Sábado, 15 Setembro 2007
Um novo Cine Vita
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Quarta, 12 Setembro 2007
Resenha: Paris, Te Amo
Eles fazem por amor.
Paris, Te Amo

Sinopse: Uma coletiva de 18 curta-metragens de diretores e atores de diversas nacionalidades, revelando os segredos, a paixão e o romance por trás da capital da França, Paris.
Paris, Te Amo é uma sessão mais que agradável, é contundente, relaxante e que te deixa sentindo bem. São 18 curtas e muitos podem não funcionar da melhor maneira, mas o que é certo é que juntos, como um todo, funcionam maravilhosamente, cumprindo a proposta e satisfazendo a audiência com inventividade, genialidade e brilhantismo, apesar de alguns vazios e simplórios. Defendendo o brilho da capital famosa e apaixonante, fazendo uma verdadeira declaração de amor a esta, é uma coletiva excepcional e que te deixa com água na boca. Além de bom roteiros e direção, conta com um belíssimo visual, trilha e parte técnica excelente. Sem dúvida, poderiam ter mais filmes como Paris, Te Amo por aí.
Abaixo, listo cada um dos 18 curtas, em ordem de preferência:

Le Marais. [de Gus Van Sant. com Gaspard Ulliel e Elias McConnel]
O primeiro curta a realmente encantar, Gus Van Sant utiliza de sua já conhecida sutileza para contar uma história de amor discreta com teor homoerótico. Para os mais desatentos, tal fato pode passar despercebido. O curta consiste de um monólogo de um jovem com fortes intenções de amor, apesar de suteis, se dirigindo à outro jovem. Van Sant toca bem na frustração do amor e na falta de comunicação, já que o jovem - que não sabe falar francês muito bem - não entende muito o que o outro disse. De qualquer forma, como que por impulso, vai trás dele. Pontos para a brilhante trilha sonora e fotografia.
14 Arrondissement. [de Alexander Payne. com Margo Martindale]
O curta a finalizar a coletiva é encantadoramente belo e provavelmente o único que faz, literalmente, uma homenâgem de amor à cidade de Paris. Terno e meticuloso, se concentra na personagem de Margo Martindale e em sua depressão e solidão ao apreciar as paisagens belíssimas de Paris. Sozinha e frustrada com relações passadas, Margo, no final das contas, percebe que se apaixonou pela cidade. O curta é todo um monólogo e te tocará bem fundo no coração. Sentimenal, na medida certa, original e irresistível. O diretor sempre ótimo Alexander Payne acerta novamente.
Loin Du 16E. [de Walter Salles e Daniela Thomas. com Catalina Sandino Moreno]
O curta dos brasileiros Salles e Thomas é um dos mais belos e tocantes da projeção. Protagonizado pela excelente Moreno, o curta segue a rotina - obviamente diária - de uma mãe, que deixa seu neném rescem nascido sozinho para atravessar a cidade para cuidar de outro, que não é dela. Triste, é um conto de amor materno maravilhoso e acerta em todas as notas possíveis. Mais um que utiliza de sutileza e sempre observador e envolvente.
Tuileries. [de Joel e Ethan Coen. com Steve Buscemi]
O mais bem humorado de todos os curtas vem de, claro, os irmãos Coen. Recheado de humor negro, o curta se passa numa estação de trem. De um lado, um turista observador e curioso e do outro um casal apaixonado pegando fogo. Sem conseguir desviar o olhar, o casal chama atenção do turista. Não direi mais nada para não estregar, mas é uma clara declaração de que o amor vence tudo, acima de tudo. Steve Buscemi está ótimo como o turista e os irmãos Coen mesclam muito bem estilo, diálogos ótimos e sua mensagem importante e engraçada.
Place des Fêtes. [de Oliver Schmitz. com Aíssa Maíga e Seydou Boro]
Mais um triste porém efficiente curta. Schmitz é uma grande revelação, ao contar uma história de amor sofrido e inesperado, trágico. Dois ótimos atores em personagens comoventes na história cativante sobre um homem que se apaixona por uma garota e por ela, acaba se ferindo. Coincidentemente, é ela - uma enfermeira - quem trata dele depois. Tocante.
Quartier de la Madeleine. [de Vincenzo Natali. com Elijah Wood e Olga Kutylenko]
Provavelmente o menos sutil de todos, a exuberância e a ousadia ganha contornos intensos nesse curta nada convencional. Wood faz um personagem que presencia uma vampira - sim! - matar um homem. Após isso, se torna num jogo de paixão e sacríficio entre a vampira e o mortal em um curta dark, engraçado e competente. Pontos para o fantástico visual.
Parc Monceau. [de Alfonso Cuáron. com Nick Nolte e Ludivine Sagnier]
Original e simples, este curta segue um diálogo interessante entre um pai e sua filha ao andar numa calçada. Leve e efficiente, não possui a carga emocional de nenhum dos curtas acima, mas é competente e genial em conteúdo, principalmente roteiro e fotografia.
Bastille. [de Isabel Coixet. com Miranda Richardson e Sergio Castellitto]
Um triste e belo curta, sobre a conquista do amor após a perda dele. Foca em um casal com dificuldades e o homem - que já tendo um caso - planeja deixar sua esposa. Até saber que esta se encontra diagnósticada com leucemia. Seu mundo desaba e ele aprende a amar sua esposa até sua morte. Marcante.
Torre Eiffel. [de Sylvain Chomet. com Yolande Moreau e Paul Putner]
O mais ousado de todos os curtas, conta com um tremendo visual e uma história nada comum. O curta envolve um garotinho contando a história de como seus pais de conheceram. Seu pai - um mímico - exuberante e palhaço, se metendendo em atrapalhadas até ser preso e lá encontrar outra mímica - seu futuro amor. Para poucos, é ótimo na originalidade e inventividade, possui humor de sobra.
Père-Lachaise. [de Wes Craven. com Emily Mortimer, Rufus Sewell e Alexander Payne]
Como não poderia deixar de ser, esse curta de Wes Craven - clássico do terror - se passa num cemitério. É nesse lugar onde os noivos começam a questionar sua felicidade e se merecem estar juntos. Após um pequeno acidente com o noivo, ele encontra o romântico e supostamente morto Oscar Wilde (participação de Payne) dando dicas. É com isso que resgata novamente o amor de sua amada com um grande sorisso. Bem humorado e contundente.
Faubourg Saint-Denis. [de Tom Tykwer. com Natalie Portman e Melchior Belson]
Incomum e irregular, esse curta se move rapidamente e o diretor investe mais no visual, no estilo e na parte técnica, que se sai maravilhosamente. É uma grande canção sobre um amor jovem e doce que não tem fim. Portman é uma atriz que encontra amor ao seguir o cego mas carismático Belson pela cidade de Paris. O final ainda gera discussões em minha cabeça.
Quais de Seine. [de Gurinder Chadha. com Paul Mayeda Berges e Leíla Bekhti]
A qualidade começa a decair com esse simples curta sem grandes atrativos. É interessante, mas de certa forma simplório. Segue o amor à primeira vista de um jovem garoto com uma árabe, a seguindo até ela perceber suas intenções. Faltou um final melhor e química entre os atores.
Quartier des Enfants Rouges. [de Oliver Assayas. com Maggie Gyllenhaal]
Esse curta estranho segue mais as loucuras de uma jovem atriz por Paris, movida a drogas, do que ao amor em sí. Longe de ser ruim, parece não conseguir se adequar a proposta. Gylenhaal o salva como a brilhante atriz que é e o trabalho de direção de Assayas não é de todo ruim. Faltou algo porém.
Place des Victories. [de Nobuhiro Suwa. com Juliette Binoche e Willem Dafoe]
Um curta contemplativo e triste, focado na assombração de uma mulher pela perda de seu filho. O amor materno aqui não funciona tão bem como o curta de Walter Salles e fica raso em relação à carga emocional e cativação, mas o elenco convence e o visual também.
Pigalle. [de Richard LaGravenense. com Bob Hoskins e Fanny Ardant]
Funciona por provar que os personagens dessa coletiva realmente fazem tudo por amor, mas além disso, a relação romântica em sí deixou a desejar e nem os atores conseguiram emocionar. Cerca a frustração da vida amorosa e sexual de um casal mais velho.
Montmartré. [de Bruno Podalydés. com Bruno Pdalydés e Florence Muller]
O curta que abre a coletiva deixa a desejar. Vazio e pouco convincente, começa com um homem frustrado sentado em seu carro. Ao socorrer uma mulher desmaiada e a levar ao seu carro, parece finalmente encontrar amor. Os atores fazem bem e o visual também, mas é muito incerto.
Quartier Latin. [de Frédéric Auburtin e Gerard Depardieu. com Gena Rowlands, Ben Gazarra e Gerard Depardieu]
Fraco e faltando emoção, discute a relação amorosa de um casal de idosos. Rowlands está ótima, mas o curta é outro vazio e nada convincente.
Porte de Choisy. [de Christopher Doyle. com Li Xin e Barbet Schoroeder]
Ousadia é sempre bem-vinda, menos quando é mal utilizada. Esse curta é um festival de cores e exuberância, mas faltou conteúdo e Doyle esquece completamente que faz parte de uma coletiva de declaração de amor à Paris. Ele parece ser apaixonado somente por cores e irregularidade.
[Paris, Je T'aime] De vários. Com vários. [Romance, 120 minutos]

| Vinicius Pereira do Blog do Vinícius | 60 |
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Terça, 11 Setembro 2007
Resenha: Hora do Rush 3
A hora da mentira.
Hora do Rush 3

Sinopse: Alguns anos depois de suas férias em Nova York, Lee e Carter estão aconchegados de volta à Los Angeles. Carter como policial e Lee protegendo o embaixador da China. Quando ocorre uma tentativa de assassinato à vida do embaixador Han, Lee e Carter começam uma investigação que acabam os levando à Paris, em busca de respostas escondidas através da mafia chinesa e protegendo uma mulher francesa que pode ser a chave do mistério.
Após as divertidas e descompromissadas aventuras de Lee e Carter, a serie ressucita seis anos após o segundo filme, com a mesma equipe por trás e à frente das câmeras. Jackie Chan e Chris Tucker mantém a parceria e Brett Ratner a cadeira do diretor. Infelizmente, Hollywood tomou conta da serie de uma vez por todas. Se a serie começou em 1998 confiando no carisma de seus atores e nas habilidades de Chan nas cenas de luta, divertindo com uma mistura de humor com ação bem bolada, o terceiro filme destrói tudo isso. Apostando em efeitos especiais grandiosos e desnecessários e pouco se importando com roteiro e ousadia, é uma aventura relativamente sem graça, que mesmo que proporcione vários momentos divertidos envolvendo a dupla central, não consegue evitar o senso gênerico com o qual foi construído.
Digo isso pois nas aventuras anteriores o máximo que era sofisticado era o visual e aqui tudo soa demasiadamente ensaiado e irregular, sem a improvisação e o leve divertimento dos filmes anteriores. As cenas de ação e de luta, mesmo que de certa forma inspiradas, são mal coreografadas e o enredo é inaceitável, indo do nada e chegando a lugar nenhum. Isoladamente, Hora do Rush 3 pode não funcionar para quem não conheçe os personagens e o estilo, para quem conheçe e gosta, será uma decepção, já que falta muito do charme e da autênticidade do entretenimento entregue anteriormente.
Chan e Tucker tentam e saem vitoriosos muitas vezes, conseguindo manter a ótima química, mesmo sem algumas de suas melhores piadas, ainda se encontram em situações embaraçosamente divertidas, mas como o resto do filme, chegam a certo ponto onde soam superficiais. Chan não comanda a ação tão bem quanto acostumava e Tucker, mesmo menos engraçado que o comum, salva muitas cenas. Até mesmo a dança religiosa dos dois, ao som de War soa deslocada. O único brilho de verdade do filme é Paris, onde, por acaso, se encontra o personagem mais divertido do filme e que rouba a cena, Yvan Attal está super engraçado como um taxista aventureiro, ao contrário de Max von Sydow que faz um vilão broxante e sem graça. Roman Polanski (sim, o diretor de O Pianista e outros clássicos) até funciona. Não ajuda o fato de tudo ser tão previsível que você já sabe o destino de todos esses personagens.
Felizmente, o humor ainda se mantém e mesmo com certos segmentos de ação mecânicos, é um filme divertido. Entretenimento mínimo, mas do qual pode muito bem funcionar, principalmente para quem curte as trapalhadas de Lee e Carter. O porém é que tudo ficou bem abaixo do nível dos anteriores, a narrativa corrompida e sem graça, sem qualquer noção de tensão ou adrenalina, poucos personagens cativantes além da dupla central e um enredo mirabolante, com pouquíssimas idéias. O roteiro é raso e a direção de Ratner bem regular, sofrendo com falta de autênticidade. O filme apresenta uma história batida e é bem melhor rever os dois primeiros do que se decepcionar com esse terceiro capítulo. O título de melhor número três do ano ainda é de O Ultimato Bourne e Hora do Rush 3 prova a falta de originalidade de Hollywood e sua habilidade infálivel de destruir franquias e bons personagens. Vejam com cautela, sem grandes expectátivas.
[Rush Hour 3] De Brett Ratner. Com Jackie Chan, Chris Tucker, Hiroyuki Sanada, Youki Kudoh, Yvan Attal, Max von Sydow, Noémie Lenoir, Roman Polanski, Jingchu Zhang e Tzi Ma. [Ação, 90 minutos]


| Kamila do Cinéfila por Natureza | 53 |
| Otavio Almeida do Hollywoodiano | 50 |
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Segunda, 10 Setembro 2007
Momento cinema: Beleza Americana
Gigantesco spoiler no primeiro vídeo
Beleza Americana não é só o meu filme preferido, mas é um dos únicos filmes que consegue provocar em mim as sensações mais diversas, independente do número de vezes que o assisto. A primeiro cena, no topo, é o desfecho do filme e um dos mais belos do cinema, sem sombra de dúvida. Nessa cena, se reflete toda a maestria, a beleza e a originalidade do trabalho do diretor Sam Mendes e do roterista Alan Ball. Apoiando eles, podemos encontrar uma belíssima fotografia, edição impecável e uma trilha inesquecível de Thomas Newman. Fora isso, as grandes performances ajudam, mas para ter um gosto mais completo, basta ver o segundo vídeo que puxa mais para o lado cômico com humor tremendo. Kevin Spacey e Annette Benning provam ser excepcionais. Um forte e emblemático filme, como poucos, para poucos.
Clique em cima das imagens para assistir aos respectivos vídeos.
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Domingo, 09 Setembro 2007
Bilheteria (7-9 de Setembro)
Box Office: Completamente indomáveis.

O fim de semana pode ter sido quieto e bem fraquinho, mas os elogios da crítica à Os Indomáveis impulsionou o faroeste a vencer a primeira colocação, mesmo que seja com um valor relativamente baixo. O remake de $55 milhões de dollares arrecadou amigáveis $14.1 milhões em 2,652 cinemas. O fim de semana após o feriado do dia do trabalho (onde Michael Myers fez a festa) é típicamente fraco e Os Indomáveis se tornou a maior abertura não-terror para o fim de semana. Mesmo que o valor arrecadado por 3:10 to Yuma (nome original bem melhor) pode não impulsionar o gênero nas bilheterias de agora em diante, prova que ainda consegue desbancar filme de povão como a maioria que fechava o top 10. O fato é que faroestes são raros e o último - e ótimo - A Proposta passou desbercebido pelos cinemas, chegando diretor em DVD no Brasil, mas quando um como 3:10 abre, com nomes fortes no elenco e na cadeira de diretor, acaba se tornando um evento imperdível e fácil de ser vendido.
Michael Myers e seu Halloween caiu uma posição e com isso, estrondosos 62% para estimados $10 milhões, para uma arrecadação total de $44.2 em 10 dias. É a típica grande queda para o gênero de terror. Superbad: É Hoje seguiu na terceira posição com estimados $8 milhões, segurando bem com uma queda de menos de 40%. Fechou 24 dias com $103.7 milhões, marcando mais uma ultrapassagem da marca dos cem milhões para uma comédia de Judd Apatow na produção ou direção. O Ultimato Bourne também segurou bem e não perdeu sua quarta colocação, caindo meros 45% para estimados $5.7 milhões, conquistando $210 milhões em 38 dias, além de mundialmente fechar com $308 milhões. É sem dúvida, o melhor da trilogia em audiência e arrecadação. Na quinta colocação ficou a comédia de esporte Balls of Fury, que caiu duas posições e 50% da sua estréia com estimados $5.6 milhões, com isso, fechando 10 dias com $24 milhões.

Quanto às outras estréias, foi surpreendente a má recepção à Mandando Bala, mais um exemplar com poder de astros no ano que afundou, ao lado de Invasores e outros. O longa junta ação e sensualidade com Clive Owen, Monica Bellucci e Paul Giamatti, mas mesmo assim foi fraquíssimo, ficando na sexta posição com meros $5.5 milhões em 2,108 cinemas. The Brothers Solomon, comédia de $10 milhões, comeu poeira, fracassando na vigésima-quarta posição, com $508 mil em 700 salas. Do outro lado, foram as pequenas estréias que realmente merecem destaque, desta vez ultrapassando até mesmo a primeira colocação em relação à melhor média por cinema. The Hunting Party ficou com $39 mil em 4 salas, uma das três melhores médias da semana. The Bubble ficou com $38 mil em 10 salas, numa média não tão boa e o elogiadíssimo documentário In the Shadow of the Moon fez $38 mil em 4 salas, em outra grande média por sala. Fierce People foi a segunda melhor média, com $19 mil em duas salas. O melhor média foi de I Want Somebody to Eat Cheese With que entrou em um cinema e siau com $12 mil. De outras estréias ainda menores, temos The Unknown Soldier e The Inner Life of Martin Frost.
Fonte: BoxOfficeMojo
Confira ao lado esquerdo a relação completa do top 10 da bilheteria dos EUA.
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Sábado, 08 Setembro 2007
Os últimos vistos em DVD
Casablanca
[Casablanca] De Michael Curtiz. Com Humphrey Bogart. Drama [1942] (R)
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Um eterno e inesquecível clássico, nada é tão bom e prazeroso como rever essa belíssima obra-prima. Reunindo todos os valores e virtudes presentes na realização de uma obra cinematográfica, Casablanca proporciona uma experiência contundente e deslumbrante de 100 minutos, dos quais conhecemos personagens marcantes e um lugar onde tudo pode acontecer. Com maravilhosas performances do elenco, em especial da linda Ingrid Bergman, como também Humphrey Bogart, Paul Henreid e Claude Rains. Mas o elenco é apenas um dos fatores impecáveis desse longa. O roteiro foi extremamente bem escrito e os diálogos fluem com uma maravilhosa densidade e relevância. Cada fala é importante, cada expressão de cada personagem merece ser valorizado. É um filme miniciosamente detalhado, arquitetado de forma meticulosa pelo diretor brilhante Michael Curtiz, que resgata amor, guerra e intriga em um pacote só. Ao contrário de muitos filmes dessa época que levavem três horas para contar sua história, Casablanca leva menos de duas. Nunca incomoda, nunca cansa e só satisfaz. É um delírio de filme, desde sua composição até sua majestosa exibição. Para deixar qualquer cinéfilo babando.
Vencedor de 3 Oscar: Filme. Diretor. Roteiro. Indicado a 5 Oscar: Ator (Humphrey Bohart). Ator Coadjuvante (Claude Rains). Fotografia. Edição. Trilha Sonora.
As Confissões de Schmidt
[About Scmidt] De Alexander Payne. Com Jack Nicholson. Drama [2002]
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Este é um trágico filme. No sentido de que o protagonista é completamente infeliz. Schmidt não só vive uma vida sem surpresas, monótona e sem sentido, mas acaba tendo que lidar com a morte de sua esposa e desvenda um segredo que possívelmente havia morrido com ela, que o deixa ainda mais devastado. O brilhante filme de Alexander Payne esconde um maravilhoso e genial roteiro, que não só constrói um memorável e denso personagem, mas o cerca com elementos trágicos da vida, inserindo um pouco de humor negro no meio do caminho. O que faz do filme tão bom, porém, deixando de lado a soberba performance de Jack Nicholson, que toca em todas as notas certas, é a forma como Payne o finaliza. É de dar dor no coração, mas não por ser triste, por ser contundente e maravilhosamente comovente, sem forçar para manipulação, nunca soando forçado. Schmidt acaba se tornando seu amigo e um eterno personagem cinematográfico do qual nunca esquecerá. O diretor que também fez os ótimos Sideways e Eleição continua a me surpreender com sua competência e principalmente sua originalidade. É um forte e excepcional roteiro e sua direção é focada, o elenco impecável. Além do incrível Nicholson, temos Kathy Bates em estranho mas engraçado papel, um irreconhecível Dermot Mulroney e Hope Davis. Sem dúvida, recomendável.
Indicado a 2 Oscar: Ator (Jack Nicholson). Atriz Coadjuvante (Kathy Bates).
Um Astro em Minha Vida
[10 Items or Less] De Brad Silberling. Com Morgan Freeman. Drama [2006]
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Construido com uma simplicidade imensa, o novo filme de Morgan Freeman é uma tocante jornada ao descobrimento de quem você realmente é, sem pieguice. Freeman retrata ele mesmo no filme, como um ator decadente em busca de um projeto independente que vai parar em um supermecado pequeno em busca de inspiração para seu personagem. Incrível é que Um Astro em Minha Vida parece ser exatamente o projeto independente que seu personagem vai atrás no filme. Contracenando com ele temos Paz Vega, que esbanja carisma e talento. Juntos formam ótima química e entregam diálogos ótimos em um clima leve e descompromissado, fora, claro, boas performances. É um longa de menos de 80 minutos e sua simplicidade é intensa, começa e logo já está terminando. Com isso, proporciona uma experiência curta, apesar de eficiente. As intenções dos roteristas são claras ao final da projeção e é um comovente filme que infelizmente se arrasta um pouco no meio do caminho mas sempre arruma um jeito de se recuperar. A estrada é curta, mas pode proporcionar grandes risadas e uma história de amizade como poucas. Nada extraordinário, é um bom filme e que merece ser conferido, sem sombra de dúvida.
Hora do Rush 2
[Rush Hour 2] De Brett Ratner. Com Jackie Chan. Ação [2001] (R)
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Para a imensa surpresa de quem curtiu o primeiro filme, essa sequência é um raro caso onde o original ganha certas melhorias no divertimento. Mesmo que no quesito roteiro seja um filme extremamente vazio (no primeiro o enredo era plausível), aqui são muitas desculpas esfarrapadas para cenas de ação rolarem soltas e o humor tomar conta da audiência. Felizmente, funcionou. Afinal, quem ver Hora do Rush esperando algo denso e relevante provavelmente não bate bem da cabeça. O filme, então, funciona muito bem como mais uma aventura com Chan e Tucker, numa química melhorada, cheios de bons momentos, piadas ótimas e cenas de ação ainda mais bem coreografadas. Ratner investe no estilo e no visual, mas nunca recorre à sensacionais efeitos especiais, deixando seus atores brilhararem em meio à confusão e atrapalhadas. Ainda temos a coadjuvante Zhang Ziyi lutando como uma fera e irritando Tucker. Uma sessão leve, divertida e irresistível. Nada melhorar para esfriar a cabeça e simplesmente se deixar levar pela diversão e ótimo entretenimento.
Hora do Rush
[Rush Hour] De Brett Ratner. Com Jackie Chan. Ação [1998] (R)
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Proporcionando ótima diversão com uma mistura de comédia e ação eficiente, Hora do Rush iniciou em 98 com um roteiro formulaico, mas cativou por seus dois protagonistas e algumas idéias inspiradas e criativas. Jackie Chan e Chris Tucker formam a dupla perfeita, com excelente química, juntos causam grandes atrapalhadas e cenas de ação, com pitadas ótimas de humor, principalmente de Tucker, que parece nunca calar a boca, mas sempre que a abre possui algo engraçado para dizer. Brett Ratner não é nem de longe um fantástico diretor, mas sabe utilizar os elementos presentes para entreter a audiência e sempre divertir. Com menos de cem minutos, é um longa rápido, eficiente em sua proposta e que não decepciona nem os fãs dos atores, nem aos fãs da mistura de comédia com ação. Enquanto temos algumas cenas de ação inesperadamente bem coreografadas e corridas alucinantes pelas ruas de Los Angeles, encontramos também hilários segmentos, na maioria das vezes sobre a falta de comunicação entre Chan e Tucker. Enfim, bom divertimento que mesmo depois de quase dez anos ainda não conseguiu se desgastar e ainda gera sequências.
As Férias de Mr. Bean
[Mr. Bean's Holiday] De Steve Bendelack. Com Rowan Atkinson. Comédia [2007]
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Fiquei surpreso com esse filme de Mr. Bean, do qual inicialmente não dava nada. A criatividade rola solta na produção que nunca possui um momento nu de inspiração. Rowan Atkinson está ótimo como Bean, se metendo nas atrapalhadas mais grotescas e hilárias possíveis, no seu caminho para Cannes. O longa possui muitos momentos engraçados e oferece divertimento irresistível, além de nunca decepcionar nem no visual e nem na forma como decide direcionar a narrativa do filme, que flui de forma constante, sem equívocos, sem parecer carregada e termina com uma nota agradável e contundente. Os fãs de Mr. Bean ficarão extremamente felizes com o resultado e para quem ainda não o conheçe, é uma boa indicação para iniciar. Gostei muito e recomendo sem pesar, uma sessão descompromissadamente divertida e engraçada, incluindo alguns dos momentos mais cômicos do ano, como uma cena onde Bean decidi cantar ópera. Um ótimo pedido para qualquer hora do dia.
A Última Cartada
[Smokin' Aces] De Joe Carnahan. Com Ryan Renolds. Ação [2006] (R)
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Esse é do típo de filme "estilo, não substância", realizado com pompa, uma seleção imensa de nomes importantes de astros famosos, e inúmeras sequências que investem no visual ao invés de roteiro. Felizmente, Joe Carnahan sabe fazer um equilibrio agradável entre estilo e substância e mesmo que na maioria das vezes o filme está em grande falta do segundo e em overdose do primeiro, acaba funcionando como entretenimento fervorosamente explosivo. O elenco funciona na hora de divertir, com destaques para Alicia Keys, Ryan Renolds e Jeremy Piven. Carnahan tenta bolar uns momentos dramáticos fora do ar que soam deslocados, mas nada que incomode demais, pelo contrário, oferece um descanso entre um tirotéio e outro. Algumas sequências de ação ficaram extremamente bem feitas, mas no final das contas você acaba desejando que tivessem roteristas mais habilidosos na construção da trama e dos personagens. Quando chega no final, você fica até sem saber como tudo chegou onde chegou. O filme termina todo embaralhado (o trocadilho foi inevitável) com alguns azes na manga, mas oco em genialidade e brilhantismo. Mesmo assim, é recomendável por se adequar a sua proposta e entregar com estilo o que prometeu.
Viagem Maldita
[The Hills Have Eyes] De Alexandre Aja. Com Aaron Stanford. Terror [2006] (R)
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Um forte e intensamente sangrento remake de um clássico do terror de Wes Craven, Viagem Maldito é um caso raro onde os remakes do gênero acabam funcionando. Mais pelo excesso de sangue e gore e o senso elevado de suspense e tensão, já que dramaticamente não funciona, mas apesar de seus defeitos, o roteiro se revela plausível, principalmente se levarmos em conta a proposta do longa e o fato de que cumpriu com competência e efficiência ela. O visual funciona, a trilha funciona, os atores funcionam e os litros de sangue funcionam. Recomendável e sem dúvida divertido, apesar de ser um pouco desagradável quando descamba demais para o sadismo. Mas o longa raramente cruza a linha que separa o plausível e o implausível e se mantém no equilibrio certo para agradar e desagradar, conforme pede a audiência, já que possui certa intensidade forte em relação à violência e mutilação. Um bom filme do gênero.
Invencível
[Invincible] De Ericson Core. Com Mark Wahlberg. Drama [2006]
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Mais um filme na cartela da Disney baseado em fatos reais e inspirador. Porém, como os ótimos Estrada Para a Glória e O Melhor Jogo da História, funciona. Mais por ser contundente, inspirador e cativante, além de possuir um belo visual, incluindo ótima fotografia e nem tanto pelo superficialismo e a previsibilidade, que cerca a maioria dos momentos. Os atores conseguem elevar o filme a outro patamar. Wahlberg está bem e Greg Kinnear está estupendo, rouba o filme. Um longa agradável, típico e que possui um personagem tentando vencer conquistando seus sonhos, além de que é mais um filme sobre futebol americano, mas a Disney possui uma magia de conquistar e mesmo manipulador em muitos momentos, Invencível acaba cativando com sua honestidade, simplicidade e sua habilidade memorável de comover. Um filme legal, bem leve, mas que não é para ser levado a sério, e nem merece.
O Retorno dos Malditos
[The Hills Have Eyes II] De Martin Weisz. Com Michael McMillian. Terror [2007]
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Sequência fraquíssima, é um longa que se comparado ao anterior se revela ridículo e nem isoladamente consegue produzir uma sessão ao menos divertida. Parece investir demais no gore, no sangue, nas mutilações e nos estupros e se esqueçe do roteiro completamente. Implausível e inaceitável na maioria das vezes, só não se revela um lixo completo por ter algumas cenas tensas, mas é só. Na verdade, é até admirável ter fugido da premissa do anterior, de uma familía viajando de férias e por isso, não soa episódico, mas o filme é desagradável a todo momento. Além de que os atores são péssimos, o filme sofre de uma falta de inspiração tremenda e a criatividade se esgota logo no início. Para piorar e irritar, ainda tenta se levar a sério, fazendo declarações sobre escolhas erradas de Bush sobre a guerra. Concordo com tal opinião, mas o longa a recita terrívelmente e de forma estúpida. As escolhas péssimas do roteiro não param por aí, incluindo um final completamente clichê e irritante, apontando para uma possível sequência. No fim das contas, é do típo de filme do gênero que é bom passar longe, não proporcionando nada de novo e nem ao menos se revelando divertido. É bem melhor rever o primeiro do que gastar 88 minutos com essa continuação.
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Sexta, 07 Setembro 2007
Cinema: Estréias da semana (07/09)
Hora do Rush 3

Nas suas férias em Paris, os agentes Lee (Jackie Chan) e James Carter (Chris Tucker) acabam se metendo em uma grande roubada ao se relacionarem com a perigosa Tríade Chinesa. Agora, os dois terão de desvendar os crimes de uma cidade e um idioma que o parceiro norte-americano desconhece completamente.
| Diretor: | Brett Ratner |
| Elenco: | Jackie Chan, Chris Tucker, Vinnie Jones, Hiroyuki Sanada, Noémie Lenoir, Max von Sydow, Yvan Attal, Sun Ming Ming, Roselyn Sanchez, Roman Polanski, Tzi Ma. |
| Produção: | Roger Birnbaum, Andrew Z. Davis, Jonathan Glickman, Arthur M. Sarkissian, Jay Stern |
| Roteiro: | Jeff Nathanson, Ross LaManna |
| Fotografia: | J. Michael Muro |
| Trilha Sonora : | Lalo Schifrin |
| Duração: | 90 min. |
| Ano: | 2007 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Ação |
| Cor: | Cor |
| Distribuidora: | PlayArte |
| Estúdio: | New Line Cinema/ Avery Pix/ Rat Entertainment |
| Classificação: | 14 anos |
| Site: | http://www.rushhourmovie.com/ |
Eu os Declaro Marido e...Larry!

Chuck (Adam Sandler), bombeiro em Nova York conhecido por conquistar belas mulheres, e seu melhor amigo viúvo Larry (Kevin Jame) são parceiros nos salvamentos mais arriscados e também não se desgrudam na vida pessoal. E a de Larry não anda muito bem: três anos após perder a esposa, ainda sente muita falta dela e tem dificuldades em criar seus filhos, Eric (Cole Morgen) e Tori (Shelby Adamowsky). Ao saber que a lei norte-americana pode não garantir o futuro deles, descobre que precisa casar. Como Chuck é a única pessoa na qual confia, Larry faz uma proposta: um casamento burocrático gay para que o governo garanta um alento financeiro aos seus filhos, caso algo aconteça. E, com ajuda da bela advogada Alex (Jessica Biel), eles tentam driblar o fiscal Clinton Fitzer (Steve Buscemi), que tenta a todo custo provar que o matrimônio é falso.
| Diretor: | Dennis Dugan |
| Elenco: | Adam Sandler, Kevin James, Jessica Biel, Steve Buscemi, Dan Aykroyd, Ving Rhames, Richard Chamberlain, Gary Valentine, Nicholas Turturro, Tila Nguyen, Candace Kita, Jamie Chung, Shelby Adamowsky, Betsy Rue, Dante Henderson, John Boyd, Taylor Gerard Hart, Cole Morgen. |
| Produção: | Michael Bostick, James D. Brubaker, Jack Giarraputo, Adam Sandler, Tom Shadyac. |
| Roteiro: | Barry Fanaro, Alexander Payne, Jim Taylor, Lew Gallo |
| Fotografia: | Dean Semler |
| Trilha Sonora : | Rupert Gregson-Williams |
| Duração: | 115 min. |
| Ano: | 2007 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Comédia |
| Cor: | Cor |
| Distribuidora: | Paramount Pictures Brasil |
| Estúdio: | Universal Pictures/ Shady Acres Entertainment/ Happy Madison Productions/ Relativity Media |
| Classificação: | 14 anos |
| Site: | http://www.chuckandlarry.com/ |
Vira-Lata

Acidente no laboratório de alta tecnologia do dr. Simon Barsinistro (Peter Dinklage) faz com que um cachorro beagle desabrigado, chamado Engraxate, ganhe poderes extraordinários. Com isso, ele passa a vestir um traje de super-herói e se auto-denomina Vira-Lata, o defensor dos cidadãos de Capitol City. O segredo deverá ser mantido entre o cão e Jack (Alex Neuberger), garoto que se torna seu dono e melhor amigo.
| Diretor: | Frederik Du Chau |
| Elenco: | Alex Neuberger, Amy Adams, Jason Lee, Patrick Warburton, James Belushi, Taylor Momsen, Peter Dinklage, John Slattery, Ezra Buzzington, Susie Castillo, Kal Thompson, Samantha Bee, Kal Thompson, Jillian Swanson, Barry Blier. |
| Produção: | Gary Barber, Roger Birnbaum, Jonathan Glickman, Jay Polstein |
| Roteiro: | Joe Piscatella, Craig A. Williams, Adam Rifkin, W. Watts Biggers |
| Fotografia: | David Eggby |
| Trilha Sonora : | Randy Edelman |
| Duração: | 84 min. |
| Ano: | 2007 |
| País: | EUA |
| Gênero: | Aventura |
| Cor: | Cor |
| Distribuidora: | Buena Vista |
| Estúdio: | Have No Fear Productions/Walt Disney Pictures/Maverick Film Company/Birnbaum/Barber/Classic Media/Spyglass Entertainment |
| Classificação: | Livre |
| Site: | http://disney.go.com/disneypictures/underdog/ |
Outras estréias:
- No Calor do Verão
- Angela
- Marock
- O Pequeno Italiano
- O Grande Chefe
- Algo Como a Felicidade
- A Morte de Um Bookmaker Chinês
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Quinta, 06 Setembro 2007
Séries: últimos episódios
Heroes

S01E01 "Genesis" || S01E02 "Don't Look Back" || S01E03 "One Giant Leap" || S01E04 "Collision" || S01E05 "Hiros" || S01E06 "Better Halves" || S01E07 "Nothing to Hide" || S01E08 "Seven Minutes to Midnight"
O episódio piloto de Heroes deve ser, sem sombra de dúvida, a abertura para uma serie mais espetácular desde a de Lost. Em um episódio de quase uma hora, somos maravilhados por uma história promissora sobre seres comuns ao redor do mundo que se acham com poderes extraordinários. A influência do mundo pop se encontra a todo canto, desde as referências às gibis, até a forma como cada personagem se relacionam com seus poderes. O elenco está bem afiado e o visual excelente, já que os efeitos nunca decepcionam e a fotografia e edição sempre surpreendem. A competência é sempre visível e a serie trata seus personagens de forma única. Mesmo que a perfeição e a maravilha do episódio piloto não tenha se transferido aos outros sete primeiros, não há como resisti-los. Não há nenhum que deixe a desejar e sempre revelam mistérios, revalações, confrontos e muita diversão. A trilha sonora é marcante, muito cativante. O que faltou foi um relacionamento mais profundo de alguns personagens com o descobrimento de seus poderes e o roteiro possui alguns furos, mas a ligação feita entre cada personagem ficou ótima e promete gerar episódios muito melhores a seguir. Não resisto a indicar meu personagem preferido: Hiro. O japonês é extravagante, engraçado, carismático e irresistível.
Lost

S03E11 "Enter 77"
Um episódio muito bom que continua a envolver e aumentar os mistérios contidos na ilha. Com ótimas atuações do elenco, esse episódio se foca em Sayid e mais uma vez em seu passado sombrio e sofrido. De certa forma, é um triste momento para a serie, desvendando os sentimentos por trás do personagem. Felizmente, temos de outro lado Sawyer para ajudar no humor e no divertimento. Sem dúvida, um momento essêncial e valioso, que ao mesmo tempo comove e satisfaz com novos revira-voltas e idéias interessantes.
Skins

S01E01 "Episode #1.1"
Essa curta serie britânica adolescente é uma ousadia bem vinda e madura. Já que o fim do divertido, mesmo que bobo The O.C. chegou ao fim, é bom conferir outra serie que segue o mesmo estilo...ou não. Skins é diferente de tudo que você já viu e por isso que se torna tão bom. Desde a abertura até o sarcástico final, é uma serie madura acerca de jovens em um mundo de sexo, drogas e rock & roll contemporâneo. O elenco britâniaco funciona, mesmo sem o carisma do povo adorável de Orange County, mas a serie funciona nos momentos onde menos esperamos e apesar da irregularidade é dificil não se identificar. Estarei a espera de outros episódios para conferir e comprovar se realmente vale a pena ir até o fim.
24 Horas

S03E01 "Day 3: 1:00 p.m.-2:00 p.m." || S03E02 "Day 3: 2:00 p.m.-3:00 p.m." || S03E03 "Day 3: 3:00 p.m.-4:00 p.m." || S0304 "Day 3: 4:00 p.m.-5:00 p.m." || S03E05 "Day 3: 5:00 p.m.-6:00 p.m."
Após as duas ótimas primeiras temporadas, 24 Horas continua cheia de tensão, adrenalina e originalidade. Apesar de até o momento não ter chegado aos pés de nenhuma das outras duas temporadas, já passou por ótimos momentos e continua a construir suas tramas de forma elaborada, além de nunca se esquecer de seus personagens. Nesses episódios, o passado de Jack (depois da segunda temporada e antes dessa) começa a assombra-lo e ele precisará encará-lo novamente como parte de sua nova missão. O elenco está maior e ainda mais interessante e as idéias boas parecem nunca terminar. Apesar de ter me decepcionado com certas falhad, ainda acredito que possa se superar com os outros episódios, ainda faltam 19 horas para encarar do dia corrido de Jack Bauer.
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Quarta, 05 Setembro 2007
Momento cinema: Crash: No Limite
Vídeos podem conter spoilers
Direção, roteiro, trilha, elenco e edição. Cinco fatores que fazem desses dois momentos marcos no poderoso Crash: No Limite. O controverso filme de Paul Haggis, que ainda hoje divide opiniões, é para mim, um dos filmes mais fortes que já presenciei e essa duas cenas (apesar da péssima resolução) servem como lembrete. Impossível não se emocionar.
Clique em cima das imagens para assistir às respectivas cenas.
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Terça, 04 Setembro 2007
Resenha: Paranóia
Juventude indiscreta
Paranóia

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Sinopse: Se culpando pela morte de seu pai em um acidente de carro, Kale é um jovem que começa a ter problemas controlando sua raiva. Quando agride o seu professor, é colocado sob prisão domiciliar. Pronto para ir a lugar nenhum, preso a uma linha curta, Kale começa a se divertir espionando e descobrindo os afazeres de seus vizinhos, que de escândalos e traição, chega a um homem do qual Kale começa a suspeitar ser o dono por trás de uma serie de desaparecimentos. Intrigado e entendiado, logo Kale descobrirá as conseguências da indiscrição.
A comparação entre Paranóia e um clássico do suspense de Alfred Hitchcock tem se tornado inevitável na maioria das críticas sobre esse novo suspense teen. Esse clássico se chama Janela Indiscreta e parece focar em um homem descobrindo segredos e desvendando mistérios pela janela, não sei ao certo, já que infelizmente não tive a oportunidade de vê-lo. Paranóia, porém, é um filme que soou completamente novo para mim, ao invés de ter soado como plágio de um roteiro de filme de Hitchcock, o que soou para muitos. Acredito que por esse motivo, entre outros, Paranóia é um suspense que funcionará maravilhosamente para a nova geração de frequentadores de cinema. Não só isso, mas irá agradar qualquer um sedento por simples e boa diversão.
Iniciando com uma espetácular cena de acidente de carro e introduzindo seu título de forma verdadeiramente intrigante e bela, o longa já começa interessante e promissor. Ao desenrolar, somos apresentados a Kale e é impossível não se divertir com seus modos e principalmente quando sua curiosidade o leva à desvendar os segredos da vizinhança. Shia LaBeouf faz o papel título e entrega carisma o suficiente para cativar, além de revelar que é um ator que veio pra ficar. O resto do elenco funciona, incluindo os adolescentes. David Morse, como vilão mais uma vez, está muito bem. Infelizmente, ainda estamos falando de um filme feito para adolescentes, ou seja, o roteiro é legal, mas deixando toda a imaturidade e a indiscreta juventude de lado, poderia ter se tornado realmente paranóico. A verdade é que mesmo divertido, o filme se carrega um pouco quando cerca a vida amorosa do personagem título, mas quando o suspense engata, ninguém consegue fugir dos ótimos sustos e da tensão palpável que toma conta de certos momentos.
O que quero dizer é que se não fosse teen com certeza poderia ter sido um filme melhor, focando na paronóia do personagem título, indo a fundo no seu psicológico e com isso, aumentando suspense e mistério. Mas Kale vive cercado de dois amigos e em momentos, ao invés do filme ser pertubador, se revela apenas divertido. Mas não faz mal, a verdade é que o filme é refrescante, no sentido de que supera a maioria dos filmes do gênero hoje em dia, trazendo bons atores em um enredo divertido, executado com jogos visuais super interessantes de D.J. Caruso, que comanda bem o espetácula quando se fala das cenas de ação e suspense, que funcionam relativamente bem. Além disso, a trilha sonora ótima, tanto a composta quanto a compilada, ajuda aumentar tanto o entretenimento quanto a tensão.
Extremamente recomendado, não é o melhor filme passando nos cinemas, mas é sem dúvida, uma opção mais que certa para todos que buscam escapismo simples e divertido. O longa não tem muito a dizer, não termina numa nota profunda, mas cativa com seu estilo, seu enredo divertido e seus personagens admiráveis, além de que revela, mesmo que de forma rasa, a lógica de que precisamos de vez em quando, parar para perceber o que ocorre ao nosso redor. Com um clima bem construído pelo diretor e um roteiro que tenta a todo momento desviar dos mais horrorosos clichês, Paranóia funciona, muito bem se devo dizer, não só como uma sessão no sábado a noite com os amigos, mas para qualquer momento onde você queira simplesmente se divertir e se entreter com um bom pedaço de thiller contemporâneo teen.
[Disturbia] De D.J. Caruso. Com Shia LaBeouf, Sarah Roemer, David Morse, Aaron Yoo, Carrie-Ann Moss, Jose Pablo Cantillo e Matt Craven. [Thriller, 105 minutos]


| Kamila do Cinéfila por Natureza | 72 |
| Vinicius Pereira do Blog do Vinicius | 40 |
| Luciano Lima de A Sala | 80 |
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Segunda, 03 Setembro 2007
Bilheteria (31 de Agosto-03 de Setembro)
Box Office: Michael Myers (literalmente) detona.

Final de semana agitado nos Estados Unidos, do qual comemorou, nessa segunda-feira, o dia do trabalhador. No fim de semana de quatro dias, foi a estréia da refilmagem Halloween que se destacou, com $31 milhões em 4,100 salas, se tornando a maior abertura de todos os tempos para o feriado, superando Carga Explosiva 2. Não só isso, mas se revelou a maior abertura para o gênero no ano, superando as de Paranóia e 1408. Em questão de refilmagem de filme de terror antigos famosos, o longa ficou acima de Horror em Amitville, mas abaixo de O Massacre da Serra Elétrica e Madrugada dos Mortos. O Halloween original, no total, somou praticamente $140 milhões, ajustados pela inflação e o último filme de Michael Myers, Halloween: H20, ajustado com $80 milhões no total. Um marco que, apesar da forte estréia, o novo Halloween não deve ultrapassar.
A coméia cultuada Superbad: É Hoje ficou firme na segunda colocação, apesar de ter sofrido uma das maiores quedas em relação aos outros filmes. Caiu 31% para $15.6 milhões nos quatro dias, fechando os seus 18 dias de exibição com $92.4 milhões. Em terceiro lugar ficou outra estréia da semana, a comédia besteirol Balls of Fury, co-estrelada por Christopher Walken, faturou $13.8 milhões em 3,052 cinemas. A comédia de ping-pong fez melhor que outros filmes no estilo como Beerfest e Kung Pow!, apesar de abaixo do nível de Com a Bola Toda. Já que estreiou na quarta-feira, ao invés de sexta, o filme fecha seis dias com $16.7 milhões. O Ultimato Bourne segurou bem, emplacando a quarta colocação e caindo menos de 18% para um total de quatro dias de $13.1, fechando 32 dias de exibição com $202 milhões, se tornando o filme da serie de Bourne com maior audiência. O quinto colocado foi A Hora do Rush 3 que caiu um pouco mais, arrecadando nos quatro dias $10.3 milhões, fechando seu total de 25 dias com $122 milhões.

Das outras estréias, encontramos o thriller com Kevin Bacon, Death Sentence, em oitavo lugar, arrecadando pouquíssimos $5.2 milhões nos quatro dias em 1,822 cinemas. Ladron Que Roba a Ladron ficou com $2 milhões em 340 cinemas, conseguindo a terceira melhor média por cinema da semana, atrás de Halloween e de The Nines, outra estréia fazendo sucesso em festivais de cinema, conseguiu, em apenas duas salas, $28.6 mil, numa média imensa de $14 mil por sala, se tornando a maior do fim de semana. Self-Medicated foi outra estréia que faturou, dessa vez em 16 salas, $58.6 mil.
Confira ao lado esquerdo a relação completa do top 10 da bilheteria dos EUA. obs: os números ao lado são referentes aos três dias de faturamente e não aos quatro dias, incluindo feriado do dia do trabalhador.
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Domingo, 02 Setembro 2007
Resenha: A Morte Pede Carona
Estranha carona.
A Morte Pede Carona

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Sinopse: Grace e Jim são dois adolescentes apaixonados e prestes a embarcar numa viagem para aproveitar as férias da primavera com os amigos. O que não esperavam é que, em certa noite, encontrariam um homem aparentemente comum e confiável pedindo carona, com o carro quebrado. Já que quase atropelaram o sujeito, como forma de pedir desculpas, decidem ajudá-lo. Mas John Ryder não é nem um pouco confiável e logo começa a perseguir os jovens incansavelmente até poder matá-los.
O fato de A Morte Pede Carona ser mais uma refilmagem de um cultuado terror antigo, este sendo de 1986, é apenas o começo de uma longa linha de fatores irritantes. A esse ponto já é fácil notar a falta de noção e originalidade em Hollywood, principalmente do gênero e com exceção de uma surpresa aqui ou ali, a verdade é que essa idéia de refilmagem já está mais que desgastada, se revelando chata e irritante. Dos "novos" exemplares, Viagem Maldita é um dos únicos que conseguiu entregar um resultado acima da média e a mais nova refilmagem de terror só prova a falta de inteligência, representando tudo o que há de errado com Hollywood.
Por um lado, podemos analisar o filme pela diversão que proporciona à seu público alvo, adolescentes, que por sua vez nem funciona tão bem. Dos poucos fatores positivos, posso destacar o visual decente e uma trilha sonora que em momentos atinge algo divertido. Fora isso, não há muito do que aproveitar e o único fator que faz com que tudo nao se torne um verdadeiro desastre é sua curta duração, que evita enrolações e deixa a narrativa rápida, deixando pouco lugar para muitas críticas. Mas estas são inevitáveis. Com um roteiro extremamente mal escrito, incluindo personagens patéticos, um vilão mal elaborado e situações risívies, sem contar os incontáveis clichês e a intensa previsibilidade, o diretor, Dave Meyer, se revela imensamente mediocre, pouco explorando o que poderia ter rendido algo ao menos digerível e divertido.
Como em Turistas, A Morte Pede Carona é fraco onde deveria ser forte, que é no suspense e no terror. Nesse filme, o vilão, interpretado porcamente por Sean Bean, mata muitas pessoas, mas só ficamos sabendo disso ao descobrirmos os cadáveres. Para a decepção dos fãs de gore, não mostra ele em ação, pelo menos não até os 20 minutos finais, onde eles claramente perceberam o equívoco e tentaram remediar, mas foi tarde demais. A violência acaba se tornando gratuita e nada agradável, além de que ao invés de torçer para que os moçinhos vencam o mal, terminamos com o desejo de que todos esses personagens bestas morram logo. Fazendo as piores escolhas possíveis, com o objetivo de dar continuidade a trama do filme, os personagens se revelam ridículos e com diálogos bestas, dos protagonistas, passando pelos polícias, até o vilão, que o invés de soar misterioso, se revela risívelmente raso superficial.
Enfim, um exemplar do suspense que por pouco escapa da tragédia, graças á algumas virtudes na sua parte técnica e à um final que ao invés de sucumbir à habitual charada de que um próximo capítulo virá, termina brutalmente e rispidamente. Além de claro, os poucos 80 minutos nunca cansarem. Se não fosse por isso, porém, eu não teria pena e realmente o consideraria um lixo total, já que sua execução é terrível, seu roteiro implausível e suas situações faltando tensão ou emoção, conturbadas de superficialismo e nem um pouco inspiradas. O vilão, que poderia ter sido a coisa mais interessante, acaba se tornando o maior tédio, broxante até. Nem o ótimo Sean Bean consegue salvar, vítima da mediocridade constante do filme, também acaba se saindo mal, juntamente com o resto do elenco, incluindo uma Sophia Bush que simplesmente não para de choramingar. Não recomendo o filme e se for para conferi-lo quando chegar nas locadoras, vejam com a menor expectátiva possível, pois o resultado é incrívelmente fraco.
[The Hitcher] De Dave Meyers. Com Sophia Bush, Zachary Knighton, Sean Bean e Neal McDonough. [Thriller, 84 minutos]


| Johnny Strangelove do Cine JP | 65 |
| Matt Zoeller Seitz do New York Times | -- |
| Érico Borgo do Omelete | 60 |
| Rotten Tomatoes | 20 |
| Vinicius Pereira do Blog do Vinicius | 40 |
| Luciano Lima de A Sala | 40 |
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Sábado, 01 Setembro 2007
Encerramento de Agosto
No fechamento do mês, indicarei os 5 melhores filmes vistos do cinema, os 10 melhores filmes vistos em DVD, lançamentos e catálogos e os álbuns de destaque do mês. Obs: os 5 filmes correspondem aos vistos nos cinemas no mês, ou seja, não necessariamente estréias do mês.
Cinema...:





(em ordem de preferência) O Ultimato Bourne. Duro de Matar 4.0. Os Simpsons: O Filme. Escorregando Para a Glória. Sem Reservas. [resenhas ao lado direito]
DVD...:










(em ordem de preferência) Cinema Paradiso. Doutor Jivago. Maria Antonieta*. Sunshine: Alerta Solar. Cães de Aluguel. Duro de Matar. A Supremacia Bourne*. Últimos Dias. A Identidade Bourne*. 300*.
* (filmes revistos)
Música...:





(em ordem alfabética) Damien Rice [O] (The Blower's Daughter). Death Cab for a Cutie [A Lack of Color] (A Lack of Color). The Killers [Hot Fuss] (Mr. Brightside). Lost In Translation [Trilha sonora] (Just Like Honey). U2 [All That You Can Leave Behind] (Beautiful Day).
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Sexta, 31 Agosto 2007
Cinema: Estréias da semana (31/08)
Paranóia

Licença Para Casar

Cidade dos Homens
O FILME



(Confirem as fichas técnicas na lista das estréias, ao lado esquerdo.)
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Quinta, 30 Agosto 2007
Performance: Julianne Moore (Magnólia)
Magnólia, além de ser belíssimo filme, é 50% maravilhoso por seu elenco e Julianne Moore, com duas cenas marcantes do cinema contemporâneo, com certeza ganha uma grande porcentagem de mérito. Aponto duas cenas curtas, mas inesquecíveis.
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Quarta, 29 Agosto 2007
Resenha: Escorregando Para a Glória
Fria glória.
Escorregando Para a Glória

Sinopse: Chazz Michael Michaels e Jimmy MacElroy são extremos rivais no esporte de patinação de gelo artística. O vicíado em sexo e que ferve no gelo sempre ganha o público e as mulheres e MacElroy, adotado (ou seria comprado?) é delicado, perfeito, mas impecável no esporte. Quando uma de suas comuns brigas toma proporções extremas, ambos são banidos no jogo. Porém, logo descobrem que podem competir em dupla, mas isto terá que sacrificar o ódio que um sente pelo outro, para juntos derrotarem a dupla mimada e histérica Waldenberg.
Uma comédia típica do estilo de Will Ferrell, isto é, uma premissa promissora, roteiro batido, mas piadas refrescantes, hilárias e muitas vezes geniais. Mesmo lotado de problemas, Escorregando Para a Glória, talvez o mais rentável dos filmes de Ferrell, é diversão certa, com humor escandaloso, visual audaz e atores autênticos super engraçados. O longa começa explodindo, prometendo muito, surpreendendo com sua genialidade e boas idéias, além do humor extremamente eficiente, produzindo grandes gargalhadas. Mas o roteiro é fraquinho e se não fosse pelo humor ótimo e as ótimas atuações - e o visual cativante - seria um filme bem fraco.
Felizmente a dupla central consegue salvar muitos momentos fracos com algumas piadas batidas, além da fórmula irritante. Will Ferrell faz o seu personagem de sempre, mas adicionando algo novo e com excelente timing cômico. Inesperdamente, Jon Heder rouba a cena de Ferrell inúmeras vezes. Seu personagem histérico é ultrajante e ao mesmo tempo, contundente, produzindo grandes risadas. O elenco coadjuvante também não faz mal, a dupla de vilões Will Arnett e Amy Poehler possuem química e maldade de sobra e Jenna Fischer não decepciona.
O exagero do filme em momentos é intenso, no sentido de que chega a se tornar implausível, mesmo que sempre engraçado. As acrobacias dos dois atores no gelo são inacreditavelmente absurdas e o visual literalmente brilhante ajuda nesse aspecto. O figurino é ótimo, aumentando as risadas e o senso de idiotice apresentado aos personagens e é óbvio que muitos movimentos foram movidos à efeitos visuais, mas mesmo não melhores que os blockbusters do ano, convencem, apesar de superficiais.
Como comédia e puro divertimento, é uma sessão mais que recomendada, principalmente para fãs de longa data de Ferrell, como também de Heder, que entrega um trabalho bem superior ao seu último, Escola de Idiotas. Talvez ainda não seja o humor típico que os brasileiros procuram, mas americanizado, estilizado e super engraçado, acredito ser impossível resistir aos charmes dessa produção, que apesar de seus grandes defeitos no roteiro e na direção, cumpre sua promessa e entrega com brilho uma comédia extremamente satisfatória e recomendável, que merece crédito simplesmente por conter a cena de decapitação mais engraçada já vista em um filme.
[Blades of Glory] De Josh Gordon e Will Speck. Com Will Ferrell, Jon Heder, Will Arnett, Amy Poehler, Jenna Fischer, William Fichtner, Craig T. Nelson, Romany Malco e Nick Swardson. [Comédia, 93 minutos]


| Angélica Bito do Cineclick | -- |
| Nick de Semlyen da Empire | 60 |
| Stephen Holden do New York Times | -- |
| Érico Borgo do Omelete | 60 |
| Peter Travers do Rolling Stone | 50 |
| Rodrigo Salem da SET | 65 |
| Vinicius Pereira do Blog do Vinicius | 60 |
| Denis Torres Ferreira do Hollywoodiano | 75 |
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Terça, 28 Agosto 2007
Resenha: O Ultimato Bourne
Maneiras extremas.
O Ultimato Bourne

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Sinopse: Constantemente atormentado pelas dúvidas de seu passado e em constante busca pela sua verdadeira identidade, o agente Jason Bourne volta a aterrorizar o governo americano, cansado de ser manipulado e desesperado em busca de respostas. Os agentes da CIA não poupam esforço na caça de Bourne, que cada vez mais se torna uma ameaça mais forte, abrindo feridas e revelando falhas no sistema.
A Identidade Bourne, dirigida por Doug Liman, serviu como um refresco, um novo começo para um gênero desgastado e sem idéias. O thriller continha cenas de ação alucinantes e uma trama extremamente bem bolada. O brilhante Paul Grengrass (Vôo United 93) acolheu a sequência dois anos depois. A Supremacia Bourne melhou o primeiro filme, com ousadia e entretenimento intenso e inteligente, mas foi só com seu terceiro e possívelmente último episódio que a serie realmente atinge a maestria. Também dirigido por Greengrass, Ultimato chega em uma época onde nenhuma sequência conseguiu o feito de superar seus antecessores, mas Greengrass não é um simples diretor e este não é um mero filme de ação. Impulsionado por uma nova intriga, mais relevante e interessante, o terceiro capítulo fecha a trilogia com chave de ouro, entregando não só as cenas de ação mais sensacionais da década, mas entregando um roteiro denso, orquestrado por uma soberba direção.
O simples fato de sempre inserir novidade e nunca se tornar episódico já torna cada sequência Bourne satisfatória e com O Ultimato as surpresas nunca foram tão deliciosas. No capítulo onde descobrimos as verdadeiras origens de Bourne, somos satisfeitos com genialidade e puro brilhantismo, tanto na forma inovadora de Greengrass contar sua história super movimentada, mas como o roteiro consegue unir tudo de forma perfeita no clímax de tirar o fôlego. Nesse tal clímax, não são mais as espetáculares sequências de ação e adrenalina, mas um suspense tenso e forte, movimentado pelo drama do personagem em confrontar seu passado e sim - lembrar de tudo. Matt Damon torna tudo bem mais empolgante com sua ótima atuação com Jason Bourne, que nunca deixou de ser relevante. Ele constrói seu personagem brutalmente e de forma memorável, para que nunca possamos esquecer dele.
Mas Damon não está sozinho. Outro grande destaque do filme é seu elenco, que inclui os personagens já conhecidos de Julia Stiles e Joan Allen, mas adiciona intensidade com as performances inesquecíveis de David Strathairn e Albert Finney, um personagem super importante para a trama. Paddy Considine, perdido e confuso no meio de tanta ação, também ganha certo destaque, apesar de seu pouco tempo em tela. Cada atuação é forte, mas não teriam funcionado se não tivessem personagens tão emblemáticos e com O Ultimato, cada um importa, cada pessoa possui um papel chave e nenhum é esquecido ou mal utilizado com o objetivo de dar continuidade à ação. O que não seria um problema. Como eu já mencionei incansavelmente, as cenas de ação são impecáveis e não há como resisti-las. Greengrass continua com sua câmera de mão, talvez até mais que no filme anterior, mas utilizando-a de forma mais essêncial e importante. Aumentando a tensão, construindo adrenalina e com uma edição ágil e perfeita (sem dúvida merece uma menção no próximo Oscar) faz da ação do filme algo para se fascinar. Fiquei realmente impressionado com a competência do visual, que utiliza menos efeitos especiais e mais habildiade na câmera, na direção focada de Greengrass e seu poder de entretenimento e satisfação intenso.
Me surpreendendo, O Ultimato Boune se tornou não somente o melhor filme do gênero que assisto em muito, muito tempo, mas um dos melhores filmes do ano. Paul Greengrass entrega uma urgência tão admirável ao trabalho, algo tão relevante e um desfecho tão inesquecível e inteligente que não há como resistir aos continuos elogios. O fato de poder propocionar entretenimento de ação e suspense tão poderoso e ao mesmo tempo um roteiro tão brilhante faz desse filme algo ainda mais admirável. Não direi nada a respeito da trama para não estragar nada, mas fiquem preparados pois a viagem é extraordinária e a satisfação será intensa. A verdade é que Greengrass e companhia levaram suas maneiras extremas à outro nível e arquitetaram uma obra-prima do gênero, funcionando sobre todos os aspectos imagináveis. Não é por nada que, como os episódios anteriores, decide finalizar, para o deleite da platéia, com a canção "Extreme Ways" de Moby. Brilhante é pouco.
[The Bourne Ultimatum] De Paul Greengrass. Com Matt Damon, Julia Stiles, David Strathairn, Joan Allen, Albert Finney, Paddy Considine, Scott Glenn e Edgar Ramirez. [Thriller, 111 minutos]


| Vinicius Pereira do Blog do Vinicius | 80 |
| Roger Ebert do Chicago Sun-Times | 88 |
| Celso Sabadin do Cineclick | -- |
| James Dyer do Empire | 100 |
| Otavio Almeida do Hollywoodiano | 100 |
| Manohla Dargis do New York Times | -- |
| Marcelo Forlani do Omelete | 100 |
| Peter Travers do Rolling Stone | 88 |
| Kamila do Cinéfila por Natureza | 95 |
| Rotten Tomatoes | 94 |
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Segunda, 27 Agosto 2007
Bilheteria (24-26 de Agosto)
Box Office: Mais Superbad. Menos Mr. Bean.

Sem grandes estréias, foi uma fraquíssima semana para a bilheteria norte-americana, com nenhuma estréia conseguindo colocação entre o top 3. No primeiro lugar, ficou o mesmo da semana passada. Superbad: É Hoje continua na onda do sucesso de Ligeiramente Grávidos, do qual divide gênero e criador. O longa caiu bastante, 45% para $18 milhões, uma queda maior que seu amigo, mas fecha com $68,6 milhões em dez dias, acumulando super bem. Só para lembrar, o filme custou $20 milhões, ou seja, triplicou seu custo em menos de 2 semanas. O longa tem estréia marcada no Brasil para 12 de Outubro.
No segundo lugar, O Ultimato Bourne continua surpreendendo e subiu uma posição ao invés de perder, jogando A Hora do Rush 3 para a terceira colocação. Segurou bem melhor que a Supremacia e com seus $12,5 milhões no fim de semana, fecha seu total com $185,3 em 24 dias, automaticamente superando ambos primeiros filmes da serie. Ultimato logo se tornará a única sequência do ano à superar seus antecessores em audiência. Já pagou seu orçamento de $110 milhões acumula um total mundial de $218, 7 milhões. A Hora do Rush 3 caiu uma posição e 45%, arrecadando $11,7 milhões, somando $108,7 milhões em 17 dias. O filme custou $140 milhões e possui uma arrecadação mundial de $135,2 milhões por enquanto. As Férias de Mr. Bean foi a estréia da semana que se deu melhor. O filme que já chegou no Brasil há algum tempo arrecadou $9,9 milhões, uma quantidade fraca levando em conta o outro filme de Bean há alguns anos atrás. De qualquer forma, a comédia é um sucesso internacionalmente e fecha mundialmente com $198,7 milhões. Rogue: O Assassino reune Jet Li e Jason Statham e mesmo assim falhou. Teve rendimento de $9,8 milhões, ficando abaixo da média dado o histórico de ambos atores.

The Nanny Diaries, com Scarlett Johansson foi outra estréia e foi iqualmente fraca, conseguindo $7,5 milhões, perdendo para O Diabo Veste Prada e Grande Menina, Pequena Mulher, que se relacionam relativamente com o filme. Resurrecting the Champ foi o filme mais elogiado da semana, mas passando em poucas salas, se contentou com a décima-quinta colocação, com $1,7 milhões, se tornando o pior começo para o gênero. O filme reune Josh Hartnett e Samuel L. Jackson. Illegal Tender foi outra estréia, passando em 512 cinemas, ficou bem atrás do drama de boxe estrelado por Jackson e Hartnett, com $1,4 milhões. September Dawn passou em 857 cinemas, arrecadou $635 mil e Heyy Babyy foi ótimo, arrecadando $612 mil em apenas 68 cinemas. Eye of the Dolphin foi fracasso com $37 mil em 124 cinemas e Right at Your Door foi morno, com $32 mil em 20 cinemas. Dedication estreiou em 4 salas apenas com $23 mil e a melhor média por cinema da semana foi de Deep Water, que arrecadou $22 mil em 2 salas. The Hottest State, Hannah Takes the Stairs, Closing Escrow e Them fecham as estréias da semana no box office, todos com médias boas mas pouquíssimo rendimento.
Confira ao lado esquerdo a relação completa do top 10 da bilheteria dos EUA.
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Domingo, 26 Agosto 2007
Os últimos vistos em DVD
Doutor Jivago
[Doctor Zhivago] De David Lean. Com Omar Sharif. Drama [1965]
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Um eterno clássico do cinema, Doutor Jivago pode não ter me encantado o suficiente para ficar na minha memória, mas é imperdível e necessário, um pedaço belo e épico de emoções em um formato cinematográfico arquitetado à moda antiga, com beleza e formosura. Com mais de três horas de duração, não possui o senso de aventura e grandiosidade de O Senhor dos Aneis, Titanic ou Ben-Hur, mas simplesmente não cansa. A beleza e a paixão do diretor se encontram estampados a cada plano, belíssimos por sinal. A trilha sonora composta por Maurice Jarre deve ser o destaque do filme, maravilhosa, mas o visual é sedutor e magnificamente memorável. Da direção de arte à fotografia sensacional, é um delírio. O elenco está iqualmente forte, com destaque para Omar Sharif, que de todos seus filmes que já vi, se destaca nesse com uma soberba performance. David Lean dirige bem o espetáculo e o roteiro constrói personagens fortes e valorizados, que se entrelaçam em uma narrativa com densidade e uma épica beleza irresistível. Acredito que o delineamento da narrativa longa poderia ter ficado mais claro, se revelando confuso e inconclusivo em momentos, mas como um todo, simplesmente não há como resistir. O clímax é um triunfo e o desfecho se revela uma realização satisfatória. Altamente recomendado.
Vencedor de 5 Oscar: Roteiro Adaptado. Fotografia. Trilha Sonora Original. Direção de Arte e Cenários. Figurino. Indicado a mais 5: Filme. Diretor. Ator Coadjuvante. Edição. Som.
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Sunshine
ALERTA SOLAR
[Sunshine] De Danny Boyle. Com Cillian Murphy. Ficção [2007]
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Danny Boyle continua sua fascinação pela sobrevivência humana e após Trainspotting: Sem Limites e Extermínio entrega seu mais audaz trabalho. Sunshine é uma mistura arrepiante de ficção, suspense e drama, tudo muito bem equilibrado em uma orquestra belíssima e poderosa. Intenso e admirável até seus últimos segundos, é um soberbo trabalho, dentre o qual Boyle investiga novamente a natureza humana e até onde iremos para sobreviver. Só que dessa vez a sobrevivência de seus personagens levará ao salvamento da raça humana. Com um excelente elenco, com um destaque óbvio para Cillian Murphy, que entrega sua melhor performance, com crueza e perfeição. O visual é um tremendo delírio. Os efeitos especiais são ótimos, mas é a direção de arte que maravilha e a edição se revela extremamente importante, como também a trilha sonora espetácular. Ousadia e surpresa são as palavras chaves para definir o roteiro, que foge á formula, submetendo seus personagens à extensos conflitos psicológicos e um embate final que toma um rumo inesperdamente tenso e horripilante. Mas o incrível mesmo é como Boyle decide orquestrar cada cena, revelando sua habilidade incrível e valiosa em traduzir emoções e maravilhar com estilo. Um forte filme, recomendado e que não sairá de sua cabeça tão fácil.
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Cães de Aluguel
[Reservoir Dogs] De Quentin Tarantino. Com Harvey Keitel. Policial [1992]
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O primeiro filme do mestre Tarantino é uma tremenda revelação. O cara que futuramente arquitetaria a saga de vingança emblemática da Noiva em Kill Bill e maravilhar o pop com Pulp Fiction começou detonando e Cães de Aluguel é um ótimo exemplo do que se pode fazer com talento e um baixo orçamento. Com um roteiro bem amarrado e esperto, inundado de personagens geniais e diálogos brilhantes, Tarantino dirigie de forma visceral, entretendo e surpreendendo com seu estilo inovador e seu modo ousado de contar uma história cômicamente absurda e ao mesmo tempo dramaticamente intensa. O elenco está ótimo. Encontramos aqui as melhores atuações de atores como Tim Roth, Michael Madsen, Steve Buscemi e Chris Penn e Harvey Keitel. O visual é fraco, no sentido de ser barato e na maior parte do tempo, se passa em um armazem simples, mas Tarantino toma certas liberdades prazerosas com o estilo alucinante do filme. Um pedaço sintiliante de cinema, violento, cru e verdadeiramente memorável.
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A Supremacia Bourne
[The Bourne Supremacy] De Paul Greengrass. Com Matt Damon. Thriller [2004] ((R))
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Essa é uma das poucas sequências que provam que a segunda parte pode sim surpreender e superar seu antecessor e a Supremacia supera Identidade com brilhantismo. Greengrass é muito mais diretor que Liman e a forma como constrói as situações do filme e como deixa o roteiro inteligente fluir se revela muita mais efficiente. Seu modo inovador de filmar as cenas (shaky cam) se revela competente, agilizando a ação e aumentando a tensão. Mas como no primeiro filme, não é tudo ação e mesmo que nele podemos encontrar espetaculares sequências de ação, incluindo perseguições de carros incríveis, os personagens e os diálogos são extremamente valorizados. Jason Bourne se torna cada vez mais interessante e mesmo que a trama em volta dele ainda não tenha atingido seu pique, ainda se revela interessante e cheia de idéias geniais, com algumas sacadas inesperdamente sensacionais. Matt Damon está crescendo com o personagem, se revela ótimo, como o resto do elenco, incluindo a ótima Joan Allen e os mais coadjuvantes Brian Cox e Julia Stiles. Para o gênero, se revela um resultado extremamente competente e satisfatório, indo muito além da promessa comum.
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A Identidade Bourne
[The Bourne Identity] De Doug Liman. Com Matt Damon. Thriller [2002] ((R))
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Oferecendo um senso de novidade e um clima retrô ao gênero em 2002, a trilogia Bourne começou muito bem, equilibrando virtudes em meio à uma desenfreada caça, com cenas de ação bem feitas, perseguições divertidas e muito suspense e mistério. Matt Damon estampa seu talento na pele do agente, enquanto o elenco coadjuvante, em especial Chris Cooper e Franka Potente, transformam seus personagens em seres fortes. O clima de mistério e aventura e a atmosfera tensa de espionagem foi algo refrescante e chegou para ressucitar o gênero e fez muito bem. Bem drigido, com foco e inteligência, o filme pode ter certos momentos desnecessários, mas flui bem com um número equilibrado de cenas de ação explosivas e diálogos espertos cercando intriga e mistério. Enfim, um ponta pé inicial competente e memorável para uma trilogia que viria a oferecer ainda mais nos próximos capítulos. Fora isso, é a primeira vez que ouvimos tocar "Extreme Ways" de Moby no final. Só por isso já vale a pena ver.
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A Pele
[Fur: An Imaginary Portrait of Diane Arbus] De Steven Shainberg. Com Nicole Kidman. Drama [2006]
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Extremamente críticado, A Pele é um filme incomum e muitas vezes bizarro que faz uma homenâgem clara à vida da fotógrafa Diane Arbus. O clima de irregularidade e estranho do filme pode ser justificado pelas fotografias iqualmente bizarras de Arbus e o longa avisa logo no início que utilizará de surrealismo para contar sua história. Acredito que a intenção do diretor era homenagear e realizar uma reflexão sobre os sentimento da mulher e na maioria das vezes consegue, mas faltou intensidade no trabalho e as metáforas nunca realmente funcionam justamente pela equívocada direção. Mas o visual belíssimo do filme compensa certas falhas, é um prazer olhar para ele e sentir sua formosura e sua fotografia bela, como também é extremamente satisfatório presenciar dois genuínos atores atuando extremamente bem, caso de Nicole Kidman e Robert Downey Jr.. Eles fazem o filme funcionar. A Pele poderia ter sido muito mais, ele queria ser muito mais. Mas a subtrama do longa, cercando a relação familiar de Diane em decadência, funciona bem melhor do que a trama central, focada na sua experiência incomum com um homem bizarro e diferente. Quando isso acontece, obviamente existe algum problema. Mas nada que não dê para relevar. Um bom filme incompreendido.
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Alpha Dog
[Alpha Dog] De Nick Cassavetes. Com Emile Hirsch. Policial [2007] (R)
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Decidi rever este filme para compreendê-lo melhor e mudei minha interpretação sobre ele, apesar de continuar achando que Nick entregou um filme muito áquem do que desejava. O filme, que inicialmente possui o objetivo de analisar a criação do pai sobre o seu filho, se perde um pouco ao não se apronfundar de forma dramaticamente coerente nesse aspecto. Na verdade, Nick acidentalmente toma um rumo inesperado, investigando a juventudade e suas consequências na sociedade. O elenco do filme é muito bom. Além de Emile Hirsch no papel título, temos grandes revelações de Anton Yelchin e Justin Timberlake, ótimos, mas é Sharon Stone quem rouba o filme, com uma memorável cena de angústia e tristeza. Certa diversão e uma visão interessante é entregue no filme, mas sempre fica a sensação de que não era esse o filme que era para ter sido feito e as intenções do diretor se perdem em meio à ambição. Funciona, mas está longe do que eu inicialmente esperava e do que o diretor gostaria.
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Turma da Mônica
EM UMA AVENTURA NO TEMPO
[Turma da Mônica em Uma Aventura no Tempo] De Maurício de Sousa. Com a voz de Marli Bortoletto. Animação [2007]
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Foi bom ver esse filme divertido e simples da turma da mônica. Em uma época onde animações digitais americanas estão explodindo com más influências à criançada (vide O Segredo dos Animais e O Bicho Vai Pegar), essa simples mas charmosa animação de Maurício de Sousa traz valores e diversão em um pacote admiravelmente satisfatório. Faltou ousadia e inventividade, mas partindo do conceito simples da gibi, se revela competente e efficiente no que propõe e não dá para pedir muito. A verdade é que satisfará muitas crianças e me agradou com seus momentos de esperteza e seus personagens genuínos e cativantes, extremamente engraçados e divertidos. Correndo por menos de 80 minutos, é dificil resistir ao desenho, suas intenções são tão boas e apresenta boas mensagens e nunca falha na hora de divertir ou cativar. Ótimo e leve passatempo.
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A Praia
[The Beach] De Danny Boyle. Com Leonardo DiCaprio. Aventura [2000]
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Decepcionante, Danny Boyle havia me maravilhado com seus poderosos filmes Trainspotting, Sunshine e Extermínio e é triste constatar que falha imensamente com falta de ousadia e foco nesse filme redundante e irritante. Começando muito bem, A Praia intriga com seu visual belo, sua trilha sonora competente e uma premissa agradável e flui de forma ótima, escancarando temas como desejo, paraíso, obsessão e solidão. Mas no meio de tudo isso Boyle se perde e um filme bom também. Ao analisar o filme, é fácil perceber que existia um bom filme ali em algum lugar, mas a direção equívocada que Boyle toma após a metade irrita, com momentos desnecessários de mediocridade e esquece de aproveitar suas virtudes, como o visual, além de ter perdido o foco na sua tese principal. DiCaprio entrega uma fraca interpretação, sem emoção ou intensidade e o resto do elenco nunca decola, com exceção de Tilda Swinton que tem seus momentos. Mas as emoções dos personagens se revelam muito rasas e superficias em momentos e o destino de todos comprova a mediocridade existente no longa. Não é um trabalho terrível, no sentido que há sim valores para se apreciar, mas a decepção foi grande e o resultado longe de satisfatório.
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As Tartarugas Ninjas
O RETORNO
[TMNT] De Kevin Munroe. Com a voz de Chris Evans. Animação [2007]
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Bem fraquinho, o longa que marca o retorno das tartarugas famosas ao cinema cai na mesmice e no desnecessário com fraca história e poucos bons momentos. Não sou fã, mas conheço a animação o suficiente para dizer que o filme não capturou os valores bem, faltando humor e carregando mais aventura, a qual se revela incrívelmente tediante e nada emocionante. Levando em conta seu público alvo, pode sem dúvida funcionar e cativar muitos, afinal, não é um desastre e tem seus momentos, além de dubladores ótimos, incluindo Chris Evans, Zhang Ziyi, Kevin Smith e Sarah Michelle Gellar. Mesmo assim, faltou muito para um resultado agradável e se mantém regular na maior parte do tempo, nunca ousando ou emocionando, além de que o visual é iqualmente fraco e flácido, com cores pobres e faltando criatividade. Veja por sua própria conta.
18:55 Escrito em DVD | Permalink | Comentários (5) | Enviar por e-mail
Sábado, 25 Agosto 2007
Resenha: Mimzy: A Chave do Universo
Ruídos de um planeta perdido.
Mimzy
A CHAVE DO UNIVERSO

Sinopse: Quando dois irmões, Noah e Emma, acham uma caixa repleta de brinquedas irregulares, começam a se aventurar na magia e no encanto que estes lhes proporcionam, porém, percebem que não é uma brincadeira e que os objetos vieram de uma outra realidade.
Mimzy é um longa cheio de idéias, muitos encantamento, muita magia e boas intenções, além de uma bela mensagem. Porém, as suas idéias nunca são bem trabalhadas, o encantamento nunca maravilha e a magia nunca cativa. No final das contas, não passa de uma boa intenção. O filme ainda sofre de uma crise de personalidade, deslocado quanto ao seu público alvo. São poucas as crianças que ficarão satisfeitos com mais de 90 minutos de filme com pouco entretenimento e nenhum senso de aventura ou diversão e os pais podem achar o espetáculo um pouco tediante e redundante. Por esse motivo, entre outros que serão listados, Mimzy falha.
Como já foi dito, é um longa de muitas idéias, mas infelizmente nunca são desafiadas ou bem explorados. Em certo momento do filme, surge uma urgência relevante sobre o meio ambiente, mas esta dura menos de cinco minutos e o senso de aventura e diversão do filme nunca decola, falhando na hora de cativar seu público alvo e se tornando carregado, pouco charmoso e nada atraente, apesar de seu visual com efeitos legais. A premissa cerca a idéia de um novo mundo, outra realidade, sobre salvação, esperança, magia e maravilha, mas nada disso é explorado e o filme se revela inconclusivo e insatisfatório ao ficar garrado somente no óbvio, como se faltasse fôlego ou gás para acelerar e se tornar algo muito mais do que conseguiu ser.
Como se já não bastasse, o elenco decepciona. Os dois garotos não entregam carisma, especialmente a menina, que deveria ser a chave para o encantamento do filme, falha, se revelando péssima em todos os sentidos. O pequeno ator, Chris O'Neil, tenta, mas não sai vitorioso. Os coadjuvantes (os adultos) também estão muito mal, somente com o cômico Rainn Wilson se salvando da perdição. Mesmo assim, pode ter sido os diálogos extremamente mal escritos e os personagens falhados que tenham destruído o brilho que o elenco poderia ter proporcionado. É um roteiro bem fraquinho que parece se contentar em ser apenas uma idéia e o diretor brinca com visual e temas interessantes, mas nunca percebe o material que está em mãos e o que poderia se tornar.
Entre uma cena ou outra, Mimzy desperta o interesse, parece sempre querer se tornar algo maior, algo relevante, grande e enigmático, mas fica nessa mesmice o tempo inteiro. A falta de ritmo é um tremendo defeito, juntamente com o fraco elenco, o roteiro redundante e a direção inspirada mas mal focada e nua de ousadia. Boas intenções existem e o filme tem um bom coração, mas inteligência é necessário e a boa e contundente mensagem não bastou para me cativar ou emocionar. Fiquei extremamente decepcionado com o resultado. Apesar de não ter esperado muito do filme, acreditei em seu potêncial de se tornar fascinante, mas tudo não passa de puro aborrecimento.
[The Last Mimzy] De Robert Shaye. Com Chris O'Neil, Rhiannon Leigh Wryn, Joely Richardson, Timothy Hutton, Rainn Wilson, Kathryn Hann e Michael Clarke Duncan. [Drama, 90 minutos]


| Jeannette Catsoulis do New York Times | -- |
| Marcelo Hessel do Omelete | 40 |
| Suzana Uchôa Itibêre da SET | 70 |
18:55 Escrito em Resenhas | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail





































