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Sábado, 31 Março 2007
Resenha: Atirador
Tiro certeiro.
Atirador

Shooter (2007)
Dirigido por Antoine Fuqua.
Com Mark Wahlberg, Michael Peña & Danny Glover.
Ação. 124 minutos.


Após uma operação que deixou seu amigo morto, Bob Lee Swagger, atirador de elite, decide se aposentar. Mas quando ele é abordado por um Coronel e antigos colegas, Swagger é inserido de volta ao jogo com o objetivo de encenar um possível assassinato ao presidente, do qual usariam para achar o verdadeiro assassino. Quando tudo se transforma em uma armação Swagger precisa então descobrir quem e porque, enquanto foge das autoridades.
Filmes de ação ininterrupta que ofereçam grande entretenimento recheado de armações, tiros e intrigas costumam ser irresistíveis. Normalmente porém, são exemplares competentes, mesmo mergulhados em falhas e pecados que não são completamente digeríveis. Atirador segue a velha fórmula, mas dessa vez, além de ter um bom elenco por trás dos personagens, o longa ofereçe certa ousadia na forma como conta sua história tri-dimensional, com fatores que deixam de ser pecados para se tornarem virtudes, em uma aventura completamente infalível e totalmente divertida.
As falhas do longa se encontram exatamente onde olharíamos primeiro. Os clichés, os esteriótipos e a fórmula. Tudo ta presente. Mas ao término da sessão que dura duas horas, é difícil tentarmos avaliar fio por fio de um filme que entregou exatamente o que prometia. Atirador não é só cinema bom, celebrando a nova ação contemporânea e de alta tecnologia com espôntanidade, mas é excelente entretenimento que envolve o espectador para entregar personagens que funcionam e um enredo que nunca se deixa comprometer por seus equívocos.
Mark Wahlberg, ainda cheirando à sua indicação ao Oscar, lídera as inúmeras cenas de ação do longa. Wahlberg tem se tornado um ótimo ator, principalmente para esse gênero e depois de atuações como a em Boogie Nights, Quatro Irmãos e o mais recente Os Infiltrados, se consolida com uma boa e válida presença em um filme certo para sua filmografia. Atirador só serve para aumentar o prestígio do ator que só vem crescendo. O bom elenco se fecha com o ótimo Michael Peña e a recém revelada Kate Mara. A decepção chega com a atuação repugnante e fracassada de Danny Glover, que infelizmente não funcionou como vilão. Péssima escolha.
Recomendo Atirador como eu recomendaria um ótimo drama, uma excelente comédia e um suspense incrível. Atirador ousa se aventurar no lado político de conflitos que em qualquer outro filme renderiam overdose de clichés, algo que aqui é encoberta pelas curiosidades e pela crítica ao governo norte americano. É um filme corajoso por isso. Nem sempre acerta em sua política, mas valeu a intenção. A verdade é que o filme entrega tudo que poderíamos desejar. Os efeitos especiais ficaram ótimos e e as cenas de ação foram imaginadas com adrenalina e impacto por Antoine Fuqua. É um ótimo filme para o gênero e sem dúvida merece ser visto.


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Quinta, 29 Março 2007
Cinema: Estréia da semana
300
PREPARE-SE PARA A GLÓRIA!

Baseado em uma revistinha em quadrinhos de Frank Miller sobre a Batalha de Thermopylae em 480 a.c.
Ação. 117 minutos. 16 anos.
Dirigido por Zack Snyder (Madrugada dos Mortos)
Estrelando Gerard Butler (A Lenda de Grendel & O Fantasma da Opera), Lena Headey (Imagine Eu & Você & Os Irmãos Grimm), Dominic West (Os Esquecidos & O Sorriso de Mona Lisa), David Wenham (A Proposta & Van Helsing) & Rodrigo Santoro (A Dona da História & Simplesmente Amor).
A crítica: Aprovado com 61%. 108 resenhas positivas e 70 negativas. O consenso: "Uma experiência de mente simples mas visualmente excitante.". Grandes elogios de vários, incluindo Peter Travers da Rolling Stones, dizendo: "300 é um filme bêbado de sangue com seu próprio excesso artístico. Homens de todas as idades e sexos não vão conseguir resistir.". A maioria elogio somente a parte visual do longa e outros nada mais além disso. Alguns se irritam com a fraqueza do roteiro e como o filme é raso. A pior crítica é do Village Voice, que critica até mesmo o visual...aí já não da pra confiar.
Resenha completa: Beleza bruta.

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Quarta, 28 Março 2007
Resenha: Arthur e os Minimoys
Imaginação exagerada.
Arthur e os Minimoys

Arthur et les Minimoys(2006)
Dirigido por Luc Besson.
Com Freddie Highmore, Mia Farrow & Madonna.
Animação. 102 minutos.


Arthur é um garoto aventureiro de 10 anos que mora sozinho com sua avó. Ao recordar das histórias que sua vó conta para ele, sobre as aventuras do avô dele sumido, ele aprende sobre os minimoys. Quando ele descobre que a casa será confiscada por falta de pagamento, Arthur decide embarcar para o mundo dos minimoys e encontrar o tesouro perdido no jardim da fazendo de sua avó para poder salvar sua família.
Luc Besson é diretor raramente, quando na verdade, sua fama notória se dá pelos filmes dos quais produz e roteriza. Algumas catástrofes e outros obras bem sucedidas. Bandidas foi a mais recente bomba lançada diretamente em DVD. Em seu último longa como diretor, Besson cria uma linha fina entre fantasia e realidade, criando um mundo fantasioso e cheio de vida e cores que com certeza se dará melhor com a audiência mais nova ou como sessão família.
Protagonizado com prazer pelo ótimo Freddie Highmore e a excelente Mia Farrow, os momentos live-action do filme são os mais autênticos e mais verdadeiros, algo que é destruído sem dó pela dublagem brasileira horrorosa que estraga maior parte do filme. Quando a animação entra em cena, a dublagem soa menos ruim, mas mesmo com um visual de encher os olhos, as peripécias extravagantes criadas por Besson ultrapassa os limites e se torna incrívelmente exagerada em momentos, livrando o filme de charme e se tornando apenas estéticamente ambicioso.
O filme se carrega pelos 102 minutos dificílmente. Quando não estamos nos divertindo com a inventividade e a criatividade e algumas cenas geniais (como uma protagonizada em cima de um disco vinil), o diretor se perde em meio aos personagens. O longa falta por isso, coerência e soa terrívelmente deslocado. Pode dificultar o divertimento de muitas crianças que se cansarão com tanto exagero e diálogos desnecessários, como também para os pais que ficarão entediados pela longa duração.
O longa esconde sim, muitos bons momentos e virtudes que merecem atenção, por isso, não posso sob nenhum pretexto deixar de recomendá-lo, mas é do típo de longa que se fará melhor na televisão de casa, quando nos cinemas você acaba marcando um comprometimento que o longa infelizmente não cumpre. Besson vai divertir muitos, deixar vários excitados mas se torna óbvio que o filme, fora o visual, foi muito pouco trabalhado e tem fundamento raso e roteiro pouco relevante ou inspirado. A coisa se torna ainda pior com a já mencionada dublagem brasileira muito ruim, deixando o longa enfadonho e completamente desinteressante. Se for assisti-lo nos cinemas, vá relaxado, com tempo, com paciência e preste atenção somente aos detalhes técnicos e deixa de lado o fato de que falta coerência na narrativa. Se aguentar esperar chegar em DVD (opção recomendada) pode assistir a vontade que a experiência sem dúvida será pelo menos divertida.


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Segunda, 26 Março 2007
Resenha: Um Beijo a Mais
O momento da verdade.
Um Beijo a Mais

The Last Kiss (2006)
Dirigido por Tony Glodwyn.
Com Zach Braff, Jacinda Barrett & Rachel Bilson.
Drama. 115 minutos.
Adiado para estreiar em Abril.
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Michael e Jenna estão esperando um bebê. Mesmo não casados, ou ao menos noivos, o casal se agrada com a notícia. Porém, quando Michael começa a contemplar o fato de que sua vida já está toda planejada - sem surpresas, ele decide ir ao limite, indo atrás de uma garota de faculdade que conheceu que vai se apaixonar por ele. Enquanto isso, os próprios pais de Jenna sofrem seus problemas de casados.
Remake de um filme italiano elogiadíssimo, esse Um Beijo a Mais, que vive sendo adiado no Brasil e nunca chega aos cinemas, conta com um roteiro do brilhante Paul Haggis, por trás das obras-primas Crash e Menina de Ouro. Completamente fraco tendo em vista os seus outros filmes, essa comédia romântica/dramática tem suas falhas, mas nunca deixa de entreter e nunca deixa de oferecer um ponto de vista genuinamente interessante sobre relacionamentos, mentiras e quando chega a hora da verdade.
Depois do excelente Hora de Voltar do qual atuou, dirigiu e escreveu, Zach Braff interpreta aqui o personagem principal, muito bem por sinal, entregando certo charme e melancólia quando é pedido. Ele também é o supervisor de músicas e nesse filme, a trilha sonora é uma das melhores coisas, se não for a melhor. Músicas alternativas, rock e atenadas com a nova geração compoem o filme muito bem, entregando vida e muita satisfação, como por exemplo, perto do final, quando se toca Warning Sign de Coldplay. Momento excelente do filme.
Enquanto várias cenas são autênticas e íntimas e nunca forçadas, o filme só falha na hora de construir seus personagens até a conclusão. Faltou um bom clímax e Haggis, mesmo tendo composto ótimos personagens, acaba tendo sua visão conturbada pela direção desequilibrada e falsas pretensões. O filme funciona por causa de seu elenco estupendo, incluindo Jacinda Barrett numa revelação e dois veteranos, Blyhthe Danner e Tom Wilkinson, em atuações dignas de sí mesmos. Ainda temos os coadjuvantes, com destaque para Casey Affleck.
Concluo recomendando Um Beijo a Mais. É um filme falhado e que pode decepcionar mas que é ao mesmo tempo irresistível em sua composição e em sua mensagem. Enquanto fala sobre as escolhas da vida e quando as coisas começam a desmoronar, nos conectamos com os personagens e com a narrativa. Somos envolvidos e entretidos, oferecidos por certo de grau de satisfação que raramente obtemos em filmes do gênero. É um longa bem mais maduro que os demais e nunca deixa de ser ao menos bom. Claro, eu teria amado se eu pudesse dizer que havia sido muito bom! Mas por enquanto basta.


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Domingo, 25 Março 2007
Os últimos vistos em DVD
Rocky II - A Revanche


De Sylvester Stallone. Com Sylvester Stallone. Drama. [1979]
A grande volta. Depois do excelente filme de 1976, Stallone volta com a imagem icônica de Rocky para gerar mais emoções. Em um filme que surpreendentemente supera o primeiro na competência e na narrativa dramática, Stallone cria um filme que começa relembrando o final impagável do primeiro filme em um ótimo começo e termina com mais um clímax recheado de emoção e brilhantismo. A trilha sonora continua boa demais e o longa entretem, com momentos gloriosos com nosso herói. Stallone exagera um pouco na performance, como o filme em sí que as vezes tenta demais, mas nada que comprometa. O resto do elenco está infinitamente melhor do que no primeiro, incluindo Talia Shire e Burt Young. O filme comove, cativa e se mantém sempre inspirador, excepcional e gloriosamente gostoso de assistir. Imensamente satisfatório, se elevando de qualquer expectátiva minha.
Volver

De Pedro Almodóvar. Com Penélope Cruz. Drama. [2006] revisto.
As mulheres de Almodóvar. Em um belíssimo retrato sobre mulheres, passado, pecado e segredos, Almodóvar entrega um de seus melhores e mais emocionantes trabalhos. Com direito à atuações soberbas do elenco, principalmente Penélope Cruz, na melhor performance de sua carreira, entregando alma e espírito à sua personagem, ela brilha! Carmen Maura e outras mulheres seguem com ótimas atuações. O longa tem linda fotografia, trilha sonora perfeita e um roteiro excepcional que cria personagens excelentes rondando situações genuinamente engraçada em momentos e em outras puramente irresistível, com grande impacto dramático. O filme foi dirigido com paixão e densidade. É profundamente tocante. Um filme sensível e feminino.
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz (Penélope Cruz).
Tempos de Violência

De David Ayer. Com Christian Bale. Policial. [2006]
Sangue nas ruas. Em um filme intelligente e ousado, Christian Bale encarna com crueza emocional um personagem devorado pela loucura e pela violência, em uma performance digna de aplausos que nunca soa forçada ou caricata. Entregando uma construção psicológica do personagem perfeita, o filme guarda muita adrenalina e emoção. Só falha quando se torna um pouco carregado (poderia ser menos de duas horas). Enquanto Bale arrebenta, Freddy Rodriguez também tem atuação memorável. O filme envolve, tem clímax intenso e no final se revela incrívelemente satisfatório, mesmo com suas falhas. É um ótimo e exemplar filme que merece ser visto.
Adrenalina

De Neveldine/Taylor. Com Jason Statham. Ação. [2006] revisto.
No limite do impossível. Frenético, acelerado, ousado e divertido. O novo filme de ação de Statham é um verdadeiro triunfo. Claro, como qualquer um, tem momentos que beiram o impossível no exagero e o enredo nunca decola, mas é um filme de ação e adrenalina em overdose. Tem ótimo senso de humor, um visual trash que cativa, ótima trilha e Statham funciona muito bem. Extravagante entretenimento, alucinado e alucinante, loucamente divertido e vários momentos de genialismo que fazem valer a pena. Pena que há tantas falhas que vão além da ação turbinada. Enfim, é um filme de ação que funciona e entrega exatamente o que promete: pura adrenalina.
Estranha Família


De Adam Rapp. Com Zooey Deschanel. Drama. [2006]
À beira da loucura. Em um filme lento e cansativo, o brilho vem de performances que se elevam das expectátivas e fazem o filme funcionar. Além da ótima Zooey Deschanel, encontramos Ed Harris, excepcional e Will Ferrell, também muito bom. O filme tem boa trilha, comove e tem bom roteiro, mesmo que o filme em sí nunca decole. Cativa com sua simplicidade e pelos incríveis personagens. É singelo e terno, satisfatório, vale a pena ver. Só deixa a desejar mesmo na direção e na falta de inspiração. Mas é um filme recomendado que retrata uma família com verdadeira significância e profundidade.
Deu a Louca na Chapeuzinho
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De Cory e Todd Edwards. Com a voz de Anne Hathaway. Animação. [2006] revisto.
Sátiras de um conto. Com senso de humor excelente, é uma animação que agrada independente do seu visual ser abaixo dos padrões ou não. Criativo e ousado, diferente de muitas animações recentes, tem ótima trilha sonora e é muito engraçado. Deixa a desejar em momentos, principalmente na parte técnica, mas sempre oferece humor afiado, diverte. Tem falhas na narrativa e falta inspiração no visual, mas é do típo de sessão que você vê de forma descompromissada apenas para se divertir e soltar algumas risadas.
Aprovados!
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De Steve Pink. Com Justin Long. Comédia. [2006]
A hora da mentira. Mesmo que completamente besta, o filme começa sem graça e revela um Justin Long fraco, se torna previsível, idiota e muitas piadas não funcionam, além de ser pretensioso em momentos. Com isso, percebemos a excelente trilha sonora e mesmo que o filme nunca chegue onde quer chegar, entrega um divertimento irresistível, escondendo bons momentos além dos clichés e esteriótipos. Consegue fazer com que uma premissa indigerível funcione, mesmo lotado de equívocos. Oferece satisfação por trás de sua incrível capacidade de promover idiotice e de sua imaturidade. Vai saber!
O Massacre da Serra Elétrica: O Início
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De Jonathan Liebesman. Com Jordana Brewster. Terror. [2006]
Tortura terrível. Com início envolvente e misterioso, visualmente ótimo e com excelente clima, é triste constatar que as coisas boas desse filme acontecem somente antes do créditos inicias. Depois deles precisamos lidar com um roteiro extremamente mal escrito, montagem horrível e falta de coerência, assombrando o longa violento mas mal conduzido. Fotografia deixa muito a desejar e esqueçe completamente de estrutura para entregar somente entretenimento. Se torna efficiente somente no terror e na tensão. Por ser um préludio, nunca explora a verdadeira origem do mal e nunca chega a lugar nenhum. Tudo isso já aconteceu antes e já vimos tudo antes, não há nenhuma inovação e consegue destruir uma imagem icônica até desmoronar ao seu péssimo clímax.
Na Máfia por Acaso
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De Ron Underwood. Com Usher Raymond. Comédia. [2005]
Tediante e medonho. Com apenas o visual funcionando, essa comédia romântica boba e patética coloca um astro da música atuando terrívelmente e em total falta de inspiração insere babaquices em um roteiro já inútil. Muito mal escrito, as atuações do elenco atraem mas nunca satisfazem. É lotado de clichés e esteriótipos e não oferece nenhuma novidade. Tedioso e piegas demais, nunca engraçado (e ainda se chama de comédia) e mediocre aos extremos.
DOA: Vivo ou Morto
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De Corey Yuen. Com Jaime Pressly. Ação. [2007]
Sensualidade e mediocridade. Apenas os corpos escaldantes das mulheres valem nesse longa horroroso. Completamente exagerado e ridículo, o filme subestima sua intelligência e se mantém trash demais para cativar. Não tem estilo, é idiota e medonho. Besta, morônico, raso e inútil. É um video game transportado literalmente para as telas, sem substância alguma e sem a magia do cinema.
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Sábado, 24 Março 2007
Resenha: O Bom Pastor
Segredos intrigantes.
O Bom Pastor

The Good Shepherd (2006)
Dirigido por Robert DeNiro.
Com Matt Damon, Angelina Jolie & Robert DeNiro.
Drama. 167 minutos.
Indicado ao Oscar por Melhor Direção de Arte.

Numa época cheia de intrigas, segredos e corrupção, Edward Bell Wilson surge como um intelligente e promissor componente para o início da formação da CIA durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria. Entorpecido pelos segredos que é obrigado a guardar e conviver, Edward também precisa manter uma família à longa distância, sustentando o amor de sua esposa e sua capacidade de amar.
Um épico de intrigas, o segundo filme dirigido por Robert DeNiro não falta ambição e nem tamanho. Com uma grande elenco, cenários grandiosos e tratando de um tema frágil e perigoso, DeNiro mergulha fundo nos segredos intrigantes da antiga história da formação da maior e mais perigosa agência do mundo. Retratando tudo pelo olhar de um homem que tenta lidar com sua vida pessoal ao mesmo tempo em que investiga e tenta servir o seu país. Com um roteiro muito bem escrito e elaborado, o longa falha justamente onde não esperamos.
Visualmente convincente e admirável, o longa conta com uma belos figurinos e cenários, além de ser muito bem fotografado. Editado de forma incrível e a trilha sonora é extremamente bonita e efficiente, conduzindo o longa à lugares sombrios e em outros belíssimos. O clima do filme é envolvente, tem uma densidade majestosa e é bem instigante. Absorve a audiência com seus diálogos perfeitos e seus personagens indecifráveis. O elenco dá um show, com destaque para Matt Damon numa inquietante e excelente performance, além de Jolie e DeNiro, ambos ótimos. Temos também William Hurt, Alec Baldwin e Michael Gambon em ótimos papeis.
Agora eu chego onde eu queria chegar. Como o personagem principal Edward, o filme acaba sendo frustrante, às vezes inquietante, em outros incompreensível e em momentos incrívelmente assombroso, sempre intelligente. É um filme tão complexo e denso como A Grande Ilusão, mas claro, muito mais bem trabalhado e composto. DeNiro como diretor ficou excelente, mas a narrativa do filme não tem consistência para segurar o tema. O filme tem alma, tem presença e cabeça, mas falta vida, e com mais de 160 minutos de duração, a audiência começa a se distânciar do longa.
Mesmo assim, o filme sempre mantém a postura. Seus primeiros 90 minutos são majestosos e após isso começa a enrolar em sua própria ambição. Mas fica imensamente difícil resistir ao poder do filme. Nunca cainda na decepção, somente frustrando com sua complexidade narrativa extensa que se carrega pela longa duração. Talvez com uma segunda visita o filme soe melhor e mais compreensível, pois suas virtudes são incontestáveis. É difícil encontrar tanta coisa boa em um filme hoje. Recomendo o filme, pois é um longa que trata sobre segredos, responsabilidade e intriga de uma forma incrível e repleta de maestria, mesmo com suas inseguranças e seu desequilibrio. Mergulhar no mundo de DeNiro foi satisfatório o suficiente para garantir a próxima visita e com isso, compreender melhor suas intenções.


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Sexta, 23 Março 2007
Cinema: Estréias da semana
Atirador
ONTÉM ERA UMA QUESTÃO DE HONRA. HOJE É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA.

Um atirador vivendo em exílio é envolvido de volta à ação depois de aprender sobre um esquema para matar o presidente. Ultimamente traído e colocado como o suspeito número um do atentado, ele vai à fuga para achar o verdadeiro assassino e descobrir quem foi que armou para ele e porque.
Ação. 124 minutos. 16 anos.
Dirigido por Antoine Fuqua (Rei Artur & Lágrimas do Sol).
Estrelando Mark Wahlberg (Os Infiltrados & Quatro Irmãos), Michael Peña (Babel & As Torres Gêmeas), Danny Glover (Dreamgirls & O Segredo dos Animais), Kate Mara (O Segredo de Brokeback Mountain) & Elias Koteas (O Melhor Jogo da História & S1mOne).
A crítica: Desaprovação de 44%. Foram até agora 52 resenhas, sendo 29 negativas e 23 positivas. O consenso: "Falha ao se destinguir de outros thrillers de ação sem cerébro.". Grandes elogios do Village Voice e outros modesto de New York Times, Boston Globe e Rolling Stone, do qual Peter Travers fala: "Suspenso sobre um profundo abismo de impossibilidade, onde a lógica recebe mais tiros que os vilões, Atirador ainda consegue a nota como escapismo de ação show de bola.".
Tiro certeiro.

Resenha completa: Atirador
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Deu a Louca em Hollywood
NÓS SABEMOS QUE É GRANDE. MEDIMOS!

Uma comédia satírica sobre filmes de grande escala, reputação e popularidade.
Comédia. 86 minutos. 14 anos.
Dirigido por Jason Friedberg & Aaron Seltzer (Uma Comédia Nada Romântica).
Estrelando Kal Penn (O Dono da Festa 2 & Superman - O Retorno), Adam Campbell (Uma Comédia Nada Romântica), Jennifer Coolidge (Click & Tudo Pela Fama), Jayma Mays (A Conquista da Honra & Vôo Noturno) & Faune A. Chambers (As Branquelas & Um Agente Bond Cama).
A crítica: Desaprovação completa de 2%. Foi uma resenha positiva no meio de 47 negativas. O consenso: "Não tem nada de novo ou relevante para dizer sobre o material que satiriza.". Todo mundo odiou. Não tem nada mais a declarar a não ser o fato de Owen Gleibsman do Entertainment Weekly ter comparado ele com Borat, o único que gostou do filme.
Resenha completa: Uma sátira nada cômica.

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Número 23
A VERDADE TE ENCONTRARÁ.

Um homem se torna obcecado com um livro que ele acredita ser escrito sobre ele. Enquanto sua obsessão aumenta, mais e mais similaridades começam a surgir.
Mistério. 95 minutos. 14 anos.
Dirigido por Joel Schumacher (O Fantasma da Opera & O Custo da Coragem).
Estrelando Jim Carrey (As Loucuras de Dick & Jane & Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), Virginia Madsen (A Última Noite & Firewall), Logan Lerman (Heróis do Pedaço & Efeito Borboleta), Danny Huston (Filhos da Esperança & Maria Antonieta) & Lynn Collins (A Casa do Lago & O Mercador de Veneza).
A crítica: Desaprovação horrível de 8%, possui meras 13 resenhas positivas no meio de 152 negativas. O consenso: "Falha como um thriller psicológico e como um filme de Jim Carrey.". Algumas aprovações, entre elas, do San Francisco Chronicle, elogiando o visual e do Entertainmente Weekly, elogiando a montagem e a Empire fica em cima do muro. Mas a crítica vai duro quanto ao New York Times, Variety e Rolling Stones, onde Peter Travers diz: "Tem uma bagunça de coisas erradas com esse thriller de suspense. Começando pelo fato de que não é nem tenso, nem excitante."
Minha expectátiva: Amei o trailer e acho Carrey estupendo ator. Não vou levar as críticas à cabeça e vou ver esperando pelo menos algo mediano, mesmo sabendo que nunca será exatamente o que eu queria.
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Arthur e os Minimoys
PORQUE PEQUENO É O NOVO GRANDE.

Artur, de 10 anos de idade, numa aposta para tentar salvar a casa de seu avô de ser demolida, vai à procura tesouro escondido na terra dos Minimoys, um povo pequeno vivendo em harmonia com a natureza.
Animação. 102 minutos. Livre.
Dirigido por Luc Besson (Joana DArca & O Quinto Elemento).
Estrelando Freddie Highmore (Um Bom Ano & A Fantástica Fabrica de Chocolate), Mia Farrow (A Profecia & A Rosa Púrpura do Cairo), Penny Balfour, Doug Rand (Carga Explosiva) & Adam LeFevre (Miss Simpatia 2 & Hitch).
A crítica: Desaprovado com 19%. 15 positivas e 65 negativas. O consenso: "Esperdiça o talento de vozes em um roteiro previsível e animação sub-padrão.". Poucos elogios e mais críticas ao longa. Chicago Tribune aprova enquanto Miami Herald, Boston Globe, New York Times e Variety descem o pau. Variety o chama de sem vida e visualmente decepcionante.
Imaginação exagerada.

Resenha completa: Arthur e os Minimoys
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O Cheiro do Ralo

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Quinta, 22 Março 2007
Resenha: Ponte para Terabítia
Os limites da imaginação.
Ponte para Terabítia

Bridge to Terabithia (2006)
Dirigido por Gabor Csupo.
Com Josh Hutchersson, AnnaSophia Robb & Zooey Deschanel.
Aventura/drama. 95 minutos.
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Jesse é um jovem adolescente incomum que mora no interior. Gosta de artes e é sempre asseadiado pelos idiotas da escola. Quando Leslie se muda para o lado e começa a ir para a mesma escola, Jesse encontra uma amiga, iniciando uma eterna amizagem que os levará á imaginar um mundo só deles, sem assédio, sem problemas, simplesmente fantasia e diversão.
Baseado num ótimo livro do qual eu li há muito anos, Ponte para Terabítia é um filme maduro para crianças e adultos poderem contemplar o verdadeiro significado de amizade, segredo e viajar nas emoções. Feito com uma sensibilidade deslumbrante e uma imaginação sem limites, o longa retrata a amizade entre dois jovens e como eles lidam com problemas com a família, com a escola e com a perda. É um longa com profundo significado e feito com grande celebração. Do típo de filme dos quais os pais vão adorar levar os filhos para ver e rever.
Contando com dois protagonistas promissores e já revelados, Hutchersson & Robb roubam a cena com performances cativantes e comoventes, criando personagens que conectam com a audiência de formas extraordinárias e causa emoções tão fortes que se tornam inacreditáveis. Ao fugirem da realidade, dos problemas em casa e na escola, os garotos criam um mundo repleto de efeitos especiais maravilhosos e uma direção de arte excelentes. Um visual incrível.
Como uma versão junior de O Labirinto do Fauno, é um filme que como o longa de Del Toro ousa tocar em questões difíceis de aceitar na vida, como a inevitabilidade da morte. Mesmo não tão intenso ou glorioso, é um filme especial e necessário que possui uma bela história da qual todos podem se conectar e introduz elementos vitais que nunca deixam o longa se tornar piegas ou forçado, criando momentos genuinamente divertidos e emocionantes.
Olhando por um lado, não é exatamente o filme do qual eu levaria meu filho para ver quando ele está sedento por aventura, mas é sim, um filme importante que precisa ser visto por todos. Garotos e garotas, homens e mulheres, todos precisam saber dessa história e todos precisam ser tocados por ela, pois é mágia como a desse filme que percebemos o verdadeiro poder do cinema em manifestar sentimentos tão fortes e marcantes.


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Quarta, 21 Março 2007
Lançamentos em DVD: 16-23 de Março
de Pedro Almodóvar
Previsto para: 21 de Março
Indicado ao Oscar de Melhor Atriz
Happy Feet - O Pinguim
de George Miller
Previsto para: 22 de Março
Vencedor do Oscar de Melhor Animação
Tempos de Violência
de David Ayer
Previsto para: 22 de Março

Com Christian Bale & Freddy Rodríguez
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Resenha: Turistas
Viajem indesejável. ![]()
Turistas

Turistas (2006)
Dirigido por John Stockwell.
Com Josh Duhamel, Melissa George e Olivia Wilde.
Aventura/suspense. 94 minutos.

Um grupo de jovens europeus sedentos por diversão viajam ao Brasil em busca de praia, festa e extravagância. Quando acabam presos numa praia por causa de um ônibus caindo aos pedaços, os turistas acabam bebendo demais e acordam no dia seguinte completamente despidos de dinheiro: foram dopados e roubados. Sem saber o que fazer e completamente perdidos no lugar, acabam indo na onda de um jovem brasileiro que os leva á uma casa isolada onde os seus pesadelos virão á tona.
Filmes sobre tortura, violência e terror estão cada vez mais presentes no mercado de hoje, além de serem bem aceitos. A trilogia de Jogos Mortais e os recentes O Albergue e Viajem Maldita são exemplos disso, sendo os dois últimos dividindo bastante a semelhança com a premissa do novo Turistas. O que difere os filmes porém, é o fato de que enquanto O Albergue produzia entretenimento com história, intenções e personagens e Viajem Maldita entrega uma sessão de horror especialmente efficiente, em Turistas estamos diante de um filme raso em violência, fraco em produção e completamente oco em conteúdo.
Polêmico no Brasil, Turistas fala sobre um grupo de mochileiros que acabam sofrendo no país em meio à violência e ao degradante estado do lugar, incluindo pobreza explícita, pessoas corruptos e paisagens que diferem entre belas e assustadoras. Mas não, o filme não ofende o Brasil em nenhuma maneira, apenas colocando personagens e um enredo em um local que supostamente é consumido pelo subdesenvolvimento. Retrata o Brasil de forma verdadeira, mesmo inserindo personagens caricatos ao longo do caminho. Não deixem de ver Turistas por causa disso, deixem de ver pelo simples fato do filme realmente ser ruim e fraquíssimo.
Incrívelmente mal escrito, o filme nunca decola, mesmo oferecendo um certo grau de diversão e entretenimento ao longo do caminho, nunca se torna exatamente necessário ou se quer assistível. As motivações dos personagens são questionáveis, quando nem o roteiro, nem o diretor e nem os atores conseguem entregar uma dimensão extra. O filme só se torna efficiente quando esquece de tudo e se deixa levar pela aventura e pela tensão, o que raramente acontece. A verdade é que permanece quase sempre enrolado, idiota em seu enredo e repleto de furos e falhas.
Mesmo com algumas surpresas no caminho, o filme termina exatamente do modo do qual esperamos, mas não necessariamente do modo que queríamos. Diverte e envolve, mas é tão leve que não consegue cobrir suas falhas e suas idiotices, produzindo uma viajem tosca e pouco convincente. Não funciona como terror (possuí somente uma cena pesada em todos 90 minutos) e poucas vezes funciona como leve suspense, nunca porém, elaborado o suficiente para satisfazer e agradar.


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