrado e merecidamente aplausido, ela é o principal fator do filme e é ela quem pega o volante. Mas o filme todo merece reconhecimento, Frears arquiteta uma história instigante e importante, retratando com simplicidade mas uma graciosidade imensa e fantástica. Seu conto se torna fascinante e com um roteiro muito bem escrito e detalhado, com ótimas passagens e retratando a Rainha de forma única e admirável, como também os personagens coadjuvantes e os acontecimentos do momento. Michael Sheen se revela excelente como o Primeiro Ministro e ganha a audiência, fora isso, ainda podemos nos deliciar com uma belíssima trilha sonora original e uma bela fotografia. Foi um excelente filme que não pode passar despercebido, merece todo o louvor que esteja ganhando e, ao mergulhar em uma história de forma ousada para retratar uma pessoa complexa e estranha ao mundo, o filme sai vitorioso. Creio que foi um passo audaz e Frears se saiu extremamente bem.
Vencedor do Oscar: Melhor Atriz (Helen Mirren). Indicado a 5 Oscar: Melhor Filme. Melhor Diretor. Melhor Roteiro Original. Melhor Trilha Sonora Original. Melhor Figurino.
Se7en: Os Sete Crimes Capitais
[Se7en] De David Fincher. Com Brad Pitt. Crime [1995] (R)
Zodíaco foi explosivamente bom, mas Fincher teve uma filmografia passada mais que super e Se7en é somente uma de suas inúmeras pérolas. Diferente de Zodíaco, onde Fincher foca menos nas intenções do assassino e mais na obsessão da caça ao homem, Se7en possui similaridades, há um assassino, há um jogo e há detetives à procura do homem. Mas em Se7en inconscientemente Fincher entra na mente pertubadora do lunático homem por trás dos assassinatos e convence com realismo, dignidade e um final surpreendentemente perfeito, te deixando sem fôlego. Os atores funcionam muito bem, com um ótimo Pitt e um Morgan Freeman mais que correto. Kevin Spacey é o louco perfeito e encarna o assassino. No entando, os fatores como a construção da cena do assassinato e como o suspense e mistério é construído por uma atmosfera densa e pesada soam mais relevantes nesse filme. Fincher é um diretor exemplar e faz um filme imperdível. Lotado de adrenalina e emoção, Se7en, por mais lento que seja, tem um grande número de surpresas agradáveis que são facilmente apreciadas após serem revistas. Um suspense policial como poucos, Se7en é a escolha mais que perfeita quanto ao gênero.
Indicado ao Oscar: Melhor Montagem.
A Pequena Loja de Horrores
[Little Shop of Horrors] De Frank Oz. Com Rick Moranis. Musical [1986] (R)
Um clássico esquecido, A Pequena Loja dos Horrores foi um achado quando o vi há algum tempo e não resisti ao ter mais uma chance de me deliciar com esta extrovertida, ousada e genial história de outro mundo. Para todos que amam musicais, é um filme mais que recomendado, mas mais que isso, é uma comédia ultrajante, hilária e apresentando um humor genial e gostoso, piadas que funcionam sempre e atores desfrutando de química, talento e timing. Rick Moranis é o nerd idiota que acaba sendo o herói, mas mesmo contundente, ele é pouco percebido ao lado da histérica (literalmente) Ellen Greene em performance engraçada e problemática (no bom sentido). Mas o vencedor é Steve Martin, novo, energético e protagonista do número musical mais divertido do filme, seu personagem brilha com um ar de malvado fácil de se identificar. Ótimas musicas, de início ao fim, possui uma inventividade também clássica, competência e certo desdém por superficialidade, abraçando as coisas boas cinematográficas. Um ótimo passatempo, é um de meus musicais preferidos.
Indicado a 2 Oscar: Melhor Canção Original (Mean Green Mother from Outher Space). Melhor Efeitos - Efeitos Visuais.
Mais Estranho Que a Ficção
[Stranger than Fiction] De Marc Forster. Com Will Ferrell. Drama [2006] (R)
A inventividade de Forster rola solto nesse brilhante conto com talentos, genialismo, originalidade e muito entretenimento e satisfação. Fico com minha antiga opinião:
Indicado ao Globo de Ouro: Melhor Ator em Comédia ou Musical (Will Ferrell)
Friends: Primeira Temporada
[Friends: Season One] De vários. Com Jennifer Aniston. Comédia [1994] (R)
Foi ótimo rever esta deliciosa temporada de Friends, com certeza não a melhor, mas uma grande revelação, foi o momento onde tudo aconteceu e os momentos mais nostálgicos se encontram aqui. Genial humor e inteligentes piadas cercam a serie a cada episódio e o elenco carismático, talentoso e com timing cômico perfeito entregam o recheio necessário. O seriado, por isso, funciona de forma genial, brilhante e finalmente...hilário! Não me canso de dar gargalhadas aqui, vou deixar de ser crítico por um segundo e admitir isso. Com Friends, todos os problemas desaparecem e a tristeza vai embora, é pura felicidade, bom humor e os momentos mais engraçados de seu dia. Ponto final.
Indicado a 9 Emmy: Melhor Seriado Cômico. Melhor Atriz Convidada em Seriado Cômico (Christina Pickles). Melhor Direção de Arte Individual em um Seriado. Melhor Direção Individual de um Seriado. Melhor Montagem Individual de um Seriado. Melhor Música Tema de Créditos Iniciais. Melhor Escrita para um Seriado Cômico. Melhor Ator Coajduvante em Seriado Cômico (David Shwimmer). Melhor Atriz Coadjuvante em Seriado Cômico (Lisa Kudrow).
Beijos e Tiros
[Kiss Kiss Bang Bang] De Shane Black. Com Robert Downey Jr.. Comédia [2005] (R)
Outra comédia imensamente boa de se rever, Beijos e Tiros foi contado de forma excepcional e original, criativa e com estilo próprio. Shane Black faz um misto de ousadia, cultura pop, estilo dos anos 80 e geração contemporânea em um filme divertidíssimo e que oferece excelente entretenimento. Além de contar com dois atores ótimos em papeis ótimos, principalmente Robert Downey Jr, eccêntrico e esquisito, funcionando perfeitamente. O humor decola, voa e realça genialidade e o mistério envolve, é inteligente, tem pouquíssimas falhas e o filme quase todo te satisfaz, resgata valores esquecidos do gênero, mas apresenta o mais queremos no cinema hoje em dia: inovação. Isso se encontra em dobro aqui, então sente, relaxe e aproveite, pois não é sempre que temos esse prazer absurdo.
De Volta Para o Futuro 3
[Back to the Future: Part III] De Robert Zemeckis. Com Michael J. Fox. Ficção [1990]
O fantástico continua com a serie e ao invés de decepcionar como geralmente aconteceu com o fim da trilogia, De Volta Para o Futuro mantêm a competência da serie, resgata os valores necessários, perde um pouco da originalidade e do pique refrescante, mas não perde o bom humor, ou a genialidade ou o fio da meada. Continua impagávelmente exhilirante, divertido e inventivo, cheio de idéias, loucuras, ousadia e personagens que funcionam a todo momento preciso. Foi um prazer assistir a essa serie e mesmo chegando no final, sei que retornarei. Posso concluir, com isso, que Zemeckis fecha com chave de ouro, deixando o resultado afinado, glorioso e brilhando. Os atores ainda estão no topo do jogo e o visual só melhora mais e mais, além da trilha sonora. Enfim, adorei todos e o terceiro, mesmo que inferior, raramente deixa a desejar. Ótimo filme, bom cinema, boas surpresas, diversão sem limites.
Déjà Vu
[Déjà Vu] De Tony Scott. Com Denzel Washington. Ação [2006] (R)
Scott não brilhou e entreteu aqui como faz em Chamas da Vingança, mas sendo um politicamente incorreto e audaz diretor, Scott pegou o roteiro certo (mesmo que de uma forma fraco) e o tornou em uma aventura recheada de adrenalina, encheu o longa de inventividade e criou um dos filmes de ação mais criativos do ano. Déjà Vu funciona por esse motivo, por desgarrar do convencional e abordar algo mais fantástico, mais original, mais fascinante. Mesmo que o resultado do filme não seja brilhante ou genial, com certos tropeços no caminho dignos da perceria Scott-Bruckheimer, mas o diretor entrega o que há de melhor no roteiro e se juntando com o espetácular Denzel Washington e efeitos especiais de primeira, cria uma aventura ótima, recomendável e que se revela bom cinema. Mais que isso não se pode pedir.
Em Nome da Honra
[Catch a Fire] De Philip Noyce. Com Tim Robbins. Thriller [2006]
Com boas atuações de seu elenco e uma história forte e chamativa, o filme poderia se transformar em algo selvagem e produzisse grande entretenimento. Philip Noyce, consciente do bom material que possuía em mãos, fez a escolha que o diretor de Diamante de Sangue não fez. Noyce levou à serio e nem tanto ao entretenimento e ao espetácular. Por esse motivo, vários fatores aqui acabam funcionando excepcionalmente, como parte técnica e momentos dramáticos intensos e excelentes. Mas o filme não entretem, não envolve o bastante e mesmo interessante, dificilmente resgata sua atenção por completo. A narrativa é embolada em momentos, certas cenas soam travadas e faltam emoção. Ou seja, Noyce não se saiu tão bem com sua escolha. Produziu um bom filme, mas também um longe do que queria fazer. Vale a pena ver e recomendo, afinal, possui uma trama verídica e extremamente importante. Mesmo assim, como cinema de verdade, valioso e incontestável, o filme falha em vários momentos.
00:00 Escrito em DVD | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail
































