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Segunda, 28 Maio 2007

Livro: O Caçador de Pipas

O Caçador de Pipas 

Um bestseller consagrado, O Caçador de Pipas se tornou não só um dos livros mais vendidos desde Setembro de 2004 nos EUA, sendo #1 do New York Times Bestsellers, mas é um dos mais queridos por muitas comunidades. O livro de estréia de Khaled Hosseini conta uma história forte e emocionante, que facilmente se tornará popular e elogiada para a maioria que tiver a oportunidade de ler. Hosseini compõe seu conto denso com personagens vulneráveis e por isso, fácil de se apaixonar e antes de percebermos, somos comovidos ou chocados por certas passagens do livro, que por sinal, foi extremamente bem escrito, muitas vezes poético, outras simples e em momentos embarcando na complexidade dos conflitos da vida. É uma obra com falhas, mas para aqueles que não se importarem com mínimos detalhes, será extremamente fácil amar o romance. Confesso que adorei cada página, fui envolvido por cada palavra e intrigado por cada conflito, foi um dos livros mais tristes e ao mesmo tempo mais incríveis que já tive a oportunidade de ler.

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O bom do sucesso chega alguns anos depois: O Caçador de Pipas, com prestígio mundial, foi adaptado para os cinemas. Não só chegará esse anos aos cinemas (Novembro nos EUA, Janeiro de 2008 no Brasil), mas será dirigido por um fantástico diretor. Marc Forster aceitou a direção depois que Sam Mendes (Beleza Americano) deixou a cadeira para ficar apenas como produtor. Forster que recentemente entregou o ótimo Mais Estranho Que a Ficção, é dono de uma coleção diversificada de filmes, incluindo A Passagem, Em Busca da Terra do Nunca e o seu melhor, A Última Ceia. O roteiro ficou com seu colaborador David Benioff, que trabalhou com ele em A Passagem e anteriormente em Tróia, além de adaptador seu próprio livro no filme A Última Noite de Spike Lee. As filmagens terminaram dia 21 de Dezembro do ano passado e o filme está atualmente em pós-produção. Filmagens ocorreram em vários locais da China e do EUA. O dialeto do filme será Dari e Inglês.

Confira a ficha técnica do filme completo no Imdb, onde está listado também os atores, incluindo Shaun Toub de Crash: No Limite, que fará o personagem de Rahim Kahn e KhalidAbdalla de Vôo United 93, será o personagem principal, Amir.

O romance de Hosseini conta a história de Amir, desde sua infância e amizade com Hassan, filho de seu empregado, passando por seus sofrimentos e pelas guerras até ele viver anos na California, para somente depois retornar à sua terra natal, em busca de redenção.

Cinema: Estréias da semana (25/05)

Piratas do Caribe

NO FIM DO MUNDO

NO FIM DO MUNDO...A AVENTURA COMECA.

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Capitão Barbosa, William Turner e Elizabeth Swann precisam navegar até o fim do mapa, passar por cima de traicão e ambicões e fazerem suas últimas aliancas para uma última batalha.

Acão. 168 minutos.

Dirigido por Gore Verbinsky (Piratas do Caribe: O Baú da Morte).

Estrelando Johnny Depp (Piratas do Caribe: O Baú da Morte), Geoffrey Rush (Candy), Orlando Bloom (Piratas do Caribe: O Baú da Morte), Keira Knightley (Piratas do Caribe: O Baú da Morte) e Jack Davenport (Piratas do Caribe: O Baú da Morte).

A crítica: Não foi bem aceito como os outros dois filmes no Rotten Tomatoes, esse terceiro decepciona com apenas 48% de aprovacão, provando 65 positivas críticas e 75 negativas. Cinema em Cena aprova, com Pablo Villaca elogiando tanto quanto os outros dois e New York Times gosta, mas Empire e Variety apenas apontam como bonzinho e Peter Travers da Rolling Stone não gosta dizendo que a coisa boa do filme é Keith Richards como o pai de Jack Sparrow e a coisa ruim que ele só aparece por dois minutos.

O consenso: Mistura overdose de personagens com um enredo incompreensível demais.

RESENHA EM BREVE.

Nome de Família

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Nascido nos EUA, Gogol é filho de imigrandes indianos e quer se encaixar no meio de seus queridos nova yorkinos, mesmo com a falta de coragem de sua família em abandonar tradição e o padrão de vida nativo.

Drama. 122 minutos.

Dirigido por Mira Nair (Feira das Vaidades).

Estrelando Irfan Khan (A Mighty Heart), Kal Penn (Superman: O Retorno), Jagannath Guha, Ruma Guha Thakurta e Tabu.

A crítica: Muito bem recebido, no Rotten Tomatoes, teve aprovação excelente de 85%, com 93 críticas positivas e 17 negativas. Varios críticos apaixonados, como os do Chicago Tribune e Portland Oregonian, e imensos elogios do New York Times, Miami Herald e Variety. Peter Travers do Rolling Stone aprova, dizendo que "...é uma saga de geração familiar que todos podem se relacionar e Nair entrega uma magia especial à ela."

O consenso: Uma exploração ambiciosa da experiência de imigrante.

Minha expectátiva: Eu gostei de Feira das Vaidades, achei um trabalho glamouroso, mesmo que falhado e espero algo ainda melhor de Nome de Família, que parece ser mais ambicioso e bem feito. Quero muito ver.

Outras estréias: (limitadas).

  • O Tigre e a Neve (Drama de Roberto Benigni)
  • Princesas (Drama de Fernando Léon de Aranoa)
  • Noite de Estréia (Drama de John Cassavetes)
  • A Leste de Bucareste (Drama de Coneliu Porumboiu)
  • Esses Moços (Drama de Inaldo Santana) 
  • Yippe: Alegria de Viver (Documentário de Paul Mazursky) 

Sexta, 25 Maio 2007

Resenha: Número 23

Incógnita da maldição.

Número 23

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The Number 23 (2007)
Dirigido por Joel Schumacher.
Com Jim Carrey, Virginia Madsen e Logan Lerman.
Mistério. 95 minutos.

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Walter Sparrow é um típico americano que ao ter um certo acidente no trabalho, causa um encontro súbito com um livro. Tal livro, denominado Número 23, começa a levar Sparrow à loucura, já que possui uma narrativa que lembra Walter muito de sua própria. Ao começar a ficar obcecado com o verdadeiro significado do livro e em busca de quem realmente o escreveu, Walter vai ter que enfrentar seus próprios demonônios e encarar a realidade.

Schumacher é diretor complexo em suas técnicas, já que normalmente aborda projetos ambiciosos e sempre de alta repercusão e nesses trabalhos, nunca deixa de ousar ou introduzir fatores interessantes. Número 23, por isso, é um típico filme Schumacher, e, como os outros do diretor, o filme sofre justamente por sua direção muitas vezes superficial e perdida em inconsistências. Mesmo assim, Número 23, mesmo com problemas drásticos e decepcionante em certo aspecto, consegue produzir certa diversão, principalmente com sua primeira metade.

A atmosfera é pesada e sombria, e ajuda ao criar um clima autêntico ao filme. Já que o filme se reproduz quase inteiramente por duas visões, Schumacher consegue diferenciá-las bem e por isso, o visual do filme funciona, cheio de estilo. Gostei da trilha e da montagem. Porém, tais aspectos técnicas são favoráveis até certo ponto, pois chega um momento em que estamos à procura de substância e nem tanto estética. Número 23 falha ao produzir um roteiro bom de verdade, apresentando somente idéias interessantes mas nunca engatando e decolando como poderíamos esperar.

Jim Carrey é bom em comédia, mas ele é excepcional em drama, já em um drama tenso e repleto de mistérios, Carrey também não funciona da maneira que gostaríamos. Ele cria duas personalidades para seu personagem e elas funcionam, mas não sai disso. Carrey não se aprofunda em seus personagens e por isso, não se torna relevante ou satisfatório, decepcionando, com raros momentos de verdadeira inspiração e autênticidade.

Número 23 é recomendável no conforto de casa e não valeu a expectátiva. O filme é interessante, tem tema divertido e misterioso e bons atores representando, mas nunca sai de uma idéia. E mesmo quando se forma, não chega a decolar e causar tensão, adrenalina ou arrepios, como um suspense deveria ser. É raso em suas composição e por isso, causa essa grande decepção que preciso desabafar. O clímax funciona, com uma resulação que mesmo não surpreendente, também não soou falsa, mas como para todo lado bom há um lado ruim aqui, o desfecho que realmente causa insatisfação, com respostas facéis e uma cena final que poderia sofrer um toque de genialismo esperto. Mas em relação à isso, o filme é oco.

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Resenha: Motoqueiros Selvagens

Fracasso de meia-idade.

Motoqueiros Selvagens

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Wild Hogs (2007)
Dirigido por Walt Becker.
Com Tim Allen, John Travolta e Martin Lawrence.
Comédia. 100 minutos.

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Doug, Woody, Bobby e Dudley são quatro amigos de meia-idade que estão cansados do dia a dia de suas vidas, que nunca muda e normalmente só traz confusão. Juntos, decidem pegar a estrada e encarar uma aventura definitiva sem destino e sem plano. Ao montar em suas motocicletas, eles deixam para trás a vida e se deixam levar pelo selvagem.

Um filme desse nunca daria certo. Se desse certo, teria que sofrer muito mais trabalho, dedicação e menos mediocridade. Já que tem quatro atores extremamente conhecidos e engraçados, os produtores realmente não acharam que precisariam investir muito em roteiro e em um talento bom para dirigir o filme, desperdiçando o que poderia ter sido uma sessão de diversão descompromissada que se transforma aqui, em uma grande tragédia mal produzida, mal escrita e de extremo mal gosto.

Para princípios, os atores nem funcionam tão bem quanto poderiam. William H. Macy era o melhor do quarteto e mesmo sendo um ator ótimo, ele não tem o timing cômico necessário e ele é desperdiçado com o pior personagem. O resto também só desagrada. Travolta continua canastrão e sem graça como tem sido e Martin Lawrence ta velho demais em suas expressões e deixa de ter humor na veia. Tim Allen que o diga, já que bate de frente na canastrice e na falta de autênticidade. É o pior e mais podre. Enfim, se não há um bom roteiro, um bom diretor e nem se quer um bom elenco, como poderia um filme desses funcionar? Impossível. E realmente não funciona.

Quanto ao humor, existe, mas se não existisse não faria muita diferença, já que não há um pingo de genialismo em nenhum deles e somente gags que pedem desesperdamente para serem engraçados. Alguns são, a maioria não, e o filme todo corre por essa mesma seguência: raros gags legais, milhões de gags ridículos. Por isso, é fácil encontrar mediocridade no filme e é triste constatar que ainda existe certas tramas batidas e clichés que continuam sendo abordadas em filmes como este.

No final das contas é perigoso não ser recomendável nem como sessão da tarde. Motoqueiros Selvagens fede de uma total falta de inspiração e arde com overdose de elementos toscos e risíveis (não no bom sentido). Ray Liotta costuma salvar a barca com seu carisma em certos momentos como vilão, mas infelizmente ele não domina o filme e por isso, o longa logo se torna um completo desagrado e uma extrema falta de respeito, já que fez nós, pobres seres humanos, gastarmos dinheiro com ele.

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Terça, 22 Maio 2007

Os últimos vistos em DVD

Beleza Americana

medium_shrek_the_third.jpg[American Beauty] De Sam Mendes. Com Kevin Spacey. Drama [1999] ((R))

Uma obra-prima indescritível, Beleza Americana se tornou, ao longo dos anos, o meu filme preferido. Atingindo a perfeição durante todos os 120 minutos de projeção, é a melhor estréia de um diretor até hoje, no primeiro filme de cinema de Sam Mendes, ele cria uma obra única e sublime, densa, relevante e poderosa em todas as maneiras possíveis. Além disso, Mendes esteve com o roteiro certo e os atores certos. Alan Ball é o gênio por trás do roteiro original majestoso e irresistível, observador, crítico, engraçado, cínico e belo, como nenhum outro do cinema. Kevin Spacey entrega soberba performance, cativante e emocionante, ele some em Lester Burnham, mesmo assim, Annette Benning não perde a sua glória definitiva, que vence com carisma e atuação corajosa e poderosa. O elenco coadjuvante ficou perfeito. Thora Birch, excelente, Wes Bentley, incrível, Chris Copper, maravilhosa e uma reveladora Mena Suvari. Impecável, porém, é a fotografia, é a trilha sonora de fazer chorar, as imagens de tirar o fôlego e a composição verdadeiramente especial e perfeita de Sam Mendes, que orquestrou um filme efficiente, que questiona, faz pensar e ousa em sua trajetória, divertindo com humor ácido e valorizando imensamente seus personagens extraordinários. Um lindo filme...simplesmente S-P-E-C-T-A-C-U-L-A-R, como o próprio Lester diria. Faltam palavras para descrever esse filme.

Vencedor de 5 Oscar: Melhor Filme. Melhor Diretor. Melhor Roteiro Original. Melhor Ator (Kevin Spacey). Melhor Fotografia. Indicado a 3 Oscar: Melhor Atriz (Annette Benning). Melhor Montagem. Melhor Trilha Sonora Original.

Os Bons Companheiros

medium_shrek_the_third.2.jpg[Goodfellas] De Martin Scorsese. Com Robert DeNiro. Crime [1990] (R)

Após assistir à Os Infiltrados ano passado, não era especialista em filmes de Scorsese, mas havia achado o filme tão perfeito que achei impossível qualquer um do diretor conseguir superá-lo. Estava errado. Após rever a obra que subestimei à alguns anos, percebi o quanto Scorsese realmente é mestre de verdade e Os Infiltrados é seu melhor filme desde Os Bons Companheiros, já que essa obra que perdeu o Oscar por injustiça carrega imensa maestria, beleza, fúria e coração, retratando um mundo subversivo com ousadia, grande audacidade e Scorsese comanda o espetácula com paixão impulsionado nas suas véias e nas próprias véias do filme, formando um evento cinematográfico único, reunindo todas as coisas boas que poderíamos esperar ao irmos ao cinema. Além da direção literalmente perfeita, o roteiro vibra com originalidade e poderosos personagens, a trilha sonora movimentada cria entretenimento infalível e seduz o espectador ao mundo sujo, mas com belo visual, especialmente uma montagem show de bola, além de figurinos e cenários empolgantes para a época. Os Bons Companheiros é um belo prazer, um show de filme que vai além do que poderíamos esperar e encanta, resgata, emociona e diverte. Uma obra feroz e um dos melhores filmes policiais do cinema.

Vencedor do Oscar: Melhor Ator Coadjuvante (Joe Pesci). Indicado a 5 Oscar: Melhor Filme. Melhor Diretor. Melhor Roteiro Adaptado. Melhor Atriz Coadjuvante (Lorraine Bracco). Melhor Montagem.

Murderball: Paixão e Glória

medium_shrek_the_third.3.jpg[Murderball] De Henry Alex Rubin e Dana Adam Shapiro. Documentário [2005]

Um documentário verdadeiramente emocionante, Murderball chega com a falta do cinismo e brilhantismo de Michael Moore e coloca um pouco de emoção no gênero, em um filme que além de contundente, se revela esperto, intelligente e incrívelmente bem feito. Os relatos são effetivos, afinal, pessoas de deficiência física sempre possuem uma história e aqui cada personagem tem valor e ambos lados da história ganham importância. Mas ver tais pessoas tão vulnaráveis nos melhores dias de suas vidas é simplesmente empolgante e revela que não é necessário um grande blockbuster para exaltar emoções tão fortes. Murderball, além de divertido, é um forte drama, provocativo e de grande valor narrativo e dirigido de forma excepcional. A trilha sempre funciona e os cineastas sempre capturam os melhores momentos das melhores maneiras possíveis, sem serem banais ou superficiais, esse filme é puramente ousado e magnífico. Um grande prazer. Marcha dos Pingûins levou o Oscar de documentário, se tivesse de melhor direção, o dono seria Murderball.

Indicado ao Oscar: Melhor Documentário.

Diamante de Sangue

medium_blood_diamond_ver2.jpg[Blood Diamond] De Edward Zwick. Com Leonardo DiCaprio. Aventura [2006] (R)

Diamante de Sangue tem falhas...inúmeras, mas é um grande filme, um forte filme e merece ser exaltado simplesmente por ter Djimon Hounsou, em uma das melhores atuações do ano. Zwick arquitetou um corajoso filme, abraçando um tema aparentemente frágil e polêmico e criando em torno dele uma aventura sem limites, audaz e forte. O roteiro do filme vem acompanhado de habituais clichés e uma certa previsibilidade, mas Zwick consegue manter a competência e resgata os valores certos sempre nos momentos ideais. Entre tanto, o que merece aplausos no filme, além do magnífico visual, incluindo belíssima fotografia que acaba fazendo parte ao contribuir para a edição muito bem feita, são os atores, compondo um elenco extremamente satisfatório e ideal, elevando o nível do longa. Leonardo DiCaprio não supera o seu Bill Costigan em Os Infiltrados, mas garante satisfação e dignidade em sua personificação de um complexo personagem, com direito à sotaque especial. Mesmo assim, o destaque é de Hounsou, um verdadeiro ator em uma verdadeira performance, nada menos que extraordinária e lotada de emoção, culpa das lágrimas que vem acompanhadas a uma cena do filme. Ótimo.

Indicado a 5 Oscar: Melhor Ator (Leonardo DiCaprio). Melhor Ator Coadjuvante (Djimon Hounsou). Melhor Montagem. Melhor Edição e Mixagem de Som.

O Cliente

medium_blood_diamond_ver2.2.jpg[The Client] De Joel Schumacher. Com Susan Sarandon. Mistério [1994] ((R))

Obra que definitivamente marcou minha descoberta do cinema anos atrás, O Cliente era um de meus filmes preferidos aos 10 anos e se manteve por muitoo tempo. Vários anos depois porém, ao revisitar a obra, é mais que óbvio o quanto o filme de Schumacher peca e deixa de ser grande justamente pelo excesso de superficialismo do diretor. O filme é baseado em intrigante conto e tem um roteiro interessante, mesmo lotado de clichés, mesmo assim há momentos dignos de grande admiração, paticularmente os quais colocam Susan Sarandon como personagem principal. Sarandon decola e leva o filme á incríveis níveis, em atuação excelente e impressionante, ela emociona qualquer um e entrega densidade á sua personagem. Tommy Lee Jones também entretem, em boa atuação e o novato Brad Renfro não decepciona. Trilha sonora ótima e poderosa e certas cenas fazem valer o ingresso mais do que deveria. Mas O Cliente é entretenimento caseiro na certa, e não será facilmente esquecido, mesmo em sua overdose de pecados.

Indicado ao Oscar: Melhor Atriz (Susan Sarandon)

Amigas com Dinheiro

medium_blood_diamond_ver2.3.jpg[Friends With Money] De Nicole Holofcener. Com Jennifer Aniston. Drama [2006] (R)

Um bom drama, gostei bastante desse pequeno e irresistível filme, correndo à uma curta duração de 85 minutos, o filme fala sobre as diferenças sociais e personalidades de quatro amigas bem diversificadas. Nicole acerta na direção, compondo certos momentos dignos de aplauso mas em outros peca por ser muito vazia, culpa do roteiro que mesmo apaixonado pelos personagens, tende a se esquecer da narrativa. Mesmo assim, é um filme que funciona gloriosamente, principalmente pelo elenco ótimo, incluindo Aniston em uma de suas melhores presenças e elenco ultra-estrelar em Catherine Keener (minha preferida), Frances McDormand e Joan Allen, sempre delirantes e prazerosas, em verdadeiras atuações, entregando ritmo e vida ao filme perdido na falta de pulsação. Merece ser apreciado, sem sombra de dúvida.

A Senha: Swordfish

medium_blood_diamond_ver2.4.jpg[Swordfish] De Dominic Sena. Com Hugh Jackman. Crime [2001]

Um bom e audacioso elenco estrela esta produção ambiciosa mas atropelada, contando com peripécias visuais que podem agradar inúmeros, como também um enredo plausível, mesmo que completamente exagerado. Mas nem metade do filme ousa funcionar, já que antes da metade final chegar, seus personagens estão despidos, revelando todas as falhas e o roteiro encoberto de esteriótipos e previsibilidade. Não há muito surpresa aqui, somente um pouco de inventividade que infelizmente não funciona muito bem. O resto é resto. Travolta caricato, Berry de pouca presença e só Jackman se salva, em boa atuação. Mas não o suficiente para carregar o longa, que mesmo com inúmeros bons momentos, possui uma narrativa tão mal desenvolvida que destrói qualquer faísca de valor ou emoção. Um pena.

A Grande Família: O Filme

medium_blood_diamond_ver2.5.jpg[Idem] De Maurício Farias. Com Paulo Betti. Comédia [2007]

Não me arrisco muito em comédias nacionais e a verdade é que não deveria. Se Eu Fosse Você foi terrível e esperar graça de uma adaptação de uma serie telivisiva é idiotice. O longa oferece idéia fantástica e poderia muito bem funcionar, mas foi excepcionalmente mal dirigido e mal feito, repetitivo em seu roteiro e escondendo diversas falhas por dentro de seus personagens. Alguns dizem que deixa de ser uma adaptação de serie e vira cinema cômico de verdade mas eu discordo, mesmo com ótima abertura e certos bons, engraçados momentos, o longa nunca decola de verdade e permanece frio, tolo e muitas vezes beirando o ridículo, previsível, mesmo sendo inventivo na sua premissa. Os atores salvam um pouco a pátria, mas realmente não é assistível. Os bons momentos são poucos.

O Dono da Festa

medium_blood_diamond_ver2.6.jpg[Van Wilder] De Walt Becker. Com Ryan Renolds. Comédia [2002]

Comédia besta e inconfundivelmente desnecessária, Ryan Renolds até que estréia bem, mas as piadas grotescas incomodam e o filme sofre de uma falta de identidade, quase que uma paródia degradante, sem inspiração, sem originalidade e simplesmente lotada de clichés e imprevisibilidade. Os atores não divertem, e nos também não. Um filme realmente porco e estúpido por achar que poderia ter resultado em alguma coisa. O vilão é a coisa mais engraçada no filme, justamente por ser idiota e besta e até os erros de gravação ao final superam o filme completamente. Uma sessão trágica nem um pouco recomendada.

O Dono da Festa 2

medium_blood_diamond_ver2.7.jpg[Van Wilder 2: The Rise of Taj] De Mort Nathan. Com Kal Penn. Comédia [2006]

Detestável, é uma comédia ainda mais besta que seu antecessor ridículo. E já que não estou afim de gastar tempo e energia escrevendo sobre uma bosta tão grande, leia tudo que escrevi sobre o primeiro filme e eleve ao quadrado, o resultado será esta sequência revoltante, com protagonistas ainda piores e sem o vilão engraçado. Tudo medonho aqui, nada nem ao menos engraçado. Juro que não sorri uma vez durante a projeção. É o fim do mundo...pelo menos para as comédias e este se junta à Norbit e Uma Comédia Nada Romântica.

Sábado, 19 Maio 2007

Cinema: Estréias da Semana (18/05)

Escola de Idiotas

OS PASSIVOS ESTÃO PRESTES A SE TORNAREM AGRESSIVOS.

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Um jovem com pouca sorte se matricula em uma classe para conseguir construir confianca e conquistar a garota de seus sonhos, o que se torna complicado já que seu professor tem a mesma agenda.

Comédia. 100 minutos.

Dirigido por Todd Phillips (Starsky e Hutch).

Estrelando Billy Bob Thornton (A Sangue Frio), Jon Heder (Os Esquenta-Banco), Jacinda Barrett (Um Beijo a Mais), Matt Walsh (Um Natal Muito, Muito Louco) e Horatio Sanz (O Cara).

A crítica: Foi duramente criticado, recebendo uma média terrível no Rotten Tomatoes de 25%. Foram somente 33 positivas em relacão à 99 negativas. Para diferir um pouco, Peter Travers do Rolling Stone aprova o filme, chamando de inesperado e outros também gostam, mas Variety, Miami Herald e Empire criticam. O Omelete também não gosta.

O consenso: Uma tentativa formuláica e com pouco foco para se produzir uma comédia romäntica.

Minha expectátiva: Até que dá para esperar alguma coisa, pelo menos um certo humor ácido sempre presente nas comédias de Bob Thornton, mesmo assim, o projeto pode não decolar. Verei nos cinemas somente se der tempo.

Alpha Dog

COMO UM CRIME COM TANTAS TESTEMUNHAS CHEGOU TÃO LONGE?

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Um drama baseado na vida de Jesse James Hollywood, um traficante de drogas que se tornou o homem mais jovem do mundo a ser um dos mais procurados pelo FBI.

Crime. 117 minutos.

Dirigido por Nick Cassavetes (Diário de Uma Paixão).

Estrelando Ben Foster (X-Men: O Confronto Final), Shawn Hatosy (11:14), Emile Hirsch (Os Reis de Dogtown), Sharon Stone (Bobby) e Justin Timberlake (Edison: Poder e Corrupcão).

A crítica: A média de 56% no Rotten Tomatoes é satisfatória, mesmo que não seje grande coisa. Foram 77 positivos e 60 negativos. Foi adorado por muitos como USA Today, Village Voice. Empire, Omelete e Variety gostam mas Peter Travers do Rolling Stone fica com o pé atrás, entre outros, ele diz: "Timberlake rouba o filme. Pena que não vale a pena ser roubado."

O consenso: Um ambicioso mas cru retrato de adolescentes violentos.

Minha expectátiva: Quero bastante ver. O elenco me convenceu e gosto do diretor, além de que parece ser uma história interessante. Assim que eu tiver uma chance eu vejo.

O Hospedeiro

MONSTROS EXISTEM.

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Um mutante surge do rio Seaoul Han e foca sua atencão no ataque aos seres humanos.

Acão. 119 minutos.

Dirigido por Bong Joon-ho.

Estrelando Song Kang-ho (Lady Vinganca), Byeon Hie-bong, Park Hae-il, Bae Du-na (Sr. Vinganca) e Ko Ah-sung.

A crítica: Elogiadíssimo, o Rotten Tomatoes o consagra com estrondosos 92% de aprovacão. Foram apenas 10 negativas com 117 positivas resenhas. A acclamacão mundial encontra adoradores em muitos como o San Francisco Chronicle e Omelete ama, junto com New York Times, Time e Rolling Stone, que conta com Peter Travers dizendo que além de ser aterrorizante e nauseante, explode a fórmula habitual de Godzilla e transforma em algo melhor.

O consenso: Um poderoso e provocativo pedaco de cinema.

Minha expectátiva: Filmes orientais estão me conquistando e infelizmente The Host não chegou aqui. Mas quando chegar e eu tiver oportunidade de ver, serei um dos primeiros na fila do cinema.

Outras estréias: (limitadas).

  • Uma Jornada de Esperanca (Drama de David Hickson)
  • Além do Desejo (Drama de Pernille Fischer)
  • Olhe Para os Dois Lados (Drama de Sarah Watt)
  • Marcas da Vida (Drama de Andrea Arnold)
  • Vício e Beleza (Drama de Lin Cheng-Sheng)

Sexta, 18 Maio 2007

Resenha: Homem-Aranha 3

O lado sombrio da glória.

Homem-Aranha 3

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Spider-Man 3 (2007)
Dirigido por Sam Raimi.
Com Tobey Maguire, Kirsten Dunst e James Fraco.
Aventura. 140 minutos.

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Após sua crise de identidade, Peter Parker encontra paráiso com o povo de Nova Yorke e paz em seu amor com Mary Jane. Além de ser considerado um verdadeiro herói pela cidade, está prestes a pedir MJ em casamento. Mas quando uma gosma preta chega sem ser convidada do espaco, com ela chega o descobrimento do verdadeiro assassino do tio de Parker, e com isso, um novo sentimento: de vinganca. Sentimento que ganha poder com o simbionte negro tomando conta de seu corpo e caráter. Além disso, Homem-Aranha agora precisa lutar o novo Duende, o Homem-de-Areia e Venom, culminando na verdadeira descoberta de quem ele realmente é.

Decepcionante? De certa maneira sim. Odeio ter que constatar mas depois do ótimo primeiro filme se tornar um excelente segundo, creio que eu estava esperando um perfeito terceiro. Longe da perfeicão, Homem-Aranha 3 pode ser considerado um decepcionante fracasso revoltante, por outro lado, para alguém como eu que sei lidar com decepcão (lembrando de O Código Da Vinci do ano passado) e tenho um certo olhar que vai além do o filme conseguiu mostrar na estética, foi uma sessão mais que satisfatória, contundente e enfim, espetácular. Sim, amei esse filme, vibrei com ele e me emocionei com ele. Dane-se se não superou o segundo, mas com um filme maduro, sombrio e ambicioso, Sam Rami atingiu além do espetácular e repetiu sua fórmula de acão com alma, dessa vez elevada ao quadrado mas com certos momentos descartáveis.

Para comecar, esse filme tem mais acão que o segundo, mais adrenalina e muito mais efeitos especiais. Pode falhar de vez em quando no roteiro e Raimi pode exagerar na dose em momentos, mas uma coisa infalível no filme é a aventura, que atinge o impossível e conquista com muito prazer e emocão a platéia nas cenas de acão mais espectaculares do ano, perdendo apenas para as de 300. Mas se a acão de Homem-Aranha 3 perde para 300, então o drama e o roteiro, por mais falhado que seje, deixa 300 no chinelo. O filme toca em muitas emocões, constrói muito bem seus personagens e encanta com tanta sensibilidade e sabedoria em saber retratá-los da maneira mais honesta possível. Algumas escolhas são mal compreendidas (o momento cömico com Parker como badboy), mas possuem alto valor na narrativa.

Os atores estão melhores. Maguire está tão incomum que se encaixa perfeitamente no momento mais vulnerável de Parker e de Homem-aranha e Dunst brilha, intensamente, em mais uma performance excelente. James Franco impressiona, realmente surpreende, ele é o melhor de todos. Um ator tão mediocre alcanca a perfeicão aqui, isso sim é fantástico. Ambos Haden Church e Topher Grace combinam perfeitamente com seus personagens e o elenco todo funciona gloriosamente, fazendo o filme funcionar com ainda mais emocão.

Acredito que o resultado final do longa de Sam Raimi tenha sido satisfatório, gostei muito da sessão e fiquei incrívelmente satisfeito (já vi duas vezes). Os furos no roteiro e algumas respostas facéis incomodam, mas são fatores ainda menos irritantes que o superficialismo do primeiro filme. Raimi abala clichés, dispensa falsos artifícios e simplesmente emociona e conquista com um blockbuster completíssimo e irresistível, de verdade. Recomendo mais que qualquer outro desse gënero esse ano e mesmo tomando alguns caminhos errados e se deperando de vez em quando com equívocos horrendos, há mais glória, paixão e emocão nesse filme do que em qualquer outro da trilogia. Homem-Aranha 2 foi o melhor, mas há muito do que aproveitar aqui.

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Resenha: Miss Potter

Vida bela, brilhante e convencional.

Miss Potter

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Miss Potter (2006)
Dirigido por Chris Noonan.
Com Renée Zellweger, Ewan McGregor e Emily Watson.
Drama. 92 minutos.

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Beatrix Potter cresceu em uma família conservadora, rica e possuia todas as tendëncias para se tornar uma mulher mimada e esnobe, mas com um pouco de imaginacão e ousadia, Beatrix cresceu para se tornar uma escritora de livros infantis que arriscou muito para realizar seu sonho e ser publicada. Mas atinge o sucesso, mesmo tendo que lidar com outros problemas que o destino leva à sua porta.

Um filme bom, mágico e inspirador, Miss Potter é uma típica biografia, simples, honesta e muitas vezes cativante e emocionante. O filme peca, no entanto ao se agarrar demais ao convencional e esquecer que às vezes refrescar o modo de contar uma história faz bem. Renée Zellweger, sempre ótima, vive com dignidada o papel principal e tem grande papel na hora de comover e cativar a audiëncia, afinal, os jogos visuais do diretor funciona até certo ponto, pois quando chega ao limite ficamos à espera de algo novo, coisa que infelizmente nunca é inserida no filme.

O longa funcionará melhor no conforto de casa, como uma sessão bem leve para se digerir com muita satisfacão. É do típo de filme que não merece nenhum sacrifício, mas é sem dúvida recomendado para quem gosta do gënero e para quem ama Renée. Noonan dirige com um olho certo para as questões visuais e emocionais, sabe quando inserir comédia, drama e um pouco de tragédia, mas como o roteiro, não há ousadia na visão de Noonan, e isso é com toda certeza essëncial para se criar uma sessão que se eleve do regular. Miss Potter é um bom filme, mas não é um ótimo filme.

Vale a pena, no entanto, cutir o elenco. Além da atuacão certa, comovente e gostosa de Zellweger, temos ainda tempo para curtir o imenso carisma e charme de Ewan McGregor e a excelente Emily Watson, uma atriz de peso que aceitou uma papel coadjuvante que poderia ter lhe rendido muito mais, Watson acaba roubando a cena de Renée em momentos. Fora o elenco, ainda há a fotografia muito bonita e a construcão de época consideravelmente bela, com paisagens que funcionam provavelmente até melhor do que esperávamos.

No final das contas, é difícil resistir ao charme de Miss Potter, tanto da verdadeira Potter quando do filme em sí. São bem diferentes quando formos analisar o fato de Beatrix ser ousada e nada convencional, quando seu filme é exatamente o contrário. Foi um retrato oco, mas sem dúvida teve brilho de sobra. Não posso sob nenhum pretexto deixar de recomendá-lo, mesmo com seus pecados assassinos, afinal, ás vezes um pouco de charme e emocão consegue cobrir o resto.

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Indicado ao Globo de Ouro: Melhor Atriz em Comédia ou Musical (Renée Zellweger)

Quarta, 16 Maio 2007

Os últimos vistos em DVD

Match Point: Ponto Final

medium_match_point_ver4.jpg[Match Point] De Woody Allen. Com Jonathan Rhys Meyers. Crime [2005] ((R))

Nunca fui fã de Woody Allen e até assistir à Match Point no início de 2006 nos cinemas, nunca havia visto nenhum de seus filmes. Porém, quando eu presenciei um dos melhores filme daquele ano e uma obra-prima absoluta, fiquei me questionando sobre minhas obrigações de cinfélio por não ter visto os outros do diretor. Acabou que de todos que vi até agora, Match Point é sem dúvida o melhor. Carregado de forma sublime, com trilha sonora espetácular e clássica no fundo, o longa ousa e meche com seus nervos, sua mente e cria um drama verdadeiramente genuíno. Além disso, o roteiro de Woody é perfeito, dos diálogos impecáveis à construcão dos personagens incrível. Seu filme comeca romäntico, dramático, envolvente e abruptamente passa a ser inquietante, intrigante, poderoso e audacioso. Cinema em seu melhor estado, Match Point é uma obra-prima surpreendente e uma obra cinematográfica feita com todos os ingredientes certos na hora certa. O elenco é espetácular, revelando o talento de Rhys Meyers e entregando uma atuacão maravilhosa de Scarlett Johansson. O filme todo é um grande delírio, satisfatório, intelligente e denso.

Indicado ao Oscar: Melhor Roteiro Original

Pi

medium_pi_ver1.jpg[Pi] De Darren Aronofsky. Com Sean Gullette. Thriller [1998]

Aronofsky é um diretor subversivo e eu particularmente amo isso. Suas obras deixam de ser obras comuns e se tornam experiëncias, provavelmente as melhores que uma pessoa pode encontrar no cinema. Réquiem Para Um Sonho ainda é imbatível, um filme perfeito, literalmente, mas Pi, seu primeiríssimo filme, é uma estréia digna de aplausos, um longa delirante, alucinado, tenso e provocativo. Contando uma história nada comum, o filme abraca a loucura de um homem obcecado por números e particularmente por pi. Aronofsky explora tal loucuras e seus efeitos sobre a mentalidade do homem e atinge a audiëncia em cheio, vibrando com emocao e atingindo um status cinematográfico que beira a perfeicão.  A fotografia soberba e o visual todo é incrível, além da montagem e da direcao envolvente e completamente instigante de Aronosfky um verdadeiro mestre em criar cinema.

Homem-Aranha 2

medium_spider_man_two_ver5.jpg[Spider-Man 2] De Sam Raimi. Com Tobey Maguire. Acão [2004] ((R))

Um das seqüencias mais espetáculares que o cinema blockbuster já teve o prazer de presenciar, Homem-Aranha 2 chegou em Julho de 2004 como o melhor do ano, um filme de acão, comédia, aventura e drama que mistura todas as qualidades do cinema em um só pacote emocionante. De primeira impressão, foi um filme perfeito, porém, após várias revisitagens, a obra de Sam Raimi deixa de ser perfeita para se tornar simplesmente excelente e verdadeiramente divertida. Os efeitos visuais incríveis e o visual são apenas alguns dos valores encontrados aqui, pois são a história, as emocões e os diálogos que realmente merecem aplausos, já que tocam no sublime. Raimi arquitetou um filme de entretenimento como poucos, daqueles com alma e emocões verdadeiras, que tocam e deixam o espectador vibrado e loucamente envolvido. O elenco melhorou desde o primeiro (bastante) e a montagem e a direcão de Raimi foi sem dúvida bem mais interessante e profissional, mas o roteiro foi a verdadeira surpresa. Um filme para ficar na história.

Vencedor do Oscar: Melhor Efeitos Visuais. Indicado a 2 Oscar: Melhor Edicão e Mixagem de Som.

Perdidos na Noite

medium_midnight_cowboy.jpg[Midnight Cowboy] De John Schlesinger. Com Dustin Hoffman. Drama [1969]

Um clássico do cinema que foi esquecido, Perdidos na Noite conta com grandes talentos e vários Oscar, além de uma história verídica e muita emocão. Como foi esquecido eu não sei, mas merecia ser lembrado. Com certeza não é o melhor dos clássicos, mas é um longa tão simples em sua composicão mas ao mesmo tempo tão emocionante e valioso que fica difícil resistir a ele. Os atores brilham, principalmente Dustin Hoffman, como sempre atingindo a perfeicão e Jon Voight entrega uma atuacão merecida de aplausos, já que emociona e conquista. O diretor ousa em diversos momentos para os padrões da época e o roteiro conta com várias sacadas bem geniais e mesmo que no final de tudo o longa não tenha chegado exatamente onde queria, é bom valorizar a jornada pois acaba se tornando o que realmente importa. Boa trilha, desculpe, excelente trilha, entrega mais densidade ao filme que já contava com bom roteiro e boa direcão, mas são os atores que elevam o filme à outro nível. Sem dúvida, uma obra única que merece indefinitivamente ser vista.

Vencedor de 3 Oscar: Melhor Filme. Melhor Diretor. Melhor Roteiro Adaptado. Indicado a 4 Oscar: Melhor Ator (Dustin Hoffman). Melhor Ator (Jon Voight). Melhor Atriz Coadjuvante (Sylvia Miles). Melhor Montagem.

Caché

medium_cache.jpg[Caché] De Michael Haneke. Com Daniel Auteuil. Drama [2005]

Um filme que sem dúvida merece uma segunda visita, Caché é cinema em seu estado mais complexo, denso e subjetivo. O diretor Haneke usa seu talento de mestre para compor as cenas mais realistas, pertubadoras e envolventes do ano, envolvendo mas ao mesmo tempo frustrando já que nunca entrega respostas facéis, ou melhor, não entrega resposta nenhum. É dever da audiëncia pensar, entender e aplaudir. Creio que de primeiro seja impossível entender a obra por completo, mas é fácil apreciá-la, já que conta com valores intensos e merecidos de aplausos. Os atores brilham. Auteuil e Binoche são excelentes e mesmo que o visual não seje grande coisa, o diretor compensa com tomadas de grande valor e um roteiro que toca em emocões, críticas e na vida em sí. Um tom psicológico e sombrio domina o filme e para quem realmente entende-lo, será uma sessão das mais pertubadoras. Enfim, um filmão do qual vou ver obrigado a ver mais uma vez.

Homem-Aranha

medium_spiderman_ver5.jpg[Spider-Man] De Sam Raimi. Com Tobey Maguire. Acão [2002] ((R))

Uma ótima aventura, Homem-Aranha conta as origens do herói com dignidade e por isso merece ser lembrado e elevado dos níveis de outros filmes de super-heróis medonhos. Atinge acão espetácular, aventura alucinante e entretenimento vibrante, porém, mesmo que esperto, o longa carrega muito superficialismo em algumas cenas dramáticas e emociona limitadamente, já que é óbvio a regularidade de certos momentos que não decolam. Mesmo assim, é filme bom e filme bom é sempre bem-vindo, contando com visuais incríveis, atuacões legais do elenco e uma história cativante e acreditável, aceitável e completamente irresistível. Mas é o mais inferior da serie.

Indicado a 2 Oscar: Melhor Efeitos Visuais. Melhor Som.

Querida Wendy

medium_dear_wendy.jpg[Dear Wendy] De Thomas Vinterberg. Com Jamie Bell. Drama [2005]

Incrívelmente original e imensagem surreal e divertido, esse filme indie esquecido que nem ao menos foi lembrado conta com o roteiro de Lars Von Trier e uma direcão agucada de Vinterberg. O filme é ousado, original, crítico e irresistível, nunca deixando de cativar com sua trilha sonora maravilhosa e seu elenco jovem mas sedutor e talentoso. Jamie Bell é boa presenca e o resto dos atores seguem sua abilidade com dignidade. O roteiro toca em temas bem interessantes, criando uma crítica da sociedade e uma composicão maravilhosa sobre caráter, personalidade e sobre como as pessoas lidam com o mundo e a violëncia em sí. O filme só não é melhor pois o diretor falha diversos momentos ao não torner o roteiro de Von Trier em algo mais denso, mas para quem gostou de Dogville, Querida Wendy é uma sessão certa e de alto entretenimento.

Kinky Boots: Fábrica de Sonhos

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[Kinky Boots] De Julian Jarrold. Com Joel Edgerton. Comédia [2005]

Uma comédia romäntica gostosa de ver, Kinky Boots ousa e insere novo sabor no gënero cansado, mesmo sendo uma producão tecnicamente da Disney, toca em temas interessantes como a transexualidade e a homosexxualidade, nunca apelando para o mal gosto e sempre se mantendo digno, adorável e incentivador, cativando com boas piadas e um drama comovente. Os atores estão ótimos, principalmente Chiwetel Elijiofor, se transformando em draq queen maravilhosamente em atuacão quase que surreal de tão autëntica e excelente. A história em sí é típica, seguindo a formula e somente mudando o disfarce e algumas ousadias cercando o enredo. Mas funciona, funciona até bem demais para ser totalmente sincero e confesso que fui cativado pelo filme. Destaque para o figurino e a cena inicial perfeita.

Indicado ao Globo de Ouro: Melhor Ator em Comédia ou Musical (Chiwetel Ejiofor).

Virada Radical

medium_stick_it.jpg[Stick It] De Jessica Bendinger. Com Jeff Bridges. Comédia [2006] (R)

Outra comédia da Disney, mas dessa vez descompromissada e lotada de pura diversão e muito estilo para elevar o prazer. Jeff Brides protagoniza com grande presenca ao lado da carismática Missy Peregrym. O filme flui de forma ótima, tem boa história que sofre os habituais clichés mas sempre diverte e envolve, perdendo apenas em momentos quando tenta se levar a sério demais. Felizmente isso raramente acontece e o filme tem seus longos minutos recheados com coreografia para divertir, humor delicioso, bom elenco e uma direcão focada nos personagens e nem tanto no que ocorre ao redor deles. Bom filme, boa sessão.

Rent: Os Boëmios

medium_rent.jpg[Rent] De Chris Columbus. Com Anthony Rapp. Drama [2005]

Finalmente consegui ver esse musical que havia sido tão comentado. Como adoro musicais, não poderia deixar de gostar de Rent e confesso que é um bom, extravagante, vivo e audaz filme que só peca pela falta de intelligencia e por não fluir da forma mais ousada ou esperta pela longa duracão. Columbus não é o melhor diretor para isso, mas o filme funciona, com grandes números musicais que funcionam maravilhosamente, ótimas músicas de verdade. Os atores estão excelentes e o visual deve ser o grande feito do filme. Valor é o que não falta na producão técnica e não posso deixar de recomendar o longa, principalmente para quem está sedento por música.

Segunda, 14 Maio 2007

Cinema: Estréias da semana (11/05)

Um Crime de Mestre

EU MATEI MINHA MULHER...AGORA PROVE.

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Um advogado com a intenção de subir na carreira em direção ao sucesso encontra um adversário incomum num criminoso manipulador do qual tenta processar..

Crime. 112 minutos.

Dirigido por Gregory Hoblit (Alta Frequëncia).

Estrelando Anthony Hopkins (Bobby), Ryan Gosling (A Passagem), David Strathairn (Boa Noite e Boa Sorte), Rosamund Pike (Doom: A Porta do Inferno) e Embeth Davidtz (Retratos de Família).

A crítica: Muito elogiado, o filme já tem média mais que apropriada de 71%, com 97 críticas positivas e apenas 40 negativas. Dos elogios encontramos Peter Travers do Rolling Stones que fala que "só porque um filme é absurdo não quer dizer que não seja diabolicamente divertido. Esse filme é uma exceção.".

O consenso: Gosling e Hopkins entregam atuações afiadas.

Minha expectátiva: Dois atores dos quais eu adoro, uma história intrigante e do diretor do ótimo Alta Frequencia: verei assim que for possível.

Lady Vingança

ELA SÓ QUERIA UMA VIDA EM PAZ...ELES NÃO PERMITIRAM ISSO.

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Depois de ser presa por 13 anos pelo sequestro e a morte de um garoto de 6 anos, a bela Lee Guem-ja vai à procura de vingança ao verdadeiro culpado.

Drama. 112 minutos.

Dirigido por Chan-wook Park (Oldboy).

Estrelando Yeong-ae Lee (Zona de Risco), Min-sik Choi (Oldboy), Tony Barry, Anne Cordiner e Su-hee Go.

A crítica: Muito bem elogiado, tem média de 75%, contando com 58 críticas positivas e somente 19 negativas. Salon, por exemplo, identifica densidade, poesia e humor no filme do qual consagra como sendo gratificante.

O consenso: Tão estilizado e violento quanto os outros filmes da trilogia.

Minha expectátiva: Parece uma mistura escandalosa de Oldboy com Kill Bill, ou seja: perfeição. Desse diretor, não há como esperar algo sem ser uma obra-prima inevitável.

Invasão de Domicílio

AMOR NÃO É CRIME COMUM.

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Ao se deparar com um jovem ladrão, um arquiteto começa a re-avaliar a sua vida.

Drama. 120 minutos.

Dirigido por Anthony Minghella (Cold Mountain).

Estrelando Jude Law (A Grande Ilusão), Vera Farmiga (Os Infiltrados), Juliette Binoche (Caché), Robin Wright Penn (A Promessa) e Martin Freeman (O Guia do Mochileiro das Galáxias).

A crítica: Causou muitas opiniões dividias, mas no geral foi criticado. A média é de 33%, contando com 76 críticas negativas e 37 positivas. Peter Travers do Rolling Stones é um que ficou em cima do muro, elogiando o elenco, principalmente Binoche, mas criticando a visão do diretor e reclamando da fraqueza e da falta de vida.

O consenso: O drama de classe soa superficial e embolado.

Minha expectátiva: De Minghella, espero algo bom. Não me decepcionou até hoje e aquardo com antecipação. Gosto de todos no elenco e o trailer me intrigou. Sem dúvida verei assim que for possível.

Outras estréias: (limitadas).

  • Baixo das Bestas (Drama de Claudio Assis)
  • Cão sem Dono (Drama de Beto Brant)
  • Um Lugar na Platéia (Comédia de Daniele Thompson)
  • O Amor Pode Dar Certo (Romance de Ed Stone)
  • Hercules 56 (Documentário de Silvio Da-Rim)
  • Conversando com Deus (Drama de Stephen Simon)

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