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Sexta, 27 Abril 2007
Cinema: Estréias da semana
Minha Mãe Quer Que Eu Case
ELA É A MÃE COMUM, PROTETORA, PREOCUPADA E SEM LIMITES.

Uma mãe intrometida tenta juntar sua filha com o homem certo para que ela não siga o mesmo caminho que tomou.
Comédia. 102 minutos. 12 anos.
Dirigido por Michael Lehmann (40 Dias e 40 Noites).
Estrelando Diane Keaton (Tudo em Família), Mandy Moore (Tudo Pela Fama), Gabriel Macht (O Bom Pastor), Tom Everett Scott (O Dono da Festa) e Lauren Graham (Operação Babá).
A crítica: Tragicamente reprovado com média de 05%. Apenas 8 resenhas positvas no meio de 146 totais. Praticamente todos odiaram, uns mais que os outros, outros menos, mas no geral, foram duras críticas, chegando a receber nota 0.
O consenso: Uma bagunça cheia de clichés que deixa Diane Keaton temporariamente chata.
Minha expectátiva: Odiei o trailer e achei o poster completamente depravado. Diane Keaton é excelente e será só por causa dela que verei o longa. Mesmo assim, estou convencido que será ruim.
Primitivo
INSPIRADO NA HISTÓRIA REAL DO SERIAL KILLER MAIS MORTAL DA HISTÓRIA.

Um grupo de jornalistas são mandados à Africa do Sul para capturar e levar embora um lendário crocodilo gigante. A tarefa se torna potencionalmente mortal quando um mestre de guerra os tarjam como alvos.
Suspense. 93 minutos. 16 anos.
Dirigido por Michael Katleman.
Estrelando Dominic Purcell (Blade: Trinity), Brooke Langton (Os Esquenta-Banco), Orlando Jones (Reflexos da Amizade), Jurgen Prochnow (Beerfest) e Gideon Emery.
A crítica: Iqualmente odiado pela crítica, média de 15% e um total de 34 negativas em total de 40. Raros elogios e imensa quantidade de desgosto e ódio. Foram poucas as resenhas e não foi exibido para a imprensa americana.
O consenso: Não se qualifica nem como diversão.
Minha expectátiva: Até seria interessante um filme nesse estilo estrelado pelo ator de Prison Break, que gosto bastante, mas não guardo muitas esperanças em relação ao filme e prefiro esperar a chegada em DVD.
Miss Potter
A VIDA DE BREATRIX POTTER É O MAIS ENCANTADOR CONTO.

A vida de Beatrix Potter, autora de adoráveis e bem sucedidos livros infantis e suas dificuldades com amor, felicidade e sucesso.
Drama. 92 minutos. Livre.
Dirigido por Chris Noonan (Babe: O Porquinho Atrapalhado).
Estrelando Renée Zellweger (A Luta Pela Esperança), Ewan McGregor (Alex Rider Contra o Tempo), Emily Watson (Mentiras Sinceras), Barbara Flynn e Bill Paterson (Cruzada).
A crítica: Elogiado, recebendo boa aprovação de 64%, com 71 críticas positivas e 40 negativas. Adorado por muitos, alguns aprovam, outros não mas nenhum ódio absoluto. Salon aprova e San Francisco Chronicle dá 10.
O consenso: Uma cinebiografia charmosa, mantendo o doce até nos momentos mais tristes.
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RESENHA EM BREVE.
Indicado ao Globo de Ouro: Melhor Atriz em Comédia ou Musical (Renée Zellweger).
16:40 Escrito em Film | Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
Quinta, 26 Abril 2007
Resenha: Hannibal: A Origem do Mal
Nascimento inglorioso.
Hannibal
A ORIGEM DO MAL

Hannibal Rising (2007)
Dirigido por Peter Webber.
Com Gaspard Ulliel, Gong Li e Rhys Ifans.
Suspense. 117 minutos.
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Após três filmes o personagem que já conhecemos ganha mais uma releitura, dessa vez em forma de prequência, contando suas origens. Começa durante a Segunda Guerra Mundial quando Hannibal Lecter ainda criança perde os pais e presencia sua irmã encontrando um destino fatal. Cresce em orfanato e depois se torna independente, estudante de medicina e sedento por vingança, ao reencontrar os culpados de seu passado cruel.
É complicado avaliar Hannibal, principalmente sobre seu público alvo. O filme pode se destinar aos fãs do assassino, mas inevitavelmente será comparado com os outros e com isso, odiado. Também pode se destinar somente ao público jovem ou até mesmo adulto que não o conhece, mas com isso, não haverá muita estabilidade, já que é preciso ter um senso especial de como Hannibal foi para poder apreciar ao filme. Complicado é pouco. Sou fã dos filmes anteriores e de Hannibal Lecter e mesmo admirando vários aspectos na produção desta prequência, acredito que ficou muito inferior ao que poderia ter sido com um roteiro melhor.
Dos pontos positivos vale destacar a fotografia bela e a produção de cenários, figurino e arte muito bem feito. Coisa que dinheiro e boa equipe técnica faz fácil. O desafio chega com o roteiro, a direção e as atuações. Desgostei o roteiro, achando tremendamente equívocado e pretensioso, forçado em momentos e criando uma origem nem sempre plausível, destestável em momentos, envolvendo o personagem numa psicologia nada satisfatória. O diretor tenta segurar as pontas com o visual e com clima de tensão e atmosfera, mas mesmo predendo atenção em inúmeras cenas e criando bom ritmo, o filme não decola por ser oco e consideravelmente implausível.
O elenco também custa conquistar. O protagonista tem seus momentos, com uma ou outra cena surpreendendo, mas força demais e falta autênticidade em sua performance, se entregando à canastrice. Gong Li aparece pouco e não cativa, mesmo sendo bela e talentosa e Rhys Ifans, Dominic West e outros ganham pouco reconhecimento sério, nunca decolam ou satisfazem. O que vale mesmo, como o já citado visual de encher os olhos é a trilha sonora original que funciona muito bem, criando níveis de tensão e elevando o ritmo do longa.
Não consigo recomendar o filme sem sentir certo peso na conciência, afinal, poucas pessoas terão o prazer de presenciar duas horas contando a origem de um assassino que ou não conhecem ou conhecem demais para poderem admirar a oca apresentação do diretor, mas posso recomendá-lo como passatempo descompromissado para ser visto no conforto de casa. Não creio que valeu o dinheiro gasto mas também não o taxarei como horrível, já que há coisas para serem valorizadas, pena que são somente as coisas que não importam de verdade.


23:20 Escrito em Film | Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
Quarta, 25 Abril 2007
Os últimos vistos em DVD
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
[Eternal Sunshine of the Spotless Mind] De Michel Gondry. Com Jim Carrey. Romance [2004] ((R))
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Adaptado de um texto brilhante e engenhoso do roterista Charlie Kaufman, foi um filme arquitetado com paixão, densidade e imensa maravilha por Michel Gondry, realizando uma dos melhores trabalhos de direção. Não só foi um dos melhores filmes de 2004, é uma dos romances mais genuinamente emocionantes e belos que já assisti e a cada vez que o revejo, Brilho Eterno me emociona cada vez mais e mais, me cativa mais e mais e sempre, sem nenhum tropeço, me conquista por completo. A história é de Joel e Clementine, se apaixonam e cansados um do outro apagam um ao outro da memória, mas Joel logo começa a se arrepender e perceber que a ama de verdade. Foi um longa tão original e brilhantemente escrito, criando personagens, enredo e sub-enredos, cada uma mais belo, perfeito e incrível que o outro. Tudo funciona maravilhosamente, incluindo o elenco soberbo, com os talentos mais que necessários de Jim Carrey, na grande atuação de sua carreira e Kate Winslet, na também melhor de sua carreira, ainda com revelações de Kirsten Dunst e belos desempenhos de Tom Wilkinson, Mark Ruffalo e Elijah Wood. Enfim, é um filme que sempre me deixa com o coração apertado e à beira das lágrimas, me pega de surpresa, me conquista com sua profundidade artística e seu núcelo emocional. Bravo! Bravo! Encore! ...
Vencedor do Oscar: Melhor Roteiro Original. Indicado ao Oscar: Melhor Atriz (Kate Winslet)
Vivendo no Limite
[Bringing Out the Dead] De Martin Scorsese. Com Nicolas Cage. Drama [1999]
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Mais uma obra fantástica de Martin Scorsese, Vivendo no Limite segue os dias de trabalho como paramédico de um homem que começa a elouquecer ao contemplar os fantasmas de seu passado. Atuado com imensa de dignidade, Nicolas Cage surpreende e leva dupla dimensão ao personagem que já havia recebido tratamento de luxo pelo excelente roteiro. Scorsese tem seu típico estilo impregnado ao estudo do personagem mas ousa ao estampar o filme com visual incrível, incluindo acelerada e brilhante montagem de Schoonmaker e uma trilha muito, muito bem composta e exhilirante, completamente original e satisfatória. Scorsese ainda arruma tempo para criar dramas envolta dos personagen coadjuvantes que funcionam muito bem, mas claro, nunca perdendo o foco do personagem principal, que com o talento de Cage deixa a audiência sempre fascinada e cativada. Uma obra de cinema intensa.
O Segredo de Beethoven
[Copying Beethoven] De Agnieszka Holland. Com Ed Harris. Drama [2006]
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Entitulado de forma ridícula aqui no Brasil, como o de sempre, afinal, Beethoven não esconde nenhum segredo neste filme, a não ser que não tenha sido revelado, o que dúvido muito. É um ótimo drama focado em Anna Holtz que vira copiadora de Beethoven e logo começam a trabalhar juntos enquanto ele compõe a nona sinfonia. Além da reveladora e surpreendente performance de Diane Kruger, Ed Harris brilha com engenhosidade no seu retrato eccêntrico do personagem, funcionando sobre todos os níveis. O roteiro apresenta modestos problemas, mais ligados à narrativa mas que nunca chega a comprometer o filme, enquanto Holland dirige com inspiração, criando certas cenas muito bem compostas e efficientes, como a da própria apresentação na nona sinfonia. Quando decide dar mais atenção à construção do personagem do que ao drama em sí, sai vitorioso. Bem, é um filme que merece ser visto e apreciado, contendo elementos de imenso valor, mas merece ainda mais atenção pela dupla de atores, em performances ótimas, de verdade.
Armadilhas do Coração
[The Importance of Being Earnest] De Oliver Parker. Com Rupert Everett. Comédia [2002]
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Uma comédia diferente e um romance elegante, Armadilhas do Coração é uma mistura de Jane Austen com a peça original de Oliver Wilde, em um longa recheado de ótimo humor e personagens super engraçados. Infelizmente o longa nunca vai além do que poderíamos esperar, isto é, comédia, romance, humor, personagens engraçados, mas só. Não ousa. Mesmo assim, é um filme para se apreciar, contando uma história de dois homens que usam o mesmo pseudônimo e acabam criando uma bagunça de confusão, tal qual que te cativará e te fará sorrir sempre que possível. O grande feito, entretanto, merece ir ao elenco. Um charmoso, genuino e equilibrado elenco entregam mais autênticidade aos personagens e conseguem facilmente envolver a audiência e cumpir o dever. Além de Rupert Everett e Colin Firth como protagonistas, ainda temos Reese Witherspoon, Frances O'Connor, Tom Wilkinson e sim, Judi Dench, em excelente atuação. Merece ser visto, diversão garantida.
As Panteras: Detonando
[Charlie's Angels: Full Throttle] De McG. Com Cameron Diaz. Ação [2003] ((R))
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Meu senso crítico quase explodiu ao término desse filme. É tão divertido e irresistível mas tão facil de odiar que faz dele impossível de avaliar. Não é melhor que o primeiro, ainda sendo um pouco inferior, mas é um longa lotado de ousadia e charme, com um elenco super divertido e que entretem com efficiência. Deve ter mais seguências exageradas que todos os filmes de James Bond e Ethan Hunt juntos, mas mesmo assim cativa, pelo menos a mim. É um absurdo de história cercando aneis de titânio e uma sexy vilã. Ainda é um longa completamente difícil de resistir e sempre que posso revejo, como uma sessão leve e descompromissada de ação e humor, com alguns pontos geniais e uma trilha sonora excelente. Enfim, acho que nunca deixarei de conferir qualquer filme dessas panteras e se vier mais um verei igualmente, afinal, são poucos que conseguem resistir Cameron Diaz, Lucy Liu e Drew Barrymore detonando, além de claro, Demi Moore no show. Diversão descerebrada.
Um Longo Caminho
[Qian li zou dan qi] De Zhang Yimou. Com Ken Takakura. Drama [2005]
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Lançou recentemente o mais novo de Zhang Yimou e se devo dizer, sua primeira falha evidente. Longe de ser ruim, é um longa que decepciona pertos dos excepcionais trabalhos de artes marciais e beleza estética com poesia de Herói e o superior O Clã das Adagas Voadoras. O longa cerca a história de um pai arrependido e enquanto seu filho está morrendo, decidi lhe fazer uma última surpresa. O filme tem imenso coração e Yimou, como Scorsese em Kundun, segue mais o coração do que padrões ou beleza cinematográfica, algo que funcionou no trabalho de Scorsese mas agrada pouco aqui, sendo uma das únicas coisas realmente boas do filme. Belo visual e um enredo interessante mas que segue por uma narrativa deixando muito a desejar e repleta de paradas desnecessárias e estradas que não valem a pena terem sido pegas. Enfim, se quiser apreciar um bom, competente trabalho de Yimou, que confira seus últimos dois, pois Um Longo Caminho merece ser visto somente como última opção.
Eragon
[Eragon] De Stefen Fangmeier. Com Edward Sppelers. Aventura [2006] (R)
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Um filme de fantasia e aventura com aspirações de O Senhor dos Aneis e Harry Potter mas que deixa a desejar em relação à ambas. Conta a história de um jovem que acha um ovo de dragão e logo se torna o mais novo e último cavaleiro de dragão. Não é completamente revoltante, oferecendo uma longa linha de efeitos especiais nada modestos e um visual imensamente efficiente e belo, além de extensa aventura, mas o drama do filme é mediocre e os personagens não cativam, mesmo com os grandes talentos de Jeremy Irons e John Malcovich, além de uma estréia do protagonista nada mal e melhor até que a de Daniel Radcliffe (Harry Potter) e Alex Pettyfer (Alex Rider). O filme se fará melhor no comforto de casa, mesmo tendo um visual que será mais bem apreciado nos cinemas. Enfim, veja somente como última opção mesmo.
Alex Rider Contra o Tempo
[Stormbreaker] De Geoffrey Sax. Com Alex Pettyfer. Ação [2006] (R)
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Quase um esperdiço de tempo, algo que só não acontece graças ao elenco e a certas sequências de ação. A história é de Alex Rider que perde seu tio agente especial e logo toma o lugar dele. É um filme problemático em sua história e podre cercando seus personagens, incluindo uma narrativa bem fraquinha e boba, com um protagonista que contém zero charme e nenhum talento. Felizmente se encontra um elenco mais profisional no pano de fundo, com Alicia Silverstone, Ewan McGregor, Mickey Rourke, Robbie Coltrane, Bill Nighy, Sophie Okonedo, entre outros. Eles deixam a sessão mais leve e descompromissada, mais divertida. Ainda tem uma criativa trilha sonora envolvente, mas a maioria das cenas não valem a pena a conferida, com algumas raras de ação funcionando, mas como um todo, fracassa como filme de ação e se mantém assistível como divertimento de última opção.
Rocky V
[Rocky V] De John G. Avildsen. Com Sylvester Stallone. Ação [1990]
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Finalmente chegamos ao última capítulo da serie (ou seria penúltimo). Começou com os excelentes dois primeiros e começou a declinir com um bom terceiro, um razoável quarto e agora um desastroso quinto. O bom é que o sexto se redime. O longa abandona todo o conceito criado por Stallone sobre Rocky desde 1976 e destrói tal conceito, se enrolando em uma trama ridícula em que Rocky abandona o ringue e começa a treinar um promissor boxeador jovem que futuramente trai ele e termina derrotado nas ruas. Sim, nas ruas, sem ringue. Rocky agora virou street fighter e com isso, todo seu valor foi corrompido. Um filme com poucos momentos bons e vários ruins, mas falha mesmo por causa do roteiro, da direção pouco inspirada e fraturada e dos atores que decepcionam feio. Uma sequência completamente desnecessária.
Zoom: Academia Para Superheróis
[Zoom] De Peter Hewitt. Com Tim Allen. Ficção [2006]
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Mediocre e ridículo filme estrelado pelo astro em decadência Tim Allen. Não tem um pingo de inspiração, criatividade e se envolve em cima de clichés e personagens ridículos, tramas óbvias, diálogos de doer e um enredo pobre em todos os sentidos. Recebe uma estrela pois pode ainda agradar certa criançada, mas não recomendo a mais ninguém. É sobre um grupo de aspirantes jovens com super poderes que ganham a liderança de um antigo e fracassado ex-superherói. O fato é que tenta seguir o mesmo sucesso do bom e genial Super Escola de Heróis e acaba fracassando já que falta todos os ingredientes certos e apresenta todas armas para se criar um fíasco retumbrante. Felizmente fracassou na bilheteria e fracassou com público e crítica. Que bom, pois eu fico com medo de quem conseguir apreciar um filme desses, além da criançada óbvio.
(R) revisto
((R)) revisto mais de uma vez
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Terça, 24 Abril 2007
Resenha: Tenacious D in The Pick of Destiny
A arte do rock.
Tenacious D in
THE PICK OF DESTINY

Tenacious D in The Pick of Destiny (2006)
Dirigido por Liam Lynch.
Com Jack Black, Kyle Gass e Jason Reed.
Comédia. 93 minutos.
Inédito nos cinemas. Sem previsão.
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JB fugiu de casa bem novo, estressado com suas diferenças em relação à sua família. Adorador de rock e pertubadoramente consumido por tal, JB encontra KG e descobre que também ama música rock. Ao unirem forças e tentar ser uma banda chamada Tenacious D, os dois amigos acabam seguinda a lenda do "pick" do demônio, que supostamente faria deles a melhor banda de rock do mundo. Com isso, eles vão em busca da pérola sagrada.
Utilizando música pesada, cultura do rock, piadas a la Monty Python e uma dupla de atores hilários, Tenacious D tem praticamente todos os ingredientes para se tornar uma comédia ótima. Ótimo não sei, mas Tenacious D promove uma boa e satisfatória sessão recheada de humor genial, muitas risadas, trilha sonora excelente e algumas escolhas nem tão sensatas.
O longa vai fazer mais sucesso com os verdadeiros adoradores de rock, da cultura de música em sí, seja qual for. Promove uma longa linha de boas canções que compõem momentos adequadamente no longa. Com isso, dá para se ter um senso de diversão elevado e um grau de satisfação bem alto, mesmo quando certas piadas não funcionam, beirando o ridículo. Mas na maior parte do tempo o longa além de engraçado é original, ousado e incrívelmente envolvente.
JB, ou Jack Black, é um ator cômico nato e entretem com seu modo exhilirante de fazer certo humor funcionar mesmo quando está inadequado. Algo que acontece muito. É um filme quase que trash, cheio de humor irregular e personagens loucos e exagero tremendo com suas aspirações nada convencionais. Pode irritar muitos, mas quem souber realmente apreciar uma boa, descompromissada e criativa comédia, ficará imensamente grato com o longa.
Com certeza não sairá nos cinemas aqui no Brasil por não apelar ao público brasileiro e provavelmente irá demorar muito para chegar em DVD. Mas, se chegar, ou se passar na TV paga, com certeza é uma sessão mais que recomendada. Principalmente para quem aprovou o estilo de Escola de Rock e Monty Python, mas ganhando uma dose maior de música, exagero, irregularidade e divertimento nessa comédia irresistível.


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Domingo, 22 Abril 2007
Resenha: A Estranha Perfeita
Imperfeição fatal.
A Estranha Perfeita

Perfect Stranger (2007)
Dirigido por James Foley.
Com Halle Berry, Bruce Willis e Giovanni Ribisi.
Suspense. 109 minutos.
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Rowena é uma jornalista intelligente e fatal que procura desvender mistérios e revelar segredos. Quando falha em uma de suas investigações, acaba se deparando com a morte de sua ex-amiga Grace e com isso, começa a investigar Harrison Hill junto com seu colega de trabalho, Miles. Com a intenção de revelar Hill ao conversar com ele em salas de bate-papo, Rowena entrará em um jogo perigoso de mentiras.
A Estranha Perfeita se consiste por 80 minutos de tediante investigação e jogos banhados por clichés e restantes 20 minutos por um clímax de revelações movimentado. Se já não bastasse ter um início arrastado e um meio completamente irritante, o longa ainda falha na hora de entregar um desfecho satisfatório à história, criando um final mediocre e sem nexo que ao tentar ser surpreendente, acaba decepcionando.
Os nomes fortes do elenco não ajudam. Berry ainda não fez nada realmente digno de aplausos desde A Última Ceia e seu Oscar já está começando a se desvalorizar, encarando uma personagem ridícula e interpretando-a com o máximo de competência, mesmo faltando inspiração e autênticidade. Willis faz o papel carismático e homem de charme e funciona, combinando com o personagem. Mas o seu papel é tão chato, bobo e sem sentido que se ele não tivesse no filme não faria diferença alguma. O destaque merece ir à Giovanni Ribisi. Tem a melhor atuação e o personagem mais interessante de todos, mas que, infelizmente, não teve a devida atenção merecida. Descartado pelos roteristas.
O longa se envolve quase que completamente na amizade de Berry e Ribisi como jornalistas investigadores e como suspeitam de Bruce Willis ser o assassino. O início e meio servem para introduzi-los e depois para começar com algumas cenas apelativas para sexo e outras tediantes em conversas de bate-papo sem sentido. Após enrolar feito linguiça, o filme tenta envolver o espectador até o final (e consegue). São os únicos momentos movimentados e prestativos do longa e o final poderia ser previsível, mas seria muito bom. Infelizmente os roteristas não ficaram satisfeitos e ousaram ser surpreendentes. Risco desnecessário. A virada final do longa vai totalmente contra os personagens, a trama e ao que já sabíamos. Foi um desfecho sem sentido, sem nexo e terrível.
Entre as coisas boa do longa, se encontra a trilha sonora, incluindo algumas canções até legais e alguns embates entre Berry e Willis interessantes, mas no geral, é um filme imensamente decepcionante e implausível, carregado de clichés intermináveis e um fiapo de roteiro que tenta se justificar com surpresas que não surpreendem e twists que não funcionam. Mais uma vez preciso apontar o quanto o personagem de Ribisi foi interessante e o quanto poderia ter sido melhor utilizado, mas é uma pena se carregar por 80 minutos para no final das contas não dizer nada que preste. O título do filme é mais que adequado e graças à estrenha perfeita, não foi difícil odiar o filme.


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Sexta, 20 Abril 2007
Cinema: Estréias da semana
Motoqueiros Selvagens
MUITAS COISAS PODEM ACONTECER NO CAMINHO PARA O NADA.

Um grupo de motoqueiros do subúrbio se aventuram nas estradas em busca de diversão, mas encontram mais do que gostaríam quando se deparam com uma gangue chamada Del Fuegos em New Mexico.
Comédia. 100 minutos. 12 anos.
Dirigido por Walt Becker (O Dono da Festa).
Estrelando John Travolta (Os Fugitivos), Tim Allen (Zoom: Academia Para Superheróis), Martin Lawrence (Vovó...Zona 2), William H. Macy (Obrigado por Fumar) & Ray Liotta (A Última Cartada).
A crítica: Foi duramente crítica, obtendo média terrível de 17%. De 118 críticas, apenas 20 foram positivas. Variety e Rolling Stones desgostaram, com Peter Travers dizendo: Piadas morrendo nos lábios desses motoqueiros são duras para o estômago. Odio chega com New York Times e Empire, além do desgosto profundo ter gerado notas 0 por parte de 5 tablóides.
O consenso: Mistura repugnante de piadas batidas e esteriótipos preguiçosos.
Minha expectátiva: Nenhuma. O trailer é efficiente mas olhando mais de perto podemos perceber o quanto tem cara de fracasso e falta de inspiração. Os astros devem ser a única coisa boa do longa. Verei nos cinemas só se restar tempo e dinheiro, mas prefiro guardar para o lançamento em dvd.
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A Última Cartada
QUE O MELHOR ASSASSINO VENÇA.

Quando um trapaçeiro de Las vegas chamado Buddy Israel decide se tornar prova de corte e testemunhar contra a máfia, parece que um grande número de pessoas querem ter certeza de que ele não estará mais respirando.
Ação. 108 minutos. 18 anos.
Dirigido por Joe Carnahan (Narc)
Estrelando Ben Affleck (Hollywoodland: Bastidores da Fama), Jason Bateman (Separados Pelo Casamento), Common, Andy Garcia (A Cidade Perdida) & Alicia Keys.
A crítica: Desaprovação de 26% nada boa, foram 138 críticas e somente 36 positivas. Mesmo assim, conseguiu alguns bons elogios isolados, como Peter Travers da Rolling Stone que diz: Melhor consumido com pizza e cerveja, é um filme de homem sem vergonha. É degradante, sujo e lotado de tiroteios e ação lesbica. Variety não gostou e New York Times odiou, junto com um grande número de outros.
O consenso: Tem o estilo de Tarantino mas falta a ousadia e o humor.
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Hannibal
A ORIGEM DO MAL
COMEÇOU COM VINGANÇA.

Após a morte de seus pais durante a Segunda Guerra Mundial, jovem Hannibal Lecter muda para a casa de seu tio e sua linda esposa e começa a planejar vingança sobre os bárbaros culpados pela morte de sua irmã.
Suspense. 117 minutos.
Dirigido por Peter Webber (Moça Com Brinco de Pérola).
Estrelando Rhys Ifans (Amor Obsessivo), Richard Brake (Dália Negra), Gaspard Ulliel (Eterno Amor), Gong Li (Miami Vice) & Dominic West (300).
A crítica: Duramente crítica, sua média é de 15%, tendo um total de 105 críticas negativas e somente19 positivas. Alguns elogios e muitas, muitas críticas, entre elas do Variety, Empire, Boston Globe e New York Times, chamando ele de bobo, preguiçoso e imperdoavelmente tediante.
O consenso: Reduz o ícone do terror para psicólogia barata.
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A Colheita do Mal
QUE CASTIGO DEUS NOS ENVIOU?

Uma antiga missionária cristã, que especializa em desvender fenômenos religiosos, investiga uma pacata cidade que parece estar sofrendo das dez pragas bíblicas.
Suspense. 96 minutos. 12 anos.
Dirigido por Stephen Hopkins (A Vida e Morte de Peter Sellers).Estrelando Hilary Swank (Dália Negra), AnnaSophia Robb (Ponte para Terabítia), David Morrissey (Instinto Selvagem 2), Idris Elba (Segundo o Evangelho) & Stephen Rea (V de Vingança).
A crítica: Também desaprovado, desta vez com incríveis e horríveis 8%. De 108 resenhas, somente 9 são positivas. Nem é preciso entrar em detalhes, pois quase todos ficaram contra esse filme, dizendo que falta coerência, intelligencia e que é absurdamente lotado demais.
O consenso: Sem graça e espiritualmente raso.
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Batismo de Sangue

14:10 Escrito em Film | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
Quarta, 18 Abril 2007
Os últimos vistos em DVD
O Aviador
[The Aviator] De Martin Scorsese. Com Leonardo DiCaprio. Drama [2004] ((R))
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Uma das biografias mais bem arquitetadas que já tive o prazer de ver, O Aviador foi dirigido por Martin Scorsese com imensa maestria e recheado de brilhantismo, cenas excelentes, empolgantes e momentos intensos que só podem ser fabricados nas mãos de Martin. O longa tem roteiro muito bem escrito, mesmo pecando ao não contar os minuciosos detalhes da vida de Howard Hugues, aspecto que corrompeu Alexandre, ensinando que falar demais nem sempre é bom. Por isso, o filme nunca falha, é perfeito em sua concepção e possui um visual deslumbrante. Além da belíssima fotografia e da direção de arte impecável, o longa ainda oferece figurino, maquiagem e vence em todos os aspectos técnicos. Incluindo a montagem excelente de Schoonmaker e a trilha sonora monumental e incrível de Howard Shore. Ainda oferece uma atuação consagradora de Leonardo DiCaprio, entregando performance digna. Mas quem vence no elenco mesmo é Cate Blanchett, incorporando Hepburn e sumindo no papel. Kate Beckinsale e Alan Alda ambos merecem serem lembrados também. Enfim, uma grande obra cinematográfica extremamente satisfatória.
Vencedor de 5 Oscar: Melhor Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett), Montagem, Fotografia, Direção de Arte e Figurino. Indicado à mais 6: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Ator (Leonardo DiCaprio), Ator Coadjuvante (Alan Alda) e Mixagem de Som.
007: Cassino Royale
[Casino Royale] De Martin Campbell. Com Daniel Craig. Ação [2006] (R)
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De todos os filmes de 007 que já vi, esse novo sem dúvida é o melhor e mais divertido. Pierce Brosnan é um péssimo ator e não levou nada de novo aos seus filmes que foram apenas divertidos, já o longa estrelado pelo excelente Daniel Craig com presença, charme e carisma irresistível, leva o agente à um novo nível, criando ação com cérebro, estilo e o mais importante: ousadia. Craig comanda o show, mas é dificil resistir à um filme tão bem feito e intelligente, cercando os personagens bem escritos com dilemas reais e nunca fuginda da realidade ou encarando o absurdo. O roteiro de Paul Haggis funciona super bem e a direção é afiada, estilizada e cria cenas de ação de tirar o fôlego. Além do mais, temos a linda Eva Green para preencher um espaço que ficaria vazio, ela traz grande presença ao filme. Enfim, recomendo 007 mais que qualquer outro blockbuster recente e como filme de ação é um dos que mais funcionaram.
Gangues de Nova York
[Gangs of New York] De Martin Scorsese. Com Leonardo DiCaprio. Aventura [2002] (R)
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Mais uma obra exuberante arquitetada nas mãos gloriosas de Martin Scorsese, esse filme brilha com vida, energia e com um visual excelente, conquista por completo. O longa já começa com uma cena de cair o queixo, nas ruas de Nova York, momento crucial do filme onde duas gangues iniciam um massacre. A trilha é marcante e tem papel essêncial no longa, funcionou super bem. A montagem de Schoonmaker mais uma vez impressiona e a narrativa do filme é cativante ao extremo, nunca deixando a audiência nas mãos, sempre entretendo, interessando e satisfazendo. Enfim, é um longa que possui certos problemas no roteiro, mas tudo é cuidadosamente coberto por uma direção majestosa e um elenco super, com destaque para Daniel Day Lewis, em atuação emblemática e Diaz e DiCaprio, surpreendendo com competência. Um pedaço de cinema para se apreciar.
10 Indicações ao Oscar: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original, Ator (Daniel Day-Lewis), Fotografia, Montagem, Direção de Arte, Figurino, Canção Original (The Hands That Built America) e Som.
Huckabees: A Vida é Uma Comédia
[I Heart Huckabees] De David O. Russell. Com Jason Schwartzman. Comédia [2004] (R)
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É raro quando nos deparamos com uma comédia boa, é ainda mais raro quando nos deparamos com uma comédia genuinamente engraçada, original e excelente. Huckabees é uma dessas. Dirigido com emoção, esperteza e estilo por David O. Russell, o longa sempre funciona, cativa e é efficiente, causando várias risadas e ao mesmo tempo, provocando certa reflexão improvável mas mesmo assim, satisfatória. O elenco brilha imensamente. Temos Shawartzman, Dustin Hoffman, Lily Tomlin, Naomi Watts e Jude Law, todos em ótimos desempenhos, entregando certa emoção ao longa, mas o destaque merece ir à Mark Wahlberg, na melhor atuação de sua carreira (esqueça Dignam). Wahlberg incorpora brilhantismo, charme e intelligência. Funcionou muito bem, exatamente como o resto do longa cheio de exuberância e loucuras. Gostoso de ver, será ainda melhor pela segunda vez vista.
Por Água Abaixo
[Flushed Away] De David Bowers e Sam Fell. Com a voz de Hugh Jackman. Animação [2006] (R)
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Mais uma animação efficiente, engraçada, original e exuberante de 2006, Por Água Abaixo é uma mistura dos estilos de Wallace e Gromit com A Fuga das Galinhas com um pouco do genialismo de Shrek. Sempre criativo e bem movimentado, a animação já começa ao som de Dancing With Myself e desde esse momento nunca decepciona, criando momentos valiosos, super divertidos e fabricando personagens do qual podemos facilmente conectar. O grande feito merece ir às lesmas cantantes, protagonistas das melhores cenas do longa em que cantam canções conhecidas como trilha sonora do filme. Além das referênciais à outros filmes, como uma à serie do Batman antiga. Amei cada momento e apreciei cada piada. Uma animação de verdade.
O Sorriso de Mona Lisa
[Mona Lisa Smile] De Mike Newell. Com Julia Roberts. Drama [2003]
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Um filme com sérios problemas, O Sorriso de Mona Lisa apresenta formula, clichés e esteriótipos, elementos capazes de assassinar um longa. Felizmente, foi bem conduzido por Mike Newell criando bons momentos, bom drama e um visual de encher os olhos. O longa soa fora de época, contando uma história dos anos 50 sobre o preconceito da mulher no trabalho e seus deveres de verdade, mas funciona graciosamente por causa de seu elenco. Maggie Gyllenhaal é o grande destaque, em atuação excelente. Roberts acompanha com sua presença sempre importante e necessária. Ainda temos Kirsten Dunst e Julia Stiles, ambas boas. O filme em sí, mesmo com tantos equívocos, acaba cativando com sua simplicidade e comove com seus personagens. Sem dúvida é terrível aos olhos críticos, mas ao esquivarmos desse caminho e olharmos para o outro, podemos perceber a paixão por trás do trabalho.
Jesus: A História do Nascimento
[The Nativity Story] De Catherine Hardwicke. Com Keisha Castle-Hugues. Drama [2006]
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Contando uma história já conhecida, é um longa que sem dúvida não oferece nada de inovador e não conta nada do que já não sabíamos, diferente de A Paixão de Cristo, mesmo assim, é efficiente em seu formato simples, belo e instigante. Tem uma bela atuação de Hugues e conta com um tremendo visual, fator essêncial na hora de cativar a audiência. O longa oferece uma satisfatória aventura, um drama melancólico e compõe com personagens bons e desenvolvimento uma história batida. Vale a pena ver, especialmente para os fanáticos, para família e para quem quer algo leve e descompromissado. Quem não se identificar com o material, terá uma grande decepção.
Rocky IV
[Rocky IV] De Sylvester Stallone. Com Sylvester Stallone. Ação [1985]
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Sigo com minha maratona de Rocky e esse capítulo foi a primeira grande decepção. Os dois primeiros foram os excelentes e o terceiro conseguiu ser bom, já o quarto capítulo foi desnecessário. Claro, provoca emoção e não é descartável, mas é mais do mesmo e Stallone não entrega nada de verdadeiramente novo à serie a não ser um enredo diferente que segue a mesma formula que já cansou. Stallone ta ruim como ator e como roterista. Sua direção ainda consegue criar alguns bons, satisfatórios momentos dignos do verdadeiro Rocky, com lutas de boxe que fazem a audiência se levantar e bater palmas. Mas dessa vez eu não gritei seu nome e o filme não produziu o efeito desejado. Uma pena, já que a serie ia tão bem.
Beerfest
[Beerfest] De Jay Chandrasekhar. Com Jay Chandrasekhar. Comédia [2006]
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Comédia bem besteirol e desgostosa que se fará bem melhor com um público mais Monthy Python, Jackass e American Pie. Até que provoca risadas e a diversão é garantida, já que possui quase duas horas de duração e mesmo assim não cansa. Pena que foi muito mal desenvolvido, contém algumas piadas medonhas e os momentos ridículos rondam o longa até o final. Se não fosse por isso, seria bem mais efficiente. Mas quem quiser se arriscar, pode apostar que não será o pior filme do ano como pode parecer, mas sim, algo assistível, mesmo que longe de ser bom.
Ela Dança, Eu Danço
[Step Up] De Anne Fletcher. Com Channing Tatum. Drama [2006] (R)
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Filmes desse gênero costumam ser bom, como Vem Dançar e etc., mas esse novo exemplar encara a previsibilidade em estado bruto, momentos piegas, outros melosos e outros puramente mediocres. O filme bate de frente com idiotice e mesmo com tudo para se tornar assistível, rentável e irresistível, deixa a audiência incomformada com tamanha imaturidade em momentos. A diversão é rara, encontrada mais nos números musicais muito bem coreografados e na excelente trilha sonora, de resto, é tudo muito mal feito, inacabado e completamente bobo. Faltou inspiração, personagens mais marcantes e charmosos e atores mais carismáticos. Por isso, é uma grande decepção e um fracasso retumbrante.
(R) revisto
((R)) revisto mais de uma vez
17:00 Escrito em Film | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
Terça, 17 Abril 2007
Resenha: Norbit
O grande erro.
Norbit

Norbit (2007)
Dirigido por Brian Robbins.
Com Eddie Murphy, Thandie Newton e Terry Crews.
Comédia. 102 minutos.
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Você já cometeu um erro enorme?
Norbit foi (literalmente) despojado em uma casa de orfãos quando ainda era bebê. Ao se tornar um adolescente, Norbit precisava de se proteger contra os garotos malvados do lugar e a proteção chegou com Rasputia, uma imensa garota de sua idade que o obrigou a ser seu namorado. Já adulto, Norbit se vê casado com Rasputia e começa refletir sobre seu relacionamento quando surge Kate, sua eterna amiga da infância.
Respondendo à pergunta acima, que coincidentemente é a frase promocional do longa, já cometi dois erros enormes esse ano. Um deles foi Uma Comédia Nada Romântica, o segundo é, irônicamente, Norbit. Grande sucesso nos EUA, Norbit de primeira lembra muito o estilo pastelão de comédia de Eddie Murphy como O Professor Aloprado. A verdade é que mesmo para quem gostou desse antigo trabalho de Murphy, ficará decepcionado ao ter que contemplar a mediocridade de um dos grandes candidatos à pior filme do ano.
Explico: Norbit é uma comédia formulaíca e que se carrega por clichés, andando sobre todos os esteriótipos possíveis e introduzindo personagens, cada um representando maior caricatura que o outro. Além disso, o longa é capaz de promover uma grotesca linha de piadas degradantes, racistas e xenofóbicas. O pior é que Eddie Murphy é o astro por trás de tudo. Tudo bem que já fez muito, muito, muito filme ruim, mas foi esse o ator que se consagrou com indicação ao Oscar esse ano com o excelente Dreamgirls e pouco tempo depois chega com um lixo retumbrante como esse. Agora eu sei o porque de não ter levado o Oscar desse ano. Simplesmente Norbit.
Murphy faz três personagens e se devo dizer, deve ser a coisa menos pior do longa, já que não chega a ser admirável mas também fica muito além da mediocridade do filme em sí. Ele atinge, em momentos, inspiração, mas infelizmente não o suficiente para segurar o longa.O que mais acontece é piadas patéticas e humor ridículo. Pontos que prejudicam imensamente o longa. O filme poderia ser menos pior se conseguisse se limitar ao seu humor óbvio, mas o problema é que decide ir além, introduzindo piadas grotescamente sujas e deprimidas, deixando a audiência triste com tamanha baboseira, ao contrário do efeito que deveria produzir.
Não recomendo Norbit nem nos cinemas, nem como aperitivo de locadora e nem como sessão tela quente da globo. Talvez quando passar na sessão da tarde valha a pena...ou não. É uma comédia tão fraca, um filme tão trágicamente revoltante e um pedaço de sétima arte tão decepcionante que é incrível quando observamos o quanto dinheiro, tempo e atenção foi entregue à um filme tão insensível. Completamente besta em todos os sentidos imagináveis, Norbit é uma desgraça e verdadeiro lixo cinematográfico.


23:05 Escrito em Film | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
Domingo, 15 Abril 2007
Resenha: A Família do Futuro
Clássica genialidade contemporânea.
A Família do Futuro

Meet the Robinsons (2007)
Dirigido por Stephen J. Anderson.
Com as vozes de Angela Bassett, Daniel Hansen e Jordan Fry.
Animação. 102 minutos.
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Lewis foi deixado nos degraus de um orfanato quando era nenêm. Agora, já crescido, Lewis é um brilhante inventor mas que nunca consegue ser adotado. Cansado de tentar, Lewis decide inventar algo para levá-lo à sua memória do passado e conhecer sua mãe. Porém, essa invenção acaba o levando ao futuro, junto com Wilbur Robinson, um sujeito muito estranho.
A Disney termina a parceria bem sucedida com a Pixar e com isso, volta às animações clássicas. O ruim é que ficamos sem o brilhantismo da Pixar, mas é bom voltarmos à moda antiga e apreciar uma animação livre de aspectos digitais. Isso, porém, nunca compromete. A nova animação da Disney está à anos luz de ser decepcionante como O Galinho Chicken Little e é, na verdade, um longa genial, divertido, inventivo e irresistível.
O visual ficou ótimo, sem dúvida, encherá os olhos de muita criançada. Os personagens e o humor são exagerados e divertidos o bastante para cativar qualquer um e a animação parece nunca decepcionar. Está sempre no ponto certo e insere todos os ingredientes corretos para produzir entretenimento familiar de primeira categoria, com direito à piadas geniais e um enredo inventivo, original e que envolve a audiência. Mas claro, o ponto forte aqui são os personagens, com destaque para o vilão da história, diabolicamente divertido.
O longa pode ser visto, também, como uma homênagem clara e bela ao Walt Disney, o homem que começou tudo. Antes do longa começar, aventuramos em uma animação clássico do Mickey e de seus amigos cheios de trapalhadas. O momento nostalgico funciona. Com o filme, apreciamos a história de um inventor incompreendido e que acha seu caminho e amor na estrada. Tema digno da Disney mas que sempre funciona. Lewis, o inventor, pode ser visto como o próprio Walt, cheio de imaginação, inventividade e paixão. Parabéns para a Disney pela homênagem.
Recomendo A Família do Futuro para a família, para a criançada e para todos que querem apreciar um pouco de inventividade clássica recheada de genialismo. É a animação certa no momento certo e chega lotada de inspiração e com imaginação em overdose. É dificil resistir ao longa e após 1 hora de filme você já está completamente submisso no mundo colorido e maravilhoso criado no filme. É um colírio para os olhos e um agrado para a mente.


13:45 Escrito em Film | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
Sexta, 13 Abril 2007
Cinema: Estréias da semana.
Sunshine
ALERTA SOLAR
SE O SOL MORRER, MORREMOS TAMBÉM.

Um time de astronautas são enviados aos espaço com a missão de re-ligar o sol 50 anos no futuro.
Ficção. 107 minutos.
Dirigido por Danny Boyle (Caiu do Céu & Extermínio).
Estrelando Cillian Murphy (Ventos da Liberdade & Café da Manhã em Plutão), Chris Evans (As Tartarugas Ninjas: O Retorno & London), Rose Byrne (Maria Antonieta & Paixão À Flor da Pele), Cliff Curtis (Fonte da Vida & O Jurí) e Troy Garity (Ladrão de Diamante e Teoria de Conspiração).
A crítica: Inédito nos EUA, o longa possui apenas 15 resenhas, mas com isso, uma bela aprovação de 87%, com somente 2 críticas negativas. Sun Online, Empire e Times, todos aprovam. No Brasil, conseguiu aprovação da Revista Set e deixou o Omelete meia-boca.
Minha expectátiva: De Danny Boyle, espero qualquer coisa, mas mais importante, espero um filme bom. Ainda não tive a oportunidade de conferir Extermínio, mas Caiu do Céu é ótimo e Transpotting é um clássico cult intenso. Sunshine tem potêncial grande para ser um bom filme, resta esperar de Boyle cairá ou não nas desgraças das maldições hollywoodianas. Tenho esperanças que isso não acontecerá.
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A Estranha Perfeita
ATÉ ONDE IRIA PARA GUARDAR UM SEGREDO?

Uma jornalista entra em disfarçe para catar um homem de negócios, Harrison Hill como o assassino de sua melhor amiga. Posando como uma de suas musas, ela entra em um jogo online de gato e rato.
Suspense. 109 minutos. 14 anos.
Dirigido por James Foley (Confidence & O Corruptor).
Estrelando Halle Berry (X-Men: O Confronto Final & Robôs), Bruce Willis (Os Sem-Florestas & 16 Quadras), Giovanni Ribisi (O Vôo da Fênix & Capitão Sky e o Mundo de Amanhã), Richard Portnow (Se7en & Mudança de Hábito) e Gary Dourdan (Impostor & Alien: Ressureição).
A crítica: Desaprovado com 14%, o longa teve um total 42 críticas apenas, dentre as quais somente 6 foram positivas. Nenhum aprova de verdade, mas há duras críticas contra ele pela Variery, Empire, entre outros. Desaprovado no Brasil pelo Omelete e pela Revista Set.
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As Tartarugas Ninjas
O RETORNO

As aventuras continuam com as quatro tartarugas adolescentes com o dom da arte do ninja, quando tentam evitar um mal misterioso, ameaçando acabar com o mundo.
Animação. 87 minutos. Livre.
Dirigido por Kevin Munroe.
Com as vozes de Chris Evans (Sunshine: Alerta Solar & London), Sarah Michelle Gellar (O Grito 2 & O Grito), Mako (Memorias de Uma Gueixa & Monge À Prova de Balas), Kevin Smith (Doogal & O Demolidor) e Patrick Stewart (X-Men: O Confronto Final & O Galinho Chicken Little).
A crítica: Desaprovado com 33%. De 92 críticas, 62 foram negativas. Muitas reprovações e poucas recomendações. Variety e New York Times odeia. Omelete recomenda, mas são poucos os que conseguem aprovar a animação.
O consenso: Falta a ironia e a ousadia dos filmes anteriores.
Minha expectátiva: Não sou fã da serie e nem dos personagens, por isso, não verei nos cinemas. Em DVD, é muito provável que eu veja, mas não mostro nenhum sinal de desespero, entusiasmo ou curiosidade pelo longa.
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Ventos da Liberdade

Um olhar simpático sobre os Republicanos no início do século 20 na Irlanda, e dois irmãos que são dividos por uma rebelião anti-britânica.
Drama. 127 minutos. 12 anos.
Dirigido por Ken Loach.
Estrelando Cillian Murphy (Sunshine: Alerta Solar & Café da Manhã em Plutão), Padraic Delaney, Liam Cunningham (Café da Manhã em Plutão), Gerard Kearney e William Ruane.
A crítica: Muito bem elogiado e aprovado com 85%, foi acclamado mundialmente e possui um total de 71 resenhas, sendo 60 positivas. Extremamente elogiado pelo Chicago Tribune e San Francisco Chronicle e aprovação de New York Times e Boston Globe. Variety achou mediano e Omelete recomenda.
O consenso: Raso, mas iluminado com fotografia deslumbrante e por ser bem movimentado.
Minha expectátiva: Cillian Murphy até agora não decepcionou e parece que o filme é dele. Acho que gostarei sim e parece possuir certa melancólia e profundidade dramática que eu costumo aprovar.
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Maria

00:10 Escrito em Film | Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail






























